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48 Capitulo 48 - Passado e futuro.
Notas iniciais
— Bom, senhorita Berry, logo ligaremos com uma resposta definitiva sobre a adoção. Mas posso te dizer para ser positiva quanto a isso.
— Muito obrigada. – Rachel sorriu para a mulher parada do outro lado da porta, que apenas acenou com a cabeça antes de se afastar da judia.
Rachel esperou que ela entrasse no carro e se afastasse antes de fechar a porta e respirar fundo, voltando para a sala, esperando encontrar a noiva ali.
— Quinn? – chamou ao não vê-la.
— Cozinha!
Rachel revirou os olhos ao encontrar a loira já limpando a pouca louça que tinham sujado durante a visita da assistente social.
— Q, amor, deixa que eu faço isso.
— Eu posso limpar a cozinha, Rach. Garanta que a sala tá arrumada, ok?
— Sim senhora. – Rachel abraçou a loira por trás, e sorriu – Vamos passar a noite aqui, hoje?
— Rachel, você sabe que o colchão ainda não chegou, né?
— Porcaria de colchão. – Rachel resmungou e Quinn riu.
— A gente comprou a maior parte das coisas no domingo, Rachel. Não reclama. Pelo menos deu tempo de montar a sala e a cozinha.
— O banheiro também já tá ok.
— Bom, então falta, basicamente, o escritório e os quartos.
— E a parte de trás da casa. Falei serio sobre por uns brinquedos lá pras crianças.
— Até o fim do mês tá tudo pronto.
— E aí, vamos morar juntas. Só nós duas, porque eu to praticamente morando na sua casa, já.
— Bom, não teremos muito tempo sem filhos, então vamos aproveitar. Agora vai arrumar a sala.
— Pode deixar. – Rachel deu um beijo na bochecha da loira e foi para a sala, descobrir se realmente tinha o que arrumar ali.
Como não tinha o que fazer, já que não tinha realmente o que arrumar, Rachel ligou a TV e se jogou no sofá.
Quinn estava voltando para a sala quando a campainha tocou.
— Deve ser alguma entrega. Eu atendo. – Rachel disse, levantando.
A judia deu um beijo na bochecha de Quinn no caminho, e sorria até o momento em que abriu a porta.
A figura a sua frente a fez sentir o corpo tenso. Aquele maldito rosto quase não tinha mudado com o tempo. Os olhos ainda tinham aquele brilho, que agora lhe parecia assustador.
— Jéssica. – Rachel murmurou.
— Hey, docinho.
— Não me chame assim.
— Eu sempre te chamei assim.
— Você não me dava nojo naquela época. O que você quer aqui?
— Rachel, quem é? – Quinn perguntou.
— Eu já vou entrar. Me dê um minuto.
— Sua noiva?
— Não te interessa. Some da minha frente e nem pense em voltar. Eu não sou mais uma adolescente com medo, Jéssica. Posso atacar de volta se você tentar alguma coisa, dessa vez.
Rachel entrou e fechou a porta rapidamente, sem esperar por uma resposta.
Quando chegou na sala sentou ao lado da noiva no sofá com a respiração pesada.
— Rach? Tá tudo bem? Quem era na porta?
— Jéssica. – Rachel olhou sua noiva, que franziu a testa – E eu tenho certeza que ela vai voltar.
***
— O que essa garota acha que quer aqui? – Leroy parecia realmente irritado, enquanto andava de um lado para o outro na sala da casa dos Fabrays.
— O que ela quer eu não sei, mas não vou arriscar. – Rachel respirou fundo – Quinn, vou contratar um segurança pra você.
— O que? Eu não quero...
— Eu não posso arriscar, Quinn.
— Rachel, eu entendo o que ela significa pra você. Entendo o que ela te fez. Mas não vou entender se tentar me controlar. Além do mais, o que te faz pensar que ela vai vir atrás de mim?
— Ela sabia quem é você. E eu não quero te controlar, Q. Eu só não posso arriscar que ela te faça mal.
