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41 Capitulo 41 - Cuidados com o bebê


Notas iniciais
VOLTAMOS COM UM CAP EXTRA!!!! E voltamos por um motivo especial: hoje, 8 de dezembro, é aniversário de uma pessoa muito especial pra escritora que vos fala (I’m gleek, no caso) Então, Bia, o textão você já recebeu pelo whatsapp kkk Mesmo assim, parabéns! Não pude estar ai hoje, muito menos te levar um presente, mas considere o capítulo como um. Espero que todos gostem da leitura!

— Podemos chamar de Maureen se for menina, o que acha? – Rachel disse entrando no carro, enquanto Quinn ria.

Desde que o médico havia confirmado a gravidez, Rachel não havia parado de falar um minuto. Entre gritos de comemoração, rodar a loira no ar, e começar a planejar a vida da criança, Rachel não tinha dado tempo nem mesmo para Quinn opinar. Mas a loira não estava reclamando. Rachel estava feliz, e isso a deixava feliz.

— Rachel, amor, temos outras coisas no que pensar agora. – Quinn interrompeu o falatório enquanto a judia ligava o carro.

— Você tem razão. Temos que ligar pra contar pra todo mundo!

— Rach...

— Tenho que contar pro Blaine, Jesse, Demi, Nick... Céus, Lauren vai ficar louca quando souber que eu vou ter um filho antes dela! E meus pais! Já estavam maravilhados com Kathy, quando souberem de mais um... E você tem que ligar pra Santana...

— Meu pai. – Quinn disse e Rachel freou o carro bruscamente, arregalando os olhos e assustando a loira – O que isso? Já tá querendo matar eu e o seu filho?

— Eu vou morrer antes de conhecer essa criança, não vou?

— Como é?

— Seu pai vai me matar.

Quinn riu, balançando a cabeça negativamente, e esticou a mão, procurado pela de Rachel, que a segurou rapidamente.

— Rachel, baby, meu pai não vai te matar.

— Como você pode ter certeza? Porque eu sei que ele vai me matar.

— Russel não vai fazer nada.

— Ele foi bem claro quando disse que se eu te tocasse, ele me matava. Ele tinha...! – Rachel suspirou, passando a mão pelo rosto.

— O que ele tinha, Rachel?

— Tinha... Aquela expressão que me deixou apavorada. – mentiu. Ou nem tanto.

— Rach, eu posso lidar com o meu pai.

— Nada disso. Seu pai vai ficar uma fera, então... Contaremos juntas.

— Rach...

— Não, Q. Tudo bem. Eu só fiquei um pouco nervosa. – Rachel deu um beijo na mão da loira antes de solta-la, ao mesmo tempo que uma buzina soava atrás delas.

A judia ligou o carro novamente e sorriu, olhando pelo canto do olho para Quinn.

— Temos muito o que comemorar agora, hum?

— E o que tem em mente? – Quinn deu um sorriso malicioso.

— Eu pensei em chamar o pessoal e...

— Chamar o pessoal? – Quinn reclamou.

— Hum... No que você tava pensando?

Quinn deu uma risada fraca e Rachel sorriu ainda mais.

— Bem, eu to gravida, e tenho certeza que há mais de um mês.

— Eu não sei, Q... Será que não machuca o bebê?

— Você tá de brincadeira comigo, não é?

Quinn levou a mão até a coxa da judia, a acariciando lentamente e Rachel resmungou alguma coisa que nem ela mesma entendeu.

A judia dirigiu o mais rápido que podia pra casa, respeitando ao máximo os limites de velocidade.

Assim que chegaram, Quinn desceu sem esperar pela namorada, que rapidamente saiu do carro e a acompanhou até a porta da frente.

Rachel focou em abrir a porta e Quinn passou o braço pelo da namorada, encostando a cabeça em seu ombro.

Quando entrarão e Rachel fechou a porta, parecia impossível acreditar que Quinn estava sendo carinhosa segundos atrás.

A loira a beijou a judia quase desesperadamente, passando o braço por seu pescoço e Rachel gemeu contra sua boca.

Sem pensar muito, Rachel levou as mãos até a cocha da loira e a apertou de leve, enquanto a impulsionava para cima, e Quinn rodeou sua cintura com as pernas.

Rachel as guiou cegamente até o quarto, mas com todo o cuidado que poderia ter para não esbarrar em nada.

Sentou na cama com a loira em seu colo, e Quinn levou as mãos até a barra da camiseta da namorada, que as segurou imediatamente.

