Mais Uma Vez
27 Capítulo 26: Resolução
Notas iniciais
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Ei, você! Está desesperançosa, não vê mais solução pra Bella e Edward, e ainda não sabe como eles podem ficar juntos no final? Leia a nota que dei no twitter sobre isso: twitlonger(PONTO)com/show/k572rl
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Confiem em mim! :)
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Quero agradecer a bmasen pela recomendação que ela escreveu pra fic! Adorei!
No capítulo 24 eu esqueci de incluir sobre o aniversário da Bella. Algumas pessoas leram antes que eu pudesse reparar, e então pra quem não viu, a conversa com a Alice ficou assim:
"- É verdade, esse está sendo um ano e tanto. Ainda bem que está quase acabando... — eu vi que ela começou a ficar desconfortável ao relembrar de todos os acontecimentos recentes, e mudou de assunto rapidamente. — Falando nisso, o que vamos fazer pro seu aniversário? Já é semana que vem.
Eu fiz uma careta ao me lembrar. Não estava necessariamente querendo uma grande comemoração para os meus 33 anos, até porque ultimamente eu andava tão absorta na resolução dos meus problemas e no trabalho, que quase havia esquecido do meu próprio aniversário.
– Não pensei em nada. — dei de ombros. — Talvez só um jantar em algum restaurante.
– Eu vou pensar em algo, deixa comigo. Nós precisamos celebrar! — ela afirmou um tanto misteriosa, o que quase me deixou receosa pelo que ia aprontar. — E Claire? O aniversário dela também está perto. (...)"
Capítulo 26: Resolução
Eu estava pronta.
Se era o momento perfeito, eu não sabia, mas não seria capaz de aguentar mais tempo para fechar esse capítulo de nossas vidas.
Talvez pela última vez, eu esperava por ele no café praticamente roendo minhas unhas — está bem...literalmente roendo as unhas. Além do frio na barriga, em meu peito havia um sentimento dividido: havia uma nova sensação de esperança, porém a ansiedade não dava trégua.
Ao mesmo tempo que eu me sentia pronta para encarar Edward e falar tudo o que eu pensei desde que li sua carta, eu também sentia medo do futuro desconhecido, do que aconteceria após essa noite. O que seria da nossa relação a partir de agora me preocupava, mas eu tentei não analisar demais isso.
Precisei ir ao banheiro dar um jeito na minha bexiga pressionada, e quando voltei, ele estava lá. Eu quase suspirei de alívio. Parei um momento para me recompor, observando-o de longe.
Era hora. O momento que estava para acontecer há quase dez anos.
Meu peito acelerou com emoções diversas, e de repente, para minha total surpresa, uma pontada de felicidade brotou. Por tudo o que já vivemos, nós merecíamos esse momento, eu concluí. Eu estava feliz por poder dar isso a nós dois.
Caminhei até a mesa e Edward me ofereceu seu meio sorriso. O meu apareceu como resposta naturalmente.
– Oi. — falei me sentando. — Estava no banheiro.
– Eu percebi, vi as suas coisas aqui. Já pediu?
– Ainda não. Vá em frente. — falei, e esperei até que ele pedisse seu jantar para a garçonete, ansiosamente, enquanto meu pé balançava embaixo da mesa sem parar. Ele perguntou se eu gostaria de comer a mesma coisa, e sem nem saber direito o que era, fiz que sim com a cabeça.
A garçonete se afastou, e Edward me olhou curioso.
– Por que está tão... ansiosa hoje? Tem alguma coisa rolando.
Eu respirei uma vez para me centrar. E sem pensar muito, falei diretamente.
– Eu li sua carta.
– Leu?
– Uhum. E já vou te dizer o que eu achei, mas antes eu queria agradecer.
– Me agradecer? Eu que agradeço por você ter lido.
– Eu quero te agradecer por confiar em mim e compartilhar aquilo. Escrever é algo tão íntimo, e eu sei muito bem disso. É quase uma parte da sua alma, os pensamentos ali tão expostos... É algo muito forte.
– Era só o que eu sentia ser a coisa certa a fazer. — ele foi modesto e deu de ombros.
– Mas, Edward... Eu te agradeço principalmente porque aquilo me ajudou imensamente.
Seus olhos franziram para mim.
– Onde esse papo vai chegar, Bella?
– Já chegou. — eu lancei um sorriso nervoso, tentando fazer com que minha voz não tremesse muito. — O que eu quero dizer é que... Eu quero te perdoar, Edward. E-eu... eu estou perdoando você.
Ele ficou estático por um momento. E então boquiaberto; seus olhos tão fixos nos meus que ele parecia ser capaz de nunca mais piscar. Só depois de longos segundos ele pareceu voltar a respirar.
– Isso... Isso é sério? — sua voz falhou.
– Muito sério. — respondi. Edward ainda demorou mais um tempo para se recompor.
