Notas iniciais
Ola pessoal, estou postando 1 cap. É uma fic diferente do que eu costumo escrever espero que gostem. Dependendo da resposta do pessoal eu excluo ou continuo. Assim vou saber se estou escrevendo para mais pessoas além de mim. Obrigado e boa leitura!

POV. Percy

Meu nome é Percy Jackson, tenho 22 anos moro em Nova York. Tenho dois grandes amigos, Grover e Annabeth. Conheço-os desde o primário praticamente. Tenho outros amigos, claro, porém esses são os conto boa parte dos meus problemas e sei que posso pedir ajuda, dinheiro e coisas absurdas. Muitas pessoas falam que não existe amizade entre homem e mulher e digo que sim, mais desde que sejam estabelecidas algumas regras. É assim que eu e Annabeth convivemos tanto tempo juntos sem discutir ou tentar algo mais. Pelo menos até então tem dado certo.

Nossa regra é bastante simples, se baseia em que uma pessoa não pode se intrometer na vida pessoal da outra, ao menos que ela deixe bem claro que pediu uma opinião, ajuda ou algo do tipo. Confesso que na maioria das vezes eu quero quebrar essa regra, sei que é ela que sustenta tudo isso, mas, é que a curiosidade para saber o que rola nessa parte da sua vida é bem grande. E para isso ela tem sua melhor amiga Thalia que é seu braço direito. Da minha parte eu prefiro assim essa regra, porque sei que Annie não curte minha namorada Drew, elas não se bicam desde a escola. Eu até gosto dela, porém não é mais a mesma coisa algo mudou em nós dois, não sei explicar. Confesso que meus amigos me respeitam mais por estar com ela (pelo menos eu acho) isso faz muito bem para meu ego. Vou confessar que nem sempre eu desejo que essa regra exista, gostaria de poder compartilhar algumas coisas a mais com minha amiga, e pedir alguns conselhos sobre mulheres. Um assunto complicado.

Falando um pouco mais sobre mim, sou um cara bem folgado e finjo para meu pai que vou à faculdade de Biologia. É eu não faço nada, e na hora que deveria estar em aula vou jogar sinuca em um bar perto da facu ou passo a manhã na praia. Ai você se pergunta se meus amigos acham isso uma boa ideia? Internamente não, principalmente a Annie. O nosso código de amizade não permite que eles interfiram nisso. Na verdade é que eu nunca tive coragem de enfrentar meu pai a falar que não passei na faculdade. Annie até hoje sustenta essa mentira comigo, mesmo contrariada.

O que falar sobre meus amigos do peito. Grover faz faculdade de biologia assim como a que eu pensei em fazer. Era apenas dois anos mais velho que eu. Ele liderava um grupo na faculdade á favor do meio ambiente e coisas afins. É um grande amigo, até ele começar a discursar sobre as plantas. Esse papo é meio chato. Ele adora comida mexicana e bem ele junto com a Annie são a parte mais responsável nesse grupo.

Sabe quando falam de os opostos se atraem? Pois então foi isso que aconteceu com Comigo e com Annabeth. Somos o oposto um do outro, não em tudo. Annabeth tem 20 anos e somos amigos há séculos, brigando apenas uma vez pelo que me lembre. Só que a essência é bastante contrária. Ela tem cabelos loiros cacheados nas pontas, olhos cinza como uma tempestade. Na verdade ela bem linda, nunca admiti abertamente mais tenho um certo ciúme dela em algumas ocasiões. Por sermos grandes amigos e de sexos opostos, alguns caras e amigos ficam tentando me provocar dando em cima dela e me tirando a paciência. Às vezes perco a cabeça e bem teve uma vez que eu mencionei que ela era minha namorada, só para não ver Annie com um bombado de academia. Ele tinha duas vezes o seu tamanho. Foi bem constrangedor para nós dois, mas eu só estava tentando proteger minha amiga. Já o Gover disse que há muito tempo está sobrando nessa amizade. Não sei da onde ele tirou isso.

Annie sempre foi nerd na escola e isso se perdura até hoje. Ela sofreu um pouco com isso, tornando-a mais forte e eu a admirava muito por isso. Podemos dizer que ela é uma nerd moderna. Nesse século as coisas mudaram, pelo menos um pouco. São pessoas fanáticas por séries, filmes, jogos, livros e convenções. Não manjo muito desse universo, mais tento me inteirar um pouco para não ser ingrato com Annie, afinal ela sempre tenta me compreender. Eu sou o cara dos esportes e ela da cultura e do conhecimento. Tudo isso junto faz nossa amizade fluir. Annie faz faculdade de arquitetura e está no terceiro semestre.