— O que foi? – Quinn resmungou, frustrada.

— Q, eu tava falando sério. Será que não machuca...

— Eu que vou machucar você se não calar a boca. – a loira a interrompeu – Fala a verdade. Você não quer?

— É claro que eu quero! Céus, Quinn, eu não sei como consegui me segurar na última semana.

— Então...

— É só... Só de pensar nessa coisinha pequena dentro de você... – Rachel sorriu, olhando para a barriga da namorada – É magico. E eu tenho medo de que alguma coisa aconteça com ele.

— Ele tá seguro aqui dentro, Rachel.

— E é por isso que eu não quero... Invadir o espaço dele.

Quinn riu e encostou a cabeça no ombro da judia, que sorriu ao ouvir seu som preferido no mundo, enquanto a loira gargalhava.

— Rachel, amor, sexo durante a gravidez é até recomendado, sabia?

— Ah, é? – a judia arqueou a sobrancelha – E porque você sabe disso?

— É aquele tipo de informação inútil que você ouve uma vez e nunca mais esquece.

— Hum... Não me parece tão inútil agora. – a judia brincou e começou a distribuir leves beijos pelo pescoço da loira – Se não vai machucar o bebê...

Rachel rolou o corpo para o lado, deitando Quinn na cama e ficando por cima da loira, que sorriu e a puxou para si.

Por um segundo Rachel se perguntou o que havia acontecido com sua namorada tímida de meses atrás, mas deixou os pensamentos de lado quando sentiu as mãos da loira entrarem por sua camiseta e a namorada arranhar suas costas lentamente.

Rachel se afastou de Quinn e puxou a camiseta para fora do corpo rapidamente, a jogando em algum canto qualquer do quarto.

Voltou a deitar sobre a loira a beijando enquanto puxava sua blusa para cima.

Quinn empurrou Rachel e se livrou da peça para logo depois se arrumar na cama, deitando contra os travesseiros, sob o olhar atento de Rachel.

A judia se livrou da própria calça e se ajoelhou entre as pernas de Quinn, beijando seu pescoço enquanto desabotoava o jeans da loira.

Rachel desceu os beijos pelo corpo da loira, ignorando o resmungo de Quinn quando ela passou direto pelos seus seios. Sorriu enquanto beijava a barriga da loira antes começar a puxar a calça para baixo, beijando cada pedaço das pernas da loira que ficavam expostos.

A judia se ajoelhou na cama e analisou cada parte do corpo da namorada. Cada curva, cada traço. Era impossível para ela não sorrir vendo a loira ali, disposta a se entregar para ela.

— Rach?

— Você é perfeita, sabia? – Rachel fez um carinho de leve nas pernas da loira, que sorriu – Seu corpo. – se abaixou para deixar beijo na coxa da loira – Seu jeito de ser. – deu um beijo de leve na barriga – Sua bondade. –beijou entre os seios da loira, que gemeu fraco – Seu jeito de pensar. – murmurou dando um beijo na testa da loira – Até sua voz. – deu uma leve mordida no pescoço da loira – E o incrível é que, de alguma forma, você é minha.

— Só sua. – Quinn murmurou.

— Eu nunca pensei que fosse dizer isso pra alguém – Rachel se arrumou dentre as pernas da loira e se apoiou nas mãos, deixando o corpo pairar sobre o da namorada – mas eu não consigo mais imaginar uma vida que não seja ao seu lado.

— Isso é um pedido de casamento? – Quinn brincou, falando tão baixo quanto a judia.

— Não – Rachel sorriu – Ainda não.

Quinn puxou a judia para si, a beijando desesperadamente, e Rachel correspondeu da mesma forma.

Rachel levou as mãos ao rosto de Quinn, e sorriu quando se livrou dos óculos sem problemas ou questionamentos.

Desceu os beijos para o pescoço da loira, tomando cuidado para não marca-la, e Quinn suspirou, arranhando de leve suas costas. Acariciando o corpo da loira lentamente, Rachel levou as mãos até as costas da loira, e gemeu contra o pescoço da namorada, frustrada ao não achar o fecho do sutiã, arrancando uma risada fraca de Quinn.

— Na frente. – a loira avisou.

Rachel rapidamente se livrou da peça, sem afastar a boca do pescoço da loira, que aproveitou para fazer o mesmo.

Rapidamente Rachel colou seu corpo ao da loira, a beijando e arrancando um gemido de ambas quando os seios expostos se tocaram.