– Eu nem sei o que dizer... Eu só... — balbuciou, parecendo confuso e sem palavras. — Digo... Como você chegou a essa conclusão? Foi tão rápido...
– Não teve nada de rápido nisso, vamos ser sinceros... Foram quase dez anos. Já estava na hora.
– Desculpe, estou um pouco perdido aqui. — ele riu sem jeito. — Mas... Me fale. Conte o que tinha na minha carta que te levou a decidir.
Eu desviei do seu olhar intenso, e peguei o açucareiro na minha frente, começando a brincar com ele para desviar minha tensão.
– Foi algo pequeno, mas que estava na minha cara o tempo todo. — meus ombros subiram ligeiramente. — Você dizia ali que nunca tinha planejado fazer nada pra me machucar. E isso me fez pensar.
Ele concordou com a cabeça.
– Nunca mesmo. Nunca desejei te magoar, eu sempre prezei pelo seu bem. Sempre.
– Sim, e era... era óbvio. Você sempre foi bom comigo. Você não me maltratava, e mesmo quando brigavámos você não me faltava com respeito. Você não era um imbecil comigo nem com nossa filha, e desde que ela nasceu você sempre se esforçou tanto pra fazer as coisas darem certo pra nós. Eu confesso que fiquei relutante no início em aceitar que você partiu por conta de um transtorno emocional, mas agora depois de tudo que eu aprendi, e tudo que eu entendi sobre nossa relação naquela época... Então… não pode haver outra resposta, pode? Não pode ser só uma desculpa, suas escolhas ruins tinham uma razão por trás e você nunca pensou em me magoar. Tem que ser real.
– É real. Tão real quanto nosso passado e meu amor por você.
Eu me inclinei sobre a mesa para me aproximar, e encarei diretamente em seus olhos.
– Então eu te perdoo e acredito que você nunca fez nada pra me machucar, e também acredito que você não estava forte o bastante pra aguentar toda a pressão que a vida nos submeteu. Eu acredito que nossos erros conjuntos tiveram grande papel na decadência da nossa relação, e que eu não posso colocar toda a culpa sobre você. Mais do que acreditar nessas coisas, eu as aceito e compreendo agora.
Edward piscou algumas vezes e desviou o rosto para baixo. Ouvi um fungar. Ele estava... chorando? Tive a comprovação quando ele assou as mãos nos olhos discretamente para evitar que estranhos os vissem úmidos em pleno restaurante, e então suspirou.
– Obrigado, Bella. — falou esticando suas mãos para pegar as minhas e eu permiti que ele me segurasse. — Esperei tanto por isso. Você não tem ideia do alívio que estou sentindo agora. É a melhor sensação.
– Eu tenho ideia, porque estou sentindo também. Eu devia ter feito isso há muito tempo. Podia ter poupado muito sofrimento pra nós dois se ao menos eu tivesse sentado e te encarado como uma adulta. — eu suspirei. — Mas são águas passadas. Não vou mais me prender a isso, eu quero seguir em frente.
Ele assentiu, olhando para nossas mãos unidas. Eu senti seu calor na minha palma e de repente me lembrei do sonho que tive, onde andávamos de mãos dadas tão firmemente. A sensação foi boa, melhor do que eu esperava, e isso me assustou. Num impulso, me separei dele.
Edward não teve tempo de ficar confuso pelo que tinha acontecido naquele momento, pois a sra. Moore — que já conhecia-nos pelos nomes — chegou trazendo nossos pratos.
Nós conversamos um pouco mais. Ele me contou como tinha ido a sessão com o terapeuta essa semana, e como ele estava o ajudando a avaliar melhor os nossos encontros. Vi o orgulho em seus olhos quando mencionou como o Stefan elogiou suas atitudes perante a situação.
Eu perguntei novamente se Edward já havia chegado a alguma conclusão sobre o que eu pedira para ele reconsiderar semana passada, e ele apenas me respondeu que agora estávamos quites. Ele finalmente conseguia entender que não estava sozinho naquele barco.
Entre nossa conversa e o jantar, o tempo pareceu voar, me fazendo lembrar do almoço que tivemos. Eu precisaria ir embora logo, mas um assunto ainda rondava minha cabeça. Tentei várias vezes iniciar uma abordagem, porém não soube como. De repente a ideia parecia absurda demais para falar em voz alta. "Desejo que sejamos amigos, mas como fica seu amor por mim?" Como eu poderia dizer algo assim?
Eu suspirei, tentando ser gentil.
– Não é impressionante como a gente tem se comunicado tanto em tão pouco tempo?
Edward me contemplou por uns instantes e assentiu a cabeça.
– Claro. O mais interessante é que nunca conversamos tanto sobre nós mesmos antes... Nunca confessamos tantos sentimentos. Se ao menos tivesse sido assim entre nós desde sempre...
– E eu tenho sido bastante honesta, sabe. — interferi, sem deixar que ele continuasse a frase. — Essa coisa de falar tudo na cara, não deixar nenhuma dúvida, é estressante mas é necessária, não acha?
