Mais ou Menos Amigos
2 Querendo dizer a verdade, mas sem coragem de falar
Notas iniciais
NO ÚLTIMO CAPÍTULO: Queria tanto dizer a ele que eu o amo. Mas muita coisa me impede de fazer isso. Além do mais, ele odeia o ser. E agora ele descobriu que eu gosto muito dele, mas eu tenho que desmentir, se eu quiser continuar do seu lado.
Ele pegou seu celular e me mostrou um print de uma conversa. Era a minha conversa com a minha amiga sobre eu estar gostando dele.
Eu sinto meu coração parar aos poucos. Sobre minhas estruturas: caíram mais rápida do que o Artpop no iTunes. Eu tinha que dar um jeito de desmentir.
Eu dou uma leve gargalhada e respondo — Você ta louco, Henri? Quem te disse que sou eu? Ontem eu nem conversei com a Marcela.
– Mas tem seu nome aqui, Fernando. Claro que é você.
– Henri, esse não sou eu. Nem sobrenome tem — na hora eu lembrei que a Marcela tinha um primo chamado Fernando — Esse ai pode ser o primo da Marcela, que, eu não sei se você sabe, mas ele é gay.
– Já sei: vamos até a Marcela e tira essa minha dúvida — FERROU TUDO.
Fomos atrás da Marcela. Estou torcendo, e muito, pra que ela me ajude.
Achamos ela. É agora que eu me ferro totalmente.
Ele pega o print e mostra pra ela — Marcela, esse Fernando aqui é o seu primo ou outro aqui? — Marcela deixa estampado a cara de pavor quando ele mostra o print e aponta pra mim.
– Mas rapaz, tu tava vendo minhas conversas whats?
– Não muda de assunto.
– Okay, okay. Não, não é o Fernando o nosso colega. É o meu primo. E eu vou te provar mostrando eles aqui nos meus contatos — Antes de chegarmos a ela, eu consegui editar meu perfil no Whatsapp, adicionando uma foto e um sobrenome, porque eu sabia que o perfil do outro Fernando estava, também, sem a foto e sem o sobrenome. E eu consegui mandar uma mensagem para Marcela avisando sobre o assunto.
– Mas, eu quero ver a conversa.
– Ah, meu querido Henri. Eu excluo todas minhas conversas terminadas. Olha aqui — ela mostra que não tem quase nenhuma conversa (não foi dessa vez que "a Katy Perry ganha um Grammy") — E o meu primo te conhece do meu niver, e como ele tem o coração mole ele ficou apaixonado por você.
– Ah ta.
– Então, eu acho que você deve desculpas a alguém aqui — eu não consegui essa proeza em vão, mereço uma humilhaçãozinha dele também.
– Desculpa ae. Foi mal mesmo, véi.
– Nam, tudo bem.
No final eu consegui reverter tudo isso. Mas tem um lado ruim: eu continuo guardando esse sentimento que vai andar trancado pelo resto da vida.
É difícil imaginar que eu nunca vou poder contar a ele que eu o desejo, que o quero, que, talvez, eu o ame de verdade. E tudo isso é impossível de contar por conta de seu preconceito.
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