Mais Uma Vez: Extras
3 Extra: Capítulo 25
Notas iniciais
[ATENÇÃO]
CONTÉM SPOILERS DO CAPÍTULO 25 de MAIS UMA VEZ
1992: Edward e Bella aos 15 anos
PDV Bella
Nós só paramos de correr quando atravessamos a rua e entramos no parque rodeado de árvores, onde já era nosso costume ficar. Edward se jogou no chão, enquanto eu tentava recuperar meu fôlego encostada em uma árvore-do-céu, a nossa preferida dali.
— Se sua mãe descobre, ela mata a gente. — eu ri, esbaforida, jogando minha mochila perto da dele. Ele riu também e se levantou, vindo até mim.
— Mata nada. No máximo ela pede pra que o diretor nos dê uma suspensão de três dias.
— Edward! — eu ralhei, pois sempre sentia a consciência pesar quando ele me roubava da aula e me trazia para cá.
— Relaxa. Estamos a salvo. Ninguém vai notar.
— Espero mesmo. — eu suspirei, concordando. Porque é claro que estar aqui era bem melhor do que aula de geometria. — Agora vai, o que você queria me dar?
Vi seu olho brilhar, já me deixando ansiosa.
— Me diga, o quanto você gosta desse lugar?
Eu o olhei com suspeita. — Daqui? Bem... Sei lá, eu gosto, é bem agradável. Por quê?
— Você lembra que aqui foi nosso primeiro beijo? — ele perguntou com um sorriso discreto.
— Claro que lembro, seu bobo. — eu ri, mesmo sentindo minhas bochechas ficando quentes. — Você acha que eu ia esquecer?
Ele sacudiu a cabeça, e em seguida apertou minha mão.
— Então, agora ela vai ser nossa. — falou.
— Como assim nossa?
— Vou te dar essa árvore. — ele sorriu, esperando minha reação.
— Do que está falando?
— Estou falando que essa árvore agora é sua... e minha também. Vai ser nossa, pra sempre.
Eu franzi o rosto tentando entender, e só então reparei que ele havia tirado da mochila um canivete suíço que eu sabia que era do seu pai.
— Tá louco, Edward? — quase berrei. — O que vai fazer com isso?
— Espere. — ele falou e passou ao meu lado, alisando uma vez o tronco. E então começou a cravar na árvore, enquanto eu assistia.
Quando terminou, estava lá, "B + E para sempre". Eu, como a boba que era, obviamente senti uma pontada de choro vindo ao ler aquilo que agora faria parte da natureza por sabe-se lá quantos anos. Mas me segurei. Não precisava que Edward ficasse ainda mais convencido por ter conseguido me emocionar.
— Mas espera aí, isso não significa que agora ela é nossa. — argumentei, enquanto ele guardava o canivete. — Essa árvore é pública.
— É da natureza, não tem dono, é de quem quiser. Então agora estou clamando como nossa.
— Você é muito espertinho, né? — eu provoquei, mas examinei bem de perto as letras recém cravadas e a fina seiva fresca que escorria. Fechei os olhos sentindo o aroma que certamente ficaria marcado na minha memória.
— Gostou? — ele perguntou em meu ouvido, segurando-me por trás. Eu encostei em seu peito e relaxei.
— Claro que sim. Obrigada. — sussurrei e rodei para encará-lo. — Bom, agora a gente vai ter que vir aqui sempre.
— Sempre que você quiser, é só me chamar. — ele concordou, e começou a falar com a maior convicção. — Um dia a gente traz nossos filhos aqui e eles vão brincar nessa mesma sombra.
— Filhos? — eu ri. — Vamos com calma, ok? Por enquanto eu só quero terminar essa merda de escola que não aguento mais.
— Eu sei disso, mas a gente pode sonhar, né?
— É. Sonhar com nossos filhos... — eu balbuciei, sem conseguir tirar os olhos da sua boca que dava o meu sorriso favorito de todos. Edward então inclinou-se sobre mim, me deixando imprensada contra o tronco da árvore ao colocar uma mão na minha cintura e outra ao lado de minha cabeça. Quando seus olhos grudaram nos meus, o meu coração disparou. Como sempre.
Eu me perguntava se um dia essa sensação sumiria, mas meu palpite era de que não iria embora nunca — eu não deixaria.
Ele segurou meu rosto com delicadeza, e instintivamente eu já envolvi meus braços em torno do seu pescoço. Seu beijo foi lento, contrastando com meu peito acelerado mais do que o normal. Era sempre incrível. Sua boca era a melhor coisa que eu já provei, e ainda assim não era o bastante. Ultimamente ficava cada vez mais difícil parar, e eu só conseguia pensar que não havia motivos para não ir em frente. Quer dizer, eu o amava, e ele a mim. Isso era o que pessoas apaixonadas faziam, não era?
Ele deixou meus lábios e começou a descer os seus pelo meu pescoço, fazendo tudo o que mais me deixava arrepiada e com vontade de agarrá-lo e não soltar nunca mais. E assim continuamos, nessa brincadeira que deixava meu corpo todo aceso, até a hora de voltar para a realidade e estar na porta da escola a tempo de ouvir bater o último sinal.
Eu certamente andei descabelada e com o maior sorriso besta do mundo, mas eu nem me importava. Sentiria saudades dos seus beijos e lembraria deles quando estivesse sozinha, até encontrá-lo novamente."
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