Notas iniciais
Oi gente estamos de volta, um pouquinho atrasadas com a postagem, mas estamos aqui. Vocês vão finalmente descobrir quem é a pedra no sapato da Rachel. Porem antes disso. Quero tirar um tempinho aqui para dedicar esse capitulo a minha Co-autora, I am Gleek. Esse final de semana ela fez 21, então Day, Parabéns, desejo somente o melhor para você, quero que seus sonhos se realizem, que faça tudo o que quiser e muito mais, se tem algo que eu aprendi em quase sete/ oito anos de amizade é que pensar pequeno não faz parte de você. Que as ideias mais loucas podem virar ótimas fics, mesmo quando baseadas em Barbie kkkkkkkk. Que me apresentou a melhor serie Ever, que me acordava de madrugada pra ver Glee na globo. Me apresentou a Faberry o melhor OTP. Velhinha eu só quero te desejar um FELIZ ANIVERSARIO, mesmo que já tenha te falado isso no sábado. Sabemos que eu sou carinhosa igual um cacto, e não costumo dizer isso mas, Te amo velinha. Ahh te desejo paciência para me aguentar durante muito tempo. :) E vocês ai também e boa leitura.

— Bom, senhorita Berry, logo ligaremos com uma resposta definitiva sobre a adoção. Mas posso te dizer para ser positiva quanto a isso.

— Muito obrigada. – Rachel sorriu para a mulher parada do outro lado da porta, que apenas acenou com a cabeça antes de se afastar da judia.

Rachel esperou que ela entrasse no carro e se afastasse antes de fechar a porta e respirar fundo, voltando para a sala, esperando encontrar a noiva ali.

— Quinn? – chamou ao não vê-la.

— Cozinha!

Rachel revirou os olhos ao encontrar a loira já limpando a pouca louça que tinham sujado durante a visita da assistente social.

— Q, amor, deixa que eu faço isso.

— Eu posso limpar a cozinha, Rach. Garanta que a sala tá arrumada, ok?

— Sim senhora. – Rachel abraçou a loira por trás, e sorriu – Vamos passar a noite aqui, hoje?

— Rachel, você sabe que o colchão ainda não chegou, né?

— Porcaria de colchão. – Rachel resmungou e Quinn riu.

— A gente comprou a maior parte das coisas no domingo, Rachel. Não reclama. Pelo menos deu tempo de montar a sala e a cozinha.

— O banheiro também já tá ok.

— Bom, então falta, basicamente, o escritório e os quartos.

— E a parte de trás da casa. Falei serio sobre por uns brinquedos lá pras crianças.

— Até o fim do mês tá tudo pronto.

— E aí, vamos morar juntas. Só nós duas, porque eu to praticamente morando na sua casa, já.

— Bom, não teremos muito tempo sem filhos, então vamos aproveitar. Agora vai arrumar a sala.

— Pode deixar. – Rachel deu um beijo na bochecha da loira e foi para a sala, descobrir se realmente tinha o que arrumar ali.

Como não tinha o que fazer, já que não tinha realmente o que arrumar, Rachel ligou a TV e se jogou no sofá.

Quinn estava voltando para a sala quando a campainha tocou.

— Deve ser alguma entrega. Eu atendo. – Rachel disse, levantando.

A judia deu um beijo na bochecha de Quinn no caminho, e sorria até o momento em que abriu a porta.

A figura a sua frente a fez sentir o corpo tenso. Aquele maldito rosto quase não tinha mudado com o tempo. Os olhos ainda tinham aquele brilho, que agora lhe parecia assustador.

— Jéssica. – Rachel murmurou.

— Hey, docinho.

— Não me chame assim.

— Eu sempre te chamei assim.

— Você não me dava nojo naquela época. O que você quer aqui?

— Rachel, quem é? – Quinn perguntou.

— Eu já vou entrar. Me dê um minuto.

— Sua noiva?

— Não te interessa. Some da minha frente e nem pense em voltar. Eu não sou mais uma adolescente com medo, Jéssica. Posso atacar de volta se você tentar alguma coisa, dessa vez.

Rachel entrou e fechou a porta rapidamente, sem esperar por uma resposta.

Quando chegou na sala sentou ao lado da noiva no sofá com a respiração pesada.

— Rach? Tá tudo bem? Quem era na porta?

