Mais Uma Vez
7 Pela segunda vez, e com a mesma pessoa.
Capítulo 7: Pela segunda vez, e com a mesma pessoa. Passaram-se algumas semanas desde aquele dia do churrasco. Continuamos conversando por celular e MSN, nada mais, além disso. Até que, um belo dia, enquanto estávamos conversando, o Diego me convidou para passar um final de semana com a banda, durante uma turnê para fotografá-los. Falei que ia conversar com a Jeh e depois lhe daria uma resposta, mas a verdade é que eu não me sentia muito à vontade para aceitar o convite. Algo dentro de mim dizia que os antigos sentimentos estavam voltando a me perturbar em relação ao Diego. Desde o churrasco, me pego pensando nele, nas coisas que ele fez, em suas palavras, seus sorrisos... Isso não era algo muito agradável, já que eu não pretendia passar por todas aquelas coisas de paixão e amor pela segunda vez, com a mesma pessoa. Depois do convite, passei o resto do dia pensando, tentando decidir se eu devia aceitar ou não, se devia inventar qualquer desculpa para fugir ou não. Bem, eu teria de falar com a Jeh antes. Então, no dia seguinte, na faculdade, durante uma aula vaga, sentei ao lado dela, recebendo sua atenção. — Pois é, Jeh... Tenho um convite pra você... — Fala, fala... — O Diego chamou a gente pra passar um final de semana com a banda pra tirar umas fotos... — Esse final de semana? — É. — Putz! Nem vai dar... — Por quê? — Porque eu já marquei um encontro com o Fábio... Mas, pode ir sem mim! — Er... — cocei a cabeça, meio sem jeito — Não, tudo bem, eu ligo pra ele desmarcando, falando que a gente não vai poder ir. — Que foi, Pri? Que tem? Falei para ela os reais motivos pelo qual eu não queria aceitar o convite, ficando cada vez mais sem jeito a cada palavra dita. — Hum... Mais um motivo pra você ir. — Por quê? — Oras... Porque se você está gostando dele de novo, você tem que aproveitar os momentos que tem com ele. Pensa Pri, o destino o colocou no seu caminho pela segunda vez por algum motivo. Você ainda teve a sorte de nessa segunda vez poder ser amiga dele, uma coisa que antes você não era. — Sim... Mas... — Pri, se eu fosse você eu deixaria o tempo passar pra vê no que dava. E mais uma coisa, mesmo que ele acabe descobrindo ele não vai fazer nada de mais. O máximo que pode acontecer é ele chegar até você e perguntar se você gosta dele. Então Pri, você vai sim, gostando dele ou não. E se você não ligar para ele, ligo eu, ce ta me ouvindo? — Okay mãe Jeh. Amanhã eu ligo para ele tudo bem? — Nem pensar. Você vai ligar agora, na minha frente! E ela foi logo pegando o celular dela que estava na bolsa. Abriu-o e pediu o número para ir digitando. Fui ditando o mesmo para ela, até que ela me dá o celular. Já estava chamando. No terceiro toque uma voz surge: — Alô. — Alô, Diego? — Eu... Quem é? — É a Pri... — Olá! Nem reconheci, tudo bem? — Aham... Mas então Diego... Sabe o lance de passar um final de semana com a banda pra tirar as fotos? — Sei sim, quem tem? — Pois é... Eu acabei de conversar com a Jeh, e ela nem vai poder ir por que ela já marcou um encontro com o Fábio... — Ah... Que pena... Mas você vai, né? — Er... Eu vou sim... — Ótimo! — ele respondeu com um tom animado — Ahn... A gente se vê sábado de manhã as sete certo? — Certo. Terminamos de combinar tudo para sábado e desliguei o celular. Passei para a Jeh o objeto. Ela me sorria toda feliz. — Pronto, satisfeita Jeh? — Agora sim, Pri! Você sabe que tudo o que eu faço é para o seu bem, né? — Eu não vejo nada de bom nisso. Vou passar um final de semana com um ser que adora me encher o saco. — Isso é bom por que você gosta dele e vai passar um final de semana juntos. Pena que eu não vou estar lá para ver... — Você vai estar com o Fábio... — suspiro olhando para ela sorrindo. As outras aulas não foram vagas. Continuamos tendo aula normal até o fim. Mas nem conseguia pregar os olhos para frente. Ficava imaginando como meu final de semana iria ser. Já era a ultima aula e eu não via a hora de ir embora. Me levantei mais animada para ir embora. Hoje, eu voltei com a Jeh para a casa. Chegando em meu quarto eu me arrumo para dormir. Aproveito para