Mais ou Menos Amigos

8 Situações Estranhas


Notas iniciais
Certos comportamentos terão que serem analisados no capítulo de hoje.

Enquanto caminhamos em direção ao centro comercial da cidade e falando sobre a vida alheia eu libero o sorriso mais sincero em toda a minha vida, não porque a gente está falando sobre a vida dos outros, mas porque está acontecendo a coisa mais impossível em minha vida. Está sendo tão sincero, tão verdadeiro que até parece que é mentira.

– O que foi? — pergunta o Henri

– Nada. Por que?

– Você com esse sorriso bobo entre esses lábios que eu tenho vontade de pegar pra mim a cada segundo que eu olho pra ele — Henri me puxa pelo braço e me leva pra um beco bastante quieto e começa a me beijar loucamente. Óbvio que eu retribuo esse agrado.

– Ei, calma. Estamos no centro da cidade, esqueceu?

– Okay.

***

Chegamos do centro da cidade por volta das 9:50 da manhã.

Enquanto estamos caminhando pela avenida onde fica o seu apartamento, nós vemos o Enzo sair de dentro de uma casa a alguns metros da casa do Henri e ele também nos vê e vem em direção à gente para nos cumprimentar.

– Olá, meninos. Tudo bem?

Respondemos que sim.

– Então ... Onde vocês estavam?

– Fomos no centro — eu respondo.

– Ata.

– E você, o que faz aqui? — pergunta o Henri.

– Eu? Eu moro aqui, ué.

– Ah, legal. Seja bem-vindo ao bairro — o Henri da umas boas vindas meio estranha.

Nos despedimos do Enzo e subimos para o seu apartamento.

Em seu quarto, com a porta trancada, é claro, ele se senta na cama e eu sento no colo dele fazendo com que eu fique cara-a-cara com ele. Ele começa a me beijar, com desejo, parecendo que nunca ficou com ninguém na vida. Retribuo todo esse carinho dele por mim. Até parece que ele é o mais apaixonado de nós dois. Ele passa as mãos pelas minhas costas, me fazendo carinho, me alisando ... depois ele tenta retirar minha camisa, querendo algo.

– Ei, ei, ei. Espere — Eu o interrompo. Eu sinto a sua curiosidade, a sua vontade, mas eu não me sinto a vontade, não parece que já está na hora.

– O que foi, meu amor?

– Eu não estou me sentindo muito ... á vontade.

– Tudo bem, meu querido — não sei se foi impressão minha, mas eu senti uma pequena frustração por parte dele.

– Não fique com raiva de mim, tente me entender.

– Meu querido, eu te entendo, fique tranquilo — ele me da um leve beijo, mas não igual os de antes, parece estar mesmo frustrado.

Eu saio de cima dele e percebemos um clima meio pesado entre nós. Ai, meu Deus, não deixe que isso acabe mais rápido que o casamento de Britney Spears que durou 2 dias.

Invento uma desculpa pra ele e vou pra casa.

***

O Henri chegou primeiro que eu no colégio e ele parece estar muito nervoso.

– Nossa, aconteceu algo, Henri? Parece que você está suando ... ?

– Não, claro que não, Fernando — gente, depois que tudo isso aconteceu ele nunca mais me chamou de Fernando.

– Tem certeza?

– Tenho sim, fica tranquilo.

– Eu acho que você é quem tem que ficar tranquilo.

– Olá, meninos — o Enzo chega diferente, mais alegre.

– Enzo? — parece que o Henri viu um fantasma no lugar do Enzo. Sinceramente, tem algo de muito estranho com o Henri.

Notas finais
E ai, galera, o que vocês acham que está acontecendo? Deixe o seu comentário ai no capítulo que irei ler todas e responde-las.