Mais do que se pode ver
27 Capitulo 27 - Assuntos agora resolvidos
Notas iniciais
— Cala a boca, Santana.
— Ah, Quinn! Eu sei que você acha que não foi nada demais, mas é assim que começa.
— Sant, não foi nada demais. Além disso, já fazem dois dias. Do que ia adiantar eu ignorar ela agora?
— Então faça greve de sexo da próxima vez que se verem!
— Fica quieta que é melhor, San.
— Você não aguentaria, não é? – a latina riu.
— Santana, eu não vejo motivos pra transformar isso em uma briga.
— Você tem que deixar ela saber que isso te irritou.
— É você quem está me irritando.
— A questão, Q, é que Rachel mentir sobre o orfanato te chateou, e você não pode deixar isso pra lá, ou as coisas vão começar a acumular em cima de vocês.
O barulho da porta sendo aberta chamou a atenção de Quinn e Santana sorriu ao ver quem havia chegado.
— Eu vou pensar sobre isso. – Quinn suspirou.
— Hey, Britt! – Santana a ignorou.
— Olá, Sant. Hey, Q.
— Oi, Britt. Como estão as coisas no orfanato?
— Ótimas! Desde a doação que fizeram pra gente, eu e Kurt pudemos relaxar.
— Rachel mandou bem nessa, né? – Santana comentou – Só achei errado ela enrolar pra falar pra Quinn.
— Santana. – Quinn a reprendeu, e a latina deu de ombros.
— Ela te contou? – Brittany olhou para a loira, que apenas acenou – Rachel foi um anjo pra gente, ajudando desse jeito.
— Eu queria poder ter ajudado vocês. – Santana falou – Infelizmente, não consegui uma brecha pra falar sobre com os meus pais.
— Tudo bem, San. As crianças adoram você, e só de te ter lá ajudando as vezes, já é perfeito. – sorriu – Bem, Q, eu vou levar um expresso e um cappuccino hoje.
— O de sempre, então. – Quinn brincou.
Enquanto Judy preparava os cafés de Brittany, Quinn se revezava entre atender os clientes do café – que estava bastante movimentado – e não atrapalhar as investidas sem futuro da Santana.
Alguns minutos depois de Brittany sair, a porta abriu novamente, e Quinn suspirou.
— Pelo amor de Deus, me fala que é a Kitty. – pediu para Santana.
— Eu não sei como você faz isso, mas é ela mesmo. – a latina riu.
— Q, eu assumo daqui. – a mais nova disse – Tem visita em casa pra você.
— Visita pra mim? Quem?
— Sobe que você descobre. Tá te esperando na sala.
Quinn saiu do café reclamando e Santana riu.
— A Berry já chegou?
— Como você sabe que é ela?
— A gente andou conversando esses dias.
— Sobre o que?
— Você vai descobrir, baixinha. – Santana piscou e Kitty arqueou a sobrancelha ao melhor estilo Fabray.
***
— Oi? – Quinn falou parada na porta da sala e Rachel sorriu, parada pouco atrás dela.
— Hey, baby. – a judia disse a abraçando, e Quinn pulou no lugar com o susto, a fazendo rir.
— Rachel! – sorriu se virando para abraçar a namorada.
— De primeira dessa vez. – brincou.
— Por que essa mania de me assustar sempre que vem me ver?
— A intenção é só surpreender. – riu lhe dando um selinho – Senti sua falta.
— Não que eu não tenha sentido, mas o que você tá fazendo aqui?
— Vim te ver.
— E a peça?
— Estamos parados por um tempo. Problemas com o teatro. Inclusive, Jesse, Sam, Harmony, Blaine e Puck vieram comigo. E você vai finalmente conhecer a Marley.
— Tá parecendo até que você veio a trabalho. – brincou a puxando pela mão para irem sentar no sofá.
— Na verdade, acho que meus planos vão é nos dar trabalho.
— Nos dar?
— Isso aí. – sorriu a puxando para ficarem abraçadas.
— E eu posso saber quais são os planos?
— Por enquanto não. Quero que você descubra junto com algumas outras pessoas envolvidas nele.
— O que você tá aprontando?
— Nada.
— Rachel...
— É sério, Quinn! Prometo que amanhã você fica sabendo, ok?