— Jéssica. – Rachel olhou sua noiva, que franziu a testa – E eu tenho certeza que ela vai voltar.

***

— O que essa garota acha que quer aqui? – Leroy parecia realmente irritado, enquanto andava de um lado para o outro na sala da casa dos Fabrays.

— O que ela quer eu não sei, mas não vou arriscar. – Rachel respirou fundo – Quinn, vou contratar um segurança pra você.

— O que? Eu não quero...

— Eu não posso arriscar, Quinn.

— Rachel, eu entendo o que ela significa pra você. Entendo o que ela te fez. Mas não vou entender se tentar me controlar. Além do mais, o que te faz pensar que ela vai vir atrás de mim?

— Ela sabia quem é você. E eu não quero te controlar, Q. Eu só não posso arriscar que ela te faça mal.

— O que ela poderia me fazer? Ela nunca foi violenta com você, Rach. Mesmo que ela venha atrás de mim, seja lá o que ela tenha pra me dizer... Não vai importar.

Rachel suspirou, se jogando no sofá e passando a mão pelo rosto.

— Você pode tentar pedir uma ordem de restrição. – Hiram falou.

— Vocês pediram uma quando ela soltou a foto, não pediram?

— E conseguimos. Mas vocês ainda não tinham dezoito e aquilo tinha data de validade.

— Pensamos em pedir outro quando vocês completaram dezoito, – Leroy contou – mas pensamos que era melhor te manter longe dela do que voltar com essa história.

— Vocês fizeram bem. – Rachel suspirou – Mas não sei se tem algum cabimento pedir isso agora.

— Rach... Eu sei que parece loucura, mas porque não conversa com ela? – Quinn sugeriu.

— O que? – Hiram praticamente gritou.

— Isso tá fora de questão. – Leroy falou.

— Não sabemos o que ela quer, e pode ser... Você também precisa encerrar essa história, Rach.

— Não precisa não. Essa história foi encerrada há anos, e...

— Vocês encerraram. Pra vocês tudo acabou no tribunal, mas e pra Rachel? – Quinn interrompeu Hiram – Já pararam pra pensar que, talvez, Rachel tenha feito todas as merdas que fez porque ainda não se resolveu com isso? Porque, no fundo, e eu não estou duvidando do que você sente por mim quando digo isso, Rach, mas, só talvez, Rachel não tenha superado isso ainda.

— Fazem anos! – Leroy falou.

— Nem tudo passa com os anos! Algumas coisas a gente finge conseguir conviver com, mas, no fundo...

— Ainda machuca. – Rachel interrompeu Quinn com um suspiro – Quinn tem razão, pais. Jessica ainda me assombra.

— E você vai fazer o que? Chamar ela pra tomar um café? – Hiram riu – Isso é um absurdo. Aquela garota...

— Ela destruiu o que eu era. – Rachel deu de ombros – Eu preciso saber porque.

— Vocês já falaram sobre isso.

— E tudo o que eu ouvi...

— Te transformou no que você era há pouco tempo. Rachel...

— Eu não vou atrás da Jessica, pais. – Rachel disse, decidida – Mas, se ela vier atrás de mim de novo, não vou mandar ela embora. Não até conversarmos.

***

Rachel estava sentada na sala dos Fabrays, com uma xicara de chá na mão e a respiração pesada, quando Russel passou pela porta, coçando os olhos pelo sono.

A judia olhou pra o relógio e jogou a cabeça para trás.

Cinco e meia da manhã e nada de o sono chegar.

— O que tá fazendo sentada aí? – Russel perguntou, voltando com uma xicara na mão.

— Pensando. E o senhor? O que faz acordado essa hora?

— Algumas entregas de coisas frescas chegam no café entre seis e seis e meia. Tenho que buscar. Não conseguiu dormir?

— Nem um segundo.

— Sua ex?

— Aquela garota ainda me enlouquece. Em todos os sentidos ruins que isso pode ser usado.

— Porque se preocupa tanto?

— O que ela me fez passar... – Rachel suspirou – Eu já superei o que sentia por ela. Há muitos anos. Mas... A situação é outra história. O jeito como ela brincou comigo... Como acabou com tudo com o que eu sonhava. Como me enganou. Isso eu nunca vou superar.

— Então porque ainda vai falar com ela?

