Mais do que se pode ver

6 Capitulo 6 - Mais que um dia de trabalho comum


Notas iniciais
WE'RE BACK!!! Um pouquinho atrasadas, mas voltamos. Tomara que gostem do capitulo. Boa leitura pra vocês.

Sim, aquilo tinha sido mais um selinho do que um beijo de verdade, mas foi o suficiente para Rachel arregalar os olhos assim que Quinn se afastou, alguns segundos depois, para se aproximar um pouco mais da judia.

Assim que a loira tentou beija-la novamente, Rachel se afastou.

— Não, Quinn.

— Por que não?

— Eu não posso fazer isso com você. Eu sou... Eu só machuco as pessoas, Quinn. Não sou adepta a um relacionamento sério.

— Quem está falando em relacionamento, Rachel?

— Mas...

— É. Talvez eu goste de você um pouco mais do que deveria. Mas e daí? E...

— E daí que eu vou te machucar e eu não quero isso. Não sou boa com relacionamento.

— Você já tentou? – Rachel ficou em silencio – Foi o que eu pensei.

Quinn se aproximou de Rachel novamente, passando os braços pelo pescoço da judia.

— Quinn, por favor... – Rachel murmurou, mas passou os braços ao redor da cintura da loira.

— Você não é a única que sabe quais podem ser a consequência disso, Rachel.

Quinn avançou novamente sobre os lábios de Rachel, e a judia resmungou alguma coisa que Quinn não se importou em ouvir, antes de aprofundar o beijo.

No segundo seguinte, Rachel estava mandando a merda qualquer um que tivesse algo a dizer sobre aquilo.

***

— Se Quinn conseguiu mesmo conversar com a Rachel, ele merece um prêmio, ou algo do tipo. – Sam comentou com Harmony parando em frente ao quarto da judia.

— Precisamos mesmo dela para ensaiar? Rachel não vai gostar de ver a gente aqui. Além disso, tá tarde.

— Bom, reclame com Jesse.

Sam levantou a mão para bater na porta, quando a mesma foi aberta.

Harmony franziu a testa ao ver Rachel de braço dado com Quinn, e um pequeno sorriso no rosto.

— O que estão fazendo aqui? – Rachel os encarou.

— Hum... Jesse quer... Passar Season of love mais uma vez.

— Sobe com a gente, Quinn? – Rachel perguntou.

— Não. Eu estou cansada. Vou dormir. E vocês deveriam ir fazer o mesmo. Vai ser um dia cheio amanhã.

— Fala isso pro Jesse. – Harmony murmurou e Quinn riu.

— Vou levar Quinn no quarto dela e subo logo depois. – Rachel avisou.

— Tá bem. – Sam falou e ele e Harmony subiram sem questionar.

— Você não é muito amigável quando tem esses “ataques de diva”, como o Blaine chamou, não é?

— Eles chamam de ataque de diva e eu chamo de “não quero encarar a realidade”.

— Eles já foram? – Quinn perguntou quando Rachel abriu a porta do quarto da loira.

— Já. Por quê?

Quinn puxou a judia para si e lhe deu um selinho.

— Não se rebaixe ou pense mal de você mesma, Rachel. – pediu – Você vem me buscar amanhã de manhã?

— Venho. – Rachel sorriu – Até amanhã.

— Até.

Quinn encostou a porta e Rachel foi, literalmente, pulando até o elevador.

E foi naquele momento que a judia chegou à conclusão de que estava ferrada.

Mas isso não tirava o sorriso do seu rosto.

***

— Tudo bem. Já chega disso. – Rachel bocejou – Estou com sono e, se você quer que eu me apresente amanhã, é melhor me dar tempo para descansar.

— Tudo bem. – Jesse suspirou – Nos vemos amanhã. Rachel, quero falar com você.

— Qual é, Jesse? Eu estou com sono. – reclamou.

— Vai ser rápido. – prometeu.

— Tudo bem. Adianta que eu quero dormir. – falou assim que os outros saíram do quarto do diretor.