— Você sabe que eu sou curiosa, Berry.
— Só algumas horas, baby. – disse dando um beijo de leve no pescoço da loira – Eu senti saudade do seu cheiro.
— Eu senti saudade de tudo em você. – murmurou suspirando.
— Então... Você quer voltar pro café, ir dar uma volta, ou ficar aqui?
— Querer mesmo eu queria ficar aqui. Mas tenho que voltar pro café. Tá movimentado e Kitty vai precisar de ajuda.
— Santana não pode fazer isso?
— San já deve ter ido embora. Ela tem reunião hoje sobre um caso importante.
— Ela é advogada mesmo?
— É. Você achou que não?
— Não é isso, é só que... É estranho imaginar Santana como advogada.
— Imagine pra mim, que cresci com essa latina batendo em todo garoto que tentava chegar perto da gente. – disse fazendo Rachel rir, e levantou, estendendo a mão para a judia – Vem, vamos descer.
— Você tem certeza disso?
— Rach, eu também tenho minhas obrigações, ok?
— Certo. Já entendi. Você precisa descer.
— Isso.
— Mas é minha obrigação tentar te convencer do contrário. – falou a puxando pela mão ainda estendida para sentar no seu colo – Vamos lá, Q. Eu vim de New York só pra te ver. Você deveria pelo menos sair comigo.
— Podemos sair a noite.
— Eu tinha outros planos pra noite. – sussurrou no ouvido da loira, dando um beijo de leve no seu pescoço logo em seguida.
— Bom... Eu tenho planos pra antes de chegarmos ai de novo. – Quinn disse se afastando de Rachel para levantar.
— Tá tudo bem, Q?
— Tá. Eu só... Eu só quero conversar com você, tá bem?
— Fiz alguma coisa errada?
Quinn passou a mão pelo cabelo, respirando fundo, e Rachel levantou.
— Quinn, baby, o que foi que eu fiz? – perguntou, a voz praticamente implorando por uma resposta.
— Agora não, ok? Eu tenho que descer e ajudar a Kitty. Você pode ficar lá comigo.
— Quinn...
— Nós fechamos em poucas horas, Rachel, e então nós duas vamos poder conversar, certo?
— Ok. – murmurou.
A judia passou as três horas seguintes acompanhando Quinn com o olhar enquanto ela servia os clientes do café.
Às vezes alguém aparecia e pedia uma foto, e a judia se obrigava a sorrir para o fã. Russel também passou por ali e a cumprimentou, assim como Judy.
Quando Kitty fechou a porta, Rachel suspirou, esperando Quinn sair da cozinha, enquanto apertava as mãos uma na outra.
Ela não queria brigar com a loira. Não queria nem pensar na possibilidade de Quinn terminar com ela. Se ela ao menos soubesse o que tinha feito de errado, poderia já começar a pensar em como se desculpar.
— Rach? – Quinn chamou e a judia respirou fundo.
— Eu.
— Minha mãe vai sair daqui a pouco e aí a gente pode conversar tranquilas, ok?
— Eu preciso saber o que eu fiz de errado, Q. – pediu.
Quinn esticou a mão para Rachel, que a segurou prontamente e sentou no colo da namorada, passando os braços pelo pescoço da menor.
— Você não vai terminar comigo, vai?
— Não, meu amor. Eu não vou terminar com você.
Rachel sorriu e lhe deu um selinho.
Judy saiu da cozinha logo depois, se despediu das duas e Quinn levantou e trancou a porta.
Rachel a acompanhou com o olhar enquanto ela voltava e sentava a sua frente.
— Então...
— Rachel, eu quero saber por que você bebeu na segunda.
Rachel abriu e fechou a boca algumas vezes, antes de sorrir.
— É só isso?
— Não, mas vamos começar por isso.
A judia ficou tensa na cadeira e observou a expressão séria da namorada.
— Eu queria alguma coisa pra me manter acordada e... Acabei exagerando. Foi só isso.
— Não mente pra mim, Rachel.
— Eu juro, Q! Eu não queria ficar bêbada, nem nada do tipo. Eu era acostumada a beber, e acabei perdendo a conta. Eu não queria ficar bêbada.
— Você bebeu depois disso?