Quinn desceu as mãos pelas costas da judia até sua bunda, a apertando de leve antes de levar a mão direita até o membro da namorada, o apertando levemente por cima da cueca.

Rachel se afastou da loira, deixando um gemido morrer em sua garganta.

— Porra, Q.

— Eu adoro saber que consigo te deixar dura desse jeito. – a loira murmurou.

Rachel sorriu, sabendo que a loira ia morrer de vergonha por ter falado aquilo depois, mas o sorriso deu espaço a uma expressão de prazer logo em seguida, quando sentiu a mão da loira por dentro da cueca.

Enquanto Quinn acariciava seu membro lentamente, Rachel se ocupou de beijar alternadamente os seios da loira, que deixou o gemido escapar alto.

— Rach... – Quinn gemeu não muito depois – Eu preciso de você dentro. Agora.

Rachel se livrou da própria cueca e da calcinha de Quinn, sorrindo ao ver o quão pronta para ela a namorada estava.

A judia se abaixou e deixou um beijo leve na intimidade da namorada, que gemeu.

— Você tá tão pronta pra mim, Q. – murmurou antes de deixar outro beijo ali.

— Rach...

— O que você quer, Q?

— Você. Dentro. Agora.

Rachel sorriu para o desespero na voz da namorada antes de beija-la.

Com uma calma que ia completamente contra a sua vontade, Rachel invadiu a namorada aos poucos, sentindo sua intimidade apertar seu membro.

Quinn passou as pernas pela cintura da morena, a incentivando a ir mais rápido, e foi o que a judia fez.

Os gemidos das duas se misturavam ao som de seus corpos um contra o outro, enquanto o suor começava a escorrer por eles.

Rachel voltou a descer os beijos para os seios da namorada, sugando o esquerdo com calma enquanto massageava o direito.

Quinn gemeu fraco, sentindo a boca da morena, e apertou os ombros da namorada, jogando a cabeça para trás, com a respiração pesada.

— Rach... – murmurou sentindo a morena aumentar o ritmo dentro de si.

Não demorou para Rachel sentir a intimidade de Quinn começar a apertar seu membro, e subir os beijos pelo pescoço da loira, deixando o um beijo de leve no ponto de pulso dela.

— Vem pra mim, Q. – sussurrou no ouvido da loira.

Quinn apertou os ombros de Rachel, jogando a cabeça para trás e arqueando o corpo, sentindo Rachel diminuir o ritmo dos quadris e passar a mão em torno de si, a trazendo para mais perto enquanto chegava ao ápice junto com ela.

A judia sentiu o corpo de Quinn ficar mole em seus braços e soltou a loira na cama, deixando seu corpo cair sobre o dela com a respiração pesada.

As duas ficaram ali por alguns minutos, recuperando o folego, antes de Rachel sair lentamente de dentro da namorada e se jogar nos travesseiros ao seu lado.

— Eu realmente senti sua falta. – Quinn murmurou e Rachel sorriu, puxando a loira para os seus braços e dando um beijo de leve em sua cabeça.

—Você não tem ideia do quanto. – a judia murmurou.

Quinn deixou o braço descansar sobre a barriga da judia, a cabeça encostada em seu peito, enquanto traçava formas aleatórias com o dedo por ela calmamente.

— Eu amo você. – Rachel sussurrou e Quinn sorriu.

— Eu também amo você.

— Tá muito cansada?

— Hum... Depende pra que. – Quinn deu um sorriso de lado e Rachel riu.

— Que tal um banho? Bem demorado. – Rachel disse descendo a mão pelas costas da loira, em um carinho singelo, que parou, porém, assim que a judia chegou a sua bunda.

— Banheira? – Quinn perguntou e Rachel sorriu.

— Banheira. – a judia deu um beijo na cabeça da loira e a afastou, levantando – Já volto.

Rachel foi para o banheiro, encher a banheira do seu quarto que ela pouco utilizava, para as duas, enquanto Quinn se deixou relaxar sobre o colchão macio da namorada.

Quando Rachel voltou para o quarto, encontrou a loira quase dormindo, e sorriu.

A judia se aproximou lentamente, e quando estava prestes a pegar a namorada no colo, a loira sorriu.

— Eu sei que você tá ai, Rach.

Rachel riu e pegou a loira no colo, arrancando um grito fino da loira pelo susto.

— Rachel!

— A banheira tá pronta pra gente, cheia de água quente, do jeito que você gosta.