– É sim. Eu tenho sido muito honesto com você também, isso eu posso garantir.
– Acho que eu nunca pensei que isso pudesse acontecer. Estar sentada aqui conversando e sendo tão aberta em relação a coisas tão íntimas... É um mundo novo.
– Com certeza é. — ele respondeu e seus olhos enrugaram, parecendo perceber o tremor na minha voz. — Bella, você quer me dizer alguma coisa? Pode ir em frente, estamos aqui pra isso.
Então eu respirei fundo. — Edward, eu estava aqui pensando sobre o almoço que tivemos... Bem, na verdade tudo o que aconteceu na semana passada. Tudo o que está acontecendo com a gente esse tempo todo.
– É? — ele parou de comer para me olhar.
– Nós estamos nos vendo tanto nesses últimos tempos... Quero dizer, acho que troquei com você mais palavras nesse mês do que nos últimos 8 anos. E agora que estamos em um patamar comum, pelo menos em alguns aspectos, eu só fiquei me indagando... E se eu tiver vontade de ter como um amigo depois de tudo isso? O que aconteceria?
Ele abaixou os talheres para falar.
– Bom, acho que eu... seria seu amigo. Não é óbvio?
– Não é disso que estou falando.
– Do que está falando então, Bella?
– De você ainda ser apaixonado por mim. — falei de uma vez só. Vi sua expressão mudar para uma de surpresa, antes que ele se recompusesse.
– Você quer saber se isso pode atrapalhar uma futura amizade entre nós?
– Exatamente. Tenho medo de que isso se torne um obstáculo que eu não saiba lidar. Eu não quero te machucar, mas se isso for interferir na nossa relação de amizade, eu gostaria de ter alguma garantia antes de tentar qualquer coisa.
Edward respirou fundo.
– Eu... eu não sei. Eu não posso ter certeza se vai ou não interferir, porque... Eu sou humano. Pessoas são inconstantes, e eu sou também. Você sabe muito bem disso. Algumas emoções são difíceis de prever. Eu adoraria te dizer que nunca seria um obstáculo de fato, mas é impossível.
Eu bufei, cansada. Deveria haver alguma alternativa. Não era possível que não tivéssemos mais solução. Eu não queria acreditar nisso.
– É só que eu não quero que isso seja um sofrimento pra você e nem pra mim. — expliquei. — Ser tão masoquista desse jeito não te faz bem. Além do mais, eu não quero ter essa responsabilidade sobre minhas costas. Não quero que pareça que estou te iludindo, dando falsas esperanças. E também não quero cobranças sobre coisas que eu não posso dar.
– Você não tem que se preocupar com os meus sentimentos, porque eles estão guardados aqui dentro e se até agora eu não os deixei livres, eu posso aguentar por muito mais tempo. Pense apenas no que eu vou tentar fazer pra que isso dê certo. Eu ficaria incrivelmente feliz de poder participar da sua vida de novo, e de ter você na minha. Só isso já vale a pena.
Edward soava sincero o bastante. Mas ainda a dúvida sussurrava insistentemente em minha consciência, dizendo que algo não estava certo, e que essa situação não podia dar certo. Não dessa forma.
– Você me garante que não haveria nenhuma cobrança da sua parte?
Ele assentiu a cabeça veementemente.
– Nenhuma. Eu vou aceitar só o que você puder me oferecer. Isso é uma promessa que eu com certeza não vou quebrar.
Fitei seus olhos para precisar o quão investido ele estava em fazer isso funcionar.
– Honestamente? — perguntei, e seus olhos responderam naquele momento por si só. Verdes. Sempre tão verdes e diferentes de todos os outros olhares.
– Honestamente.
Eu aquiesci. — Melhor assim.
– Então... Esse vai ser o nosso último encontro?
– Não sei. Não sei onde vamos parar depois disso... Acho que podemos deixar rolar.
– Deixar rolar?
– Eu disse que gostaría de ter você como um amigo. Ou pelo menos tentar. — dei de ombros. — Poxa, você... Você é uma grande parte da minha história, Edward. É estranho não ter você na minha vida de alguma forma.
– É assim que você se sente em relação a mim, nesse momento? Como uma pessoa importante na sua vida?
Eu sequer havia parado para pensar nisso. Como eu iria explicar como eu me sentia em relação a ele agora?
– Não sei, Edward. Eu... Eu sequer te conheço de verdade.
Ele pareceu chateado.
– Você me conhece de verdade, Bella. Todo esse tempo que passamos nesse café... Você acha que não estive aqui cem por cento, abrindo minha alma pra você?
– Não estou falando disso. Estou falando de... Qual é o sua banda favorita hoje em dia? Em quem você votou nas últimas eleições? Qual programa de TV que você mais odeia... Pequenas coisas.