— Não, Quinn. Não se preocupe. – falou pegando as mãos dela por cima da mesa – Eu passei seis meses sem colocar uma gota de álcool na boca, com exceção de um brinde ou outro. Não tenho mais problemas com isso, Q. Foi só um deslize.
— Certo. – a loira suspirou.
— Tem mais alguma coisa... Que você queira falar?
— O orfanato.
— O que tem?
— Por que você não me contou? E, Rachel, eu quero a verdade dessa vez.
— Eu só achei que... Quinn, eu sei que você e seus pais ajudariam se pudessem, e... Eu só não queria que isso, de alguma forma, deixasse as coisas estranhas entre a gente.
— Estranhas como?
— Eu não sei. Estranhas. Com certeza de um jeito ruim.
— Rachel, são os segredos que deixam as coisas estranhas.
— Agora eu sei. Desculpe.
Quinn levantou e deu a volta na mesa, sentando no colo da namorada, que passou os braços por sua cintura.
— Não esconda mais nada de mim, Rachel. Por que se eu souber que você está escondendo...
— Não vou. Eu prometo.
— Bom. Por que da próxima vez eu vou ouvir os conselhos da Santana.
— O que a latina te disse pra fazer?
— Oh, baby, você não vai querer descobrir. – Quinn disse e riu, dando um selinho na namorada. – E então? Você planejou alguma coisa pra gente?
— Na verdade, eu pensei em descansarmos hoje. Vamos ter um fim de semana cheio.
— Por que?
— Surpresa.
— Pensei que não ia me esconder mais nada.
— Mas isso é diferente! É uma surpresa, Q.
— E tem algo sobre essa surpresa que eu possa saber?
— Bem... Envolve o orfanato. E algumas pessoas que você não conhece.
— O que você vai fazer?
— Nós vamos, meu amor. Mas espere, tá bem?
— Vou tentar. – Quinn murmurou.
***
Rachel entrou no café dos Fabrays na manhã seguinte com um sorriso no rosto, mas franziu a testa assim que viu o grande movimento do lugar.
Se aproximou do balcão onde Quinn arrumava alguma coisa por trás e sentou.
— Hey, Q.
— Hey, Rach.
A loira deixou o que fazia de lado e se inclinou sobre o balcão, dando um selinho na namorada.
— Tá bem cheio hoje. – a judia comentou.
— Aqui é assim quase sempre. – Quinn concordou.
— A tarde diminui?
— As vezes sim e as vezes não. Por que?
— Por que eu pretendo te sequestrar hoje a tarde.
— Eu vejo um pequeno erro no seu plano.
— E eu posso saber qual é?
— Pra ser sequestro, eu deveria me recusar a ir.
— E quem garante que você não vai se recusar a ir?
— Eu iria até pro inferno com você, Rach. – Quinn disse e a judia sorriu – Mas, então, pra onde vamos?
— No orfanato.
— Fazer...?
— Dar uma boa noticia as crianças. Que horas Kitty chega da escola?
— Pouco depois do meio dia. Por que?
O barulho da porta abrindo chamou a atenção de Quinn, que respirou fundo.
— Mesa cinco, certo? – perguntou para Rachel, já indo em direção a mesa, logo após o rapaz sentar.
— Isso aí. Como sabe?
Quinn apenas sorriu e foi em direção a mesa.
Rachel observou enquanto ela conversava com o rapaz e franziu a testa quando ela pareceu incomodada com ele.
Estava quase levantando pra ir até os dois quando Quinn se afastou do rapaz.
— Um cappuccino e um croissant na mesa cinco. – a loira avisou Judy.
Quinn se aproximou novamente de onde Rachel estava, sentindo o olhar da namorada sobre si.
— O que foi?
— Ele te incomodou?
— O que?
— O cara da mesa cinco.
— Finn só tem que aprender o que quer dizer não. Não se preocupe com isso.
— Como é?
— Rachel...
— Ele tava dando em cima de você?
— Finn tenta ter alguma coisa comigo desde que chegou aqui.
— Eu vou matar esse cara. – falou levantando.
— Rachel, por favor, não. – Quinn pediu, mas a judia já estava indo em direção a mesa.
— Hey! – falou parando de frente para ele.
— Hey, Berry. – Finn sorriu de modo debochado – Quanto tempo, não?
A expressão no rosto da judia passou de raiva para surpresa em questão de segundos.
