Notas iniciais
Oi gente, como vão vocês? Prontos pra voltar as aulas? aqui vai mais um capitulo para vocês espero que gostem. Boa leitura.

— Hey, baby. – Rachel sorriu, deitada em sua cama e encarando o teto.

— Hey, Rach. Como você tá?

— Bem, e você?

— Bem.

— E por que não me parece verdade?

— Você tá ficando boa nisso. – brincou.

— O que aconteceu, Q? – perguntou preocupada.

— To com saudade. – confessou – Quero dizer, vamos fazer seis meses de namoro e, da última vez que nos encontramos, não tínhamos nem um.

— Eu sinto muito, Quinn. Eu queria...

— Eu sei, Rachel. É só que... Sinto sua falta. E isso não é culpa nossa.

— Eu queria poder estar aí agora.

— Imagino que sim. – suspirou – Você tem uma data pra vir pra cá?

— Infelizmente, por enquanto, não. Mas... Você poderia vir pra New York. O que acha?

— Não é... Seguro eu viajar sozinha. E não tem ninguém que possa ir comigo.

As duas ficaram em silencio por um tempo, enquanto Rachel ia ficando mais nervosa a cada segundo. Ela sentia que Quinn estava cansando daquilo, e ela se recusava a perder a namorada.

— Então, o que você estava fazendo que demorou tanto pra me ligar hoje? – Quinn perguntou.

— Eu... Vou ter que fazer uma viajem esse fim de semana, e estou correndo pra resolver uns problemas e deixar tudo ok por aqui.

— Vai pra onde?

— Eu... Eu vou... Eu não sei. – a judia gaguejou.

— Como assim você não sabe pra onde vai? – Quinn franziu a testa.

— Minha conversa com Marley sobre isso foi algo como: Você tem que ir viajar. É pra L.A.? Não. Então não me importo. – disse fazendo Quinn rir.

— Bom, então descubra.

— Pode deixar.

— Você viaja quando?

— Amanhã, uma hora. Marley disse que a gente deve chegar por volta das cinco da manhã. Acho que vou fazer escala.

— Vão pra fora do pais?

— Ela não pediu meu passaporte, então eu acho que não.

— Você vai me ligar antes de sair e assim que chegar, certo?

— Pode ter certeza. E você? O que vai fazer no nosso aniversario?

— Bom, provavelmente, o de sempre. Vou ajudar minha mãe no café.

— Queria poder comemorar junto com você.

— Rachel! – Quinn ouviu uma voz gritar ao fundo e a judia suspirou.

— Marley?

— É. To no quarto! – gritou de volta – Acho que vou ter que desligar. A gente se fala amanhã?

— Tudo bem. Eu amo você.

— Também amo você.

Rachel desligou o celular no mesmo segundo que Marley entrava no quarto.

— Quinn?

— Sempre.

— Contou pra ela?

— Não. – falou finalmente sentando – Já tá tudo certo pra amanhã?

— Você pega o avião as quatro, e deve chegar lá por volta das dez.

— Hotel?

— Reservado.

— Carro?

— Vai ter uma pessoa esperando pra te entregar no aeroporto.

— Marley, sua eficiência me assusta. – disse fazendo a mais nova rir.

***

— Era a Rachel? – Kitty perguntou quando Quinn voltou a sentar ao seu lado no café.

— Era.

— Sabe, eu não sei como vocês aguentam isso. Quero dizer... Não sente falta dela?

— Todo dia. – resmungou jogando a cabeça contra o encosto do banco.

As duas tinham conversado todos os dias nos últimos meses. Rachel sempre mandava flores – no primeiro mês, depois disso, a judia parecia ter se lembrado que Quinn não poderia vê-las – ou chocolate para ela em seus aniversários de namoro – ela ainda se perguntava como, e Kitty reclamava que a judia não tinha originalidade – e as duas ficavam horas penduradas no telefone todo dia.

Ainda faltavam quatro meses para a peça acabar – aparentemente os produtores haviam estendido a temporada, ou algo assim, Quinn não sabia ao certo – e ela sabia que a namorada ia tirar um tempo para ficar com ela quando isso acontecesse. Mas era como se cada dia sem Rachel passasse mais devagar.

A loira lembrava de como havia ficado a segundos de pegar um avião depois que a entrevista de Rachel para o blog saiu, e as declarações da judia sobre ela a fizeram se arrepender da briga que haviam tido menos de uma semana antes, quando Rachel sugeriu que ela andasse com um segurança.

