Mais forte que o amor.

5 —... uma Pequena flor.


Notas iniciais
Mais um capítulo curtinho > Ainda não me decidi se vai rolar lemon (Não sou muito boa com lemons), mas que o clima esquenta capítulo q vem, aaa esquenta!

—... uma pequena flor.

“Como cortar pela raiz

Se já de flor?

Como inventar um adeus

Se já é amor?”

—Morada. Sandy Leah.

Elizabeth estava inquieta em meu colo. Balançava as perninhas, mexia as mãozinhas e coçava a cabeça. Quando começou a amassar a saia azul que vestia, coloquei minha mão sobre a sua.

—Ei florzinha, está tudo bem. – Ajeitei o cabelo que caia em seu rosto. – O médico só vai conversar com você. E nós vamos estar lá.

—Eu não conheço ele, tenho medo, Flô. – Respondeu, me abraçando. Olhei para Camus, buscando apoio, mas ele não estava disposto a me ajudar. Ele também não conhecia Saga e ainda estava um tanto irritado por eu não ter lhe contato sobre. Suspirei.

—O Saga é um cara legal, você vai ver. – Ela não se convenceu. – Você sabia que ele cuidou do Flô, quando era menor? – Lizzie se soltou para me olhar. Camus também me encarava, surpreso. – É... Por isso que estou dizendo que ele é muito legal!

—Tem certeza?

—Claro!

Vimos uma das portas do consultório se abrir. Dele, saiu uma mulher com um rapazinho nos braços e, logo em seguida, Saga, que apertou a mão dela.

—Até a próxima sessão, Sam. – O médico acenou, recebendo outro aceno do menino, que já se afastava com a mãe.

Levantei-me, colocando Lizzie no chão, segurando sua mãozinha e nos aproximamos de Saga, seguidos por Camus. O psicólogo nos viu e um sorriso desenhou seus lábios.

—Afrodite! Não imaginei que o veria entrar em meu consultório novamente! – Ele se aproximou, apertando minha mão e dando-me um abraço em seguida. Logo se afastou, olhando para Camus. – Este é o ruivo de quem me falou, na sua ultima consulta? – Respondi com um aceno positivo, vendo-o cumprimentar meu marido. – É um prazer conhece-lo...

—Camus. Legrand, Camus. O prazer é meu.

—E quem é essa menininha linda? – Perguntou, abaixando-se e ficando de frente para Lizzie. – É sua filha?

—O moço é o médico que cuidou do Flô? – Lizzie indagou, não me deixando responder a pergunta de Saga.

—Ah, sou sim. Já faz um bom tempinho. Meu nome é Saga.

—Você é bonito, mas o Flô é mais! – Ela disse, sorrindo e abraçando minhas pernas. – O Flô disse que você ira* cuidar de mim também.

Saga levantou o rosto, me encarando.

—É mesmo?! E qual que é seu nome, princesa? – Ela sorriu com o apelido carinhoso.

—Elizabeth. O Flô me chama de Lizzie.

—Que nome lindo! – Saga se levantou, estendendo a mão para a pequena. – Vamos entrar então?

Ela aceitou a mão dele, sem soltar a minha, e nós entramos no consultório.

—--x---

Após uma longa conversa, Saga pediu para falar sozinho com Lizzie. Ficamos de longe, assistindo, enquanto ele se sentava no tapete, com a menina.

—Então... Você fez tratamento com o Saga, por isso o conhecia? – Perguntou Camus, cruzando os braços enfrente ao peito.

—Sim... já faz algum tempo. Ele me ajudou a superar um... problema.

—Por que nunca me contou? – Camus começava a me deixar nervoso.

—É algo que eu quero esquecer, Camus. Me esforcei para isso e consegui. É uma história que está muito bem enterrada no passado e eu prefiro não remexer a terra. – Finalizei. Não queria ter de me lembrar do pesadelo pelo qual havia passado, não era obrigado a isso. Também não queria que Camus soubesse daquela história suja, não suportaria vê-lo me olhar como se eu fosse alguém contaminado. Não, ele não precisava saber.

Ficamos em silêncio durante o restante da consulta, apenas observando a conversa descontraída entre o psicólogo e nossa florzinha, até que eles voltaram para perto, Lizzie sentando em meu colo e Saga em sua cadeira.

—Bom, é cedo para dizer algo, mas, é óbvio que ela precisa de muito carinho e atenção. É perceptível que ela passou por um trauma grave, como me disseram e eu gostaria de falar com os dois sobre isso. – Ele disse, sério. Com certeza estava tomando cuidado com as palavras, para não causar nenhum desconforto a pequena. – Ela é uma criança muito agitada e alegre, tem muita vida. Mas evitou falar sobre coisas relacionadas a alguns assuntos e, creio que tenha a ver com o trauma. – Saga alternava seu olhar entre eu e Camus – Enfim, podemos marcar um horário para conversar...

—Certo. Gostaria que essa conversa fosse apenas entre nós dois. – Camus disse. Olhei-o, surpreso. Será que ele tentaria descobrir algo sobre meu tratamento com Saga? Ele não podia fazer isso. Somos casados, ele deveria respeitar minha decisão. E Saga também não pode dizer nada, seria antiético de sua parte.

—Acredito que seja o melhor a se fazer. Por enquanto, o que posso dizer aos dois é que continuem dando muito amor e carinho a essa princesinha. – Saga brincou, apertando a ponta do nariz da pequena.

Camus se levantou e eu fiz o mesmo, pegando Lizzie nos braços. A pequena ficou brincando com os fios prateados de meus brincos. Saga nos acompanhou até a porta, abrindo-a.

—Até a próxima consulta. – Saga apertou a mão de Camus novamente.

—Foi bom vê-lo depois de tanto tempo, Saga. – Falei, sincero. Tinha uma eterna divida de gratidão com o loiro e o admirava muito.

—Digo o mesmo. – Ele apertou minha mão livre e voltou-se para Lizzie. –Tchau pequena! – Disse, acenando para a menina, ela fez o mesmo, meio envergonhada, quase escondendo o rosto em meu pescoço.

Notas finais
Eu seeeeei! Muuuito curto! Mas não tinha jeito, ou postava curtinho, ou vcs ficariam sem capítulo essa semana :v Mas a recompensa vem logo! bjs e até o próximo capítulo! L.W. Ps.: "ira" = Peguei emprestado da minha priminha... ela sempre trocou o ir/vai/vou por ira (não me perguntem o porquê)