Mais Um Verão No Acampamento Meio-sangue

3 Recebemos uma ajuda um tanto inesperada.


Quando eu olhei para trás eu quis não ter olhado, havia uma matilha de cães infernais prontos para devorar carne de semideus.


– Nico! Venha nós temos que ir embora agora! — Eu falei ofegante.


– Eu não posso, tenho que servir ao meu pai. — Ele falou como se fosse uma mensagem gravada.


Eu não entendi o que ele estava querendo, afinal ele odiava aquele lugar. Não sabia o que fazer, eu olhava para Nico e para os cães infernais.


Eu parei um instante para olhar nos olhos do Nico e o que eu vi me deixou aflito, eu vi ele e Bianca brincando na porta de um casebre, Bianca estava igual sempre sorrindo, mas Nico tinha a idade dele de agora e parecia até feliz.


– Percy! — Annabeth gritou.


Naquele instante eu me senti em transe.


– Percy, você quer morrer? — Falou Clarisse.


Eu acordei do transe momentâneo e saquei contracorrente para tentar sobreviver.


Clarisse lutava contra dois cães infernais com sua lança, Annabeth tentava distrair alguns cães com o boné dos Yankess e sua adaga.


Depois de muito lutar contra cães infernais conseguimos parar e respirar um pouco.


– O que está acontecendo com o Nico? — Annabeth disse.


– Eu não entendo. — Eu disse.


– Acho que ele está pirando. — Clarisse falou.


Eu a ignorei, não estava afim de discutir com ela.


– Não podemos ficar aqui no Mundo Inferior. — Annabeth disse.


– Então, aonde vamos ficar? — Clarisse perguntou.


Eu não havia pensado nisso, não podíamos acampar no Mundo Inferior.


– Precisamos falar com Hades. — Eu falei.


– Você acha que é fácil assim? — Annabeth perguntou.


– Ele vai ter que me ouvir, Annie. — Eu falei.


– Desse jeito a única coisa que você vai conseguir vai ser a raiva dele. — Annabeth falou.


– Pela primeira e única vez eu concordo com ela. — Clarisse disse.


– Nossa Clarisse, me sinto honrada. — Annabeth brincou.


– Vamos acampar em frente à entrado do Mundo Inferior, pela manhã nós voltamos. — Eu disse.


Nós montamos as barracas bem rápido e nos deitamos, passaram-se algumas horas e eu me levantei e fui ver se Clarisse e Annabeth estavam dormindo, e elas estavam.


Dei um beijo em Annabeth e disse:


– Desculpas.


Saí em direção á entrada e de repente eu já estava lá, fui logo procurar Hades para termos uma conversa.


Eu deveria estar mesmo ficando louco, eu não poderia simplesmente sair entrando na casa de Hades, mas eu tinha que fazer isso, por Nico. Eu não encontrei Hades em lugar algum, mas encontrei com Perséfone, sua mulher.


– Aonde está Hades? — Eu gritei.


– Olá herói, Hades não está aqui. — Ela falou sem desviar a atenção de seu prato de comida.


– Aonde ele está? — Eu gritei novamente.


– Para um simples semideus você tem muita audácia, sabe que quando eu quiser eu acabo com você em um estalar de dedos. — Ela disse com olhos penetrantes.


– Está certo, desculpe. — Eu falei um pouco envergonhado — Eu preciso muito ver Nico.


– Ah, o garoto-problema ele está no quarto a direita. — Ela falou revirando os olhos.


– Obrigada. — Eu falei.


Segui para o quarto para tentar encontrar Nico, ele estava na parte mais escura do quarto, o que era normal para um filho de Hades, chamei seu nome algumas vezes e ele não se virou, então decidi ir até ele.


– Nico, por favor me responda, o que está acontecendo com você? — Eu falei.


– Nunca serei igual a ela, ele disse, nunca serei. — Nico sussurrava.


– Igual a quem? Quem disse? — Eu perguntei.


Eu tentava olhar nos olhos dele, mas ele desviava sempre. Ele ia para frente e para trás sussurrando coisas indecifráveis, eu fiz a primeira coisa que me veio a cabeça. Joguei um copo d'água nele, ele não reagiu muito bem, mas pelo menos reagiu. Ele partiu para cima de mim e eu tentei falar para ele quem eu era, mas ele não entendia. Até que eu o joguei no chão e fiquei parado em cima dele por um tempo e consegui olhar nos olhos dele. Ele tinha medo nos olhos, coisa que eu nunca o tinha visto demonstrar.


Eu gritava o nome dele sem parar até que ele respondeu:


– Percy...eu preci... — Ele não conseguiu terminar de falar antes de desmaiar.


– Precisa de que? Nico? — Eu disse.


Eu saí de seu quarto correndo em busca de alguma ajuda, encontrei Perséfone novamente.


– Perséfone, por favor me diga o que Hades fez com Nico? — Eu implorei.


– Será que você merece saber? — Perséfone disse.


– Perséfone, por favor me diga. — Eu implorei.


– Chega a ser engraçado você implorando, mas eu vou falar. — Ela disse — Hades fez um encanto com Nico.


– Que tipo de encanto? — Eu perguntei.


– De Hipnos, ele está hipnotizado e só existe uma forma de reverter. — Ela disse.


– Que jeito? — Eu perguntei.


– Ele precisa do sangue de Cérbero. — Perséfone continuou.


– Ótimo, eu vou conseguir. — Eu falei.


Eu estava tão concentrado em salvar o Nico que tinha minha esquecido completamente de Annabeth e Clarisse, me senti um pouco culpado, mas eu fui encontrá- las na entrada do Mundo Inferior. Assim que vi Annabeth me arrependi completamente de tê-la deixado sozinha.


– Percy! Aonde você estava? — Annabeth falou com raiva.


– Desculpe Annie, eu precisava ajudar Nico. — Eu expliquei.


– E conseguiu? — Clarisse falou.


– Mais ou menos, eu descobri como salvá-lo. — Eu falei.


– Como? — Annabeth perguntou.


– Perséfone disse que Hades o hipnotizou, ela disse que eu preciso do sangue de Cérbero. — Eu expliquei.


– Bom, até que vai ser fácil, nós já derrotamos ele antes. — Annabeth falou.


– Precisamos ir rápido, eu falei com Nico e ele disse que precisava de ajuda e logo depois desmaiou. — Eu falei.


– Então vamos! — Clarisse disse.


Desmontamos as coisas e fomos em busca de Cérbero.



Notas finais
Espero que gostem.
À partir de agora eu vou começar a assinar as minhas histórias com a minha assinatura da página: ~bluelipstick
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.