Steve caminhou lentamente pelos corredores... Ele estava realmente confuso. O que ele não fez? Foi então que se lembrou do beijo que ensaiou dar em Natasha, mas que não rolou por que Barton interrompeu. Ele sorriu, pelo menos sabia que ela também ansiava por um beijo dele.

Mais tarde naquele dia encontrou Natasha no lugar em que viram o nascer do sol pela primeira vez juntos... Ela observava o pôr do sol.

- Olha, eu acho que fiz uma excelente coisa em te mostrar esse lugar. – Disse enquanto se aproximava.

- Ah, oi. – Sorriu sem graça. – Eu gostei daqui.

- Estou vendo. Posso me sentar.

- Claro, fique á vontade.

- Disse que ficou irritada com uma coisa que eu não fiz... O que seria? – Perguntou se fazendo de desentendido.

- Ah, não é nada... Besteira, esqueça. – Steve sorriu.

- Tasha, podemos conversar. – Clint perguntou parando perto dos dois. Steve desfez o sorriso e logo abaixou a cabeça. – Queria saber se quer sair, se divertir um pouco. Relaxar.

- Já disse que não quero falar com você Clint.

- Para de agir como se tivesse 15 anos Natasha!

- Acontece que eu nunca agi como se tivesse 15! Por que com 15 anos eu estava matando e espionando! – Ela respirou fundo, não gostava de lembrar dessa época. Nem Clint muito menos Steve disseram alguma coisa... Clint se virou e saiu. – Inferno! – Natasha disse com a voz embargada.

- O que realmente existe entre você e Clint? – Steve perguntou curioso.

- E o que tem entre você e a Jane? – Perguntou sobre a agente que vira caindo pra matar em cima de Steve.

- Que besteira Natasha, uma coisa não tem nada haver com a outra.

- Por que você não consegue ver o que já está tão óbvio! – Ela gritou se virando para sair, mas ele segurou seu braço.

- Não esperou minha resposta.

- Não foi uma pergunta.

- Vamos fingir que foi? – Ele se aproximou segurando a cintura dela, aproximou seus lábios dos dela vagarosamente e finalmente ocorreu o tão esperado momento entre os dois.

- Steve? – Perguntou sorrindo.

- Achou que eu nunca tomaria iniciativa? Estou esperando por esse momento a tanto tempo... – Ele deslizou a mão pelo rosto dela enquanto confessava. – Acha que pode ficar mais calminha agora? – Perguntou sorrindo.

- Então você percebeu? – Abaixou a cabeça com as bochechas coradas. Estava quase tão vermelha quanto o cabelo que emoldurava o rosto que antes mais parecia porcelana.

- Você fica linda envergonhada.

- E você está muito diferente falando essas coisas. – Ela ergueu o olhar. – Não tenho nada para fazer no fim de semana... Vou para Nova York ver como ficou meu apartamento... Acabou de ser decorado. O que acha?

- Isso é um convite?

- Quer um impresso? – Steve sorriu e a beijou. – Por que mudou assim, de opinião... Dizendo que gosta de mim. Tem certeza que é mesmo você?

- Eu acho que... Que você é uma daquelas chances boas que a vida não vai me dar duas vezes... – Ele sorriu tímido.

- Ah Steve! – Ela o beijou.

- Vem, vou deixar você tentar dormir... Está com aparência cansada. Precisa descansar um pouco, vou observar você dormir essa noite de novo. Tente sussurrar meu nome outra vez... – Ele disse segurando-a pela cintura enquanto caminhavam.

- Ah! – Ela o encarou. – Eu sussurrei seu nome?

- Com todas as letras... E eu adorei... – Eles caminhavam próximos um ao outro e o braço de Steve envolta da cintura de Natasha arrancava olhares confusos de agentes pelos quais eles passavam. Quando chegaram ao quarto de Natasha, Steve se sentou tímido ao lado da cama dela.

- Está brincando? – Ela perguntou.

- O quê? Nunca. – Respondeu não entendendo do que ela estava falando.

- Vai ficar sentado aí? A noite toda?

- Claro que sim... Como da última vez.

- E não vai querer se deitar? Nem por um minuto? – Perguntou se sentando no colo dele.

- Natasha... – Disse constrangido.

- Está tudo bem... – Ela deslizou as mãos pelo rosto dele.

- Você não está entendendo... É até um pouco constrangedor...

- Shh... – Natasha colocou o dedo nos lábios dele. – Não é nada do que você está pensando... Vamos apenas dormir. Você tem uma mente muito maldosa. – Ela sorriu se inclinando e mordendo de leve a orelha dele.

- O que somos agora?

- Como assim?

- Namorados? O quê?

- Estamos caminhando... E, nos conhecendo melhor...

- Ah é? – Perguntou segurando a cintura dela.

- É. – Respondeu sorrindo.

- Então vem cá que eu acho que a minha boca não conhece a sua direito. – Natasha sorriu se inclinando e o beijando. Ela começou a se levantar sem separar os lábios dela dos dele e o puxava a cada movimento, começou a se deitar o puxando para cima dela. – Natasha...

- É difícil me controlar... Por que está me rejeitando? – Perguntou cofusa. A maioria dos homens ficariam feliz por não terem que pedir ou "atacar".

- Não estou te rejeitando... Jamais! Na verdade, estou te preservando! – Ela sorriu sem graça e ele se deitou ao lado dela. Ele a aninhou em seu peito como se fosse uma criança. Era engraçado por que ela não estava acostumada a esse tipo de tratamento... Ela não sabia o que ele fazia em "preservar" ela... Pela primeira vez se sentiu amada... Era estranho o que apenas aquele homem conseguiu proporcionar a ela.

Ela acordou no meio da noite ainda nos braços de Steve, tentou dormir outra vez mais a respiração calma dele em seu pescoço e os lábios próximos a ela faziam seus pensamentos circularem pelas coisas mais constrangedoras possíveis.

- Steve. – Chamou.

- Hum? – Respondeu sonolento.

- Como espera que eu durma se seus lábios estão grudados no meu pescoço? – Perguntou se virando um pouco para encará-lo.

- Desculpe... – Ele se endireitou afastando seus lábios do pescoço dela. Consequentemente ela conseguiu voltar a dormir... Não teve pesadelos nem sonhos naquela noite. Apenas um sono tranquilo e desprovido de qualquer tormento que a afligia nos outros dias...