Assim que chegaram ao banheiro Rachel colocou a loira no chão, para logo em seguida ajuda-la a entrar na banheira, entrando logo depois e se acomodando atrás da loira.

Quinn encostou contra o tronco da judia, a passou os braços por sua cintura, enquanto deixavam a água quente e a fina camada de espuma relaxar seus corpos.

— Q? – Rachel chamou, após algum tempo ali, e Quinn apenas resmungou em resposta – Eu estava pensando... Quando eu me mudar para L.A., você vai morar comigo, não vai?

— Provavelmente. Porque?

— Porque essa semana com você aqui tem sido tão perfeita, que eu não vejo a hora de passar a vida assim.

Quinn encostou a cabeça no ombro de Rachel e puxou a judia pela nuca, a beijando.

Não demorou para o beijo se tornar urgente, e Quinn gemeu contra a boca da judia ao sentir o efeito que os beijos começavam a ter sobre a judia.

Rachel subiu as mãos da cintura da loira até os seus seios, começando a massageá-los com calma, sentindo Quinn começar a se contorcer lentamente, roçando em seu membro e o animando ainda mais.

— Na nossa casa em Los Angeles, vamos ter uma banheira maior, – Rachel murmurou no ouvido da loira – aí eu vou poder ter você de um jeito descente dentro dela.

Rachel arqueou levemente o quadril contra a loira, que gemeu, e sorriu, começando a beijar o pescoço da namorada.

A judia desceu a mão direita pelo corpo da loira, a acariciando com calma, em direção a sua intimidade.

Rachel brincou com os dedos na entrada de Quinn, fazendo a loira gemer contra sua boca.

— Rach... Vamos pra cama.

— Shiu. Relaxa baby. – disse sem parar de beijar o pescoço da namorada.

— Rachel... – a voz de Quinn não passava de um gemido fraco.

A judia sorriu e, lentamente, colocou um dedo dentro da loira, que jogou o corpo para trás, contra o da namorada.

Rachel começou a mover a mão rapidamente contra a intimidade da loira, que rebolava contra seus dedos e, consequentemente, contra seu membro, arrancando gemidos altos das duas.

A judia adicionou um segundo dedo e Quinn apertou as cochas da namorada, com a respiração pesada, enquanto seu peito subia e descia rapidamente – uma visão e tanto para Rachel.

Rachel aumentou a velocidade dos movimentos de sua mão, sentindo que não aguentaria muito mais do contato do seu membro contar a bunda de Quinn, e a loira jogou ambas as mãos para trás, a puxando para um beijo.

Não demorou para que ambas chegassem ao ápice, deixando o corpo afundar ainda mais contra a banheira, enquanto recuperavam o folego.

— E você queria ir pra cama. – Rachel murmurou, arrancando uma risada fraca da namorada.

***

Rachel observou as luzes da cidade que nunca dorme, enquanto tomava uma taça de vinho.

Quinn havia dormido há alguns minutos, e Kitty tinha acabado de ir para cama. Já a judia, deixou que sua mente trabalhasse por algum tempo a mais, enquanto tomava seu vinho na sacada.

A ideia de ter um filho a deixava maravilhada, mas, também, apavorada.

Ligaria para Marley na manhã seguinte e tentaria resolver todos os problemas que rondavam sua mente e estavam sob seu controle.

Primeiro precisava conversar com a assistente e tentar convence-la a se mudar com ela. Depois, precisava marcar uma coletiva para falar sobre sua condição, o que renderia várias entrevistas. E, então, Kathy e o filho que Quinn estava esperando provavelmente chegariam a mídia. Além disso, tinha uma casa pra comprar e um emprego mais fixo pra garantir. Além do medo de não conseguir a guarda de Kathy e, agora, a possibilidade de seu filho nascer com o mesmo problema que ela.

— Rach?

A judia virou rapidamente, encontrando a noiva parada na porta.

— Hey, Q. O que faz acordada?

— Eu quem deveria perguntar. Que horas são? – disse estendendo a mão para a namorada, que prontamente a ajudou a chegar até ela.

— Três da manhã. – a judia disse, conferindo a hora no celular e o colocando de volta na cintura, entre seu corpo e o pijama.

— Porque não foi dormir?

— Sem sono. E você?

— Senti sua falta na cama.

Rachel sorriu, passando o braço pela cintura da loira e a dando um selinho.

— Eu amo tanto você.

— Eu também amo você, Rach. Mais do que é possível colocar em palavras.

