Mais que amigos
3 - 3 =
Não havia dormido nada, mas acordei indo direto para o banho.
Alguém bateu em minha porta e ao abrir a loira sorridente me deu ânsia de vomito.
–Ohaayo. Walker vai me levar para passear com o Dota-chim e Saburo-kun.
Otimo, menos de 24h e ela já o chama de Dota-chin, que isso agora?! Vai se vestir de preto também?
Queria ser raivosa, mas deixa isso para minhas ferramentas de tortura, resolvi apenas sorrir.
–Tudo bem, Karisawa-san?-Perguntou Yumachi.
–Não dormi muito bem-Disse, o que não deixava de ser verdade.
A van buzinou lá em baixo, estava tão cansada e com tanta preguiça que queria me jogar daqui de cima, mas me arrastei até as escadas dei um passo em falso e ia cair, mas Yumachi me segurou.
–Está bem mesmo?
–Sim, esqueci de tomar café da manhã.
–Você não se esquece de comer...-Comentou ele.
–Mas hoje esqueci, vamos logo.
Para ser sincera, não como nada des de ontem.
–Eu irei voltar na quinta a noite-Começou Aiko.
–Vai sair?-Perguntei.
–Na verdade, vou ficar hoje, quarta, com minha irmã.
–Ah, sim.
Caminhamos até a van.
...
A tarde foi normal, risadas, mangas, e conversas por ikebokuro, não entendia o por que da Aiko estar sempre conosco, mas resolvi não reclamar, hoje é quarta e quarta é noite do videogame.
–Obrigada por essa carona pessoal-Agradeceu Aiko, enquanto deixamos ela na frente da casa de sua irmã.
Seguimos conversando na van, ia dar 10:00pm então Saburo nos deixou em casa.
–Hoje é noite do videogame. -Disse enquanto subíamos as escadas.
–Você parece mais animada. -Comentou.
–Ah,vamos, vai ser legal-Disse o esperando em frente a porta do seu quarto.
–Sempre é. -Ele se empolgou mais.
O tapete felpudo dele era ótimo, colocamos besteiras comestíveis em cima da mesa e nos sentamos.
Cada um tomou um banho, claro que fui até meu ap e coloquei um pijama verde claro e um moletom preto com verde.
–Yumachi?
Entrei e ele falava no telefone, depois de um tempo desligou.
Ele usava um pijama azul, com a camisa de moletom cinza.
–Era a minha mãe.-Ele disse-Ela mandou um oi.
Sorri. Haviamos crescido juntos, as vezes sinto um medo dele me achar como irmã.Mas as vezes também acho uma honra.
Sentamos e jogamos.
Ele era uma das poucas pessoas que já haviam me olhado de cabelo solto ou com outro estilo de roupa, mas isso não me incomodava nem um pouco.
O jogo terminou e eu o venci.
–Pode pagar-Exigi, então ele pagou os 3 salgadinhos.
–Você não gosta da Aiko, né?-Ele perguntou se jogando no chão olhando para o teto, fiz o mesmo.
–Não desgosto, mas não é minha favorita.-Sempre sou sincera com ele.
–Antes de nos conhecermos-Ele começou.-Ela era da minha escola, depois de um tempo,eu a reencontrei, trocamos e-mails, depois ela sumiu novamente.
–Mas,nos conhecemos quando crianças. Tinhamos 6 anos.
–É eu era apaixonado por ela.
–Ah...
–Quando seus pais morreram, você veio morar comigo, nossas mães eram muito amigas.
*Flash Back*
POV GERAL
Era fim de tarde, o sol já ganhava um tom alaranjado, Yumachi Walker estava sentado assistindo seu anime favorito, quando a mãe recebeu uma ligação, ele prestou atenção nas expressões dela.
De feliz e sorridente, sua mãe ficou pálida e precisou sentar-se.
Na família dele havia uma regra: Nada de segredos.
Ele não havia entendido direito o por que precisar ir ao hospital, mas foi.
Chegando lá soube que um terrível acidente de avião havia ocorrido, a melhor amiga da mãe havia falecido junto ao marido, mas a filha havia sobrevivido, porem em coma.
Passaram-se dois dias, Walker voltou ao hospital junto de seus pais, a menina que ele havia visto dormir, estava acordada, sentada na cama e chorando, seus pais conversaram com os médicos, enquanto ele se aproximou.
–Oi?-Ele chamou.Ela não disse nada, olhou para ele e ele ficou espantado por seus olhos vermelhos.-O que aconteceu?
–Meus pais se foram.-Ele sentou-se ao lado dela e a abraçou.
–O que está fazendo?-Ela o empurrou.
–Minha mãe disse que se deve abraçar uma menina que chora.
–Não estou chorando, seu estranho.
–O que? Está sim, não sou estranho.
Ele fez uma expressão indignada e ela sorriu,sorriu e sorriu e o abraçou chorando.
A mãe observava de longe.
–Deixe-os –Pediu o pai.-Ela virá conosco para casa.
E foi assim, ela passou amorar com eles, e de menina chorona passou a alegre e elétrica Erika.
*Flash Back OFF*
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