— Você... Tá bem?

— Se você me chamou aqui pra perguntar se eu estou me drogando, a resposta é não, St. James.

— Não. Eu... To falando de você e o Blaine, mais cedo.

— Eu to legal.

— Tem certeza? Por que... Você pareceu bem desconfortável do lado dele, agora pouco.

— Encenação. Somos ex em cena, não é?

— Não era isso. Te conheço. E se isso atrapalhar sua atuação amanhã, Anderson pode dar adeus à peça.

— Ele só tava sendo... O Blaine que eu conheço. Seja lá como eu vou atuar amanhã, é de inteira responsabilidade minha.

— Por que você se importa? Ele não pareceu se importar nem um pouco quando estava...

— Esse é o sonho dele, Jesse. Ele só está tentando proteger isso. Agora, se me dá licença, eu vou dormir. Boa noite.

— Foi sobre Quinn, não foi? – Jesse falou e Rachel suspirou.

— Não vai querer me dar lição de moral também, não é? Por que eu te digo o mesmo que eu disse para o Blaine. Não quero dormir com Quinn e esquece-la no dia seguinte, como costumo fazer.

— Eu sei que não. Da pra ver no seu olhar. Você realmente gosta dela.

— Eu to indo Jesse.

— Não é vergonha se apaixonar, Rachel. – o diretor falou a vendo se afastar – Aproveite isso. Pode te mudar. – Jesse soltou uma risada fraca – Já está te mudando.

Rachel desceu para o seu quarto sem dizer mais nada.

Se apaixonando? A judia riu da ideia. Ela não se apaixonava.

Gostava de Quinn? Sim, gostava. Queria protege-la? Sim, queria. Podia se imaginar namorando a loira? Não. Ela não se imaginava com ninguém. Rachel Berry pega, mas não se apega, certo?

Certo?

Ela foi dormir se fazendo aquela pergunta.

***

— Bom dia! – Jesse cumprimentou a todos no hall do hotel, sorrindo.

— Bom dia. – o grupo respondeu.

— Prontos pra enfrentar os flashes? – brincou.

— Temos que estar. – Blaine riu.

— Certo. – Jesse olhou para o grupo e respirou fundo – Cadê a Rachel?

— Não vi ela ainda. – Puck disse.

— Alguém, por favor, me fala que ela não saiu ontem a noite.

O grupo ficou em silencio e Jesse passou a mão pelo rosto, e virou em direção ao elevador.

Antes que ele desse o primeiro passo em direção aquilo que seria o assassinato de Rachel, a judia saiu por ele, de braços dados com Quinn. Ambas riam e Jesse sorriu, enquanto Blaine revirava os olhos atrás dele.

— Bom dia, gente. – Rachel cumprimentou.

— Bom dia. – Quinn disse.

— Hey, garotas. Por que os sorrisos na cara? – Puck arqueou a sobrancelha, se aproximando das duas e passando o braço pelos ombros de Quinn – A noite foi boa?

A resposta do judeu foi um tapa na cabeça, dado pela loira.

— Você não presta, Noah.

— As garotas costumam dizer isso.

— Bom, já que estamos todos aqui, vamos? – Jesse pediu.

— Claro.

O grupo repassou a peça mais duas vezes aquela manhã, antes de voltarem pro hotel para se arrumar para realmente ir para o teatro— ainda tinham o, nas palavras de Rachel, maldito fazedor de atrasos do tapete vermelho duas horas antes da peça.

O grupo se encontrou no hall do hotel meia hora antes do horário. A equipe técnica já estava no local, então os primeiros a irem para os carros foram os personagens secundários.

Logo que eles saíram os fãs e repórteres do lado de fora ficaram atentos, afinal, o elenco principal, aqueles que eles estavam ansiosos para ver – e, no caso dos repórteres e paparazzis, lucrar em cima – poderiam sair a qualquer momento. Entretanto, demorou quase meia hora até que eles dessem sinal de que estavam ali.