— Porque Quinn tem razão. Eu tenho que deixar ir.

— E o que pretende falar, Rachel? Acha que ela teve um bom motivo pra fazer aquilo? O que você quer ouvir?

— Então acha que eu não deveria falar com ela?

— Acho que você tem que pensar bem, seja lá a decisão que tomar.

— Eu só... Queria que ela tivesse se arrependido, sabe? – deu de ombros – Só isso.

— Então, pergunte se ela se arrependeu. E, seja lá qual for a resposta, a mande embora depois.

— Talvez eu faça isso. É a melhor ideia que ouvi até agora, na verdade. Obrigada, Russel.

— Faça o que for te ajudar a dormir tranquila a noite, Rachel.

***

— Serio? A ex psicopata da tua namorada volta e você diz que elas deveriam conversar? – Santana encarava Quinn como se ela fosse louca.

— San, eu confio na Rachel.

— Não é questão de confiança, Quinn. É questão de passado. Não to falando que ela vai te trair, só que ela pode não conseguir lidar com isso. Você não precisa que ela volte a beber.

— Eu vou estar lá por ela dessa vez, Santana. Seja lá o que houver, temos uma a outra.

— Quinn...

— E Rachel não é mais uma colegial se descobrindo e descobrindo o mundo. Ela tem auto estima, confiança, e vai ter dois filhos. Comigo.

— Acho que você tá arriscando demais, Quinn. Pelo menos fique por perto enquanto elas conversam.

— Se Rachel me pedir pra estar lá, eu fico. Se não, San, é algo com o que ela tem que lidar sozinha.

— Isso vai te dar problema.

— Porque tanto pessimismo, Santana?

— Porque relacionamentos são complicados. E quando você coloca um tão... Intenso como o de vocês, com um que acabou como o das duas, o resultado pode ser catastrófico. Você vai estourar a terceira guerra mundial, e eu vou fazer questão de jogar isso na sua cara.

— San, Rachel precisa se livrar da sombra dessa garota pra poder viver em paz consigo mesma. E só aí ela vai seguir comigo de verdade. Entende?

— Se você acha que é o melhor, Q... Você sabe que pode contar com o meu apoio.

— É importante pra mim, San.

— É. E eu vou tá aqui pra socar a cara dessa Jéssica se ela fizer merda.

— Não foi pra isso que te contei sobre a situação, Santana.

— E pra que mais seria? Não se preocupe, vou estar de olho.

Quinn apenas riu, balançando a cabeça negativamente enquanto um novo cliente entrava no café.

— Agora, vai pedir meu café antes que a miniatura de Hudson te chame.

— Miniatura de Hudson?

— Se esse cara não é irmão daquele palerma, Quinn, então tem mais um casal além dos pais do Hudson que precisam parar de procriar.

— Hey, Quinn! – a loira ouviu o rapaz a chamando na mesa que havia acabado de sentar, e riu.

— Eu o conheço, San, e ele é um amor. Não implique com ele.

— Sim, senhora. – a latina bateu continência enquanto Quinn ia atender o garoto.

***

Era sexta-feira.

Rachel e os Berry tinham ido ao orfanato visitar Kathy e conversar com Brittany sobre a adoção.

Quinn não pode acompanhar a noiva porque seus pais precisavam dela no café, já que Kitty tinha saído com Marley – algo sobre casas e um filme, Quinn não entendeu muito bem.

Judy estava na cozinha e Russel fechava algumas contas em seu escritório.

O café estava bastante movimentado naquele dia, e Quinn não havia tido tempo de parar nas últimas duas horas.

A loira mal tinha conseguido sentar atrás do balcão para descansar um pouco quando a porta foi aberta.

Com um suspiro, Quinn prestou atenção nos passos da garota, que sentou na mesa dois, e deu um tempo para que o cliente olhasse o cardápio, antes de se aproximar.

— Bom dia. Já gostaria de pedir?

— O que eu realmente quero vocês não têm no cardápio. – a voz irritante chegou aos seus ouvidos, e Quinn segurou a resposta mal educada que a garota merecia – Mas me traz um café preto. A Rachel tá aí?

— Não. E, sinto muito, mas aqui não é um ponto de encontro da Rachel com fãs, ou algo do tipo.

— Oh, tudo bem. Não sou uma fã. Já fui bem mais que isso.

