Mais que bons amigos.
2 Shell Games
Notas iniciais
Morgan foi o primeiro a recobrar a consciência depois do acidente. Ele tinha um corte no supercílio, mas nada que um curativo não resolvesse. Aos poucos Hotchner e Mateo recuperaram a consciência. Apenas Penelope não havia recobrado a consciência.
Morgan percebeu o combustível vazando e alguns fios desencapados ainda quentes quase encostando no combustível. Morgan percebeu que teria de tirar Penelope do carro antes que tudo fosse elos ares.
— Hotch! Mateo! – Gritou Morgan. – Precisamos tirar a Garcia do carro agora! – Morgan se aproximou do carro e percebeu que Garcia ainda estava inconsciente. – Isso tudo vai explodir. – Gritou Morgan
Hotchner e Mateo se aproximaram e ajudaram Morgan a tirar Penelope do carro.
— Com cuidado. – Disse Morgan.
Eles conseguiram tirar Garcia do carro sem maiores complicações apesar da dificuldade. Ela estava com um corte feio em um dos braços provavelmente de quando o carro caiu e virou sucata. Eles a colocaram em um lugar de grama baixa e o carro explodiu. Penelope perdia uma quantidade significativa de sangue. Morgan improvisou um curativo com um pedaço de camisa que conteria o sangue por algum tempo.
Hotchner foi em busca de sinal enquanto Morgan e Mateo cuidavam de Penelope ainda inconsciente. Hotch finamente conseguiu algum sinal e ligou para Reid.
— Onde estão? – Perguntou Reid com Rossi e JJ do lado. – Estamos esperando vocês.
— Aconteceu um acidente. – Disse Hotchner.
— Onde? – Perguntou Reid.
— Não tenho certeza. – Disse Hotchner. – Pegamos uma estrada secundária. Foi muito estupidez minha. – Disse Hotchner.
— Escute Aaron. – Falou Rossi. – Passe o máximo que se lembra da estrada.
— É uma estrada de terra próxima a Virginia. Nem deveria ter carros a essa hora. – Hotchner estava meio confuso por causa do acidente.
— Alguém ferido gravemente? – Perguntou JJ.
— Talvez Penelope. Ela tem um corte feio no braço. – Disse Hotchner. – Morgan fez um curativo com um pedaço de camisa. – Hotchner não parecia convencido. – Acho que vai segurar um pouco.
— Já mandei ajuda. – Disse JJ. – Vai demorar no mínimo 30 minutos.
— Vou voltar para lá. – Disse Hotchner desligando.
Quando Hotchner desligou Reid e rossi se olharam.
— O que exatamente ele quis dizer com "vou voltar para lá"? – Perguntou Rossi.
— O lugar em que eles estão é remoto então Hotch deve ter saído de perto para conseguir sinal e ligar para a gente. – Respondeu Reid.
Hotchner voltou para perto. Eles tinham se afastado o quanto puderam do carro que explodiu.
— Como ela está? – Perguntou Hotchner.
— Ainda inconsciente. – Respondeu Morgan.
Hotchner parecia confuso. Talvez uma consequência da explosão.
— Sabe o que eu realmente não entendo? – Perguntou Hotch depois de um tempo.
— O que? – Morgan tirou um pouco a atenção da amiga.
— Porque aquele carro, naquela hora. – Disse Hotchner. – Como eles sabiam que estaríamos aqui? Como sabiam quando estaríamos passando pela parte difícil?
— Talvez estivessem nos vigiando. – Disse Mateo depois de um tempo só ouvindo. – Mas não temos como provar. Se o dispositivo está no carro ele se explodiu junto.
— Quem fez isso armou para matar todo mundo que estivesse no carro. – Disse Hotchner.
— Se a Garcia morresse com a gente no carro levantaria menos suspeita. – Disse Morgan.
Penelope finamente recobrava a consciência aos poucos.
— Ei Baby Girl. – Falou Morgan. – Fico feliz que esteja bem. O socorro está vindo. Não faça nenhum movimento nem fale nada. Deve poupar energia.
Penelope seguiu o conselho de Morgan e ficou em silêncio. Morgan ainda pressionava o ferimento.
— Onde eles estão? – Perguntou Morgan.
— Já se passaram os trinta minutos. – Disse Hotchner.
Mal ele terminou a frase e viu as luzes da ambulância cada vez mais próxima.
JJ, Reid e Rossi estavam atrás com o carro. Rossi e Reid foram até onde os colegas estavam.
— Como ela está? – Perguntou Reid.
— Ela estava acordada até a pouco. – Disse Morgan. – Daí ela começou a fechar os olhos e abrir devagar e depois mais devagar até que dormiu.
