Mais Um Semideus
2 Eu vou andar na linha.
Bem, digamos que eu não queria ser filho de Zeus e nem um assassino mas, fazer o que, essa e minha vida.
Ontem a noite, quando fui "reclamado", todos me olharam com uma cara de surpresos, e OBVIO que sempre tem alguma coisa errada comigo, quando eu ia correr, Quiron colocou a mão no meu ombro e disse:
- Criança, não fique assim, voce e o filho de Zeus, um dos unicos.
- Como assim?
- Bem, depois da segunda guerra mundial...
- Ta, eu ja sei disso, meus tios falavam comigo. — Eu o interrompi.
- Bem, além de voce, tem mais dois.
- Quem são?
- Thalia e Jason Grace.
- Pera ae, — Eu parei e pensei — eles são filhos da mesma mãe?
- Sim criança, a mãe deles não era um exemplo de boa mãe mas...
Nem a minha, ela me abandonou com meus tios quando eu tinha 4 anos. Meus tios sempre disseram para eu nunca perguntar sobre ela porque eles não gostavam muito de tocar neste assunto.
- Entendo... Bem, eu vou para o meu chalé.
- Eu te acompanho até lá...
- Não precisa, eu preciso de um tempo pra pensar. Desculpa Quiron, mas eu so estava acustumado com uma coisa na minha vida, agora tem mais isso.
- Tudo bem minha criança. Amanha, vou te apresentar ao Sr. D., o Diretor do Acampamento.
- Ta ta... Boa noite Quiron.
Eu nem ouvi o que o Quiron disse, eu estava com meus braceletes novamente, eu nunca senti tanta falta daquelas laminas, é como se elas fizem parte de mim sabe?
Quando eu cheguei no meu chalé, ele tinha uma estatua do meu "Papai", umas fotos em um canto e umas camas. Eu não estava com cabeça para dormir mas eu não podia sair do meu chalé por causa das coisas que meu tio me contava sobre quem desobedecia as regras. Então, eu resolvi deitar nos pés do meu pai e acabei pegando no sono.
Meu sonho começava assim, eu estava correndo, com uma especie de fruta na mão, eu corria muito, eu estava sem nenhum de meus apetrechos, eu apenas corria, tinham 3 monstros atras de mim e eles estavam furiosos comigo, quando de repente, surge um trovão e meu querido pai afastou os monstros, quando ele olhou para tras e me viu ele disse:
- John.
- Sim, pai. — Eu não conseguia pronunciar aquilo direito ainda, pra mim era tudo novo.
- Muitas coisa virão a acontecer e voce tem de estar preparado.
- Eu tenho tudo o que preciso, obrigado.
- Tudo bem, eu apenas modifiquei um pouco seus apetrechos e seu casaco... falando nos seus apetrechos, voce não vai poder usa-los muito pois eles não são um estilo comum de armas grega.
- Sem aqueles trecos, eu não sou nada.
- Ah sim, voce é sim. Voce vai ver meu filho. — Disse o senhor Zeus, com um terno riscado e um raio na mão. — Por favor, aceite o violão como um presente de seu pai.
- Mas que vio... — Antes que eu pudesse terminar, ele ja tinha ido. — Ah claro.
Eu acordei com um singelo raio de sol no meu olho e lá estava ele, o violão todo preto com o meu nome no braço e nele, um bilhete "O presente que eu nunca te dei."
- Voce é muito bom com palavras pai.
Sinceramente, eu não quis sair com aquele trambolho nas costa mas, como quem me deu foi meu "fabuloso" pai, eu vou fazer esse pequeno sacrificio.
Eu abri meu armario e vi uma calça preta e uma blusa laranja escrita "Acampamento Meio-Sangue", eu não queria usar aquilo, não gosto de uniformes mas, a cima disso, tinha um chapéu preto.
Realmente, eles sabiam de tudo que eu gosto.
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