Lembrava de cada conversa das duas e de cada eu te amo.

E, no momento, ela só queria poder disser aquilo pessoalmente.

***

As batidas na porta chamaram a atenção de Kitty, Russel e Judy, sentado na sala da casa dos Fabrays na sexta a noite.

— Quem será? – Kitty perguntou – E por que não tocou a campainha?

— Não sei. Mas não devia tá batendo na porta da casa dos outros mais de onze horas da noite.

— Por que ao invés de ficar se perguntando quem é, vocês não atendem a porta? – Judy reclamou, levantando, quando a pessoa bateu de novo.

A Fabray respirou fundo antes de abrir a porta, sorrindo para a pessoa do outro lado.

— Hey, Rachel. Quinn não nos disse que você estava na cidade.

— Ela não sabe. – a judia sorriu – Eu quis fazer surpresa. Ela tá?

— Tá. Vem, entra.

Rachel seguiu Judy até a sala, e Kitty levantou e correu para abraçar a judia assim que a viu – afinal, ela ainda era fã da cunhada.

— Rach! Não sabia que estava em Los Angeles. Pensei que tivesse ido pra Washington.

— Uma pequena mentira pra mídia, pra que a Quinn não soubesse que vim pra cá. – sorriu antes de se virar para o sogro – Senhor Fabray.

— Berry. O que faz aqui?

— Bem... Eu e Quinn estamos completando seis meses de namoro amanhã, faz tempo que não nos vemos e... Bem, eu precisava ver ela.

— Então, seis meses que você começou a ideia idiota de namorar minha filha.

— Russel, chega. – Judy disse e Rachel suspirou.

— Tudo bem, Judy. Sei que o senhor não gosta de mim, senhor Fabray. Mas estou fazendo o que posso pra estar com a Quinn, e vou continuar fazendo. Eu amo sua filha, e, de algum modo, vou fazer o senhor ver isso.

— Esse papo é velho e tá chato. – Russel resmungou.

— Então... Onde está a Quinn? Eu ia deixar pra vir só amanhã, mas... Acabei de chegar e não consegui não vir ver ela. – falou fazendo Russel revirar os olhos.

— Quinn está no quarto. – Kitty disse – Vem, eu te levo lá.

— Com licença. – Rachel seguiu Kitty até o quarto da namorada e sorriu para a cunhada.

— Sam te mandou uma coisa. – comentou.

— Serio?

— Serio. Tá no carro. Eu te entrego amanhã, depois que arrumar minhas coisas no hotel.

— Sem problema. Você sabe o que é?

— Bom, está embrulhado, então não. Acho que você vai ter que esperar.

— Ah, que nada! Eu ligo pra ele e descubro o que é. – disse fazendo a judia rir – Aqui, o quarto da Quinn.

— Obrigada, Kitty.

— De nada. Qualquer coisa, vou estar na sala.

— Ok.

A judia bateu uma vez e abriu a porta.

— Quem é? – Quinn perguntou sentando na cama onde estava deitada.

Rachel observou o quarto por alguns segundos antes de sorrir para a namorada.

A judia tentou reconhecer a música que tocava no rádio e balançou a cabeça negativamente ao não conseguir.

— Kitty? É você?

Rachel caminhou até a cama da loira e sentou ao lado dela, aproximando sua boca de ouvido da mais nova para sussurrar.

— Não sou sua irmã, mas vou te dar mais uma chance de acertar.

— Rachel? – perguntou franzindo a testa.

— Em cheio, meu amor.

Quinn sorriu quando a judia lhe abraçou e a apertou contra si, escondendo o rosto no pescoço da menor.

— Oh, céus! Pensei que você estava viajando!

— Bem, tecnicamente falando, eu estou viajando. – brincou.

Quinn deu uma risada fraca antes de puxar a menor para um beijo. Um beijo que ela estava querendo há mais de cinco meses.

— Eu senti falta disso. – Rachel murmurou.

Ao invés de responder, Quinn puxou a judia pra cima de si, voltando a deitar enquanto beijava a namorada.

— Hum... Quinn. – Rachel se afastou um pouco da loira – Seus pais estão na sala.

A loira empurrou Rachel contra a cama e sentou sobre a sua cintura, fazendo a judia arregalar o olho.

