Notas iniciais
Oi! Como é que ta do lado daí?

Flashback on

De moto e armada Natasha chegou rapidamente a torre. Não viu ninguém, mas seu “sexto sentido” sabia que não estava sozinha, alguém estava ali, a observando atentamente.

– Vou esperar você aparecer... — Disse ela em voz alta.

– Consigo sentir o perfume dele. Não deu tempo de tomar banho, Natalia? – Ele provocou saindo do escuro. Tudo que ela conseguia ver era sua pele pálida, que não estava coberta pelas roupas negras, e os olhos acesos.

– Espero não ter feito você esperar muito. Não nos cansamos rápido. – Respondeu naturalmente.

Ela sentia tanto medo, estava totalmente apavorada. Fingir saber tudo e estar no controle sem sentir-se abalada começava a ficar difícil.

– Entendo, Natalia... Afinal, dois soros na mesma cama podem resultar em um casal de ninfomaníacos.

– Você é atrevido. — Ela já estava irritada.

– E você uma espiã desinformada. – Ele sorriu se aproximando dela. Natasha deu um passo para trás e ele abriu um sorriso ainda maior. – Não vou machucar você. Depois de acordar, na verdade, ter você morta era a última coisa que eu queria.

– De acordar..? — Uma confusão mental começou tomar conta dela, tentava organizar os pensamentos em ordem, sem perder nenhuma pista.

– Eu estava “congelado”. – Ela arregalou os olhos.

– O que quer dizer com isso?

– Você me entendeu bem. Não é sonsa, tenho certeza! – Ele se aproximou mais e ela já sentia o cheiro frio de eucalipto que emanava dele. – Eu te trouxe um presente.

– Não estou interessada... Não trabalho com presentes há anos.

– Não vou te dar uma vítima... – Ela uniu as sobrancelhas. – Abra o pacote que vai estar no hotel quando voltar. Mas, abra longe do soldado ou pode assustar o moço. E nós dois sabemos como é difícil a Viúva Negra se casar, não é mesmo? – Ela abriu a boca para perguntar, mas ele deu dois passos largos para trás e agarrou um cabo, sendo puxado para cima com rapidez.

– Droga! — Levando as mãos a cabeça, a ruiva deixou a frustração a invadir.

Flashback off

– Natasha, você saiu no meio da noite para encontrar um cara? Sozinha! Onde você estava com a cabeça? Se te acontece algo eu nunca me perdoaria! – Toda a desconfiança dele parecia ter sumido. Ela sorriu e o abraçou forte.

– Obrigada... – Disse com olhos marejados, a atitude dele a deixara emocionada. – Mas eu sei cuidar de mim mesma, Steve. Não tem que se preocupar.

– Mas é claro que eu me preocupo! – Ele a abraçou forte.

– Vou atrás do pacote. — Disse enquanto se recompunha.

– E se for uma bomba? Eu vou atrás do pacote, fique aqui! — O loiro se levantou e foi em direção a porta.

– Nem pensar. É pra mim Steve! As ordens eram pra eu pegar, você deve ficar aqui.

– Ele disse onde estaria? — Ele fez uma expressão de desconforto ou raiva, mas se conformou com a atitude da mulher.

– Não, ainda não... Mas vai dizer.

Natasha desceu pelas escadas e encontrou uma mensagem.

"No fim há sempre uma SAÍDA"

Ela leu com atenção aquela singela frase e teve a completa certeza que aquele cara era maluco. Contudo, no mesmo instante parou em mais um lance de escadas e a palavra SAÍDA brilhava em vermelho, ela passou pela porta e entrou em um salão com várias pessoas vestidas de branco, preto e cinza. Ao longe avistou uma pessoa vestida inteiramente de vermelho, algo que realmente chamou sua atenção, e a seguiu.

Haviam mais pessoas de vermelho e ela as seguiu por todo a salão. Ao fim, encontrou um armário. Natasha revirou os olhos e não se preocupou em morder iscas para encontrar uma chave, apenas abriu o cadeado com o que tinha acesso.

Lá dentro um envelope amarelo e amassado esperava por ela. Logo em seguida, ela saiu procurando por um lugar isolado, onde ela pudesse ler aquilo sozinha.