Ela mora sozinha com seu pai desde que sua mãe morreu. Por isso seu pai lhe trata como todo zelo e cuidado já que ela é a única mulher da família. Não dizem que todos nós temos os nossos podres ou segredos? Eu escondia do meu pai o lance da faculdade e Annie escondia do seu pai o seu trabalho noturno. Ela precisava trabalhar para ajudar a se manter na faculdade, porém o único emprego que ela tinha conseguido era fazendo bebidas em uma boate local. Internamente e não aprovava esse trabalho e tinha medo do que pudesse acontecer. Se seu pai soubesse disso ele ia ficar extremamente decepcionado com ela, por isso esse era outro segredo nosso.

Ela tinha que passar boa parte da noite aturando um monte de homens bêbados no balcão. Provavelmente falando um monte de asneiras, dando em cima dela e coisas mais. Fora as dançarinas do local que viviam a convidando para ganhar um extra na pista. Isso era patético, para minha sorte Annie tinha juízo e nunca tinha aceitado. Pelo menos que eu saiba. O que eu podia fazer para me sentir menos tenso toda vez que Annie ia trabalhar, era pegar uma boa quantia em dinheiro do meu pai e ficar bebendo no bar enquanto ela trabalhava. Assim podia vigiar o local. Eu nem sempre podia estar lá, e isso me deixa muito preocupado. Annie não era uma completa ingênua, mais eu já tinha ficado bêbado e sabia como um homem agia nesse estado. Eu sabia que ela já tinha passado por momentos tensos em seu trabalho e não me contava por puro orgulho, mais um dia ela ia se abrir comigo. Pelo menos eu ia fazer com que ela confiasse essas histórias para mim.

Nesse momento eu estava sentado à beira do balcão enquanto ela secava uns copos. Eu estava tenso e pensava em como ai dizer isso á ela, eu queria dar um tempo no nosso código de amizade. Na verdade isso andava um pouco estremecido ultimamente. Estava suspeitando que um cara vinha toda noite encher a cara no mesmo balcão onde Annie fazia seu atendimento. Até ai tudo bem, mais Thalia tinha me contado coisas que me deixaram assustado. Como quando ele atravessou o balcão a pressionou na parede pedindo que lhe desse cachaça de graça com a mão sobre sua cintura. Isso era suspeito, ainda mais vindo de um cara barbudo de uns 43 anos que parecia um morador de rua. Na verdade eu estava enfurecido.

Thalia não me contaria isso ao menos que fosse importante e que ela estivesse desesperada. Olho para Annie que se encontrava concentrada em seu trabalho. O relógio marcava 2:30 da manhã e o movimento estava fraco. Foi então que aproveitei para puxar uma conversa com ela.

—-- Annie, precisamos conversar. Digo um com um pouco de medo da sua reação.

Ela continua a executar o serviço e começa a falar.

—-- Pode falar Percy. Estou ouvido. Ela fala calmamente.

—-- Olha eu queria saber se podemos dar uma trégua em nosso código de amizade? Perguntei receoso.

—--- Você está falando sério? Vou poder ter perguntar sobre qualquer coisa? Ela fala surpresa.

—--- Sim, vai poder até implicar com Drew.

—-- Você sabe que faço isso para o seu bem Percy. Ela fala mantendo um olhar severo sobre o meu. Quase me fazendo desistir da pergunta que ia lhe fazer.

—--- Bem na verdade é o que eu mais quero. Ela torna a falar respirando aliviada, como se estivesse retirando um peso das costas.

—-- Que bom, porque diz respeito sua parte pessoal. Na verdade é um assunto delicado. Eu não queria conversar com você aqui em um lugar público, mas não aguento de tanta angustia sabe. Falei desviando o olhar e ao mesmo tempo coçando a cabeça.

Ela percebe minha tensão e coloca sua mão levemente sobre meu braço fazendo um singelo contato entre nós. Eu sinto o calor que emana de seu corpo, era assim sempre que eu sentia seu copo sobre o meu. Seus olhos estavam acolhedores e receptivos, era como se estivesse dando passagem para essa conversa.

—-- Bem eu fiquei sabendo que um cara anda rondando seu balcão sabe. Falei com todo o cuidado possível.

—-- Thalia, sua idiota. Ela prometeu guardar segredo. Vejo Annie se altera e gritar.

—-- Não fique com raiva dela. Só está tentando te ajudar.

