Mais um verão
21 Mais Um almoço em família
ANNABETH
–Narrator-
DEPOIS DE QUATRO DIAS DE VIAGEM, PERCY E ANNABETH HAVIAM CHEGADO À SÃO FRANCISCO. As coisas por lá não haviam mudado muito, estavam praticamente do jeito que Annabeth lembrava, assim que voltou para casa no fim do verão anterior. Nesse período, Annabeth e seu pai, Frederick, passaram muito tempo juntos, e se divertiram bastante. Annabeth estava feliz por voltar àquele lugar.
– Bom... O que você quer fazer primeiro? — perguntou Percy.
– Acho que não temos escolha. Já estamos em São Francisco, mas não sabemos onde os semideuses que viemos encontrar estão. Então... — Annabeth dizia, quando foi interrompida.
– Então vamos visitar o seu pai. — falou Percy, e Annabeth assentiu.
Minutos depois, os dois semideuses estavam andando pelas ruas da cidade, até chegarem à uma área residêncial. Continuam andando, e Annabeth de repente para na frente de um porta de uma casa.
– É aqui. — ela disse. Parecia estar um pouco ansiosa, talvez pelo fato de apresentar Percy à seu pai. Eles já se conheciam, mas dessa vez seria diferente. Frederick, o pai de Annabeth, agora saberia que Percy é o namorado da sua filha. Ela tocou a campainha. Não demorou muito, e um homem de meia idade abre a porta. Ele se surpreende ao ver a garota em sua frente.
– Annabeth! Minha filha! — falou Frederick, dando um abraço em Annabeth.
– Olá pai. — ela disse.
– Que bom revê-la! — disse o homem.
– Também estou feliz por te ver, pai.
– Ora, e vejo que seu amigo também veio! Deixe-me lembrar... Percy, certo? — perguntou o pai de Annabeth.
– Sim, senhor. — respondeu Percy.
– Bom pai, estamos em missão. Podemos entrar e conversar um pouco? — perguntou Annabeth.
– Mas é claro! Vamos, entrem! — disse Frederick, fechando a porta logo depois que Percy e Annabeth entraram na casa.
– Querida, veja, temos visitas! — falou Frederick.
Nesse instante, uma mulher surge ao lado de Frederick, ela provavelmente seria a madrasta de Annabeth, a esposa de seu pai.
– Ah, Percy, Annabeth! Que bom revê-los! — falou a mulher, sorrindo. — Sentem-se, por favor!
Os dois semideuses obedeceram ao pedido da mulher. Percy e Annabeth sentaram um do lado do outro, e logo em seguida explicaram o motivo de estarem ali, falando sobre a missão. Disseram tudo: desde a primeira missão, em que Annabeth falhou e Percy a salvou, até à noite anterior, do ataque dos montros voadores. Os pais de Annabeth ouviram tudo com muita atenção.
Como eles já sabiam que Annabeth era uma semideusa, tudo ficava mais fácil.
– Bem, então vocês vão andar por São Francisco até encontrar dois semideuses que vocês não conhecem? — perguntou Frederick.
– Exatamente. — disse Percy. — Mas Annabeth tem uma breve lembrança dos dois, ela sonhou com eles.
– Sim, vi os dois andando e conversando, na praia. E depois estavam fugindo de lestrigões. — explicou Annabeth.
– Oh, isso tudo é muito interessante. Mas vocês devem estar com fome, após tantos dias de viagem sem comer uma refeição adequada. Vamos crianças, é quase hora do almoço! — disse a esposa de Frederick.
– Ela tem razão! Vocês devem ficar e almoçar conosco. — disse Frederick.
– Não seria incomodo? — perguntou Percy.
– É claro que não! Um amigo de Annabeth é sempre bem vindo aqui! — falou Frederick. Percy encontrou os olhos de Annabeth, que pareciam perguntar Quando você vai dizer para seu pai que nós estamos namorando, Annabeth?
– Bem, pai... Sobre nós dois... — começou Annabeth. — Nos conhecemos há muitos anos e...
– E agora são namorados. — adivinhou Frederick. Percy e Annabeth se surpreenderam.
– Mas... Como o senhor... — Percy tentava formar frases, mas não conseguia.
– Quíron nos ligou e contou tudo, crianças. Também falou que Percy teve a iniciativa de resgatar Annabeth, mesmo quando ninguém sabia que ela estava em perigo. — falou a esposa de Frederick. — Particularmente, eu achei lindo!