— Jéssica. – Quinn suspirou, fechando as mãos em pulso.

— E você é Quinn, a noivinha que não vai durar muito. Rachel não gosta de brincar de casinha.

— Rachel é muito mais do que a mulher em quem você tentou transformar ela, Jéssica.

— Claro. Quando você vai ver que tá sendo enganada? Opa. Acho que você não vê. – a garota riu – Rachel vai cansar disso também.

— Diz isso pros dois jornalistas que pensavam igual você.

— Que seja. Me traz logo o café.

Quinn saiu em direção a cozinha pensando em várias maneiras de matar a garota.

Apesar de sua vontade de se vingar pela noiva, Quinn sabia que esse era um assunto que Rachel deveria resolver, então, quando voltou com o café da garota, sentou no banco de frente para ela, que arqueou a sobrancelha, a encarando.

— Te chamei pra sentar aqui?

— Quero falar sobre a Rachel.

— O assunto me interessa. Continue.

— Quero que venha no café para falar com ela. Domingo que vem, no período da tarde. Vou garantir que ela vai tá aqui.

— Vai me entregar sua noiva de bandeja? Já não quer me dar seu vestido de noiva, também? – Jéssica riu.

— Confio na minha noiva. Sei que vocês só vão resolver o que tem para ser resolvido.

— E ela te contou sobre mim?

— E sobre como você foi uma vadia com ela. É, ela contou.

— Então, mesmo depois de anos, ela pensa em mim.

— Jéssica, diga o que quiser. Conheço minha noiva. Sei o quanto ela me ama. É só o que importa.

— Que romântico. E patético.

— Vamos deixar uma coisa bem clara: vocês vão conversar, porque eu sei que Rachel precisa disso. Mas vai acabar aí, entendeu? Você vai sumir de novo. E sem volta dessa vez.

— Ou o que?

— Ou eu vou garantir que você suma.

— Você tá me ameaçando?

— Leve como quiser.

— Ameaçar a vida de alguém é crime, sabia? Porque eu adoraria te ver atrás das grades.

— Não preciso te matar pra te manter longe. – Quinn riu – Oh, não. Tenho métodos muito mais eficazes e que estão cem por cento dentro da lei.

— Ah, é? Tipo?

— Tipo coisas legais que você já deve conhecer.

Jéssica riu, balançando a cabeça negativamente.

— Ah, criança petulante.

— Você é o que? Dois anos mais velha do que eu?

— Quando se trata de Rachel, sou uma vida mais velha que você, garota.

— Ok, então, vovó. Esteja aqui no domingo.

— Não posso. Tenho outras coisas para resolver.

— No próximo, então.

— Perfeito. Por volta das três?

— Apareça.

Quinn saiu e deixou a garota encarando suas costas.

— Ótimo, agora vou ter que fazer a Rachel terminar. – suspirou – Que garota imbecil você foi arrumar, Rach.

***

— Os últimos móveis chegaram hoje. – Rachel avisou Quinn, horas depois, quando as duas estavam sozinhas no quarto da loira – Já podemos nos mudar.

— Isso é bom. – Quinn murmurou.

— O que houve? – Rachel deitou ao lado da loira e a abraçou.

— Jéssica veio no café hoje.

— Ela te machucou? – Rachel sentou rapidamente, enquanto examinava a loira de cima a baixo.

— Não. Nós só... Conversamos.

— Conversaram? Sobre o que?

— Você.

— Eu preciso que você seja um pouquinho mais especifica.

— Ela veio me dizer que você ia cansar de brincar de casinha. – Quinn riu – Aquela garota é ridiculamente insegura.

— Ela... – Rachel suspirou, voltando a abraçar a noiva – Sinto muito que ela tenha vindo te importunar.

— Não foi nada demais. Mesmo.

— Vou tentar resolver mesmo assim.

— Deixa pra lá, Rach. Porque... Tem mais uma coisa.

— O que?

— Eu meio que... Marquei aquela conversa por você.

— Você chamou Jéssica pra vir aqui?

— Não aqui, aqui. No café. – Quinn suspirou – Você não precisa aparecer se não quiser, mas, Rach, acho que é uma boa oportunidade pra você colocar um fim nisso.

Rachel observou Quinn por alguns segundos antes de suspirar.

— Quando?

— Domingo.

