Mais que bons amigos.
20 Epilogue.
Notas iniciais
Garcia era a agente de campo agora. Enquanto Hotch ficava com as meninas em casa, Garcia ia para a linha de frente com o resto da equipe. Rossi comandava a equipe. Eventualmente Garcia ainda usava seus dons de Hacker para ajudar a equipe.
Era ais um caso difícil em San Diego e depois da primeira noite ela deseja muito uma taça de vinho para afastar as imagens de uma garotinha de seis anos da mente. Ela foi em um bar para senhoras e tomou uma taça de vinho para relaxar.
— Hey. – Disse Garcia ao telefone com Hotch. – Como estão as garotas?
— Dormindo feito anjos. – Disse Hotch. – E você? Está num bar sozinha? – Hotch ironizou.
— Quase isso. – Disse Garcia. – É um bar só para garotas.
— Homens? – Perguntou Hotch.
— Nenhum. – Respondeu Garcia. – Só vim tomar um vinho mesmo. O caso está estressante.
— Acho que entende porque eu não queria você na linha de frente. – Falou Hotch.
— Eu não posso negar que queria continuar na minha mesa, com minhas pelúcias. – Disse Garcia pulando na cadeira. – Mas eu estou adorando ter uma arma comigo.
— Está voltando para o Hotel? – Perguntou Hotch.
— Provavelmente em dez minutos eu chego lá. – Falou Garcia. – Era o único bar aberto agora. – Ela conferiu o relógio.
— Te ligo lá em vinte minutos. – Disse Hotch.
— Vou esperar. – Disse Garcia desligando.
Ela ligou o carro, mas antes que pudesse acelerar algo a impediu. Ela recebeu um choque no pescoço.
A última coisa que ela conseguiu pensar foi.
— De novo não! – Ela caiu desacordada e alguém a colocou no banco de trás.
Hotel San Diego.
Rossi parecia não entender aquela Vitimologia. Mulheres um pouco acima do peso, cabelos loiros, óculos.
— Onde eu já vi isso? – Ele se perguntou desbloqueando a tela.
Uma foto dele com Penelope estava aberta na galeria antes dele bloquear o celular alguns minutos atrás.
— Santo Deus. – Ele grou o telefone e fechou a galeria apertando a discagem para Penelope.
Duas, Três, quatro vezes e nada de Penelope atender. Ele foi ao quarto ao lado onde ela deveria estar. A camareira deu o cartão mestre dela.
— É uma emergência. – Disse Rossi. Ele empurrou o cartão dentro e a porta foi destrancada. – Penny! – Chamou Rossi.
Emily, Luke e Reid vieram correndo com a gritaria de rossi pelo corredor.
— Ei. – Disse Emily sonolenta. – O que está acontecendo Rossi? Bebeu?
— Pesquisas indicam que uma qualidade de sono ajuda no humor e ajuda a reduzir o número de bebida que a pessoa consome diariamente. Somado ao fato que.... – Reid parou ao ver a cara de Rossi.
— Qual o problema? – Perguntou Luke.
— É a Garcia. – Falou Rossi. – Ela sumiu.
— Eu a vi algumas horas atrás. – Disse JJ. Aparentemente ela havia acordado de repente. – Disse que ia a um bar beber vinho.
— Ela foi sozinha? – Perguntou Rossi.
— Eu me ofereci para ir com ela. – Falou Reid. – Ela não quis.
— O padrão do assassino são mulheres do tipo da Garcia. – Falou Rossi.
Todos o olharam.
— Ele a atraiu para cá? – Perguntou Reid.
— Provavelmente depois de planejar. – Falou Rossi.
— E porque afinal? – Perguntou Luke.
— Eu acho que sei quem é. – Falou Rossi. – John Christian Battle.
— Não o conheço. – Falou Luke.
— É irmão de Jason Clarke Battle. – Falou Emily. – O babaca que atirou na Penelope há alguns anos.
— Ele a atraiu para matá-la. – Falou Rossi.
Rossi ligou para Hotch.
— Ei Dave. – Disse Hotch atendendo ao telefone. – Do que você precisa?
— Que volte para o campo. – Falou Rossi.
— Não entendi. – Falou Hotchner.
— John Christian Battle. – Falou Rossi.
Hotch se assustou com a menção do nome.
— Ele levou a Penelope, não foi? – Perguntou Hotch.
— Sim. – Respondeu Rossi. – E então?
— Preciso de duas horas. – Respondeu Hotch.
—Para que? – Perguntou Rossi.
— Chamar a babá e cuidar das garotas. – Respondeu Hotch.
— Leve para minha filha. – Falou Rossi. – Já falei com ela. Ela vai estar aí em uma hora e depois você vem para cá.
— Estarei aí. – Respondeu Hotch.
Hotch desligou o telefone e pegou sua arma e o velho distintivo. Ele voltaria para mais uma vez salvar sua Penny amada.
— Onde você vai papai? – Perguntou Aurora.
Hotch se abaixou e falou para a garotinha loira.
— Salvar sua mãe. – Respondeu Hotch. – A tia que vai chegar vai cuidar de vocês até eu e sua mãe voltarmos.
— Traz a mamãe em segurança. – Falou Aurora.
— Eu sempre trago. – Falou Hotch.
Ele pegou sua antiga mala de viagem e saiu para ir outra vez salvar Penelope.
Hotch só conseguia pensar nos últimos três anos o quanto ela se expos ao perigo durante os casos. Cinco vezes ela quase foi morta durante casos, levou um tiro no braço durante uma troca de tiros.
Ele pegou o primeiro voo para San Diego.
— Eu tenho porte. – Falou Hotch para o guarda do aeroporto.
— É. Eu sei. – Disse o guarda. – Não podemos permitir armas a bordo.
— Eu estou indo para um caso em San Diego. – Falou Hotch.
— Eu achei que diretores não iam a campo. – Falou o guarda.
— Minha mulher foi sequestrada durante o caso. – Falou Hotch. – E eu preciso desse voo.
— O FBI não tem um jatinho particular? – Ele perguntou.
— Por favor. – Disse Hotch quase sem paciência. – Eu preciso desse voo. Ela vai ser morta se eu não a salvar.
— Sinto muito. – Disse o guarda. – A arma fica.
O guarda apertou o rádio.
— Estão liberados para decolar. – Disse pelo interfone.
— Pelo amor de deus. – Disse Hotch. – Eu preciso.
— Não vai rolar, diretor. – Disse o guarda irônico.
Hotch se afastou e sentou em uma das cadeiras. Ele não podia ficar sem fazer nada.
Ele viu com tristeza o avião decolar. Ele não chegaria a tempo. E ele se culpava por isso.
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