— O que ela poderia me fazer? Ela nunca foi violenta com você, Rach. Mesmo que ela venha atrás de mim, seja lá o que ela tenha pra me dizer... Não vai importar.
Rachel suspirou, se jogando no sofá e passando a mão pelo rosto.
— Você pode tentar pedir uma ordem de restrição. – Hiram falou.
— Vocês pediram uma quando ela soltou a foto, não pediram?
— E conseguimos. Mas vocês ainda não tinham dezoito e aquilo tinha data de validade.
— Pensamos em pedir outro quando vocês completaram dezoito, – Leroy contou – mas pensamos que era melhor te manter longe dela do que voltar com essa história.
— Vocês fizeram bem. – Rachel suspirou – Mas não sei se tem algum cabimento pedir isso agora.
— Rach... Eu sei que parece loucura, mas porque não conversa com ela? – Quinn sugeriu.
— O que? – Hiram praticamente gritou.
— Isso tá fora de questão. – Leroy falou.
— Não sabemos o que ela quer, e pode ser... Você também precisa encerrar essa história, Rach.
— Não precisa não. Essa história foi encerrada há anos, e...
— Vocês encerraram. Pra vocês tudo acabou no tribunal, mas e pra Rachel? – Quinn interrompeu Hiram – Já pararam pra pensar que, talvez, Rachel tenha feito todas as merdas que fez porque ainda não se resolveu com isso? Porque, no fundo, e eu não estou duvidando do que você sente por mim quando digo isso, Rach, mas, só talvez, Rachel não tenha superado isso ainda.
— Fazem anos! – Leroy falou.
— Nem tudo passa com os anos! Algumas coisas a gente finge conseguir conviver com, mas, no fundo...
— Ainda machuca. – Rachel interrompeu Quinn com um suspiro – Quinn tem razão, pais. Jessica ainda me assombra.
— E você vai fazer o que? Chamar ela pra tomar um café? – Hiram riu – Isso é um absurdo. Aquela garota...
— Ela destruiu o que eu era. – Rachel deu de ombros – Eu preciso saber porque.
— Vocês já falaram sobre isso.
— E tudo o que eu ouvi...
— Te transformou no que você era há pouco tempo. Rachel...
— Eu não vou atrás da Jessica, pais. – Rachel disse, decidida – Mas, se ela vier atrás de mim de novo, não vou mandar ela embora. Não até conversarmos.
***
Rachel estava sentada na sala dos Fabrays, com uma xicara de chá na mão e a respiração pesada, quando Russel passou pela porta, coçando os olhos pelo sono.
A judia olhou pra o relógio e jogou a cabeça para trás.
Cinco e meia da manhã e nada de o sono chegar.
— O que tá fazendo sentada aí? – Russel perguntou, voltando com uma xicara na mão.
— Pensando. E o senhor? O que faz acordado essa hora?
— Algumas entregas de coisas frescas chegam no café entre seis e seis e meia. Tenho que buscar. Não conseguiu dormir?
— Nem um segundo.
— Sua ex?
— Aquela garota ainda me enlouquece. Em todos os sentidos ruins que isso pode ser usado.
— Porque se preocupa tanto?
— O que ela me fez passar... – Rachel suspirou – Eu já superei o que sentia por ela. Há muitos anos. Mas... A situação é outra história. O jeito como ela brincou comigo... Como acabou com tudo com o que eu sonhava. Como me enganou. Isso eu nunca vou superar.
— Então porque ainda vai falar com ela?
— Porque Quinn tem razão. Eu tenho que deixar ir.
— E o que pretende falar, Rachel? Acha que ela teve um bom motivo pra fazer aquilo? O que você quer ouvir?
— Então acha que eu não deveria falar com ela?
— Acho que você tem que pensar bem, seja lá a decisão que tomar.
— Eu só... Queria que ela tivesse se arrependido, sabe? – deu de ombros – Só isso.
— Então, pergunte se ela se arrependeu. E, seja lá qual for a resposta, a mande embora depois.
— Talvez eu faça isso. É a melhor ideia que ouvi até agora, na verdade. Obrigada, Russel.