Annabeth e Percy coram um pouco.
– E então... O senhor não vai protestar em nada e... — falava Annabeth.
– Protestar, eu? Claro que não! Esse garoto salvou a sua vida várias vezes, Annabeth. — disse Frederick. — E se ele gosta de você, não posso impedir!
– E você também gosta muito dele, Annabeth... — acrescentou a madrasta de Annabeth. A garota corou um pouco mais, se isso é possível.
– E como vocês dois se gostam, por que eu impedir o namoro de vocês? — finalizou Frederick. — Mas me respondam... Quando esse namoro começou?
– Bom... Em quatro de julho. — respondeu Percy. Annabeth parecia admirada em saber que o namorado lembrava a data do início de namoro deles. Como começaram a namorar em quatro de julho, então já tinham quatro dias de namoro, já que hoje são oito de julho, segunda.
– Então já têm quatro dias de namoro. — concluiu a esposa de Frederick. — Espero que sejam felizes, e que este namoro dure por muito tempo. A Annabeth não parava um segundo de falar sobre você no inverno passado, Percy. Não sei como não morreu de saudades! Já sabia que ia dar em namoro...
Percy corou um pouco, mas não pode deixar de admitir que estava feliz. A garota que ainda nem era sua namorada, já pensava nele antes de serem namorados.
– Não era tanto assim! — protestou Annabeth, bastante vermelha.
– Tem razão, era bem mais! — disse Frederick, e então ele e a sua esposa começaram a sorrir. Annabeth ainda estava meio sem jeito, e decidiu mudar de assunto.
– Que tal irmos logo almoçar? A nossa viagem foi bastante longa! — disse Annabeth.
– É, está certo. Agora que vocês já nos contaram sobre o namoro, acho justo termos um almoço em família! — falou Frederick.
*****
ANDREW (Point of View)
Quando acordei hoje pela manhã, ainda estava na praia. Já estava cansado dessa vida sem rumo, sem sentido. Agora, eu e Sophia continuavámos andando por ruas próximas à praia, depois que insisti muito, para ver se aquele sonho se tornava realidade... Isso se aqueles dois adolescentes tiverem sobrevivido ao ataque de fogo daquelas coisas, na sonho da noite anterior.
– Andrew, o que nós vamos fazer? — me perguntou Sophia.
– Como assim? — respondi, perguntando.
– Nós estamos andando por aí há dias, sem destino, sem direção. Esse tal acampamento, você sabe onde fica? Nós podemos chegar lá sozinhos? — ela perguntou, parando de andar, e olhando nos meus olhos.
– Receio que sem ajuda, não consiguiremos nem sair de São Francisco. São muitas daquelas criaturas que podem nos matar brincando. Temos que esperar a ajuda e... — falava, quando Sophia me interrompeu.
– AJUDA? QUE AJUDA, ANDREW!? VOCÊ AINDA NÃO PERCEBEU QUE ESTAMOS SOZINHOS?! — falou a garota, gritando.
E então, eu ouvi uma voz, na minha mente.
– Gritar com ele não vai ajudar...
Notei que Sophia também havia escutado, já que parou de gritar, e olhava para todos os lados, procurando por quem disse aquilo.
– Q-quem é você? O-onde você está? — ela perguntou.
– Se vocês querem mesmo saber por que existem, e se quiserem dar sentido à suas vidas, encontrem Percy e Annabeth hoje à tarde, na praia.
– Percy? Annabeth? — perguntou Sophia. — Quem são esses? Nós conhecemos?
– Talvez você não os conheça, mas tenho certeza de que Andrew sabe quem eles são...
– Espera... Como você sabe meu nome? — perguntei, apavorado.
A voz só podia estar falando dos dois adolescentes do sonho. Quem mais poderia nos ajudar à pôr rumo em nossas vidas?
– Estejam na mesma praia em que passaram a noite ontem... Hoje à tarde... Para dar rumo à suas vidas!
E então, a voz não falou mais nada. Eu e Sophia ficamos nos encarando por alguns instantes, perguntando se éramos loucos, mas chegamos ao resultado que não.
– Eu disse que eles viriam nos ajudar! — falei, confiante.
– Temos que estar na praia, hoje à tarde. — ela completou.
– Então, vamos logo para lá! — disse.
Seja quem for vocês, Percy e Annabeth, estamos esperando sua ajuda.
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