– Se você me der a chance, nós podemos trabalhar nisso. E... — ele falou e sorriu ligeiramente. — The Black Keys, melhor álbum do ano; Obama, claro, havia alguma dúvida? E não sei como The Kardashians ainda está no ar.
Eu bufei uma curta risada pelas respostas inusitadas, e decidi entrar no jogo.
– Nunca ouvi esse tal de Black Keys...
Seu sorriso alargou-se. — Você iria adorar. Posso te mostrar algum dia.
– Eu votei no Obama também, mas eu não posso negar, adoro a frivolidade dos Kardashians.
Edward sacudiu a cabeça. — Ah Bella, e eu pensava tão bem de você. — zombou, me fazendo rir.
– Tenho uma queda especial por reality shows, o que eu posso fazer?
– Então agora já sei de onde Claire puxou esse péssimo hábito. Fico esse tempinho fora de casa e você vicia nossa filha em lixo televisivo? — ele brincou.
– Em minha defesa, ela tem um melhor gosto do que eu. Só assiste aos programas de competição. Você podia assistir com ela algum... Ela iria adorar ter alguém pra comentar.
– Verei o que eu posso fazer.
Eu sorri, percebendo a familiaridade daquele momento. Tinha sempre sido assim. Edward sempre sabia das novidades musicais antes de mim, sempre era um entusiasta democrata e sempre implicava com meus gostos esquisitos.
Em três frases ele havia conseguido demonstrar que esse Edward de 2010 não estava tão distante do Edward com quem me casei em 2001. E isso foi igualmente acolhedor e assustador. Eu acreditava com todas as forças que ele havia mudado para melhor, mas saber que ainda estavam intactas as melhores partes de sua personalidade que tinha me conquistado há tantos anos era perigoso. Principalmente para o meu coração, que pulsava mais forte a cada vez que nos encontrávamos — masnão. Chega. Não deixei minha mente ir naquele caminho.
Eu sequer podia cogitar essa opção, então tratei de desviar a atenção rapidinho.
Nós conversamos bobagens por mais tempo, até que eu tivesse que ir embora. Na saída, seu abraço foi tão apertado que eu quase fiquei sem ar. Talvez fosse pela vontade de chorar de alívio, ou sua intensidade naquele momento. Eu me despedi dele sabendo que uma nova fase da minha vida estaria começando, e que ele seria parte dela.
Parecia que eu havia acordado depois de um pesadelo longo, e aberto os olhos para saber, com alívio, que tudo não havia passado de um sonho. A sensação era essa, porém eu não podia tentar amenizar a situação fingindo que o passado não havia acontecido.
Ao contrário do que eu tentei fazer por muito tempo, agora eu estava disposta a conviver com tudo o que eu passei. As memórias boas ou más. Os momentos felizes e os infelizes. Era o que tinha me trazido até aqui. Eu cresci, amadureci, e saber que eu me sentia pronta para começar a viver sem amarras enchia meu peito de esperanças.
Depois de tantos anos, eu conseguia visualizar Edward em meu futuro de certa maneira, e eu fui capaz de sentir o tão esperado contentamento.
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Na manhã da sexta-feira da semana seguinte, eu fui despertada com Claire em cima de mim, distribuindo beijos no meu rosto antes que eu sequer lembrasse meu nome.
– Acorda, aniversariante. Tenho surpresas! — ela falou, e então saiu de cima, permitindo que eu me sentasse na cama. Eu me espreguicei e olhei o relógio, enquanto ela mexia em uma bandeja no fim da cama, e só então percebi que tinha trazido café da manhã completo e muito cheiroso para mim. Eu sorri, mas logo um bocejo me acertou em cheio.
– Está tão cedo, você acordou e fez tudo isso sozinha? — perguntei ainda bocejando.
– Tive ajuda, mas isso é segredo. Seu aniversário é só uma vez por ano. A gente tem que aproveitar. — ela se aproximou, e eu vi que segurava um cupcake com confeitos rosa e uma fina vela acesa espetada bem no meio.
– Parabéns pra você! — Claire cantarolou só aquela frase, e continuou, mais séria. — Parabéns pra melhor mãe que eu podia ter. E que me enche de orgulho sempre. E que merece todas as coisas boas do mundo. Do mundo não, do universo!
Eu ri, e lutei muito para não chorar enquanto a puxava para um abraço apertado. Bem, da melhor forma que conseguia abraçar alguém sentada e com um cupcake aceso entre nós.
– Faça um pedido. — ela falou ao nos separarmos. — Ou melhor, como você está fazendo 33 anos, e essa idade é meio cabalística, eu acho que você pode fazer três pedidos logo.
Eu fechei os olhos e desejei com força as primeiras coisas que vieram à cabeça. Eu sabia que eram só os primeiros de muitos pedidos que eu teria que fazer hoje — só me perguntava quantos deles seriam, de fato, realizados.
Saúde para mim e quem eu amo. Sorrisos. Que eu encontre um amor. Edward.
