Notas iniciais
Estamos de volta, com mais um capitulo para vocês. Como tem passado de semana? Já estão de ferias? Espero que gostem, e boa leitura.

— Bom dia. – Kitty disse entrando na cozinha, onde Quinn e Rachel já estavam, e sentando na mesa já arrumada com o café da manhã.

— Bom dia. – Quinn resmungou.

— Aqui, Q. Bebe isso. – Rachel falou entregando uma xicara para a namorada – Bom dia, Kitty. Dormiu bem?

— Eu sim, mas vocês pelo visto não. O que houve?

— Eu acordei meio indisposta. Não é nada demais. – Quinn disse.

— Meio indisposta a gente tá quando não quer levantar da cama, Quinn. – Rachel resmungou.

— Tudo bem, eu não estou me sentindo muito bem. Mas é só um enjoo, Rach. Vai passar.

Kitty encarou a irmã por alguns segundos, franzindo a testa.

— Eu to sentindo você me encarar, Kitty. O que foi?

— Nada. – a mais nova balançou a cabeça negativamente e voltou a atenção para o seu café.

— Então, onde nós vamos hoje? – Quinn perguntou.

— Ao hospital, se você não melhorar.

— Eu to bem, Rach.

— É claro que tá. – murmurou irônica.

— O que você tinha pensado pra gente hoje, Rachel? – Quinn perguntou, já começando a se irritar com a insistência da namorada.

— Eu tinha pensado na Times Square, mas não é um bom lugar pra se ir depois de passar mal. Mesmo não sendo nada demais. – Rachel disse assim que viu que Quinn ia protestar – Lá é extremamente cheio.

— Podemos pensar em outro lugar, então. – Quinn disse.

— Que tal o Empire State? – Kitty pediu.

Rachel suspirou, sentando ao lado de Quinn e se servindo.

— Eu preferia um lugar ainda mais calmo, mas tudo bem.

As três comeram praticamente em silêncio depois disso.

Assim que acabou de comer, Kitty voltou para o quarto, dizendo que ia se trocar e deixando o casal sozinho.

— Tem certeza que quer sair?

— Claro que sim. Eu to bem, e Kitty quer sair. – Quinn disse tomando o ultimo gole do seu suco.

— Tenho certeza que Kitty vai entender se pedirmos para outra pessoa levar ela. Quer comer mais alguma coisa?

— Não. E eu também quero sair, Rach.

— Tudo bem. Mas se você passar mal de novo, amanhã vamos deixar outra pessoa sair com ela e vamos ficar em casa. Ou ir ao médico.

— Você se preocupa demais. – Quinn riu, balançando a cabeça negativamente – Mas não vou negar, porque ter um tempo a sós com você parece bem tentador.

Rachel riu fraco e deu um beijo na testa da loira antes de levantar e começar a recolher as coisas na mesa.

Quinn encostou na cadeira e respirou fundo, jogando a cabeça para trás.

Kitty apareceu na cozinha alguns minutos depois, já arrumada, e Quinn franziu a testa.

— Kitty, você trocou de perfume?

— Antes de vir pra cá. Obrigada por levar quase uma semana pra notar.

— Eu vou me trocar e já saímos, certo? – Rachel avisou, passando por Quinn e dando um beijo na bochecha da loira – Já volto.

— Traz minha carteira e meu celular, por favor.

Rachel saiu em direção ao quarto e Quinn levantou, indo para a sala e sendo seguida por Kitty.

— É sério, Quinn. Eu ainda não consigo entender como você escolhe suas roupas. – a mais nova comentou e Quinn riu.

— Se te consola, foi Rachel quem pegou essa pra mim.

— E porque você se trocou antes de tomar café e ela não?

— Eu acordei passando mal e acabei sujando minha blusa. Tomei um banho antes de sair do quarto.

— Tem certeza que tá bem?

— Absoluta.

— Certo. Sabe que não vai ser um problema se quiser ficar em casa hoje, né?