— Faça o que for te ajudar a dormir tranquila a noite, Rachel.
***
— Serio? A ex psicopata da tua namorada volta e você diz que elas deveriam conversar? – Santana encarava Quinn como se ela fosse louca.
— San, eu confio na Rachel.
— Não é questão de confiança, Quinn. É questão de passado. Não to falando que ela vai te trair, só que ela pode não conseguir lidar com isso. Você não precisa que ela volte a beber.
— Eu vou estar lá por ela dessa vez, Santana. Seja lá o que houver, temos uma a outra.
— Quinn...
— E Rachel não é mais uma colegial se descobrindo e descobrindo o mundo. Ela tem auto estima, confiança, e vai ter dois filhos. Comigo.
— Acho que você tá arriscando demais, Quinn. Pelo menos fique por perto enquanto elas conversam.
— Se Rachel me pedir pra estar lá, eu fico. Se não, San, é algo com o que ela tem que lidar sozinha.
— Isso vai te dar problema.
— Porque tanto pessimismo, Santana?
— Porque relacionamentos são complicados. E quando você coloca um tão... Intenso como o de vocês, com um que acabou como o das duas, o resultado pode ser catastrófico. Você vai estourar a terceira guerra mundial, e eu vou fazer questão de jogar isso na sua cara.
— San, Rachel precisa se livrar da sombra dessa garota pra poder viver em paz consigo mesma. E só aí ela vai seguir comigo de verdade. Entende?
— Se você acha que é o melhor, Q... Você sabe que pode contar com o meu apoio.
— É importante pra mim, San.
— É. E eu vou tá aqui pra socar a cara dessa Jéssica se ela fizer merda.
— Não foi pra isso que te contei sobre a situação, Santana.
— E pra que mais seria? Não se preocupe, vou estar de olho.
Quinn apenas riu, balançando a cabeça negativamente enquanto um novo cliente entrava no café.
— Agora, vai pedir meu café antes que a miniatura de Hudson te chame.
— Miniatura de Hudson?
— Se esse cara não é irmão daquele palerma, Quinn, então tem mais um casal além dos pais do Hudson que precisam parar de procriar.
— Hey, Quinn! – a loira ouviu o rapaz a chamando na mesa que havia acabado de sentar, e riu.
— Eu o conheço, San, e ele é um amor. Não implique com ele.
— Sim, senhora. – a latina bateu continência enquanto Quinn ia atender o garoto.
***
Era sexta-feira.
Rachel e os Berry tinham ido ao orfanato visitar Kathy e conversar com Brittany sobre a adoção.
Quinn não pode acompanhar a noiva porque seus pais precisavam dela no café, já que Kitty tinha saído com Marley – algo sobre casas e um filme, Quinn não entendeu muito bem.
Judy estava na cozinha e Russel fechava algumas contas em seu escritório.
O café estava bastante movimentado naquele dia, e Quinn não havia tido tempo de parar nas últimas duas horas.
A loira mal tinha conseguido sentar atrás do balcão para descansar um pouco quando a porta foi aberta.
Com um suspiro, Quinn prestou atenção nos passos da garota, que sentou na mesa dois, e deu um tempo para que o cliente olhasse o cardápio, antes de se aproximar.
— Bom dia. Já gostaria de pedir?
— O que eu realmente quero vocês não têm no cardápio. – a voz irritante chegou aos seus ouvidos, e Quinn segurou a resposta mal educada que a garota merecia – Mas me traz um café preto. A Rachel tá aí?
— Não. E, sinto muito, mas aqui não é um ponto de encontro da Rachel com fãs, ou algo do tipo.
— Oh, tudo bem. Não sou uma fã. Já fui bem mais que isso.
— Jéssica. – Quinn suspirou, fechando as mãos em pulso.
— E você é Quinn, a noivinha que não vai durar muito. Rachel não gosta de brincar de casinha.
— Rachel é muito mais do que a mulher em quem você tentou transformar ela, Jéssica.
— Claro. Quando você vai ver que tá sendo enganada? Opa. Acho que você não vê. – a garota riu – Rachel vai cansar disso também.