—-- Não aconteceu nada. Ela sempre exagera na hora de contar as coisas se a conhece bem. Faz parte da sua família. Ela disse se afastando do balcão.

—-- Ei volta aqui Annie, essa conversa ainda não acabou. Vai ser mais difícil do que pensava.

Eu sabia que essa conversa não ia ser fácil. Caso tenha acontecido algo, era bem constrangedor para Annie confessar. Era uma zona perigosa, tinha que ir avançando aos poucos nesse território que é o seu trabalho. Apesar de sermos amigos íntimos o trabalho de Annie era sempre um assunto delicado entre nós.

—-- Olha Annie eu só estou tentando te ajudar. Somos amigos há tanto tempo você não confia em mim?

—-- Confio Percy, você sempre foi leal a nossa amizade. Mesmo sendo bem diferente de mim. É que isso não uma coisa fácil para eu dizer sabe. Nessa hora suas bochechas estavam levemente rosadas.

—-- O que eu sei é que estou aqui para te ajudar. Falei quebrando os limites do balcão, lhe dando um abraço acolhedor. Dava para sentir o quanto ela estava tensa com a situação. Era como se há muito tempo não recebesse um gesto puro de carinho ou afeto. De inicio ela contrai todo o copo, mas passado alguns segundos sinto nossos corpos se unindo como um só. Nessa hora ela já tinha se entregado ao momento. Ela se afasta aos poucos e começa a falar.

—-- Tudo bem. Só é um cara de meia idade desiludido com a vida. Abandonou a família e agora está entregue as bebidas. Nada de mais. Ela fala de modo apreensivo, vejo seus olhos marejarem. Percebo ela respirar fundo e engolir o choro.

—-- Tem certeza que é só isso Annie? Pode as abrir para comigo. Falei lhe abraçando de lado e fazendo carinho em seus cabelos. Ficamos assim por alguns segundos, até que ela me corta.

—-- Obrigado por me ajudar Percy, mais estou em meu ambiente de trabalho. Não pega bem ficarmos abraçados assim. Por mais que eu queria. Ela disse um pouco triste. Dava para ver que ela queria voltar para casa e dormir até que o dia amanhece.

—-- Tudo bem Annie vou esperar ate que vc esteja pronta para me contar. Só não demore muito, pois pode ser tarde de mais. Mande uma mensagem para dizer que chegou bem em casa blz?

—-- Sem problemas Percy, durma bem.

Depois dessa conversa não muito animadora, resolvo voltar para casa e dormir. Quando adentro na sala vejo minha mãe sentada na poltrona com um olha inquisidor. Eu sabia que isso ia acontecer, porém não podia deixar que essa dúvida sobre a Annie me corroesse.

—-- De novo chegando tarde? Filho não é você que trabalha naquela boate. Seu rosto estava sério. Minha mãe não sabia sobre a faculdade, porém sabia sobre esse lance da Annie, na verdade elas eram bem próximas. Desde que a mãe de Annie morreu, minha mãe tenta ao menos suprir um pouco a falta de uma presença materna na vida dela.

—-- Desculpa mãe, é só que fiquei preocupado com Annie. Disse demonstrando sinceridade.

—-- Aconteceu alguma coisa com ela filho? Antes você só ficava lá 3 vezes na semana e agora mal vejo você dormir. Minha mãe mudou o semblante para preocupada. Eu não queria expor o problema da Annie assim dessa forma, ela mal tinha se aberto para mim. Então decidi apenas falar o estritamente necessário.

—-- Eu não sei mãe, ainda estou sondando ela. Você sabe como Annie é orgulhosa gosta de resolver tudo sozinha.

—-- Filho, por favor, me conte tudo o que souber isso pode ser perigoso. Sabe o quanto fico nervosa sabendo como ela está se expondo nesse emprego.

A realidade era que minha mãe não sabia nem da metade. Nunca tinha ido à boate em que ela trabalhava. Era um lugar complicado de se descrever para ela.

—-- Eu também mãe estou bem aflito, pode deixar eu te conto assim que souber de algo. Agora vou dormir. Boa noite.

—-- Boa noite filho. Ela fala e logo em seguida me da um beijo na testa.

Acho que já era previsível, que só consegui dormir quando recebi uma mensagem de Annie dizendo que tinha chegado bem em casa e que já estava na cama. Assim eu fechei meus olhos e adormeci de forma calma a tranquila.

Notas finais
O que acharam?? Digam ai, é importante para que eu faça as alterações necessárias. Obrigado pela presença. Deixem sugestões também.