— Kitty, eu estou bem.

— Tudo bem, então.

Kitty pegou o controle na mesinha de centro e ligou a televisão, passeando pelos canais rapidamente até que um programa de fofocas chamou sua atenção. Bom, a sua foto em um programa de fofocas chamou sua atenção

— Esse namoro dela tá durando mais do que a gente imaginou. – uma das duas apresentadoras disse.

— É. Eu já conheci Rachel e, olha, a mudança que essa namorada dela fez nela, é incrível.

— Ela sorriu pro paparazzi!

— Exato! Vamos encarar, Rachel nunca foi de fazer essas coisas.

— Bom, eu só posso desejar felicidades as duas, e muita sorte pra namorada dela.

— Eu queria saber o que essa garota fez para conseguir prender a Rachel por tanto tempo.

— Elas duas são bem maldosas quando querem. – Rachel comentou, aparecendo na porta da sala – Acho bom parar de assistir enquanto elas estão pegando leve.

— Você já teve problema com elas? – Quinn perguntou.

— Já tive motivo, mas, apesar do que sai sobre mim, nunca fui atrás de processar ninguém, nem nada assim.

— Porque? Eles sempre pegaram pesado com você. – Kitty disse.

— Eu não podia processar eles por noticiarem a verdade. Vamos?

— Você me deixa dirigir? – Kitty pediu, desligando a TV.

— E você tem carteira? – Rachel a encarou, arqueando a sobrancelha.

— Ela conseguiu tem menos de três messes. – Quinn avisou.

— Quem sabe na volta?

— Serio? – os olhos de Kitty brilharam.

— Não o caminho todo, mas podemos conversar sobre isso.

— Você é a melhor cunhada que eu poderia ter, Rachel.

— Puxa saco. – Quinn reclamou, levantando e esticando a mão para Rachel, que se aproximou e a segurou rapidamente.

— Quieta, Quinn.

— Pegou minha carteira? – Quinn perguntou.

— E o celular. Estão na minha bolsa.

— Certo. Vamos lá, então.

As três estavam rindo de um comentário de Kitty quando Rachel abriu a porta e encontrou Sam com o dedo pronto para tocar a campainha.

— Hey, Evans!

— Hey, Rachel. Quinn. – o rapaz se forçou a sorrir para as duas.

— Sam? – Kitty apareceu atrás do casal e Sam respirou fundo.

— Hey, pequena. Vocês... Estão saindo?

— Estávamos indo pro Empire State. – Rachel falou.

— Tudo bem, então. Não quero incomodar.

— Não, relaxa. – Quinn sorriu.

— Porque não vai com a gente? – Rachel sugeriu – Também podemos entrar, e...

— Não, tudo bem. Eu vou com vocês. Se não for incomodar. – disse a última parte olhando para Kitty.

— Porque não, não é? – a loira sorriu fraco e Sam respirou aliviado, sorrindo para ela.

— Vamos lá, então. – Rachel disse e o rapaz deu espaço para que as três passassem, antes de se oferecer para trancar a porta.

— Hum... Porque você não... Vem no carro comigo, Kitty? – Sam pediu, entregando a chave para Rachel, antes de olhar para Kitty – Você está linda, alias. – murmurou, arrancando um sorriso tímido da garota, e sorrisos maliciosos de Quinn e Rachel.

— Claro. – a loira murmurou.

Os dois foram em direção ao carro do garoto, enquanto Quinn e Rachel iam para o carro da judia, que abriu a porta para Quinn e a ajudou a entrar.

Antes de dar a volta no carro, Rachel observou Sam abrir a porta para Kitty, que pareceu envergonhada.

— Seu cunhado é um cavaleiro. – a judia brincou, enquanto colocava o sinto, e Quinn riu.

— Bom, eu espero que ele seja esperto, também, e perceba o quão insegura a Kitty tá.