— Hudson. – rosnou – Parece que o seu objetivo de vida é mesmo me incomodar, não é?
— Oh, aberração, definitivamente não. Eu tenho coisas melhores pra fazer. É você quem sempre volta pra ouvir a verdade.
— Eu vou te dar um aviso, boneco de posto, e espero que você ouça bem. Fique longe da minha namorada.
— Ficou corajosa, foi? Ou só ficou mais burra?
— Fica longe da Quinn, ou eu acabo com a sua raça.
— Ah, Berry. Você é tão ingênua, não é? Você pode estar com a Quinn agora, mas ela vai te chutar assim que souber que você é anormal.
— Rachel. – Blaine parou ao lado da garota e ela suspirou.
— Hey, se não é o pote de gel ambulante e gay. – Finn sorriu de lado e Blaine revirou os olhos.
— Rachel, você não pode se meter em mais confusão. Vamos sair daqui, ok?
— Qual é, cara? A gente tá se entendendo.
— Hudson, suas piadinhas podiam fazer sentido no colegial. Hoje não. – Rachel falou.
— Ora, Berry. A existência de vocês nunca fez sentido pra mim. Eu pelo menos já fiz sentido um dia.
— Tá tudo bem por aqui? – Russel parou atrás de Blaine e Rachel, e Finn sorriu ainda mais.
— Na verdade, os dois estão me incomodando. Você deveria tomar cuidado com o tipo de gente que deixa entrar aqui, Russel.
— Como assim, Finn? – Russel franziu a testa – Que tipo de gente?
— Anormais. Gays.
— Hudson, eu não sei se você já percebeu, mas minha filha mais velha é gay. – Russel rosnou.
— Quinn só não me deu uma chance ainda, Russel. Uma noite e eu faço ela mudar de ideia.
Rachel pensou em avançar no garoto, mas antes que conseguisse, Russel já o arrastava para fora dali.
— Nunca mais abra sua boca pra falar da minha filha, Hudson. E espero não te ver mais aqui.
— Ah, fala sério, Russel. Você não quer uma lésbica como filha.
Todos no café observavam a cena, mais horrorizados pelas palavras do garoto do que qualquer outra coisa, mas Russel não se importou. Simplesmente fechou a mão e acertou em cheio o rosto de Finn.
— Mas que merda, seu imbecil! – o Hudson empurrou o mais velho, que cambaleou para trás.
Rapidamente Rachel se aproximou do mais alto, que estava ocupado de mais limpando o sangue que escorria do seu nariz para perceber de onde veio o segundo murro.
— Rachel! – Jesse a segurou e afastou do rapaz, que parecia desnorteado – Você não pode se meter em mais encrenca.
— Isso aí, Berry. Deixa que a gente resolve. – Puck falou enquanto ele e Sam se aproximavam do rapaz.
— Não quero briga aqui dentro. – Russel avisou.
— Sem problemas. – Sam disse.
Os dois arrastaram Finn para a rua e o empurraram na calçada. Fechando a porta atrás de si.
Rachel observou Puck e Sam falar alguma coisa para Finn, que correu sem pensar duas vezes assim que teve chance.
Rachel se aproximou de Quinn, que havia saído de trás do balcão enquanto a confusão acontecia, e a abraçou, sentindo a loira a apertar em seus braços.
Sam e Puck voltaram pra dentro do café logo depois, e Rachel se afastou de Quinn apenas para abraça-la por trás, encostando no balcão enquanto, aos poucos, os clientes voltavam sua atenção para seus acompanhantes e cafés.
— Quando vocês chegaram? – Rachel perguntou, olhando para Puck, Jesse, Sam e Harmony.
— Pouco antes do Blaine ir lá. – Harmony suspirou.
— Você tá bem, Russel? – Judy perguntou abraçada ao marido.
— To. Vamos fechar assim que todos os clientes saírem, ok? Kurt me ligou e ele quer que a gente vá no orfanato a tarde. Parece que vai ter um evento, ou algo assim, e acho que a gente merece depois dessa.
— Evento? – Quinn franziu a testa – Rachel?
— Não é nada demais.
— Certo. Pai, eu e Rachel vamos subir um pouco. Você fica no balcão?