— Você andou treinando isso com alguém? – resmungou e Quinn riu.

— Cala a boca.

— Hey! Eu venho te ver e é assim que você me trata?

— Só por que eu acho que você tem coisa melhor do que falar pra fazer com ela. – Quinn murmurou no ouvido da judia, que suspirou.

— Quem é você, e o que fez com a minha namorada? – resmungou.

— Sou sua namorada e estava morrendo de saudades.

Rachel sentou e as duas se abraçaram, Quinn ainda com uma perna de cada lado da cintura da judia.

Ficaram ali por alguns minutos, somente abraçadas, aproveitando a sensação dos braços em volta dos seus corpos.

— Por que não me disse que vinha? – Quinn perguntou um bom tempo depois.

— Queria fazer uma surpresa.

— Bom, você conseguiu.

— Bem, não exatamente como eu queria.

— Por que?

— Eu pretendia aparecer só amanhã cedo, mas... A saudade falou mais alto.

Quinn apenas sorriu e deu um selinho na judia.

— Sentia falta da sua boca. – Rachel murmurou e Quinn riu fraco.

— Só dela?

— Não. Mas é pra ela que eu to olhando agora. – Quinn riu e Rachel a tirou do seu colo, levantando antes de puxar a namorada consigo – Bom, eu adoraria ficar aqui namorando com você, mas já é quase meia noite e seu pai já não gosta de mim, quem dirá se eu ficar até tarde aqui, não é?

— Mas você acabou de chegar.

— E já tenho que ir. Tenho que fazer o checkin no hotel, mas prometo estar aqui amanhã, por volta das duas.

— Por que não vem mais cedo?

— Por que eu tenho algumas coisas pra resolver. Infelizmente não podia dizer aos produtores que vou faltar algumas apresentações pra vir te ver. Então, arrumei o que fazer aqui.

— Hum... E quando você volta?

— Segunda de manhã.

— Queria que você tivesse respondido nunca.

— Eu também. – Rachel deu um beijo de leve no pescoço de Quinn e entrelaçou seus braços – Vamos.

— Fica aqui essa noite. – Quinn pediu enquanto as duas caminhavam em direção a sala.

— Nada disso. Seu pai ia me matar só de pensar na ideia.

— Ele não vai mais ser um problema, Rach.

— Mesmo assim, Quinn. Eu não quero ser um problema também.

As duas pararam na porta da sala e Rachel limpou a garganta, chamando a atenção dos três Fabrays que assistiam Tv.

— Eu vou indo. – falou.

— Já? Você acabou de chegar. – Judy falou.

— Já tá tarde.

— Eu disse pra ela passar a noite aqui, mas ela insiste em ir embora. – Quinn falou.

— Não quero incomodar. – Rachel disse ao mesmo tempo que Russel resmungava “não” no sofá.

— Que isso, Rachel. Não é incomodo nenhum.

— Por favor, Rach. – Quinn pediu a abraçando – Eu to morrendo de saudade de você. Fica comigo. – sussurrou no ouvido da judia, que sorriu.

— Não. – Russel falou chamando a atenção de todos.

— Russel!

— Olha, não é por que eu não posso chutar ela daqui que ela vai ficar pra passar a noite.

— Pai. – Quinn rosnou.

— Seu pai está certo, Quinn. Eu já disse, não quero incomodar.

— Russel só está sendo ranzinza, Rachel. – Judy falou – Já tá tarde pra você ir embora. Pode ser perigoso.

— Aposto que em meia hora ela chega no hotel.

— Russel. – Quinn murmurou e Russel engoliu em seco. Nem Judy lhe dava tanto medo quanto Quinn naquele momento.

— O senhor Fabray tem razão. Marley já reservou um quarto pra mim. Eu não quero...

— Rachel, eu estou te chamando pra passar a noite, e não aceito não como resposta. – Quinn a interrompeu e Rachel respirou fundo.

— Se estiver tudo bem pelo seu pai.

Russel franziu a testa quando Judy o encarou e revirou os olhos. Maldita seja essa garota.

— Que seja. – resmungou levantando e saindo da sala.

— Eu... Já volto. – Rachel resmungou.

— Rachel...

— Não, Quinn, tudo bem. Eu realmente preciso conversar com o seu pai.

A judia seguiu Russel até a cozinha e respirou fundo antes de limpar a garganta, chamando a atenção do sogro.

