Mais Uma Chance Pro Amor
7 Capítulo 7
Demos uma pausa nas gravações e fui para o meu camarim.
– Sr. Tobias, sua esposa quer falar com o senhor. — disse me dando o telefone.
Eu: Ok, obrigada querida! — disse pegando o telefone.
Eu: Pode falar!
Ceci: Ah, finalmente resolveu atender, né?
Eu: Cê queria o quê? Eu tava gravando.
Ceci: Tá, tanto faz! E aí, achou a Amanda?
Eu: Achei, claro!
Ceci: E onde é que ela tava?
Eu: E você por acaso se importa?
Ceci: É claro que eu me importo né Tobias, é minha filha!
Eu: Não pareceu quando eu te liguei pra pedir ajuda.
Ceci: Dá um tempo Tobias, eu tava ocupada assim como você estava agora a pouco!
Eu: Ta bom, desculpa! Olha, parece que vamos acabar as gravações mais cedo. Posso ir buscar as meninas!
Ceci: Na verdade eu já ia te pedir isso, queria saber se você pode pegar elas o resto da semana, é que eu tenho muita coisa pra fazer e não vai dar.
Eu: Tá, tudo bem! Então, até mais!
Ceci: Até!
Voltei a trabalhar e depois fui buscar as meninas.
Maria Cecília (voice's)
Dias depois, Tobias e eu marcamos de sair mais cedo do trabalho para assinar o divórcio. Ele havia finalizado as gravações, então já ia viajar. Eu nunca estive tão confusa.
Tobias: Não precisa fazer isso se não quiser. — disse me olhando.
Ceci: Eu sei o que eu estou fazendo, Tobias. — disse assinando e dando o documento pra ele.
Ele me olhou um pouco surpreso e decepcionado, como se não esperasse isso de mim. Confesso que me sendo um pouco mal por alguns segundos, depois lembrei dos motivos de eu estar fazendo isso e resolvi que era o que deveria ser feito. Ele assinou de mal gosto e depois me devolveu.
Eu: Se quiser te acompanho até o aeroporto.
Tobias: Não vou agora, primeiro vou buscar as meninas.
Eu: Espera aí, eu que ia buscar as meninas. A gente combinou, Tobias.
Tobias: Me deixa buscar elas por favor, eu quero me despedir.
Eu: Ta bom, ta bom! Te espero em casa. — disse me virando e indo embora.
Tobias (voice's)
Juro que quando a vi sair como se nada tivesse acontecido, fiquei pior do que eu estava. Era como se tudo o que vivemos juntos simplesmente não importasse mais pra ela, como uma pessoa pode esquecer tão rápido o amor da sua vida? Queria chorar mas fiquei um pouco indignado com aquela situação, então resolvi que não iria chorar por ela. Peguei o carro e fui buscar as meninas. Chegando na porta da sala, vi que Luana estava com as amiguinhas mas Amanda estava sozinha no canto apenas observando. Fiquei péssimo, pois no momento que a minha filha mais precisa de mim, vou ter que me afastar. Logo elas me viram e vieram ate mim:
Elas: Papaaai! — disseram com as mochilas nas costas vindo me abraçar.
Eu: Oi meus amores! — disse abraçando-as de volta.
Quanto mais eu tentava segurar as lágrimas, mais meus olhos se enchiam delas. Porém, tinha que ser forte.
Luana: O que você tá fazendo aqui? Achei que quem vinha buscar a gente era a mamãe.
Eu: Mudança de planos, vou levar vocês pra casa!
Amanda: EBA! — disse me pulando em meu colo e me arrancando um sorriso.
Luana: Bom, então vamos logo que eu tô com fome!
Eu: Vamos! — disse pegando na mao das duas em seguida entrando no carro com elas e indo para casa.
Amanda: Papai ta estranho, não ta Luh?
Luana: Ah, eu acho que ele ta normal!
Amanda: Você sempre acha errado!
Luana: Não começa Amanda!
Elas começaram a brigar e eu comecei a sorrir e chorar ao mesmo tempo. Confesso, um pouco estranho. Mas pra mim era como se fosse a ultima briguinha das duas e eu já estava sentindo falta, já que iria passar um ano fora. Enfim, logo voltei ao meu estado normal e chegamos em casa.
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