— Pode deixar que se ele machucar sua irmã, eu acabo com ele. Se seu pai não fizer isso primeiro.

— Boa sorte pros dois pra chegar antes de mim. – a loira disse, fazendo a judia rir.

***

— Então... – Sam disse, olhando pelo canto do olho a garota sentada ao seu lado após alguns poucos minutos dirigindo.

— Então... – Kitty devolveu, o encarando.

— Sobre o beijo... – Sam suspirou, apertando o volante – Eu... Espero que as coisas não fiquem estranhas entre a gente por isso.

— O que?

— É, você sabe. Com a nossa amizade.

— Sam... Antes de continuar falando besteiras, você.... Porque você me beijou?

Sam parou no farol vermelho e encarou a garota por alguns segundos.

— Eu não sei.

— Não sabe?

— Bom, pode ter sido o álcool e...

— O álcool, Sam? Você só me beijou porque estava bêbado? – Kitty praticamente gritou, virando o corpo em direção ao garoto.

— Olha, você é uma garota incrível, mas...

— Mas porra nenhuma! Tem que ter um motivo pra você ter me beijado. E a sua resposta é que a culpa foi da porcaria do álcool?

— Você é linda, Kitty. E qualquer cara teria sorte de ter você, mas não eu. – o sinal ficou verde e Sam agradeceu por poder ter uma desculpa para não olhar para a Fabray ao seu lado.

— Qual é o seu problema, heim? Aliás, qual o problema comigo?

— Nada! Você é... Perfeita, Kitty. Eu só... Eu não posso.

— Porque, Sam?

— Porque eu morro de medo do seu pai! Porque você é mais nova e... Merda, Kitty, você é menor de idade. E mora tão longe que... Nós nunca daríamos certo.

— Se você não gosta de mim, Samuel, basta dizer.

— Não é bem assim.

— Esse é o problema, não é? Eu fui idiota de acreditar que você foi atrás de mim porque queria alguma coisa.

— Kitty...

— Eu sou uma adolescente que não tem nada a te oferecer.

— Kit...

— Você pode curtir sua vida com todas as mulheres que quiser, e eu fui só mais uma.

— Não é nada disso, Kitty.

— Então o que é?

Sam continuou encarando o transito, sem coragem de olhar para a garota ao seu lado.

— Qual é o problema, Samuel? – Kitty gritou.

— Eu não quero nada sério. Não com você! – Sam disse, e se arrependeu no segundo seguinte.

— Para esse carro. – a mais nova pediu.

— Kitty...

— Para esse carro agora, Evans!

Sam respirou fundo e fez um sinal com a mão para Rachel no carro de trás, enquanto estacionava o carro, e a judia parou logo atrás dele.

Kitty desceu do carro sem falar mais nada, batendo a porta com força, e Sam a seguiu.

— Kitty...

— Volta pra essa porcaria desse carro, Evans, e vai atrás de alguém com quem você queira algo sério.

— Pequena, espera ai. Vamos conversar.

— Me deixa conversar por você, Sam. – Kitty parou ao lado do carro de Rachel, e virou para o garoto – Você é um babaca. Um imbecil. E eu não quero mais saber de você.

— Kitty...

— Vê se me esquece.

Kitty entrou no carro e Sam parou ao lado da janela, batendo no vidro.

— Kitty, qual é! Vamos conversar.

— Por favor, Rachel, vamos logo.

Rachel olhou para a cunhada, que segurava o choro, antes de ligar o carro e começar a se afastar.

— Kitty! – Sam gritou enquanto o carro se afastava.

— Quer voltar pra casa? – Quinn perguntou após alguns minutos de silencio dentro do carro.

— Não, eu to legal. – a mais nova murmurou com a voz rouca pelo choro que segurava.

— O que foi que aconteceu, afinal? – Rachel perguntou.

— Sam é um babaca.

— Agora vamos as novidades. – a judia brincou.