***

Ao escutar o barulho da porta batendo, o Capitão América saltou da cadeira e correu de encontro a amada. Ela estava mais pálida que o comum. Seus lábios secos e seus olhos avermelhados, o rosto estava inchado e ela caminhava devagar, sem pressa ou motivo para se manter de pé.

– Natasha! – Ele chamou enquanto a segurava.

– Steve... – Sussurrou visivelmente abatida. – Eu quero morrer. – Disse caindo nos braços dele. O homem sabia que aquilo não era verdade, entretanto sabia também que algo muito sério havia sido descoberto por ela.

– Querida... O que era? O que era essa encomenda?

Steve percebeu que ela não falaria, então a deitou no sofá e foi atrás do telefone.

– Não ligue... – Ela sussurrou do sofá. — Por favor.

– Natasha, pelo amor de Deus, fale comigo!

– Só me deixe... – Os olhos dela foram se fechando lentamente. – dormir um pouco. – Disse já sonolenta.

– Não, não, não! Não durma! – Ele se jogou sobre os joelhos ao lado dela e ali ficou enquanto nada podia fazer por ela que dormia.

Ele próprio sabia o quanto chorar cansava. E, pelo estado da ruiva, ela havia chorado todo o tempo que esteve fora. Natasha chorara até pegar no sono e Steve nada podia fazer além de se manter ajoelhado segurando a mão sua enquanto dormia.

– Chega, não vou ficar aqui parado! – Disse se levantando após algumas horas sentado. O loiro foi até o quarto e, após pegar um casaco, saiu.

Comprou pizza e sorvete. Voltou para casa e não demorou a ouvir o som do chuveiro ligado. Natasha havia se levantado. Aproveitou o tempo para arrumar a mesa e deixou o sorvete no freezer, indo aguardá-la no quarto logo em seguida.

– Onde você esteve? – Perguntou baixinho quando saiu do banheiro.

– Fui comprar alguma coisa para você comer quando acordasse. – Ela sorriu fragilizada e começou a chorar.

– Obrigada! – Disse abraçando ele. – Muito obrigada! – Disse novamente. Ele segurou as lagrimas e retribuiu seu abraço apertando-a forte contra o peito.

– Natasha pare de agradecer por tudo... Eu amo você mais do que a mim mesmo, pensei que já soubesse disso..

– Steve eu sinto muito! – Disse chorando.

– O que está acontecendo, amor? – Perguntou. – Por favor, fale comigo, me deixe ajudar. Eu me sinto tão mal por te ver chorar e não fazer nada. Me deixe ajudar você. – Ela apenas o olhou e sorriu.

– Podemos comer antes? Apesar de já ter estragado o seu dia, não quero que perca a fome... – Ele assentiu sorrindo.

– Claro. Como você quiser. – Ele se levantou com ela nos braços e foi até as roupas. – O que vai querer vestir?

– Pode me arrumar uma camisa sua? — Perguntou chorosa.

– Sim... Onde encontro suas roupas íntimas?

– Na mala, lado direito. – Disse baixinho.

– Certo... – Ele abriu a mala e pegou algumas coisas, depois abriu uma bolsa sua e pegou uma camisa limpa.

– Não... Eu posso usar uma que você já usou? – Ele riu.

– Mas é claro. – Foi até a cama e a deixou lá. Entregou as peças e tirou a camisa que vestia. – Pode ficar com essa.

– Obrigada.

– Vou deixar você se vestir. – Ele disse se virando para sair.

– Me espera na porta? – Ele estranhou, mas assentiu e foi para a a porta. Não se passaram nem um minuto e ela já estava lá.

– Pronto. – Disse sorrindo.

Eles comeram em silêncio e, depois do jantar, Steve retirou os pratos, os substituindo por taças de sorte. Natasha parecia satisfeita com tudo aquilo, mas ainda abatida e chateada.

– Podemos... — Ele tentou voltar ao assunto e, antes que conseguisse, Natasha o interrompeu

– Steve eu tenho um filho... – Falou desabando em lágrimas novamente.

Notas finais
E então? O que acharam? Deixem um comentário com a opinião de vocês! Beijão! Inté!