Rachel foi a primeira a sair, de braço dado com Quinn – o que ela tinha certeza que causaria muitos rumores até o dia seguinte – e a ajudou a entrar no carro antes de virar e acenar para os fãs.

— Eu já volto. – a judia avisou Quinn e encostou a porta do carro, se aproximando do pequeno grupo de fãs que ainda estavam na porta do hotel, o que a fez deduzir que a maioria já estaria no teatro – infelizmente os jornalistas pareciam decididos a estar nos dois, e muitos ainda estavam na porta do hotel – Olá, como vão? – Rachel sorriu para as garotas.

As garotas começaram a falar todas ao mesmo tempo e a judia riu fraco.

— Certo, escutem, eu tenho que correr para o teatro agora, mas tenho tempo para uma foto. Vocês estão todas juntas?

Quando Jesse, Sam e Blaine saíram do hotel, Rachel sorria para a câmera das garotas, e Blaine revirou os olhos.

— Ela faz mesmo de tudo pra chamar a atenção. – murmurou para Jesse.

Assim que viu os três Rachel se afastou das garotas, dizendo que tinha que ir, e foi para o carro, que saiu assim que ela entrou.

Não demorou para as garotas chegarem ao teatro, onde o verdadeiro caos as esperava.

— Vamos direto, sem parar para falar com ninguém, certo? – Rachel disse.

— E seus fãs?

— Tem muita gente aqui. Infelizmente, eles vão ter que se contentar com alguns acenos. Segura no meu braço que eu te guio, tá bem?

— Tá.

Assim que Rachel desceu do carro foi bombardeada por flashes, gritos dos fãs e perguntas dos repórteres.

A judia sorriu e acenou, antes de ajudar Quinn a descer do carro e passar o braço pelo dela.

As perguntas dos repórteres eram completamente ignoradas, porém, uma chamou a atenção da judia.

— Rachel, é verdade que você engravidou uma garota?

— Desculpa, o que?

— Uma mulher de New York declarou estar gravida de um filho seu. Isso é verdade?

— Eu acho que isso é meio impossível, não acha? – a judia sorriu antes de voltar a caminhar com Quinn para a entrada do teatro.

As duas pararam na porta e Rachel se aproximou de Quinn para sussurrar.

— Você entra, eu tenho que ficar e tirar algumas fotos.

— Certo.

Rachel esperou pelo restante do elenco conversando com os fãs, e ignorando os jornalistas.

Não demorou mais que cinco minutos para que todos do elenco principal e Jesse estivessem ali, e posarem para algumas fotos.

Quando entraram no teatro, o sorriso de Rachel se desfez enquanto ela andava de um lado para o outro.

— Droga. Mas que inferno! – gritou.

— O que houve? – Jesse perguntou.

— Minha vida acabou. É isso. Já era. Adeus Broadway, mídia e tudo! Droga!

— Você não bateu em um fã, bateu? – Blaine perguntou.

— É claro que não! – Rachel respirou – E pra piorar tudo, adeus vida pessoal também, por que meus pais vão me matar.

— Se acalma, Rach. – Quinn se aproximou da garota e a abraçou – Você nem sabe se é verdade.

— Provavelmente é verdade. Droga. Que merda eu fiz com a minha vida?

— O que aconteceu, Rachel? – Sam perguntou

— Tem uma garota dizendo que está esperando um filho meu em New York. Um filho! E não posso ter um filho agora. Não posso ter um filho com uma pessoa que eu provavelmente nem sei o nome!

— Por que será que isso não me surpreende? – Blaine riu.

— O que? – Rachel o encarou.

— Isso era previsível, Rachel. É só ver o jeito como você tá levando sua vida. Uma na sua cama toda noite? Alguma coisa ia dar errado.

— Vai se ferrar, Blaine. – Quinn disse apertando mais Rachel em seus braços, e a judia suspirou.