E então meu coração acelerou e eu quase engasguei com o ar naquela hora. Abri os olhos rapidamente para dissipar aqueles pensamentos, e assoprei a vela.
Eu respirei fundo.
Tudo bem, a última parte não contava como um pedido. Certo? O problema era que o rosto dele não saiu do meu pensamento enquanto meus olhos estavam fechados. E eu não sabia o que significava. Eu estava tão investida em fazer tudo dar certo entre nós, que ultimamente eu pensava demais nele.
Não sabia como me sentir em relação a isso. Às vezes parecia errado, mas às vezes parecia tão certoe familiar.
– O que você pediu? Está corada... — vi Claire franzindo os olhos tentando me decifrar.
Eu desviei seu olhar mordendo um pedaço do bolinho depois de retirar a vela.
– Não vou dizer, né? — falei sem graça e ofereci em sua boca para pegar a outra metade. — Hm, está delicioso. Quem fez?
Ela mordeu o cupcake.
– Êffe fui eu meshma, muito obrifafa. — e respondeu de boca cheia, nos fazendo cair na gargalhada.
Meu dia não podia começar de uma forma melhor. Depois de comer o café da manhã especial que ela teimou em não revelar onde tinha conseguido, eu fui trabalhar com muito mais disposição, sem nem dar bola para o fato de estar ficando mais velha hoje.
Na redação, alguns colegas me cumprimentaram, e até mesmo Carmen lembrou-se do meu aniversário. Eu continuei recebendo ligações e emails de felicitações. Meu pai telefonou e acabamos combinando detalhes de sua próxima visita, no Dia de Ação de Graças, que esse ano cairia perto do aniversário de Claire. Mas é claro que nem tudo seriam flores nesse dia.
Quase como se tivessem combinado, minha mãe ligou em seguida. Dessa vez, por algum motivo ela soou bem menos fria do que nas outras raras vezes em que nos falávamos durante o ano. Foram cinco minutos de ligação, mas como sempre acontecia nessas ocasiões, eu precisei me recolher no banheiro para não me acharem chorando no meu escritório, sem conseguir conter a sensação de angústia que eu tinha sempre que trocava palavras com minha mãe — uma pessoa tão íntima que havia se tornado uma estranha para mim.
Eu desejava tanto que as coisas voltassem a dar certo entre nós.
Enquanto enxugava meu rosto, fiz mais esse pedido de aniversário e uma nova promessa a mim mesma: eu já havia perdoado Edward, então agora eu deveria perdoar a minha mãe. E tentaria correr atrás de resgatar a nossa relação, não importava o tempo que demoraria. Hoje eu me sentia forte o bastante para encarar mais essa empreitada.
A manhã agitada e cheia de emoções passou rapidamente, e quando eu dei por mim já estávamos na hora do almoço. Foi só então que Edward apareceu no visor do celular.
– O seu café da manhã estava bom? — foi a primeira coisa que ele falou quando atendi.
– Estava maravilh... Espere aí, como você sabe disso?
– Adivinhe. — ouvi seu tom bem humorado. — E não, eu ainda não liguei para Claire hoje.
Eu me lembrei de como ela tinha feito mistério sobre a origem daquela bandeja divina, e de repente tudo se encaixou.
– Foi você quem mandou? — perguntei.
– Sim... Pedi pra que o Nahuel preparasse um dos cafés especiais, quando Claire falou que queria fazer uma surpresa pra você.
– Oh. Bom, estava... estava delicioso. Muito obrigada.
– É sempre ótimo. Que bom que gostou. — ele ficou quieto do outro lado da linha, e eu também. Limpei a garganta, e Edward captou a dica. — Bella...
– Sim?
Hesitantemente, ele perguntou. — Você quer descer e vir almoçar comigo?
– Eu iria, mas uns colegas da redação já me chamaram pra almoçar... Você sabe, comemorar meu aniversário e tudo o mais. — falei meio sem jeito, e então ouvi sua resposta decepcionada.
– Ah. Tudo bem, eu entendo. Bem, então... Nos vemos mais tarde.
– Claro. Até mais tarde. — e assim eu fiquei sabendo que ele também iria ao jantar que Alice estaria me oferecendo no apartamento dela essa noite.
Seria uma pequena reunião, e eu havia convidado somente os amigos mais próximos, o que devia ser o total de cinco pessoas. Nessas horas eu me dava conta do quanto eu tinha sacrificado minha vida social nos últimos anos, mas eu não podia reclamar. Foi uma escolha trabalhar tanto enquanto cuidava da minha filha, e afinal, se os amigos tinham sumido, então era porque não pertenciam mesmo à minha vida.
Naquela noite, quando cheguei na casa de Alice e Jasper, ambos me felicitaram, seguidos por Rose, que agora já não estava mais em repouso absoluto, como da última vez. Eu me sentia tão bem-vinda naquele lar, que foi impossível não ficar emocionada. Eu devia estar sensível por causa dos hormônios, ou algo assim, mas hoje eu estava tão especialmente feliz, que nem isso me incomodou.
