Mais Que Amigos

2 Algumas confusões...


Notas iniciais
Desculpem a demora flores, mas acabei de ganhar uma mesa digitalizadora (tipo um tablet que você conecta no PC pra fazer desenhos digitais) de aniversário antecipado *06/09* e não consigo parar de desenhar. Grande chance da próxima fic ter uma capa moderninha u.u Esse cap mistura alguns dos conflitos mais fogo na água da história. Quais? É ler pra saber. Ou pra vomitar, depende se você gostar ou não...

“como foi na escola, filho?” Betty se levantou sorrindo do sofá, onde esperava Grissom chegar da escola.

Ela se aproximou dele em seus passos rápidos e curtos e lhe deu o abraço mais apertado que pode. Parecia que ele tinha ido para a guerra a anos atrás e só voltado agora.

— mãe, eu não fiquei lá nem seis horas direito!

“mas pra mim foi uma eternidade!”

Betty Grissom se mudou para Las Vegas com o filho para trabalhar na escola Memphis para jovens surdos (Inner: digamos que nessa época provavelmente a Faculdade Gilbert não existe ainda). Tinha anos de pratica em linguagem de sinais, e lia lábios tão bem que quem a conhecia – a não ser que também fosse surdo – conversava naturalmente com ela.

“ainda não me respondeu, como foi seu primeiro dia?”

— ah... Foi normal...

“fez amigos novos?”

— não... ah, sim, uma garota...

“uma garota?” Betty se interessou. “e é bonita?”

— o quê? Não! Quer dizer... sim, mas... – ele se enrolou – mãe, olha o que você vem me perguntar!

“eu só queria saber, filho... Mas é bonita?”

Grissom revirou os olhos.

— sim, mãe, ela é linda como um anjo! Satisfeita?

Betty fingiu estar brava e deu um tapa fraco no ombro do filho, que gargalhou. Ele era um verdadeiro gigante perto dela. Talvez tenha herdado o tamanho do pai e a inteligência da mãe, era o que todos pensavam.

Naquele momento, seu melhor amigo sentiu sua presença e veio o cumprimentar.

— Hank! Oi, amigão! – Grissom se abaixou para acariciar a cabeça do cachorro, que tentava constantemente lamber seu rosto e não parava de abanar o rabo.

Betty sorriu com aquela cena. Ele tinha uma relação forte com seu cachorro, mas apesar disso, ela desejava com todas as forças que seu filho, sempre solitário, fizesse algum amigo “humano” nessa nova cidade.

“vá se trocar, o almoço está na mesa.” ela se dirigiu a cozinha e Gil subiu as escadas até seu quarto, com Hank o acompanhando feliz.

Chutou os sapatos na parede e jogou a mochila na cama.

— vem cá, rapaz! – chamou seu cachorro enquanto se sentava em uma poltrona pequena embaixo de uma janela — conheci um mal encarado com seu nome hoje. E uma garota muito legal. Ela gosta de animais também.

Hank parecia gostar muito do cafuné que recebia. Pelo contrario, Grissom estava pensativo.

De certo modo já pensava que sua mãe iria perguntar se ele conheceu alguma “pretendente” inteligente e bonita. O que o surpreendeu foi o fato de ele mentir uma verdade.

Em geral ele não reparava muito nessas coisas, mas Sara Sidle tinha muitas características fortes que o fizeram afirmar: Sim, ela é linda como um anjo.

No outro dia, na escola...

— ei, espera aí! – Sara parou sua bicicleta ao lado dele, que prendia o cadeado da sua, com um pouco de dificuldade para segurar sua pasta e a mochila ao mesmo tempo.

— oi! – ele esperou para que entrassem juntos.

Sara o cumprimentou com um sorriso lindo, que o deixou totalmente vermelho.

Caminharam lado a lado para dentro dos enormes portões da escola. Grissom não tirava os olhos de Sara, que parecia nem percebê-lo ali, tão concentrada que estava em observar seus próprios pés.

Com a atenção dos dois desviada para alguma coisa, eles nem perceberam Hank estava andando no sentido contrario com seus amigos – também chamados de “capangas” – Charles e Peter. Algumas pessoas, como as que já sofreram algum trauma com aqueles valentões, praticamente fugiam quando eram avistados se aproximando. Os únicos que não tremiam de medo dos três eram pessoas como os amigos de Sara.