— O que é?

— Senhor Fabray, eu... Sinto muito, tá bem? Eu não quero incomodar, mas, se eu não ficar, nós dois sabemos que teremos problemas com a Quinn.

— Qual é a sua, Berry?

— Como?

— Qual é a sua? Até agora não entendi por que está com Quinn. Vocês quase não se veem...

— Mas nos falamos sempre. – Rachel o interrompeu.

— Quinn não vai mudar de Los Angeles, e seus sonhos não estão aqui. Vocês são completamente diferentes, Berry. E eu aposto que você trai minha filha quase toda noite. Agora, me explica, por que você ainda está com ela? Melhor! Por que diabos você ainda tenta me agradar?

— Eu amo ela. – Rachel disse fazendo Russel rir, balançando a cabeça negativamente – Senhor Fabray, eu realmente entendo por que não gosta de mim, mas... Eu posso não estar aqui, mas queria. Se Quinn não quiser ir pra New York, tudo bem. Eu posso atuar em Los Angeles. Ou qualquer lugar do mundo que ela quiser ir. E eu não traio Quinn. O senhor pode falar o que quiser de mim, mas não duvide que sou fiel a sua filha, ou do que sinto por ela. Eu faria qualquer coisa pela Quinn.

— Por que? E sem essa de “eu amo ela”.

— Quinn me mostrou um lado de mim que eu tinha esquecido que existia. O senhor não me conheceu antes, mas eu já fui o tipo de pessoa que pularia na frente de um carro pra salvar meu pior inimigo. E eu tenho minha cota de coisas pra lidar, senhor Fabray, não vou dizer que Quinn é minha primeira namorada ou qualquer coisa do tipo, por que ela não é. E a que veio antes dela me quebrou de um jeito que eu pensei que ninguém mais ia conseguir ver além dos cacos que ela deixou e eu nem fazia questão de juntar, por que assim ninguém poderia quebrar de novo. Mas Quinn viu.

— É um discurso muito bonito, Berry. – Russel disse enquanto puxava uma cadeira e sentava – Mas eu ainda não vi um bom motivo.

— Quinn me faz uma pessoa melhor. Ela me faz lembrar quem era a Rachel de anos atrás, antes de tudo virar de ponta cabeça. E me faz fazer coisas que nem aquela Rachel fazia. Eu... Quinn me faz agir sem pensar. Ela me faz querer pegar um avião a todo instante só pra poder abraçar ela de novo. Quinn é meu primeiro e meu último pensamento no dia. Eu estou com Quinn por que o que ela me fez sentir na primeira semana ninguém me fez sentir em meses. E eu tento te agradar, senhor Fabray, por que eu não quero que cenas como essa na sala aconteçam de novo. Por que... Se toda vez que eu chegar perto do senhor, de alguma forma, você tentar me ofender ou me repreender por alguma coisa, imagina o que vai ser no futuro? Quando o senhor for nos visitar, ou...

— Já está pensando em tirar minha filha de casa?

— Estou dizendo que quero estar com Quinn pelo resto da minha vida.

— Isso é o que? Você tá insinuando... Tá pensando em casamento?

— Não agora, obviamente.

— Você tá me zuando, não é?

— O que? Não! Quero dizer, eu quero casar. Mas não agora.

Russel passou a mão pelo rosto, respirando fundo.

Ele estava em um sério dilema interno entre estrangular a garota a sua frente e sorrir.

— Senhor Fabray...

— Cala a boca, Berry. – o mais velho resmungou antes de levantar – Você sabe o que acontece se machucar minha filha, Rachel. Tenha isso em mente.

Russel saiu da cozinha e Rachel suspirou.

— É, eu to ferrada. – murmurou.

Rachel encarou o relógio na parede, pouco acima da porta por onde o sogro havia acabado de passar e um pequeno sorriso nasceu em seu rosto.

A judia praticamente correu até a sala, pegando Quinn no colo, a fazendo gritar pelo susto.

— Rachel! – Disse rindo.

— Já é meia-noite, Q.

— Hum... Isso quer dizer que...

— Feliz aniversário de seis meses, baby. – a judia sussurrou no ouvido de Quinn, que sorriu e lhe deu um selinho.

— Feliz aniversário de seis meses, Rach.

***

Rachel sorriu enquanto observava Quinn entrar no quarto, pronta para dormir.