— É tarde. – Disse Reid. – Acho que está dormindo.
— Ou o sangue que ela perdeu está fazendo falta. – Disse Hotchner.
Os paramédicos correram para atender Penelope. Apesar de ser um ferimento só o sangue que ela perdeu deveria ser reposto rapidamente. E a inconsciência era preocupante. Hotchner, Morgan e Mateo apesar do susto com a amiga estavam bem. Tirando alguns cortes pequenos não haviam se machucado muito.
Reid e Rossi estavam bem calmos para quem quase havia perdido seus amigos. Rossi era durão e Reid não era muito aberto a demonstrar emoções.
— Fez um bom trabalho, Agente Morgan. – Disse um dos paramédicos. – Esse curativo rápido ajudou a conter a perda de sangue.
— Ela vai ficar bem? – Perguntou Morgan.
— Assim que chegarmos no hospital vamos repor um pouco da quantidade perdida. – Disse o paramédico.
Morgan havia insistido em acompanhar Penelope até o hospital.
— Porque com um corte tão pequeno ela perdeu uma quantidade tão grande de sangue? – Perguntou Morgan.
— A perda de sangue foi acelerada por alguma coisa. Um remédio, uma droga. – Disse o paramédico. – Ela faz uso de algum medicamento?
— Ela usa um desde que levou o tiro. – Disse Morgan.
— Comece procurando por ele. – Disse o paramédico.
A ambulância chegou e Penelope foi levada a sala de exames para ser examinada.
Hotchner, Mateo e Morgan também foram levados para serem examinados mesmo Hotchner dizendo que estava bem.
Os agentes foram liberados com alguns curativos enquanto Penelope descansava em um quarto recebendo um pouco de sangue para repor o que ela perdeu.
Reid cuidava da amiga. Afinal quando ele foi baleado ela não apenas cuidou dele, mas salvou sua vida quando atirou no enfermeiro que tentou mata-lo com um remédio errado.
Morgan bateu na porta e entrou. Penelope estava dormindo tranquilamente depois de receber um pouco de anestésico para fazer as sutaras no ferimento que se revelou pior do que Morgan havia visto.
— Como ela está? – Perguntou Morgan para Reid.
— Dormindo. – Disse Reid. – Ela é durona Morgan.
Morgan se lembrou de quando Penelope foi baleada e de como aquilo o deixou muito triste. Ela outra vez no hospital era aterrorizante.
Algumas horas depois Penelope recobrou os sentidos. Reid havia ido para casa e Hotchner estava lá com ela. Ele estava um pouco cansando afinal havia ido direto para o escritório depois do acidente.
— Ei. – Disse Hotchner ao ver Penelope acordando. – Como se sente?
— Um pouco tonta. – Disse Penelope.
— Os médicos disseram que você poderá ir embora quando seus exames ficarem prontos. – Disse Hotchner.
— O que aconteceu? – Perguntou Penelope.
— Do que se lembra? – Perguntou Hotchner.
— Um carro, uma estrada. E acordei aqui. – Disse Penelope.
— Quando se recuperar você irá comigo e com Morgan para a B.A.U. – Disse Hotchner. Ele queria evitar ao máximo falar sobre o acidente com ela.
— Por que eu tenho que ir para a B.A.U? – Perguntou Garcia.
— Você sabe. – Disse Hotchner. – Os homens que estão caçando você. – Penelope parecia confusa demais para lembrar de algo.
— Ah. – Disse Garcia. – Os homens. – Ela parecia triste.
— Ei. – Disse Hotchner. – Nós vamos pega-los. Assim como fizemos com os "doze sujos".
— Ninguém virá atrás do Morgan depois? – Ela parecia realmente preocupada com essa consequência.
— Não vou deixar. – Disse Hotchner.
O médico apareceu no quarto com boas notícias.
— Seus exames deram negativos para qualquer trauma mais sério. – Disse o médico. – Apenas tome cuidado com esse corte.
— Ela precisa de algum remédio? – Perguntou Hotchner.
— Talvez ela precise. – Disse o médico preenchendo uma receita. – Liguem-me se precisar de mais alguma coisa.
— Ela pode ir para casa? – Perguntou Hotchner.
— Ela já pode ir, agente. – Disse o médico. – Só alguém tem que responder pela alta.
Hotchner pegou a prancheta e assinou.
— Está aqui. – Disse entregando de volta.
— Está liberada. – Disse o médico.
Hotchner ajudou Garcia a se levantar e a levou para o carro. Hotchner estava se apaixonando por Garcia a medida que protegia a moça depois de muito tempo sem ninguém. E ele faria qualquer coisa para protege-la.
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