— Ele disse que não quer nada sério. Não comigo. Idiota. – Kitty resmungou e Rachel a olhou pelo retrovisor.

— Eu sinto muito, KitKat. – Quinn falou.

— Vamos do começo. Como o assunto surgiu? – Rachel perguntou.

— Ele foi falar do beijo, e...

— Que beijo? – Rachel a interrompeu.

— A gente se beijou na festa.

— Ok. Não precisa explicar mais nada.

As três ficaram em silêncio por mais algum tempo, até Rachel estacionar o carro e olhar para as duas.

— Tem certeza que quer ir, Kitty?

— Tenho. Foi só uma briga, gente. Eu vou superar.

— Então, vamos lá.

***

— Eu disse que é cheia. – Rachel brincou, entrando no carro.

Depois de irem ao Empire State, Rachel levou Kitty até a biblioteca pública de New York – já que, aparentemente, sua cunhada era uma amante de livros. – Depois as três pararam para almoçar, e como Quinn se recusava a voltar cedo para casa, decidiram ir ao plano original de Rachel – mesmo sob os protestos da mesma.

As três passaram algumas horas Times Square, com Kitty passando de loja em loja, antes de, finalmente, voltarem para casa.

— Você tá melhor, Quinn? – a judia perguntou, enquanto ligava o carro.

— Eu já disse que estou ótima, Rach. Não foi nada demais.

— Você estava branca igual papel, Quinn. – Kitty interferiu.

— Gente, eu to bem. Serio.

— Se você diz. – Kitty falou, encostando no banco.

Sabia que a irmã era teimosa e, que se estava dizendo que estava bem, nem mesmo um relatório médico dizendo o contrário a faria mudar de ideia.

— Eu não acho. Você passou mal do nada de manhã...

— Deve ter sido algo que eu comi.

— E começou a se sentir fraca do nada, agora.

— Deve ser o cansaço.

— Pra mim, você tem que ir ao médico. Inclusive vou pedir pra Marley marcar uma consulta pra você assim que chegarmos em casa.

— Meu médico está há horas de avião daqui.

— Não ligo. Você vai no meu.

— Rachel...

— Você vai e ponto, Quinn. Você não se importa de sair com outra pessoa amanhã, certo, Kitty? Ou ficar em casa sozinha.

— Não.

— Rachel, não é necessário.

— É sim, ou eu não vou conseguir dormir em paz.

— Sabem de uma coisa? Eu não sei qual das duas é mais teimosa. – Kitty riu.

— Sua irmã, que não aceita que eu cuide da saúde dela.

— Tá bem, Rachel. Você venceu! – Quinn falou – Eu vou ao médico amanhã.

— Espera. Quinn vai ao médico porque alguém insistiu, e não porque está à beira da morte, como sempre espera tá pra ir? Repete isso que eu vou filmar a mandar pra mamãe.

— Cala a boca, Kitty.

— Tá vendo como ela me trata, Rachel?

— Isso é um teste pra ver como eu me saio com dois filhos, ou algo assim? Porque eu me recuso a acreditar que Kitty disse mesmo isso. – Rachel riu.

— Quieta você também. – a mais nova reclamou, cruzando os braços e fazendo bico – Suas insensíveis.

Quinn e Rachel riram, e Kitty tentou esconder o sorriso que queria crescer em seu rosto.

— O bebê vai ficar feliz se eu comprar um milk-shake?

— Você sabe que não vai comprar nossos filhos com comida, não é? – Quinn brincou.

— Vem cá, eu sou uma experiência maternal de vocês, ou algo assim, é?

— Por aí. – Rachel sorriu para ela pelo retrovisor.

— Me senti ofendida agora.

— Serio mesmo? – Rachel arqueou a sobrancelha para o transito.

— Pensei que você ia curtir a ideia de ser filha de Rachel Berry. – Quinn brincou.

— Não, mas vou me aproveitar da situação, se continuarem.

— Olha isso. Nossa filha quer se aproveitar da gente, Quinn!