Claire foi logo sentar-se ao lado da prima no sofá para conversar, e eu acompanhei o casal até a cozinha. O aroma da comida estava por toda a parte; Eles tinham encomendado de um bufê, logicamente — nenhum deles sabia cozinhar nem mesmo para salvar suas vidas.
– Precisa de alguma ajuda? — perguntei, vendo os dois terminarem de arrumar os pratos e talheres para colocar à mesa.
– Bella, por favor, é sua festa. — Jasper falou, enquanto Alice concordava com a cabeça. — Fique quietinha e aproveite.
– É, pode se sentar aí. — ela disse.
– Mas vocês já tiveram trabalho demais, eu disse que não precisava de tanto. Me sinto uma inútil aproveitando da gentileza de vocês.
Alice rolou os olhos, e só para me despachar, me arranjou algo para fazer.
– Na verdade, você pode ajudar abrindo um daqueles vinhos pra nós. Ali.
Olhei para onde ela apontava, e já havia cinco garrafas separadas em um enorme balde com gelo, e eu tinha o palpite de que havia ainda mais na pequena adega no canto da cozinha.
– Ainda bem que eu vim de taxi. Vocês querem me embebedar! — falei rindo e fui buscar o vinho. Servi três taças, e nem tive tempo de sentar novamente na bancada, pois a campainha tocou.
Mesmo não me sentindo a anfitriã da festa, eu abri a porta para recepcionar a quem chegava, um a um dos meus convidados. Esme e Carlisle foram os primeiros, trazendo ainda mais vinho. Depois, uma tímida Angela chegou com seu marido Ben, e logo em seguida o casal de ansiosos noivos Garrett e Mary. Kate, que recusou minha carona, acabou vindo com um presente comprado de última hora. Faltava apenas Edward chegar quando recepcionei Riley, me trazendo uma surpresa.
As rosas vermelhas esticadas na minha frente estavam tão lindas que eu soltei um pequeno grito de excitação, certamente captando olhares para mim. Riley entrou no apartamento já barulhento pelas conversas, e sorriu largamente ao ver minha reação.
– Para a aniversariante mais bela de todas. — ele falou, e eu ri aceitando o buquê.
– São lindas! Eu nem lembro da última vez que ganhei flores. Obrigada. — falei, cheirando-as.
– Não sabia o que te dar... Então achei que seriam uma boa lembrança. — explicou com um sorriso tímido, e pegou um lado da minha cintura, me dando um beijo na bochecha. — Parabéns, Bella.
Eu sorri e agradeci. — Obrigada. E obrigada por vir comemorar comigo, significa muito pra mim.
– Eu não perderia por nada. — ele piscou um olho, e eu meneei a cabeça para irmos até a cozinha arrumar um lugar onde colocar as flores. Sua mão não saiu da minha cintura.
Alice passou por mim dando uma boa olhada no meu buquê e na proximidade do meu amigo, e eu simplesmente sabia que iria ouvir algum comentário depois. Eu rapidamente achei uma jarra e enchi de água, deixando-a sobre a mesa. Voltamos para a sala, e Alice esperou que Riley estivesse acomodado com os demais no amplo sofá para me puxar discretamente até a varanda.
– E aí, o que tá rolando entre vocês? — sussurrou com um olhar mais animado do que deveria. — Seu amigo ali estava tão carinhoso, e na frente de todo mundo...
– Nada, Alice. Céus, você tá igual a Claire.
– Então ela também já reparou? — ela comprimiu os olhos. — Bella, eu não nasci ontem. Você pode enganar a ela, mas a mim não engana.
– Ok. — eu cruzei meus braços. — Não vou te enganar. Mas também não é da sua conta.
– Ah, então aí tem coisa.
Eu suspirei, derrotada, me apoiando na sacada. — A gente se beijou uma vez. Mas não deu muito certo, e ficou só nisso. Ele é um ótimo amigo, e continuamos assim.
– Não deu muito certo? Como isso é possível? O cara é o charme em pessoa, te olha como se fosse algo de comer, e nada disso te amoleceu?
– Não sei o que aconteceu. Quer dizer, eu sei, mas... é complicado, Ali. Não quero falar sobre isso agora.
Ela estudou meu rosto por longos segundos, enquanto bebericava de sua taça. Eu tomei o resto da qual eu segurava, já esperando escapar dali e pegar mais vinho. Eu me sentia bem demais para deixar esses assuntos tomarem conta do meu estado de espírito.
– Isso foi há muito tempo? — ela enfim perguntou.
– Não, tem umas semanas... Não lembro direito.
– Então aconteceu durante todo esse rolo com Edward?
– O que isso tem a ver, Alice?
– Isso é um sim?
– Para de responder minhas perguntas com respostas! — grunhi de frustração. — Sim, isso é um sim.
