Mais que bons amigos.
26 The end.
Finalmente Garcia saiu do hospital. Ela estava ficando louca presa a aquele quarto. As paredes azuis a incomodavam. Ela queria sua cama, sua casa, suas coisas e acima de tudo voltar para o trabalho.
Ela teria que esperar mais uma semana para voltar ao trabalho e Hotch garantiu que ela cumprisse. Ele havia deixado o posto de diretor e voltado a ser um agente de campo. Ele passou seu cargo para Mateo que esteve livre nos últimos anos fazendo trabalhos no exterior.
Finalmente a data de volta chegou. Garcia teria que usar uma cadeira de rodas que ela customizou inteiramente com brilhos e pintou de rosa. Hotch a conduziu pelo escritório apesar de ela pedir para que ele a deixasse conduzir sozinha. Ele a colocou perto de uma das baías do escritório enquanto montava uma rampa sob as escadas. Ela não poderia ir a campo o que significava que ela teria que ficar no escritório com alguém.
Um novo caso foi apresentado e com Hotch na liderança todos foram para o avião. Garcia ficou no escritório com Reid que queria muito ajudar a amiga.
Ela tinha sessões de fisioterapia diárias para recuperar os movimentos das pernas. Aos poucos tudo ia voltando ao normal.
— Aqui minha lady. – Reid passou uma xicara de café para Penelope. – Fico feliz que você esteja melhor.
— Quase melhor. – Corrigiu Penelope.
— Vamos. – Disse Reid. – Está quase voltando a andar. Mais algumas semanas e você volta a andar.
— É que eu queria estar em campo. – Falou Penelope.
— Talvez o Hotch ainda permita que você vá a campo depois de tudo isso. – Falou Reid.
— Ou talvez eu deva voltar para as análises técnicas – Penelope ficou triste.
— Hotch não é um babaca machista. – Falou Reid.
— Talvez ele tenha razão. Talvez eu deva ficar sempre no escritório e fazer as análises técnicas. – Falou Penelope.
— Você é uma boa agente de campo. – Falou Reid. – Apesar do medo que você ainda tem em usar uma arma.
— É uma coisa complicada demais. – Falou Penelope.
— Vamos combinar uma coisa. – Reid virou para ela. – Se você se esforçar o suficiente para sair dessa cadeira eu mesmo alo com o Hotch para ele te deixar em campo junto com ele.
— Mas? – Perguntou Penelope. – Sempre tem um "Mas".
— Mas se você não se esforçar eu pessoalmente vou falar com o Aaron para te colocar de volta as analises técnicas. – Falou Reid.
— Isso é cruel. – Falou Penelope.
— Não acho. – Respondeu Reid. – É um incentivo maravilhoso.
— Não vou decepcionar. – Falou Penelope.
Reid pegou a cadeira e a conduziu pelos corredores e a levou até a fisioterapia.
— Eu poderia vir sozinha. – Falou Penelope.
— E te deixar trapacear? – Perguntou Reid. – Nunca.
Eles eram os melhores amigos.
O caso foi simples e a equipe voltou para casa.
Penelope já dava os primeiros passos em direção a vida antiga.
— Um passo de cada vez. – Falava Penelope sempre incentivada por Hotch ou Reid.
Ela se livrou da cadeira muito antes do que os médicos haviam previsto e agora usava uma muleta igualmente rosa.
Ela já podia viajar, mas não se envolver em coisas consideradas perigosas que basicamente a fazia ficar longe de campo. Ela ficava na delegacia junto com algum agente.
Hotch não a tirou das operações de campo. Ela ficou como o contato com a mídia e responsável de achar as informações.
Quando eles voltavam para casa Hotch e Penelope cuidavam das meninas e de Jack. Eram uma grande família e tinham passado tantas coisas durante aquele curto período de tempo que dava para dizer que tudo mundo estava seguro agora.
John foi sentenciado a pena máxima de morte por injeção letal e apesar de apelar nunca consegui reverter a direção. Ele morreu com uma injeção e seu corpo cremado e dado a família. Ou o que havia restado da família.
Hotch e Penelope compraram uma casa grande para a família. Eles decidiram renovar os votos. E fizeram isso a luz do pôr do sol com todos os amigos e colegas do FBI que os ajudaram a enfrentar tudo aquilo.
E assim seguiram até o ultimo dia da vida deles quando eles morreram no mesmo dia de mãos dados com minutos de diferença. Aurora, Alice, Grace e Jack tiveram filhos e colocaram os pais um do lado do outro no jazigo.
— Quem sabe eles se encontrem lá no céu. – Falou Aurora.
— Acredita em vida após a morte? – Perguntou Alice.
— Ei. – Repreendeu Grace. – Não estraga a fantasia. É romântica.
— Eles se amaram tanto durante a vida inteira. – Falou Jack. – Eles com certeza estão com os amigos deles lá.
— E o que a gente faz? – Perguntou Alice.
— A gente lembra deles. – Respondeu Grace colocando um buque de rosas vermelhas no túmulo. – De todos.
Os quatro saíram e colocaram flores nos túmulos de todos os outros agentes também.
— Eles ajudaram a nossa família quando era mais preciso. – Falou Jack. Ele colocou uma flor no túmulo de Haley. – Assim como eles ajudaram quando minha mãe foi morta.
— Rossi era muito forte. – Disse Grace. – Eu odiei quando ele morreu naquele acidente durante aquele caso.
— Foi traumático para a mamãe quando a tia Jennifer morreu no incêndio na casa dela. – Falou Alice.
— E o tio Reid por causa daquele psicopata que o esfaqueou na cena do crime. – Falou Aurora.
— Onde Morgan está enterrado? – Perguntou Jack.
— Talvez junto com a Emily na Inglaterra. – Respondeu Aurora.
Os quatro saíram e foram em direção ao carro.
— A gente poderia se inscrever no FBI. — Falou Jack.
— Continuar o legado dos nossos pais? — Perguntou Grace.
— Com certeza. — Disse Aurora. — Adoraria portar uma arma.
— Então a gente pode virar agentes. — Falou Jack.
Eles foram em direção ao FBI e se inscreveram e viraram agentes de campo.
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