Finalmente Garcia saiu do hospital. Ela estava ficando louca presa a aquele quarto. As paredes azuis a incomodavam. Ela queria sua cama, sua casa, suas coisas e acima de tudo voltar para o trabalho.

Ela teria que esperar mais uma semana para voltar ao trabalho e Hotch garantiu que ela cumprisse. Ele havia deixado o posto de diretor e voltado a ser um agente de campo. Ele passou seu cargo para Mateo que esteve livre nos últimos anos fazendo trabalhos no exterior.

Finalmente a data de volta chegou. Garcia teria que usar uma cadeira de rodas que ela customizou inteiramente com brilhos e pintou de rosa. Hotch a conduziu pelo escritório apesar de ela pedir para que ele a deixasse conduzir sozinha. Ele a colocou perto de uma das baías do escritório enquanto montava uma rampa sob as escadas. Ela não poderia ir a campo o que significava que ela teria que ficar no escritório com alguém.

Um novo caso foi apresentado e com Hotch na liderança todos foram para o avião. Garcia ficou no escritório com Reid que queria muito ajudar a amiga.

Ela tinha sessões de fisioterapia diárias para recuperar os movimentos das pernas. Aos poucos tudo ia voltando ao normal.

— Aqui minha lady. – Reid passou uma xicara de café para Penelope. – Fico feliz que você esteja melhor.

— Quase melhor. – Corrigiu Penelope.

— Vamos. – Disse Reid. – Está quase voltando a andar. Mais algumas semanas e você volta a andar.

— É que eu queria estar em campo. – Falou Penelope.

— Talvez o Hotch ainda permita que você vá a campo depois de tudo isso. – Falou Reid.

— Ou talvez eu deva voltar para as análises técnicas – Penelope ficou triste.

— Hotch não é um babaca machista. – Falou Reid.

— Talvez ele tenha razão. Talvez eu deva ficar sempre no escritório e fazer as análises técnicas. – Falou Penelope.

— Você é uma boa agente de campo. – Falou Reid. – Apesar do medo que você ainda tem em usar uma arma.

— É uma coisa complicada demais. – Falou Penelope.

— Vamos combinar uma coisa. – Reid virou para ela. – Se você se esforçar o suficiente para sair dessa cadeira eu mesmo alo com o Hotch para ele te deixar em campo junto com ele.

— Mas? – Perguntou Penelope. – Sempre tem um "Mas".

— Mas se você não se esforçar eu pessoalmente vou falar com o Aaron para te colocar de volta as analises técnicas. – Falou Reid.

— Isso é cruel. – Falou Penelope.

— Não acho. – Respondeu Reid. – É um incentivo maravilhoso.

— Não vou decepcionar. – Falou Penelope.

Reid pegou a cadeira e a conduziu pelos corredores e a levou até a fisioterapia.

— Eu poderia vir sozinha. – Falou Penelope.

— E te deixar trapacear? – Perguntou Reid. – Nunca.

Eles eram os melhores amigos.

O caso foi simples e a equipe voltou para casa.

Penelope já dava os primeiros passos em direção a vida antiga.

— Um passo de cada vez. – Falava Penelope sempre incentivada por Hotch ou Reid.

Ela se livrou da cadeira muito antes do que os médicos haviam previsto e agora usava uma muleta igualmente rosa.

Ela já podia viajar, mas não se envolver em coisas consideradas perigosas que basicamente a fazia ficar longe de campo. Ela ficava na delegacia junto com algum agente.

Hotch não a tirou das operações de campo. Ela ficou como o contato com a mídia e responsável de achar as informações.

Quando eles voltavam para casa Hotch e Penelope cuidavam das meninas e de Jack. Eram uma grande família e tinham passado tantas coisas durante aquele curto período de tempo que dava para dizer que tudo mundo estava seguro agora.

John foi sentenciado a pena máxima de morte por injeção letal e apesar de apelar nunca consegui reverter a direção. Ele morreu com uma injeção e seu corpo cremado e dado a família. Ou o que havia restado da família.

Hotch e Penelope compraram uma casa grande para a família. Eles decidiram renovar os votos. E fizeram isso a luz do pôr do sol com todos os amigos e colegas do FBI que os ajudaram a enfrentar tudo aquilo.

E assim seguiram até o ultimo dia da vida deles quando eles morreram no mesmo dia de mãos dados com minutos de diferença. Aurora, Alice, Grace e Jack tiveram filhos e colocaram os pais um do lado do outro no jazigo.

— Quem sabe eles se encontrem lá no céu. – Falou Aurora.

— Acredita em vida após a morte? – Perguntou Alice.

— Ei. – Repreendeu Grace. – Não estraga a fantasia. É romântica.

— Eles se amaram tanto durante a vida inteira. – Falou Jack. – Eles com certeza estão com os amigos deles lá.

— E o que a gente faz? – Perguntou Alice.

— A gente lembra deles. – Respondeu Grace colocando um buque de rosas vermelhas no túmulo. – De todos.

Os quatro saíram e colocaram flores nos túmulos de todos os outros agentes também.

— Eles ajudaram a nossa família quando era mais preciso. – Falou Jack. Ele colocou uma flor no túmulo de Haley. – Assim como eles ajudaram quando minha mãe foi morta.

— Rossi era muito forte. – Disse Grace. – Eu odiei quando ele morreu naquele acidente durante aquele caso.

— Foi traumático para a mamãe quando a tia Jennifer morreu no incêndio na casa dela. – Falou Alice.

— E o tio Reid por causa daquele psicopata que o esfaqueou na cena do crime. – Falou Aurora.

— Onde Morgan está enterrado? – Perguntou Jack.

— Talvez junto com a Emily na Inglaterra. – Respondeu Aurora.

Os quatro saíram e foram em direção ao carro.

— A gente poderia se inscrever no FBI. — Falou Jack.

— Continuar o legado dos nossos pais? — Perguntou Grace.

— Com certeza. — Disse Aurora. — Adoraria portar uma arma.

— Então a gente pode virar agentes. — Falou Jack.

Eles foram em direção ao FBI e se inscreveram e viraram agentes de campo.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!