— Diz isso pros dois jornalistas que pensavam igual você.
— Que seja. Me traz logo o café.
Quinn saiu em direção a cozinha pensando em várias maneiras de matar a garota.
Apesar de sua vontade de se vingar pela noiva, Quinn sabia que esse era um assunto que Rachel deveria resolver, então, quando voltou com o café da garota, sentou no banco de frente para ela, que arqueou a sobrancelha, a encarando.
— Te chamei pra sentar aqui?
— Quero falar sobre a Rachel.
— O assunto me interessa. Continue.
— Quero que venha no café para falar com ela. Domingo que vem, no período da tarde. Vou garantir que ela vai tá aqui.
— Vai me entregar sua noiva de bandeja? Já não quer me dar seu vestido de noiva, também? – Jéssica riu.
— Confio na minha noiva. Sei que vocês só vão resolver o que tem para ser resolvido.
— E ela te contou sobre mim?
— E sobre como você foi uma vadia com ela. É, ela contou.
— Então, mesmo depois de anos, ela pensa em mim.
— Jéssica, diga o que quiser. Conheço minha noiva. Sei o quanto ela me ama. É só o que importa.
— Que romântico. E patético.
— Vamos deixar uma coisa bem clara: vocês vão conversar, porque eu sei que Rachel precisa disso. Mas vai acabar aí, entendeu? Você vai sumir de novo. E sem volta dessa vez.
— Ou o que?
— Ou eu vou garantir que você suma.
— Você tá me ameaçando?
— Leve como quiser.
— Ameaçar a vida de alguém é crime, sabia? Porque eu adoraria te ver atrás das grades.
— Não preciso te matar pra te manter longe. – Quinn riu – Oh, não. Tenho métodos muito mais eficazes e que estão cem por cento dentro da lei.
— Ah, é? Tipo?
— Tipo coisas legais que você já deve conhecer.
Jéssica riu, balançando a cabeça negativamente.
— Ah, criança petulante.
— Você é o que? Dois anos mais velha do que eu?
— Quando se trata de Rachel, sou uma vida mais velha que você, garota.
— Ok, então, vovó. Esteja aqui no domingo.
— Não posso. Tenho outras coisas para resolver.
— No próximo, então.
— Perfeito. Por volta das três?
— Apareça.
Quinn saiu e deixou a garota encarando suas costas.
— Ótimo, agora vou ter que fazer a Rachel terminar. – suspirou – Que garota imbecil você foi arrumar, Rach.
***
— Os últimos móveis chegaram hoje. – Rachel avisou Quinn, horas depois, quando as duas estavam sozinhas no quarto da loira – Já podemos nos mudar.
— Isso é bom. – Quinn murmurou.
— O que houve? – Rachel deitou ao lado da loira e a abraçou.
— Jéssica veio no café hoje.
— Ela te machucou? – Rachel sentou rapidamente, enquanto examinava a loira de cima a baixo.
— Não. Nós só... Conversamos.
— Conversaram? Sobre o que?
— Você.
— Eu preciso que você seja um pouquinho mais especifica.
— Ela veio me dizer que você ia cansar de brincar de casinha. – Quinn riu – Aquela garota é ridiculamente insegura.
— Ela... – Rachel suspirou, voltando a abraçar a noiva – Sinto muito que ela tenha vindo te importunar.
— Não foi nada demais. Mesmo.
— Vou tentar resolver mesmo assim.
— Deixa pra lá, Rach. Porque... Tem mais uma coisa.
— O que?
— Eu meio que... Marquei aquela conversa por você.
— Você chamou Jéssica pra vir aqui?
— Não aqui, aqui. No café. – Quinn suspirou – Você não precisa aparecer se não quiser, mas, Rach, acho que é uma boa oportunidade pra você colocar um fim nisso.
Rachel observou Quinn por alguns segundos antes de suspirar.
— Quando?
— Domingo.
— Em... Dois dias?
— Nove.
— Ok. Eu tenho um tempo pra me decidir.