– Oh. Se você já tinha voltado a falar com Edward, e rejeitou o Riley, então... Bem, isso explica muita coisa.
– Nem pense em ir por esse caminho. — avisei — Não explica nada.
Ok, talvez a verdade sobre meu comportamento com Riley pudesse sim ser explicada pela minha relação com Edward; afinal, eu tinha hesitado tanto em aceitar suas investidas por puro receio de me ferir novamente. Mas eu não estava com a menor vontade de explicar isso a Alice aqui, em plena festa de aniversário.
Ela pegou minha mão, de repente, e colocou perto de seu peito, em um gesto maternal e muito incaracterístico.
– Ah Bella. — suspirou. — Só quero que seja feliz. E eu queria tanto que você abrisse seus olhos de uma vez e enxergasse o óbvio... Continuar a ser tão teimosa só vai te fazer mal.
– Do que está falando, hein?
– Você sabe de quem estou falando.
Eu ergui meu queixo.
– Seu irmão? Pro seu governo, essa teimosia de que tanto você me acusa é coisa do passado. Edward e eu já conversamos semana passada e eu acabei o perdoando por tudo. Pronto. Vai parar de pegar no meu pé agora?
– Isso me deixa incrivelmente feliz, minha amiga. — ela sorriu, mas depois voltou a ficar séria. — Só que não é sobre isso que estou falando, e... Bem, eu acho que logo você vai perceber. Uma hora a ficha vai cair. Mas ok, não vou mais pegar no seu pé, eu já te prometi não me meter nesse assunto.
– Quando você começa com esses aconselhamentos, Alice, eu juro...
– Shh. — ela me calou com um dedo, já claramente menos sóbria do que eu. E olhe que sobriedadeera algo que eu não sentia mais nesse momento. — Esquece o que eu disse. Não vou me meter mais, tá? Me desculpe por ter começado o assunto. Agora, vai lá... Vá se divertir com seus amigos. Tenho certeza que alguém vai adorar te ter sentada ao lado dele a noite toda, mesmo que você não queira.
Ela soltou uma pequena risada enquanto gesticulava com a cabeça para onde Riley estava sentado, na ponta do sofá, entretido em uma conversa com Kate. Eu rolei os olhos e me afastei para ir ao banheiro no final do longo corredor, deixando minha taça sobre uma mesa de canto.
Eu estava no caminho quando ouvi a campainha lá de dentro. Não tinha chances de ir atender a porta agora, apertada como eu me sentia. Fiz o que tinha que fazer no toilete, lavei as mãos, e então quando saí, dei de cara com ninguém menos que o último convidado que faltava a chegar.
Nós ficamos nos encarando por um momento, até que saímos da nossa zona de conforto e demos um passo a frente. Cada um ao mesmo tempo, como um espelho. Edward acabou falando primeiro.
– Feliz aniversário, Bella.
– Obrigada. Que bom que chegou. Só faltava você.
– Desculpe demorar tanto, tive uns contratempos. Posso? — ele perguntou hesitante, fazendo um gesto para me abraçar.
– Claro que pode. — falei rindo, e então ele me envolveu em forte abraço por alguns instantes. Talvez por conta de todo o vinho que tinha tomado em quase uma hora, meu cérebro resolveu prestar atenção no colarinho de sua camisa tão perfumada, e eu acabei comentando antes que pudesse me refrear. — Nossa, como está cheiroso.
Ouvi sua risada, e a voz suave falando no meu ouvido.
– Obrigado. Você também. — ele se afastou para estender uma pequena sacola de veludo preto que carregava em seu punho. — Toma, é pra você.
Eu o fitei, surpresa. Não era como se nunca mais tivéssemos trocado presentes de aniversários, porém sempre havia sido tudo muito distante. Coisas genéricas e deixadas sobre a pilha de presentes quando dizíamos um rápido "olá" em nossas respectivas festas. Aqui, reclusos e frente e frente, tudo parecia tão mais... íntimo.
– Não precisava me comprar nada, Edward... — falei, aceitando o pacote de suas mãos.
– Eu sei. Mas eu quis.
– Só pra me agradar?
– Pra te agradar, pra te deixar feliz, e bem, como forma de agradecer por tudo.
– Não precisa me agradecer por eu ter perdoado, muito menos dessa forma, isso não...
Ele me interrompeu. — Não só por ter perdoado. É... por tudo. Você não faz ideia do quanto eu me sinto melhor hoje. Toda essa experiência me fez crescer muito. E eu só quero agradecer por você existir na minha vida.
Suas palavras acabaram tomando um rumo inesperado. O ar prendeu-se na minha garganta, e eu não sabia mais o que dizer. Eu queria tentar entender porquê meu coração estava tão disparado, mas seria impossível nesse momento.