— Filha, é? Tá bom, então. Mães, eu quero um celular novo.

Quinn e Rachel riram, enquanto Kitty as encarava.

— Eu não to brincando. A próxima que agir como minha mãe, vai me dar um celular.

— Kitty, encosta ai, põe o cinto, e para de coisa, vai. – Rachel mandou.

— E é ela. – Kitty disse, mas fez o que a judia mandou.

Rachel dirigiu por cerca de mais vinte minutos.

Estavam chegando na casa da judia quando Rachel respirou fundo e limpou a garganta, chamando a atenção das outras duas, enquanto passava a dirigir mais devagar.

— Sam está ai.

— O que? – Quinn franziu a testa.

— O carro dele tá parado na frente de casa.

— Qual o problema desse cara? – Kitty reclamou.

— Eu poderia te dar uma lista. – Rachel estacionou logo atrás do carro do rapaz.

Sam estava sentado no chão, encostado contra a porta da casa da judia, mexendo em seu celular.

Assim que ouviu o barulho do carro o rapaz levantou, praticamente pulando e caminhando até o carro.

Kitty trancou a porta de trás, e Rachel logo travou as outras.

— Você quer que eu desça e fale com ele?

— A opção de atropelar ele existe?

— Não. – Rachel tentou conter um sorriso.

— Então, por favor, faça isso.

Rachel abriu a porta e saiu a batendo com força, o que chamou a atenção de Sam.

— Hey. – o garoto sorriu para ela.

— Vamos conversar, Evans. – o tom de voz de Rachel fez Sam tremer, arregalando os olhos.

A judia puxou o braço do rapaz, o afastando do carro, em direção a casa.

— Rachel...

— Vai embora, Sam.

— Eu quero falar com a Kitty.

— E ela queria que eu passasse com o carro por cima de você.

Sam respirou fundo e abaixou a cabeça, passando a mão pelo cabelo.

— Evans, vai embora. Kitty não quer te ver, tipo, nunca mais, e você não vai ajudar forçando sua presença agora.

— E eu faço o que? Desapareço sem nem tentar me desculpar?

— Você vai pra sua casa e volta amanhã. Eu te mando uma mensagem depois marcando um horário, e nós dois vamos conversar.

— Sem querer ser grosso nem nada, mas meu assunto não é com você.

— Também não é com ela até você assumir que é um idiota e que tá louco por ela.

— Eu não...

— Nem termina essa frase ou eu vou te chutar tão forte que você vai precisar esperar ela voltar pra Los Angeles pra se desculpar.

Sam riu, e Rachel o puxou pela gola da camiseta, o fazendo arregalar os olhos.

— Eu to falando sério, Evans. Vai embora.

— Tá. – Sam se soltou do aperto de Rachel em sua roupa e a arrumou, antes de respirar fundo e encarar a mais baixa – Se Kitty não quer mais me ver, que seja. O problema é dela.

Sam andou com passos firmes até o seu carro, batendo a porta com força depois de entrar e arrancando dali rapidamente, enquanto acelerava além do limite para longe da casa da judia.

Rachel respirou fundo e foi até o próprio carro, abrindo a porta para Quinn enquanto Kitty já saia.

A mais nova foi direto para a porta da casa, de cabeça baixa e sem dizer uma palavra.

A irmã e a cunhada logo a seguiram.

Assim que entraram, Kitty foi direto para o quarto de hospedes tomar um banho, e Rachel levou Quinn para o seu quarto, para fazer o mesmo.

— Você já sabe se localizar lá dentro, certo? – a judia perguntou, quando entraram no quarto – Eu vou ligar pra Marley e pedir pra ela marcar a sua consulta.

— Você podia vir pro banho comigo.

— Quinn, eu tenho me segurado nos últimos quatro dias. Não me provoque, por favor. Eu realmente tenho que ligar pra Marley.

— É desnecessário, Rach.