— Tudo bem, escutem! Nós temos uma apresentação em algumas horas. Temos que ir nos arrumar por que em quarenta minutos os famosos começam a chegar e nós não podemos estar aqui. – Jesse disse – Rachel, eu sinto muito sobre isso. Tire um tempo e ligue pra sua assessora. Veja o que podem fazer, mas preciso de você naquele palco essa noite, ok?

— Claro Jesse. Eu vou me arrumar.

— Posso ir com você? – Quinn pediu.

— Claro. Vai ser bom ter companhia. – a judia forçou um sorriso e passou o braço pelo da loira, a guiando até o seu camarim.

— Os outros, vão se arrumar também. Blaine, quero falar com você. – Jesse disse e logo o grupo fez o que o diretor mandava.

— O que foi? – Blaine perguntou.

— É o seguinte, Blaine, não me interessa o quanto você e Rachel são amigos, o por que brigaram, ou qualquer outra coisa do tipo. Se não quer falar com ela, não fale. Mas provocar? Tirar sarro de uma coisa como essa? É, Rachel faz muitas besteiras. Mas você está sendo tão mesquinho quanto ela faz bobagens, esses dias.

— Por que eu digo a verdade?

— Por que você tem dito coisas desnecessárias. Qual é o seu problema, afinal?

— Você controla a peça, Jesse, não nossas vidas.

— Anderson, você fala que a Rachel deixou a fama subir a cabeça, mas você está tratando ela mal sem motivo aparente. E não me importa se você tem ou não motivo. O que importa é que o que eu vejo agora é o que a mídia vai ver. Você tem razão. Não controlo a vida de vocês. E nem quero. Mas se não tomar cuidado, você vai fazer companhia pra Rachel na lista de atores rebeldes, o que vai trazer uma péssima visibilidade pra peça, e vai acabar nos levando a uma peça mal vista, e sem retorno financeiro, o que faz de você um cara desempregado. E aceite você ou não, Rachel está bem diferente do que estava no começo da semana.

— É isso o que me preocupa. Ela mudou de me segundo pro outro. Ninguém faz isso.

— Você não sabe o que passa na cabeça dela, Blaine. Então só faça como eu e aproveite enquanto essa Rachel dura.

— Ok, Jesse. Não vou mais me meter com a sua queridinha.

— Para de ser criança, Blaine. Ela não é sua amiga? Você deveria apoia-la! Ajudar ela.

— Rachel pode pedir ajuda a nova ficante dela. É isso que me irrita na Rachel, Jesse. Ela é uma vaca sem coração qu...

— Seja homem uma vez na vida, em vez de um moleque, Blaine! Cresça! Eu ainda não entendi qual tem sido seu problema com a Rachel desde que chegamos aqui, mas pelo visto não foi só ela quem mudou nessa última semana. O que L.A. fez com vocês para agirem tão diferente assim? Por que eu poderia levar essa nova Rachel pra New York. Mas quero o Blaine antigo de volta. Agora faça um favor a nós dois, e vai se arrumar. – Jesse saiu deixando para trás um Blaine extremamente irritado e indignado. Rachel era a errada, não ele.

***

— Tudo bem. Me avise se ela mudar de ideia. Ok. Tchau. – Rachel desligou o telefone e respirou fundo.

— E então? – Quinn perguntou sentada no sofá do camarim da judia.

— Bom, gravida a garota está. Ela tem um exame de sangue e uma barriga começando a aparecer pra provar isso.

— De quanto tempo?

— Três meses. Mas... Eu sempre uso camisinha! Como isso foi acontecer? – Rachel passou a mão pelo rosto, respirando fundo.

— O que você pretende fazer?

— Primeiro um exame de DNA. Preciso saber se a criança é realmente minha. E dar um jeito de calar essa mulher até ter certeza. Se essa criança não for minha, não quero que minha... Situação venha a público.

— E se for?

— Então eu vou assumir a criança.

— E a mãe?

— Vou tentar não socar ela cada vez que ver.

— Rachel!

— Você acha o que? Que eu vou casar com a garota? Não, Quinn. Se for verdade eu cuido do meu filho, mas não sou obrigada... Eu não tenho nenhuma responsabilidade com ela.