Eles passaram do lado dele e de Sara, e Grissom, por azar, esbarrou no ombro de Hank.

Não doeu, não foi uma pancada forte, mas o simples fato de ele ter que recuar um passo para se equilibrar o deixou roxo de raiva.

— hey, você! – Grissom e Sara se viraram. Hank deu um tapa na pasta que Grissom segurava e espalhou varias folhas avulsas pelo chão.

O som de varias vozes cochichando parou no mesmo segundo. Todos os pares de olhos que se encontravam perto o suficiente se concentraram naquela cena.

O coração de Grissom congelou.

— olha por onde anda seu filho da puta! — Ele praticamente pulou sobre Gil e o empurrou de costas no chão.

Pela expressão e o grito de dor de Grissom, perceberam que não foi um empurrão fraco.

Peter e Charles riram da cena. A plateia que os cercava não teve coragem de rir, apesar de gostarem de assistir uma briga não queria de maneira alguma fazer parte dela.

Sara não podia assistir aquilo de camarote e deixar barato.

— qual é o seu problema, Hank? – ela se colocou entre os dois para evitar o pior. Sabia que ele não teria coragem de bater nela.

— nem vem Sara, esse merdinha que começou!

— não aconteceu nada! – ela partiu pra cima de Hank, sendo impedida pelo mesmo que segurou seus pulsos. Ele era muito forte, e ganhou essa força da pior forma.

— me larga seu covarde!

— eu sou covarde? Manda teu namoradinho esbarrar em mim de novo e eu mostro o covarde! – ele soltou seu braço a jogando para trás.

Assim que percebeu sua expressão suavizar, Sara se voltou a Grissom que já não estava mais ali.

Ela apenas conseguiu vê-lo sumir em meio a multidão que se formou em volta, carregando seus papeis desorganizados.

Sara pensou se ia atrás de Grissom ou se (tentava) ensinar uma lição a Hank, ali mesmo.

Antes que pudesse escolher, Carol apareceu com um olhar tão furioso que podia até fazer um lutador de MMA chorar de medo.

Em um instante todos os alunos voltaram ao que estavam fazendo e fingiram que não viram nada.

— o que esta acontecendo aqui? – Hank e Sara ficaram em silencio, sem saber o que dizer.

Carol não se surpreendeu em ver Hank metido numa briga, já que um dedo duro tinha deixado tudo bem claro quanto invadiu sua sala ofegante. Mas ver Sara ali despertou sua curiosidade. Ela era uma aluna um pouco rebelde, é verdade, mas nunca pensou que poderia vê-la em uma situação dessas.

— Hank?

— ah, que que eu fiz agora? — disse incrédulo.

— é o que quero que me diga!

— Carol, posso explicar? – Sara perguntou.

— prossiga.

— é que o estressadinho aí jogou as coisas do Gil no chão e depois o empurrou por causa de um esbarrão!

Hank ia interromper mas a diretora foi mais rápida.

— Gil? Esta falando do Gilbert, o novo aluno? – Sara assentiu e Hank revirou os olhos – não achei que ele tivesse esse tipo de comportamento!

— ele não tem, foi o Hank que começou!

— nem vem, esse mauricinho me empurrou!

— cala a boca Hank, ele nem encostou em você!

— calem a boca vocês! – Carol se irritou, interrompendo a discussão. – agora querem me fazer o favor de dizer onde Gilbert se meteu?

— ele correu pra saia da mamãe!

— se eu fosse você Hank, ficaria de boca fechada ao contrario de praticamente confessar que a culpa é sua! Sara?

— ele sumiu no meio do pessoal, deve estar na classe.

— muito bem. Sara, vá procurá-lo, veja se não se machucou. Hank, me acompanhe.

— vai mandar uma enfermeira pra ele e eu que me ferro? — Hank estava praticamente gritando, o que enfureceu Carol ainda mais.

— me acompanhe. – ela usou um tom mais forte na voz.

Hank bufou. Antes de acompanhá-la para dentro da escola encarou Sara pela ultima vez. Ela se manteve firme e retribuiu o olhar, apesar de que por dentro tinha um pouco de medo do que aconteceria.