— Vai indo pro banho que eu já vou, tá bem?

— Que seja. – Quinn resmungou e foi para o banheiro, arrancando uma risada fraca de Rachel.

— Eu amo você!

— Já sei disso.

A judia balançou a cabeça negativamente e pegou o celular, ligando para Marley logo em seguida.

***

— Vamos lá, Kitty! – Harmony sorriu, enquanto saia da casa de Rachel, e a mais nova a seguiu.

— Qualquer coisa, me avisem. – pediu.

— Pode deixar. E você, vê se me liga. – Quinn pediu e Kitty revirou os olhos, fechando a porta.

Rachel tinha marcado a consulta de Quinn para aquela manhã, e Harmony, que foi até a casa da judia na noite anterior, se ofereceu para passar o dia com a mais nova.

— Eu vou pegar sua carteira pra gente ir também. – Rachel avisou.

— Ainda acho desnecessário.

— Q, não vai matar ir até o médico, certo? Além disso você passou mal hoje de manhã de novo.

Quinn apenas suspirou, se deixando vencer, enquanto Rachel saia da sala.

Pouco mais de meia hora depois as duas paravam em frente há um consultório.

Assim que Rachel apareceu na recepção, a mulher atrás do balcão pegou o telefone, avisando o médico que a judia havia chegado.

— Lucy Fabray. – o homem chamou da porta da sala, menos de cinco minutos depois.

Rachel sorriu para ele enquanto passavam pela porta do consultório.

— Rachel. Há quanto tempo não te vejo aqui, não é mesmo?

— As coisas andam corridas, doutor Stromberg. Além disso, já não preciso mais daqueles exames que eram rotina.

— É, eu ouvi sobre sua namorada. Deduzo que seja a senhorita Fabray? – o médico sorriu para a loira – É um prazer conhece-la. Mas o que as trás aqui?

— A teimosa da minha namorada que acha que qualquer coisa é motivo de ir ao médico.

O homem riu, e encarou Rachel com a sobrancelha arqueada.

— Rachel?

A judia sorriu e começou a contar sobre os enjoos e mal-estares da loira.

Conhecia o médico desde pequena.

Quando nasceu, seus pais precisavam de alguém de confiança para cuidar da diferença com a qual a judia havia nascido, então o doutor Charles Stromberg, velho amigo de Leroy, foi o primeiro em quem eles pensaram.

O homem passou alguns meses em Lima para cuidar da pequena Berry e, desde então, os pais só a levavam em outros médicos em caso de emergências extremas. Rachel havia perdido as contas de quantas vezes fora atendida por telefone, ou teve de viajar até New York apenas para uma consulta.

Depois que se mudou, Rachel só frequentava o consultório de Charles e, por esse motivo, o lugar já teve alguns tumultos – o que resultou no atendimento rápido que a morena sempre recebia.

O médico ouviu o que Rachel tinha a dizer atentamente, antes de virar para Quinn.

— Tem sentido alguma coisa além de esses enjoos?

— Algumas dores de cabeça, às vezes.

— Bom, provavelmente é só uma intoxicação alimentar.

— Eu disse. – Quinn falou e Rachel sorriu.

— Mas vou pedir alguns exames para ter certeza.

— Os resultados saem ainda hoje?

— Em umas duas horas, Rachel. – o homem riu fraco, enquanto começava a escrever – Você tá realmente preocupada, não?

— Com Quinn, sempre.

As duas saíram direto para a sala de exames pouco depois.

Quando voltaram para a sala do médico, ele tinha uma expressão preocupada no rosto, que alertou a judia.

— O que houve, doutor?

— Os exames não acusaram nada. Inclusive, para a intoxicação alimentar.

— O que quer dizer? – Quinn perguntou, agora também preocupada.

— Pode me dar alguns minutos com a senhorita Fabray, por favor, Rachel?

Notas finais
Quanta coisa pra um capítulo só, heim? Kkk O que acharam? Até semana que vem!