— Em... Dois dias?

— Nove.

— Ok. Eu tenho um tempo pra me decidir.

As duas ficaram um tempo ali, ambas perdidas em seus próprios pensamentos, até pegarem no sono.

***

— Primeiro almoço em casa, servido! – Quinn avisou, aparecendo na porta da sala e rapidamente todos ali presentes a seguiram para a cozinha.

Rachel e Quinn haviam se mudado oficialmente haviam apenas dois dias, e, por isso, Quinn havia chamado os pais, Kitty, os sogros, Santana, Marley, Brittany e Kurt para almoçarem com as duas. Para a felicidade do casal, os dois últimos tinham levado Kathy, que parecia realmente animada com a possibilidade de passar a viver com as duas.

Rachel colocava uma travessa em cima da mesa quando todos se acomodaram, e o grupo comeu entre risadas e brincadeiras.

Quando todos terminaram, Quinn e Rachel deixaram o grupo na sala e subiram para o segundo andar da casa com Kathy, dizendo ter uma surpresa pra garota.

— Me falem o que é! – a mais nova pediu.

— Nada disso. Só quando chegarmos lá.

— Mas eu quero saber o que é.

— Espera só um pouquinho. – Rachel riu – Chegamos!

— Agora me fala o que é.

Rachel colocou a garota no chão e sorriu para Quinn, antes de pegar as mãos da mais nova e esticar até a porta do quarto.

— Sente.

— O que é isso?

— A porta do seu quarto. – Quinn disse, enquanto Rachel a abraçava.

— Meu quarto?

— Porque não entra, pequena? – Rachel incentivou.

Kathy tateou até a maçaneta da porta e a abriu, respirando fundo enquanto tateava as paredes do cômodo vazio.

— Não tem nada aqui ainda, porque queremos que você escolha tudo. – Rachel falou – Você pode não ver as cores que vão estar aqui, e eu vou cuidar pra que tudo combine, mas serão suas coisas, e você vai poder escolher todas elas.

— Então... Eu vou morar com vocês.

— Aos poucos, meu amor. – Quinn disse – Mas tivemos uma resposta há uns dias e, sim, você vai se mudar pra vir morar com a gente em alguns meses.

Kathy tateou pelas paredes de volta até as duas, se jogando contra elas em um abraço apertado.

— Obrigada!

— Somos nós quem agradecemos, pequena. – Rachel sorriu – Mas temos que te contar mais uma coisa.

— O que foi?

— Vem cá.

A judia pegou Kathy no colo e parou em frente a Quinn, respirando fundo antes de ajoelhar no chão, dobrando uma das pernas e sentando Kathy sobre ela.

— Estica a mão. Com cuidado.

Kathy fez o que foi pedido, sentindo a barriga de Quinn, e franziu a testa.

— O que é isso?

— É minha barriga. – Quinn sorriu.

— E, dentro da barriga dela, tá o seu irmãozinho ou irmãzinha.

— Eu vou ter um irmão?

— Ou irmã. – Quinn disse.

— Sabemos que você provavelmente não ia querer um agora, mas...

— Eu posso dar o nome dele? – pediu, interrompendo Rachel, que sorriu.

— Podemos falar sobre isso. – Quinn disse, enquanto Rachel levantava com a garota no colo.

— Eu amo vocês. – Rachel disse antes de abraçar a loira, mantendo Kathy entre as duas.

— E eu amo vocês!

— Nós também amamos vocês duas.

— Como você sabe que ele ama a gente? – Kathy perguntou, fazendo Quinn e Rachel rirem.

— Eu só sei.

***

Rachel estava sentada em uma das mesas do café dos Fabrays. Um copo de cappuccino a sua frente, enquanto encarava a porta.

Quinn servia alguns clientes, tentando evitar a mesa da noiva.

Sabia que ela precisava de espaço naquele momento. Principalmente porque ela não tinha lhe pedido o contrário.

Quando a porta se abriu novamente, Rachel respirou fundo e esperou que a garota se aproximasse.

— Rachel Berry. Senti saudades. – ela tinha um sorriso quase presunçoso no rosto.

— Jéssica. É uma pena não poder dizer o mesmo.

Notas finais
Parece que a paz acabou, não? O que acharam do capítulo? Acham que a Jéssica vai causar muito problema? Até sábado!