começar a arrumar minha mala com o equipamento e as roupas. Amanhã eu iria ficar com muita preguiça de fazer qualquer coisa. Deito em minha cama e abraço o travesseiro o máximo que posso. Fico me lembrando de seu cheiro e de todas as vezes que ele ficou próximo de mim. Sempre me deixando sem jeito... Minha noite foi longa. Nem consegui dormir direito. Quando realmente pego no sono, meu celular toca avisando que era o despertador. Já estava na hora de me levantar e ir me arrumar. Vou até o banheiro, lavo meu rosto com o intuído de despertar completamente. Me troco com uma roupa bem confortável e arrumo meu cabelo. Desço para tomar um café, mas a verdade é que eu não estava com muita vontade de comer. Só de pensar que eu ia ficar em um ônibus que com certeza ia balançar o caminho todo, meu estomago já estava embrulhado. Subo mais uma vez até o meu quarto para pegar tudo o que faltava. Dou uma olhada no quarto para ver se estava tudo okay e fecho a porta. Como marcado era para o Diego ir me pegar às sete horas em minha casa, para irmos até ônibus. Fico na sala assistindo tv, para esperá-lo. Quando meu relógio marcava sete e quinze, meu celular toca. Era o Diego. Ele avisou que iria atrasar um pouco até chegar em minha casa. Passaram-se mais meia hora e nada do garoto chegar. Já estava ficando com sono e adormeci por alguns minutos, porém fui acordada com mais ligação do Diego. Ele já estava chegando. Após cinco minutos da ligação ouço uma buzina soar. Arrumo-me rapidamente e saio de casa. Verifico se tranquei o portão e entro no carro dele. — Bom dia Pri! Desculpa aew pela demora... Era o trânsito... — Bom dia Diego... — respondo com uma voz um pouco sonolenta. — Você tava dormindo? — Mas é claro. Nem consegui dormir direito essa noite e você ainda demora quase uma hora para chegar aqui... — Ah... Posso saber porque a mocinha não dormiu direito? — Não sei... Simplesmente não consegui dormir direito — eu tive que responder sem pensar, por que eu não ia falara verdade. — Ah ta... Po Pri, fiquei todo esse tempo sem ter ninguém para encher o saco. Fiquei com saudades sabia? — Poxa Diego, você não sabe como eu fiquei bem sem ninguém para me atormentar... — eu disse animada e quebrando com a graça do garoto. — É, mas dessa vez eu tenho dois dias para fazer o que eu não fiz durante esse tempo. Então se prepara! — Ah não Diego, não começa pelo amor de Deus! — Agora eu não posso... Mas deixa a gente chegar no ônibus... Me limito a apenas olhar para ele com uma cara de choro e reviro para a janela. O resto do percurso não dizemos muitas coisas. Apenas o que aconteceu durante nossas semanas, mas sempre com uma gracinha do Diego. Quando chegamos no nosso destino, ele desliga o carro e se arruma, colocando a mochila em suas costas. Me ajuda com minha mala que tinha a câmera. Fomos cumprimentar todos que já haviam chegado. Ele como sempre foi o último a chegar. Todos o zoam e ficam querendo saber o motivo de sua demora. — Pô Diego, qual vai ser sua historia do atraso dessa vez? — Mano, nem ti conto viu Conrado... Minha mãe decidiu fazer umas paradas lá... Ai depois eu tive que buscar essa daqui... Ai já vio né?! — A-ham... \'\'Essa daqui\'\' tem nome, ouviu? Todos fazem um \'Ui\' e começam a rir. Continuamos a conversar até o homem que estava no ônibus dizer que estava tudo pronto para entrarmos. Todos dentro no ônibus, e cada um já escolhendo seu lugar e colocando a mochila no lugar acima do banco que existe para se colocar malas e etc. Ao escolher o meu banco, eu tento guardar as minhas bolsas, mas não consigo. Quando já estava desistindo o Diego aparece atrás de mim e me ajuda a guardar as bolsas. Eu, entre as poltronas e o Diego, e ele se esticando para colocar minha bolsa. Pude sentir seu perfume atrás de mim. Quando ele termina de colocar, o garoto se abaixa e diz: — Não é tão difícil, viu? — A Diego...Que gentileza a sua...Muito obrigada — e mostro um sorriso falso a ele. Sento em meu banco, já pegando meu mp3 e arrumando os fones de ouvido para ouvir durante a viagem. Vejo o Diego com suas bagagem escolhendo um lugar, mas ignoro apenas olhando para a