— Só vai cuidar da criança como uma obrigação?

— É claro que não! Vai ser uma criança que eu vou ver os primeiros passos e que vai me chamar de mãe, Quinn. – Rachel não pode evitar o sorriso – Eu vou amar ela de verdade. E vou cria-la. Mas não com a mãe. Não vou me casar com alguém que não amo. – Rachel suspirou e sentou do lado de Quinn, segurando a mão da loira – Mas antes de me apegar a uma criança que pode e provavelmente é um golpe, eu vou fazer o teste de paternidade. Mas a garota não quer fazer isso de jeito nenhum. Porém, como acabei de dizer a minha assessora, eu não assumo nenhuma responsabilidade sem o exame. Ela disse que vai conversar com a garota e que se ela concordar, um médico vai até o hotel amanhã tirar meu sangue. O resultado sai em dez dias e aí eu começo a me preocupar.

— E se ela não concordar?

— Então eu vou entrar com uma ordem judicial e ela vai ser obrigada por lei tanto a fazer o teste quanto a ficar calada sobre isso. Ela só tem que tirar sangue para fazer o exame. Não é invasivo nem exige muita coisa dela. Se ela não tem o que esconder, não tem por que não fazer o exame.

— E como você sabe como funciona o exame? – Quinn arqueou a sobrancelha.

— Minha assessora já estava mais do que bem informada. – Rachel brincou.

— Vai dar tudo certo, Rach. – Quinn disse acariciando a mão da menor.

— Espero que sim. – Rachel sorriu e se aproximou de Quinn, lhe dando um selinho – Vou me arrumar para a peça.

— Ok. Estarei aqui quando você voltar. – brincou.

***

Algumas horas depois o mesmo segurança que havia levado Quinn até o seu lugar na plateia pouco antes da peça começar a levou para a coxia, onde grande parte dos atores conversavam.

— Hey! Chegou quem estávamos esperando. – Jesse disse – Nós vamos sair para jantar, Quinn. Vai com a gente?

— Claro.

— Ótimo. Você poderia sugerir um restaurante então. O que acha?

— Sua mãe não faz comida também, Q? – Rachel brincou, saindo do camarim.

— Sinto muito, mas não. – Quinn riu – Gostam de comida italiana?

— Chi esenzione un buono cibo italiano? –Matt respondeu.

— Na minha língua isso significa o que? – Rachel arqueou a sobrancelha.

— Que gostamos. – o rapaz revirou os olhos.

— Era só ter falado sim. – Jane disse fazendo Matt levantar as mãos.

— Desculpa se eu falo outra língua. – falou fazendo os outros rirem.

— Certo, vamos lá. – Harmony chamou, já indo em direção a porta – Vamos como viemos?

— Por mim tudo bem. – Puck disse, se aproximando da garota, e Matt o acompanhou – Saímos primeiro?

— Não. Temos mais algumas fotos para tirarmos antes de irmos. – Jesse avisou e o grupo suspirou – Você vem com a gente dessa vez, Quinn.

— Tudo bem.

Rachel automaticamente se aproximou da loira e passou seu braço pelo dela.

— Lembre-se: não responda a nenhuma pergunta. Por mais que eles gritem ou o quão nervosa você fique com o que eles disserem. Só ignore.

— Certo. Qualquer coisa você me segura. – brincou.

— Com certeza. – Rachel deu um beijo na bochecha da loira, e as duas saíram junto com o restante do grupo.

Quinn apenas apertava o braço de Rachel e sorria enquanto o grupo acenava para as fotos e alguns – Sam e Harmony – faziam posses.

— Acena, Q. – Rachel murmurou no ouvido da loira, que balançou a cabeça negativamente.

— Não sei pra onde.

Rachel riu, e a puxou um pouco para frente, para lhe acompanhar enquanto falava com alguns fãs.

— Hey, garotos. Como vão? – Rachel perguntou parando em frente a dois rapazes de, aparentemente, dezessete anos, e pegando o bloco de um deles para assinar, sem soltar o braço de Quinn.