As duas ficaram um tempo ali, ambas perdidas em seus próprios pensamentos, até pegarem no sono.
***
— Primeiro almoço em casa, servido! – Quinn avisou, aparecendo na porta da sala e rapidamente todos ali presentes a seguiram para a cozinha.
Rachel e Quinn haviam se mudado oficialmente haviam apenas dois dias, e, por isso, Quinn havia chamado os pais, Kitty, os sogros, Santana, Marley, Brittany e Kurt para almoçarem com as duas. Para a felicidade do casal, os dois últimos tinham levado Kathy, que parecia realmente animada com a possibilidade de passar a viver com as duas.
Rachel colocava uma travessa em cima da mesa quando todos se acomodaram, e o grupo comeu entre risadas e brincadeiras.
Quando todos terminaram, Quinn e Rachel deixaram o grupo na sala e subiram para o segundo andar da casa com Kathy, dizendo ter uma surpresa pra garota.
— Me falem o que é! – a mais nova pediu.
— Nada disso. Só quando chegarmos lá.
— Mas eu quero saber o que é.
— Espera só um pouquinho. – Rachel riu – Chegamos!
— Agora me fala o que é.
Rachel colocou a garota no chão e sorriu para Quinn, antes de pegar as mãos da mais nova e esticar até a porta do quarto.
— Sente.
— O que é isso?
— A porta do seu quarto. – Quinn disse, enquanto Rachel a abraçava.
— Meu quarto?
— Porque não entra, pequena? – Rachel incentivou.
Kathy tateou até a maçaneta da porta e a abriu, respirando fundo enquanto tateava as paredes do cômodo vazio.
— Não tem nada aqui ainda, porque queremos que você escolha tudo. – Rachel falou – Você pode não ver as cores que vão estar aqui, e eu vou cuidar pra que tudo combine, mas serão suas coisas, e você vai poder escolher todas elas.
— Então... Eu vou morar com vocês.
— Aos poucos, meu amor. – Quinn disse – Mas tivemos uma resposta há uns dias e, sim, você vai se mudar pra vir morar com a gente em alguns meses.
Kathy tateou pelas paredes de volta até as duas, se jogando contra elas em um abraço apertado.
— Obrigada!
— Somos nós quem agradecemos, pequena. – Rachel sorriu – Mas temos que te contar mais uma coisa.
— O que foi?
— Vem cá.
A judia pegou Kathy no colo e parou em frente a Quinn, respirando fundo antes de ajoelhar no chão, dobrando uma das pernas e sentando Kathy sobre ela.
— Estica a mão. Com cuidado.
Kathy fez o que foi pedido, sentindo a barriga de Quinn, e franziu a testa.
— O que é isso?
— É minha barriga. – Quinn sorriu.
— E, dentro da barriga dela, tá o seu irmãozinho ou irmãzinha.
— Eu vou ter um irmão?
— Ou irmã. – Quinn disse.
— Sabemos que você provavelmente não ia querer um agora, mas...
— Eu posso dar o nome dele? – pediu, interrompendo Rachel, que sorriu.
— Podemos falar sobre isso. – Quinn disse, enquanto Rachel levantava com a garota no colo.
— Eu amo vocês. – Rachel disse antes de abraçar a loira, mantendo Kathy entre as duas.
— E eu amo vocês!
— Nós também amamos vocês duas.
— Como você sabe que ele ama a gente? – Kathy perguntou, fazendo Quinn e Rachel rirem.
— Eu só sei.
***
Rachel estava sentada em uma das mesas do café dos Fabrays. Um copo de cappuccino a sua frente, enquanto encarava a porta.
Quinn servia alguns clientes, tentando evitar a mesa da noiva.
Sabia que ela precisava de espaço naquele momento. Principalmente porque ela não tinha lhe pedido o contrário.
Quando a porta se abriu novamente, Rachel respirou fundo e esperou que a garota se aproximasse.
— Rachel Berry. Senti saudades. – ela tinha um sorriso quase presunçoso no rosto.
— Jéssica. É uma pena não poder dizer o mesmo.
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