Sentou na cama, deixando um espaço ao seu lado para a loira e esperou ela sentar antes de passar os braços pela cintura da namorada.

— Eu já te disse que te amo? – perguntou dando um beijo de leve no pescoço da loira.

— Acho que já. Mas não me importo de ouvir de novo. – Quinn brincou com um sorriso no rosto.

— Eu amo você. – Rachel sussurrou no ouvido da mais nova.

Duas batidas na porta fizeram Rachel praticamente voar para longe da loira, que riu.

— Entra, Kitty.

Kitty abriu a porta com um sorriso tímido no rosto e Rachel franziu a testa.

— Serio, como você faz isso?

— Quinn perdeu a visão no acidente, mas ganhou poderes, Rachel. – Kitty riu – Tem muita coisa que ela faz que eu duvido.

— E meus poderes, como você diz, estão me dizendo que você veio aqui pedir alguma coisa. – Quinn brincou, se arrumando na cama.

— Bom... Na verdade...

— Cara, você é mesmo boa nisso. – Rachel riu.

— Pede logo, Kitty.

— Eu queria apresentar Rachel pra algumas amigas. Sabe... Umas fãs.

— Claro. Por que não? – a judia sorriu passando o braço pelos ombros de Quinn, que se aconchegou melhor nela.

— Então... Amanhã?

— Amanhã não. Tenho compromisso até umas duas horas, e depois quero comemorar meu aniversário de namoro descentemente. – brincou – Mas pode ser no domingo.

— Claro. Trago elas aqui.

— Tenho uma ideia melhor. – Rachel sorriu – Já foi em uma balada, Kitty?

— Olha lá o que pretende fazer, Rachel. Minha irmã é menor de idade.

— Já. – Kitty riu – Qual é, Quinn? Não tenho uma identidade falsa pra ficar de enfeite.

— Você tem uma identidade falsa? – Quinn franziu a sobrancelha.

— Isso é errado, Kitty. Não vou ser responsável por ter ajudar a entrar em um lugar que você não deveria estar.

— Isso tá mesmo vindo de você?

— Hey! Eu sei que fiz muita besteira, mas nada ilegal. Isso é ilegal. – Rachel falou fazendo Kitty suspirar – Não queira pular fazes da sua vida, Kitty. Você pode ir em um barzinho, por exemplo, se você não beber.

— E qual é a graça?

— Vamos descobrir no domingo. O que acha, Q? Eu, você, sua irmã e as amigas dela. Se seus pais não se importarem, Kitty.

— Você não me parece o tipo que pede permissão. – Quinn brincou.

— Peço quando estamos falando do seu pai. – falou fazendo as Fabrays rirem.

— Certo. – Kitty bocejou – Domingo à noite, então.

— Ok.

— Boa noite, garotas. – a mais nova falou encostando a porta.

— Boa noite. – ambas responderam.

As duas ficaram em silencio até ouvir a porta do quarto de Kitty fechando, e Rachel suspirou.

— Essa foi por pouco.

— O que?

— Pensei que fosse seu pai. – disse fazendo Quinn rir – Tá rindo do que?

— Rachel, não estávamos fazendo nada demais.

— Mesmo assim.

Quinn balançou a cabeça negativamente antes de dar um selinho na judia.

— Poxa, eu venho de New York só pra te ver, e só ganho isso? – Rachel reclamou quando a loira fez menção de se afastar.

Quinn deu uma risada fraca e puxou a morena para perto de si antes de beija-la.

— Bem melhor. – brincou.

— Boa noite, Rach.

— Boa noite, Q.

Quinn deitou de costas para a judia, mas franzi a testa ao sentir ela levantar da cama.

— Rach? Onde você vai?

— Só vou apagar a luz.

— Oh. – Quinn deu um sorriso de lado, ouvindo os paços da namorada pelo quarto.

Pouco depois Rachel deitou ao lado da loira e a abraçou por trás, escondendo o rosto em seu pescoço.

— Você tem um cheiro bom. – murmurou.

Quinn apenas puxou uma das mãos da namorada até seus lábios e depositou um beijo leve ali.

— Eu te amo. – as duas murmuraram ao mesmo tempo, antes de deixarem o sono vencer e dormirem aconchegadas uma a outra.

Notas finais
O que vocês acharam? Será que agora o Russel sossega? E o que esperar das amigas da Kitty? A gente se vê semana que vem!