— Rachel, nós somos seus fãs! Você é incrível. – um deles disse.

— Obrigada rapazes. – estendeu o bloco de volta – Aqui. Obrigada pelo carinho de vocês.

Rachel voltou a avançar com Quinn do seu lado.

— Quer ir direto para o carro? – Rachel perguntou, vendo como ela parecia um pouco desconfortável.

— Não. Atenda seus fãs. Pelo barulho que fazem, parecem ser muitos. – disse fazendo Rachel rir.

— Rachel! – uma voz se destacou entre as outras e a judia sorriu, indo em direção a garota.

— Hey, Kitty. O que faz aqui?

— Kitty? – Quinn franzi a testa.

— Olá Quinn. – a garota sorriu – Vim com alguns amigos.

— Quem? – Quinn perguntou, aparentemente não muito feliz com aquilo.

— Deixa de ser ciumenta, Quinn. – Rachel riu – E cadê eles?

— Acho que ficaram presos lá atrás. – a garota deu de ombros – Eu encontro eles depois.

— Mamãe sabe que você tá aqui? – Quinn perguntou.

— É claro que sabe.

— Hey! Kitty. – Sam parou ao lado das garotas, e deu um beijo no rosto da menina, fazendo todos em volta parar para encara-la – Não sabia que ia vir.

— Eu já tinha marcado com uns amigos, resolvi vir mesmo já conhecendo vocês. – sorriu.

— Nós estamos indo jantar. Quer vir?

— Bem que eu gostaria, mas não posso. Tenho hora pra chegar.

— Me leva no lugar dela! – alguém gritou antes mesmo que Kitty terminasse de falar, e logo depois, várias pessoas ali gritavam coisas parecidas.

— Bom, nós temos que ir. Jesse me pediu para chamar vocês. Vão com o primeiro motorista, por que é Quinn quem sabe o nome do restaurante.

— Tá certo. – Rachel sorriu – Tchau, Kitty.

— Tchau, loirinha. – Sam bagunçou de leve o cabelo da garota.

— Sam! – ela reclamou e ele riu.

— Até segunda, Kitty.

— Até, Q. Tchau, Rachel. Sam.

Os fãs continuavam gritando, então Sam deu um passo para trás antes de responder.

— Desculpa, gente. Quem sabe em uma próxima?

Rachel guiou Quinn até o carro e a ajudou a entrar, antes de se acomodar no banco ao seu lado.

— Então... Qual o restaurante?

Meia hora depois os quatro carros paravam na entrada do Palermo Ristorante Italiano.

— Chegamos. – Rachel disse quando o carro parou, e Quinn sorriu.

A judia desceu e ajudou à loira, enquanto os outros, que estacionaram atrás delas, se aproximavam.

Os dez jantaram entre risadas e brincadeiras, enquanto Blaine e Rachel evitavam até mesmo se olhar.

— Alguém já encontrou a gente. – Jane comentou apontando discretamente com a cabeça para uma janela onde um paparazzi tentava se esconder e fotografar o grupo ao mesmo tempo, pouco mais de uma hora depois de eles chegarem.

— O que? – Quinn perguntou.

— Paparazzi. – Rachel respondeu.

— Deixa ele. Só está ganhando seu dinheiro. E ninguém aqui tem nada a esconder. Pelo menos por enquanto. Certo?

— Quinn tem razão. – Matt disse – Deixa o cara.

— Além disso, vamos embora daqui a pouco. – Puck falou.

Eles voltaram a comer e conversar, e Rachel teve o cuidado de soltar a mão de Quinn, que ela discretamente havia segurado por baixo da mesa nos últimos minutos. Não precisava de outro rumor para ocupar a cabeça.

— E aí, mamãe, o que ficou resolvido com a sua assessora? – Puck perguntou e Rachel revirou os olhos.

— Ainda é muito cedo pra piada, Puck. – a judia resmungou – E Marley já está resolvendo. Vou fazer um teste de DNA antes mesmo da criança nascer. Se a garota topar.