— Hum... Vão subir, heim Berry. – Puck disse e a judia revirou os olhos, acertando um tapa na cabeça do rapaz.
— Cala a boca, seu idiota.
— Seu pai fica sim, Q. – Judy falou e Russel respirou fundo.
— Vêm.
Quinn saiu puxando Rachel para fora do café e logo as duas estavam sentadas no sofá da sala dos Fabray, uma de frente para a outra.
— Você tá bem, Q?
— To bem. E você? Harmony disse que você deu um soco nele.
— Eu to bem. – Rachel disse encarando a mão que tinha as dobras dos dedos vermelhas – Não foi nada demais.
— De onde você conhece ele?
— Estudamos juntos. – Rachel suspirou – Hudson era um dos babacas que achava divertido me perseguir pelos corredores jogando raspadinha, me empurrando no armário e, o preferido deles depois que Jéssica confirmou os boatos sobre mim: me acertar no meio das pernas pra ver se eu perdia o que não devia tá lá e virava uma garota um pouco mais normal.
— Rach, isso é... Horrível.
— Eu sei. Ainda acho que nunca vou poder ter filhos por causa disso. – murmurou e Quinn riu.
— A gente pode testar a teoria um dia desses, se você quiser. – a loira disse e Rachel deu um sorriso malicioso.
— Pode, é?
— Claro. Existem testes de fertilidade que podem responder essa dúvida.
— Eu tenho uma ideia melhor de como descobrir.
— Por exemplo?
— Bom...
Rachel se inclinou sobre a garota e a beijou, a empurrando para que deitasse no sofá.
— Hum... Rach, a gente tá na sala. Qualquer um pode entrar. – disse quando a judia desceu os beijos para o seu pescoço.
— Eu não ligo. – murmurou.
— Mas eu sim.
— Vamos pro seu quarto, então.
— Rach... Eu tava tentando conversar.
— Não podemos conversar depois? – Rachel praticamente implorou.
— Agora não, Rach.
A judia suspirou e se afastou de Quinn, a encarando.
— Tudo bem, então. Não vou tentar nada.
— Obrigada.
— Não agora. – disse fazendo Quinn rir.
— Prometo te compensar mais tarde, baby.
— Gosto de como soa. – Rachel sentou, puxando a namorada consigo.
— Como você tá com tudo isso?
— Frustrada, mas vou ficar bem. – disse e Quinn riu fraco.
— Não, Rachel, eu to falando de ter reencontrado aquele idiota.
— Eles não me afetam mais, Quinn. Nem Finn, nem nenhum outro idiota da minha época do colégio. Eles são só lembranças ruins que eu posso encontrar na rua.
— Mas ele te disse coisas desagradáveis, e...
— Como você sabe o que ele me disse?
— Eu tenho um ouvido muito bom. – deu de ombros.
— Q, nada do que ele me disse me afetou, por que eu sei que nada daquilo é verdade.
— Eu amo você.
— Eu também amo você. – Rachel se inclinou e deu um selinho na namorada – E você? Por que ele também disse aquelas coisas sobre você, e...
— Não foi nada, Rachel. Finn é um imbecil e... Eu nunca liguei muito pra opinião dos outros. Já sou acostuma a comentários maldosos.
— Mas o que ele disse...
— Não é um problema, Rachel.
A judia puxou a namorada para perto de si e Quinn se aconchegou contra ela. As duas ficaram daquele jeito, com Rachel acariciando os cabelos de Quinn, elas não sabiam dizer por quanto tempo.
— Hey, casal! – Santana entrou na casa gritando e Rachel revirou os olhos.
— Qual é o problema dela? Não sabe bater? – Rachel reclamou fazendo Quinn rir.
— O que foi, Santana? – Quinn gritou em resposta e logo a latina apareceu na porta.
— Russel tá chamando. Kitty chegou e a gente tem que ir pro orfanato.
— Já é mais de meio dia? – Quinn franziu a testa.
— Não, loira, sua irmã é mutante e tá aqui e na escola. É claro que já é mais de meio dia. Vocês ficam ai se comendo e esquecem da hora, é?
— Oi pra você também, Santana. – Rachel falou.
— Que seja. Só desçam logo. – disse saindo da sala – E nada de tentarem uma rapidinha! – gritou antes de sair da casa.
Fale com o autor