janela, quase fechando os olhos. Depois de alguns minutos sinto algo ma bater nas costas, me fazendo acordar do transe que eu estava. Olha para trás para ver o que era, e vejo o Diego se arrumando para a viagem. — Hey, o que você está fazendo aqui? — Bem, eu não vejo nada de errado em sentar aqui, você vê? — Aaah... Não... Que é isso Diego, eu? Imagina... — falo com um tom irônico. — Ah...Eu vi você tão sozinha, que eu não resisti... Tinha que te fazer companhia... — Claro... Claro... — Mas diz ae, que ce ta ouvindo? — Por enquanto nada... Nem liguei meu mp3 ainda... Fiquei ajoelhada no banco de frente para o Diego. Continuamos a conversar mais um pouco, mas depois de uns minutos alguém o chama e ele têm que sair. — Bem, já volto. — Pode ir, que eu não vou sentir falta...hahaha. — Orra... Brigada... — Que é isso... Ele saiu e eu voltei para a minha posição de antes. Já mais aconchegada na poltrona do ônibus, eu viro o rosto para a janela e fecho os olhos. Tentei relaxar por alguns minutos e comecei a curtir as músicas que estavam passando. Cada música era uma lembrança. E em cada uma, uma única presença: Diego. Quando já estava em um sono profundo, sinto alguém deitar em meu colo. Abro os olhos, assustada e percebo que só podia ser uma única pessoa. — Então... Ta confortável ai? Ele ainda foi se arrumando para ficar mais aconchegado entre meu colo e a outra poltrona. Com a cabeça em minhas coxas e o resto do corpo jogado no banco, ele olha para cima, em direção ao meu rosto com um sorriso e responde: — Opa! Ta ótimo. Melhor que meu travesseiro... Hahaha — Ah... Mas infelizmente sua felicidade vai acabar cedo... — Pego sua cabeça e ameaço que vou derrubá-lo no chão. — Não! Não! Pera ae! Pó, deixa eu ficar um pouquinho? — Diego responde com uma voz de choramingo. Ele para ele severamente, e fico em silêncio por um tempo. Em seguida, respondo suspirando: — Vai... Tudo bem... Mas olha lá, hen! Não abusa da minha bondade... — Podexá! O garoto volta-se a arrumar e dessa vez, ele pega meu fone de ouvido para ver o que eu estava ouvindo. — Hey! A viagem foi longa. Entramos no ônibus eram quase meio dia e meia e foram quase três horas de viagem. Ou seja, chegamos no hotel quase às três horas. Já perto do lugar destinado, o pessoal começa a acordar e sair de seus lugares. O mesmo aconteceu comigo e com o Diego. Fui obrigada a acordá-lo. — Ô Diego, ta na hora de acordar, viu? — e dei tapinhas em sua cabeça. — Ah... Merda... — Ai não reclama... Vai logo... Ele foi se levantando com uma cara sonolenta e coçando os olhos. Foi se dirigindo até seu verdadeiro banco pegar sua mochila. Eu faço o mesmo, mas peço sua ajuda para pegar minhas coisas. Todos acordados, a bagunça começa. Alguém diz que daqui quinze minutos, estaríamos no hotel. Olho para a janela e vejo muitas fãs \'guardando\' a entrada do hotel. Cutuco o Diego e falo: — Se prepara... Já viu quantas fãs? — Já sim... Mas cuidado. Elas te agarram sem saber quem é. Prepara seus ouvidos. — Ai meu Deus. Bom saber... Chegamos no hotel. Era impossível se ver a entrada do lugar de tantas pessoas que havia na porta. Cada um foi saindo, e cada integrante que saia era um grito mais alto. Por ultimo, ficamos eu e o Diego. Desço os degraus, mas no ultimo, eu tropeço quase caindo. Sinto um braço me segurar: — Cuidado... Mostro um sorriso como agradecimento. As fãs o vêem e gritam escandalosamente, tento passar por elas, mas é impossível. Diego vem até mim, me puxando pelo braço em direção a entrada. Mas com ele do meu lado fica mais impossível. Olhamos um para a cara do outro e apenas rimos com a situação. O último segurança aparece a posto, nos livrando das fãs. Nós três entramos. Enfim estávamos a salvo das loucas que gritavam do outro lado da porta. Em meio a tantas risadas, cada um foi pegando suas chaves para ir aos quartos. Mas eu percebo que está faltando a minha chave. Nos quartos ficaram Dani e Diego, Gee e Carol, Fi e Conrado e faltava eu. Tive que fazer uma reserva para mim. A sorte é que ainda tinha um quarto, que infelizmente era do lado do quarto do Diego.
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