— Ela ao menos está realmente gravida? – Jesse perguntou.

— Infelizmente, sim.

— Você não quer mesmo essa criança, não é? – Blaine disse e Rachel suspirou.

— Não é que eu não quero ter um filho. Mas não acho que essa é a maneira ideal. Quero dizer, se eu namorasse essa garota, ficaria feliz em criar o filho junto com ela, por que eu com certeza amaria essa garota. Mas uma pessoa que eu mal conheço? – Rachel balançou a cabeça negativamente e Matt, que estava sentado ao seu lado, deu um tapa de leve no ombro da garota.

— Nem parece a Rachel falando. Estou orgulhoso. – brincou.

— Parece a Rachel que eu conheci. – Blaine sorriu para a garota e levantou o copo em direção a ela, que apenas o ignorou.

— Você já falou com os seus pais? – Jane perguntou.

— Oh, merda! – a judia passou a mão pelo rosto – Eles vão me matar. Quer saber de uma coisa? Eu preciso de uma bebida. Assim que terminarmos aqui eu vou pra primeira boate que eu ver. – praticamente rosnou.

— Não. – Quinn disse e Rachel a encarou.

— Por que não?

— Por que o máximo que você vai conseguir com isso é outra gravidez indesejada.

— Eu só quero beber. – a judia reclamou – Não precisa se preocupar comigo, Quinn.

— Se só quer beber, pode pedir alguma coisa no quarto. Mesmo que eu ache que isso não vai acabar com os seus problemas. – Jesse disse – Você só fez besteira uma vez desde que chegou aqui, Rachel. Tenta manter esse recorde por mais alguns dias.

— Estaremos aqui se você tiver engravidado essa garota, Rachel. Te apoiando. – Puck falou – Mas não vamos te apoiar em fazer besteiras.

— Se quiser beber um pouco e desabafar no hotel, nós temos a noite toda. – Harmony disse.

— Certo. Eu fico no hotel! Mas vocês vão ter que me aguentar.

Cerca de vinte minutos depois os dez saiam do restaurante que, para a surpresa de todos, não estava rodeado por fãs.

— Hey, Quinn, vai precisar de ajuda pra segurar essa ai se ela tentar ir pra alguma boate? – Elliott provocou.

— Não. Eu posso dar conta. – Quinn disse e Rachel a olhou indignada.

— Então você acha que eu vou, sei lá, fugir?

— É isso ai. – Jesse disse abrindo a porta do primeiro carro – Senhoritas.

— Saibam que isso me ofendeu. – Rachel disse e saiu pisando duro para o carro.

Mas sua saída dramática foi interrompida ao lembrar da loira que ela havia soltado para isso, e a judia voltou para ajudar Quinn a entrar antes dela, o que arrancou algumas risadas dos outros – e até da própria loira.

— Você atrapalhou minha saída dramática. – Rachel brincou quando a porta do carro bateu ao seu lado.

— Sinto muito. – Quinn riu.

O motorista começou a se afastar do restaurante e Rachel parou por alguns minutos, encarando Quinn, até perceber a loira começando a corar.

— O que houve, Rachel? Por que tá me encarrando assim?

— Eu... Não sei. – Rachel sorriu – Você é muito bonita, Q.

— Obrigada. – a loira corou mais ainda.

— O que acha de ir jantar comigo amanhã?

— O que?

— O que acha de irmos jantar amanhã? Só eu e você.

— Você está me convidando para um encontro?

— Por incrível que pareça, estou. – Rachel deu um sorriso nervoso – Você aceita?

— Saímos as sete? – Quinn respondeu e Rachel suspirou de alivio.

— Às sete. – a judia concordou antes de dar um selinho na loira.

Notas finais
Gente desculpa, ontem tive muita coisa pra fazer e acabei esquecendo de postar. Mas isso não muda o fato de querermos saber a opinião de vocês quanto a historia e seu desenrolar. E ai? O que acharam? estão gostando da fic? ate semana que vem.