– Isso... Isso faz sentido. — eu balbuciei, tentando formar alguma frase lógica. — Eu também sinto que cresci muito, e... Bem, eu não posso mentir, eu sou grata por ter te encontrado. Tenho consciência que eu poderia estar em um lugar totalmente diferente se não fosse por você, então...
Eu mal registrava o que minha boca estava tagarelando, mas aparentemente Edward registrou e captou alguma mensagem concreta. Senti suas mãos subirem por meu braço e sutilmente acariciarem meus ombros, e eu assisti, congelada no lugar e sem reação enquanto ele inclinava-se sobre mim.Céus, o que ele está fazendo?
Fechei meus olhos pois não conseguia mais mantê-los abertos e tudo à minha volta girava. Sua boca então tocou minha testa em um beijo que durou segundos suficientes para me confundir e desejar que durasse um pouco mais.
Edward se afastou e nós trocamos um olhar silencioso. Eu não podia me enganar — só havia ternura nos seus olhos. Uma intensa ternura com a qual eu ainda não sabia como lidar. Eu também não fazia ideia do que o meu olhar deveria estar lhe passando naquele momento, e assim desviei o rosto rapidamente.
Soltei uma risada estrangulada.
– Bom, vamos ver o que tem aqui. — falei, abrindo a sacola de pano e pegando uma pequena caixa quadrada preta. Levantei a tampa para encontrar um colar de uma fina corrente com um pingente de uma única e brilhante pérola.
Era tão lindo e delicado que eu me peguei analisando o colar sem parar, já imaginando-o em meu pescoço, mesmo que estivesse só um pouco incomodada ao pensar no quanto ele tinha gastado naquilo.
– Gostou? — ouvi Edward perguntando suavemente.
– Claro que sim, é tão lindo. Mas deve ter custado tanto. — sacudi a cabeça. — Você é doido de me dar isso.
– Você continua teimosa pra aceitar presentes? — ele riu, e continuou. — Não pude deixar de comprar... Eu estava atrás de alguma coisa especial, e a vendedora acabou me falando algo muito importante quando eu vi esse.
– O quê?
– Bem, eu decorei. E eu sei que vai soar muito brega, mas... — ele sorriu. — Ela disse que as pérolas são o resultado da dor de uma ostra ao ser atacada por uma ameaça externa. Uma ostra que não foi ferida de algum modo, não produz pérolas, porque as pérolas são as feridas cicatrizadas. Achei que o simbolismo combinava muito com você.
– É, eu pareço mesmo uma amiga do Bob Esponja, né? — eu tentei brincar só para esconder as lágrimas que ameaçavam vir com vontade.
– Boba. — ele riu. — Essa é a sua pérola, sua ferida que eu espero ter cicatrizado e nunca mais vai se abrir. E espero que a partir de agora toda sua felicidade possa ser reconstruída e que seja tão sólida como essa pérola tão bonita.
Sim, minha dor havia finalmente cicatrizado, e ele sabia. Eu não podia deixar de apreciar o seu gesto. Eu apenas assenti, sem conseguir dizer nada, e comecei a abrir o fecho. Porém minhas mãos escorregadias tremiam, obviamente me impedindo de colocar o colar sozinha.
– Me ajuda? — pedi.
– Claro.
Tirei meu cabelo da nuca e o segurei até que ele terminasse de fechar o cordão com cuidado. Estava me virando na hora que ouvi Claire nos chamar.
– Mãe? Pai? — ela estava parada na ponta oposta do corredor. — O que estão fazendo aqui?
Nós respondemos ao mesmo tempo.
– Nada!
– Só estava...
Eu lancei um olhar a Edward para que me deixasse cuidar disso.
– Nada, filha. Ele só estava entregando o meu presente. — falei tocando meu colar, e limpei garganta. — Não é lindo?
Dividindo seu olhar entre o pai e eu, Claire nos fitou com uma expressão estranha. Seu cenho franzido me deixou com receio de que ela começasse a fazer perguntas. Mas para meu alívio, não foi o que saiu de sua boca.
– É, lindo. — assentiu lentamente, olhando meu presente. — Bom... Vamos comer? Só estamos esperando vocês pra começar a jantar.
– Vamos.
Fizemos o caminho até a sala de jantar com Claire entre nós. Ela ainda nos entreolhava com muita suspeita, mas eu lhe ofereci um sorriso nervoso, segurando sua mão. No mesmo momento, Edward resolveu acarinhar seus ombros e deixou um beijo em sua têmpora. Nossa filha desceu a cabeça, certamente acanhada pelas demonstrações de afeto. Porém o sutil sorriso que eu vi em seu rosto já foi o bastante para fazer desse aniversário o melhor dos últimos anos.
Alguns de meus desejos estavam mesmo começando a se realizar.
Notas finais
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Foto do colar: http://img.diytrade.com/cdimg/758301/11406278/0/1273126714/silver_necklace_pearl_necklace_pearl_jewelry_silver_jewelry_pearl_pendant_pearls.jpg
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Até semana que vem,
Beijo!
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