— Quer voltar pra cama?

— Só se for pra dormir. – Quinn disse e Rachel suspirou dramaticamente.

— Droga, Quinn. Acabou com as minhas esperanças.

— Idiota. – Quinn riu.

As duas voltaram para o quarto e Quinn se acomodou contra Rachel, a abraçando pela cintura.

Enquanto via a loira adormecer, Rachel se perguntou o quanto ela a odiaria se o filho nascesse como ela.

***

Rachel respirou fundo, enquanto procurava por ideias na internet.

Quinn e Kitty tinham saído com Blaine para que a judia pudesse planejar a festa de Kitty sem que a menor desconfiasse havia pouco tempo, e Marley logo chegaria.

A ideia de ter que falar sobre sua condição estava a aterrorizando cada vez que a pessoa que resolveria o assunto ficava mais perto de chegar.

— Rachel? – ouviu a voz da assistente soar de algum lugar da casa.

— Escritório. – gritou de volta, deixando a pesquisa de lado e indo sentar no sofá.

— Qual o motivo da presa? – Marley perguntou entrando no comodo.

A judia havia lhe telefonado pouco antes praticamente implorando que ela fosse até sua casa o mais rápido possível, o que deve ter lhe dado uma multa ou duas.

— Precisamos conversar.

— Não vai me demitir, não é? – brincou sentando na cadeira em frente a mesa.

— Talvez. – Rachel sorriu – Não, é bem pior que isso.

— O que houve?

— Primeiro, eu quero que você saiba que muitas coisas vão mudar na minha vida agora. A primeira coisa, que eu já tinha comentado com você, é comprar uma casa em Los Angeles.

— Certo. Eu já estou pesquisando sobre.

— Ótimo. Porque eu quero me mudar logo depois do ano novo.

— Se mudar? – Marley franziu a testa.

— Vou morar em L.A. E quero que você vá comigo, Marley.

— Rachel...

— Não tem como fazer seu trabalho longe de mim, e eu realmente apreciaria se você ao menos considerasse a possibilidade, tudo bem? Sei que é uma coisa grande. Não precisa decidir agora. Só... Pense sobre isso.

— Tudo bem. – Marley murmurou, ainda surpresa.

— E se isso te surpreendeu, o que eu tenho pra contar agora vai surpreender ainda mais.

— O que é? Engravidou a Quinn? – Marley brincou e o sorriso no rosto de Rachel cresceu automaticamente – Oh, meu Deus! Você engravidou a Quinn!

— Descobrimos ontem.

— Rachel, isso é... – Marley se interrompeu, tentando descobrir como Rachel se sentia sobre aquilo.

— Incrível, eu sei! – a judia falou e Marley sorriu. Ao menos aquilo – Mas minha intersexualidade vai vir à tona. E, por isso, eu quero que a gente esteja um passo à frente, ok?

— Coletiva ou exclusiva?

— Acho melhor uma coletiva.

— Tudo bem. Ano que vem ou ainda esse ano?

— Ano que vem. Quero contar a minha família sobre o bebê primeiro. E a família de Quinn. – suspirou – Russel vai me matar.

Marley riu, balançando a cabeça negativamente.

— Pode considerar marcado.

— Ótimo. E marque uma consulta pra mim assim que Quinn e Kitty forem embora, ok?

— Consulta? Você tem se sentido mal?

— Não. É sobre o bebê.

— Quinn não deveria estar junto, então?

— Não. Isso é... Só uma preocupação minha.

— Tudo bem. – Marley deu um sorriso de lado – Mais algum assunto?

— Um último. Preciso que arrume uma festa pra Kitty.

— Pensei que ela não queria festa.

— E quem liga? – falou fazendo Marley rir – Eu procurei algumas coisas, mas não achei nada.

— Você tem pelo menos uma ideia?

— Não.

— Vou pensar em alguma coisa.

— Por favor.

Marley sorriu para a judia e levantou.

Quando estava abrindo a porta, ouviu Rachel chama-la, e se virou para ela.

— Eu não sei o que faria sem você.

— Eu já disse que vou pensar sobre a mudança.

— Pensa com carinho, tá bom?

Marley saiu rindo do escritório.

Sua chefe era uma figura – principalmente depois de conhecer Quinn.

Notas finais
Rachel toda feliz com a gravidez, preparando a vida para a chegada da criança. Preparando uma festa pra Kitty, mas e o Russel? O que vocês acham que vai acontecer? Até amanha.