Depois de vê-lo entrar com a diretora, ignorou completamente alguns olhares que não se intimidaram e foi procurar Grissom.

~~~~~~~~~

— Gil? – Sara o encontrou na classe, sentado em seu lugar verificando os “danos” no seu material. – ah, Gil... eu sinto muito...

Ela chegou perto dele e s e agachou ao seu lado. Grissom olhou para ela, parecia já estar mais aliviado. Na verdade ele a olhava como se não soubesse do que ela estava falando.

— tudo bem, eu vi de cara que esse Hank é pavio curto...

— é... Olha, a diretora apareceu e levou Hank pra sala dela. Sinceramente, eu quero que ele se foda. Vai que meu pensamento negativo tem resultado?

Grissom sorriu de lado, apesar de não confiar que ele irá simplesmente deixá-lo em paz. Depois de um tempo, Sara perguntou:

— se machucou?

— não, nem doeu...

— não se faça de durão, Gilbert!

— até parece minha mãe falando! Quer dizer... – ele revisou o que disse. – minha mãe não fala...

— o quê? Ela é muda? – Sara arregalou os olhos surpresa.

— não, não! Na verdade... ela é surda, fala em linguagem de sinais.

— ah... desculpa...

— não, tudo bem... eu já me acostumei, sabe. Ela dá aulas para outros surdos na escola Memphis...

— acho que conheço... sabe, não faz muito tempo que me mudei pra Vegas...

— você não nasceu aqui?

— não, eu vim com a minha mãe, assim como você.

— veio de onde?

— San Francisco, Califórnia. Quer dizer, nasci lá. Depois me mudei com minha família para Tamales Bay, e... – Sara parou de falar.

— e? – ela olhava concentrada para o chão. – Sara?

— é que... – ela não tinha certeza de que queria contar aquela história e ele. Era um assusto tão pessoal que nem a escola sabia.

Apenas Catherine conhecia seu trauma de infância, o motivo pelo qual ela não se impressionava ao ver uma quantidade grande de sangue, ou então ter pesadelos nada agradáveis.

Sem conseguir pensar em uma desculpa rápida para aquilo, não conseguiu fazer mais nada senão ficar calada.

Para sua sorte, o sinal tocou. “salva pelo gongo!” pensou ela.

Muitos alunos entraram correndo e conversando. Não demorou muito para Catherine e Rick chegarem, preocupados com a briga.

— o que houve lá fora?

— já ficaram sabendo? – Sara quase não acreditou.

— as paredes tem ouvidos aqui no inferno. – Warrick se aproximou de Grissom. – ‘cê tá legal?

— tô bem, sim... Esse Hank tá mais pra carvalho que pra caniço...

Todos olharam para ele com cara de quem não entendeu.

— o que foi?

— momento poker-face, querido, ninguém faz a menor ideia do que você tá falando. – Catherine disse.

— é uma fábula, o carvalho e o caniço... – ele estava pronto para contar a história inteira para os desinformados, mas viu uma mulher baixa e velha entrando na classe. Devia ser a professora.

— todos sentados. – Rose anunciou. Ela encarou Grissom na ultima carteira e ajeitou os óculos fundo de garrafa tentando reconhecê-lo. – o senhor aí no fundo, não é dessa turma, é?

— ele é novo, Rosinha, chegou ontem. – Nick disse enquanto recebia um abraço da senhora.

— hora da aula, Nicholas, nem tente me comprar!

Ele voltou para seu lugar sorrindo, ela era a senhorinha mais querida e simpática da escola. Dava aulas de inglês e literatura. Gostava de aulas interativas, mas sem parecer primário.

Ela fez a chamada e anotou o nome de Grissom no final de sua caderneta, sem esquecer de dar as boas vindas a escola e a cidade. Depois pegou um giz e foi logo escrevendo um texto generoso sobre Bullying, que todos já imaginavam que seria seguido por um discurso sobre o assunto.

Todos começaram a copiar, menos Nick e Greg, que ficaram cochichando um para o outro se aproveitando da fraca audição da professora.

Do nada Grissom percebeu uma coisa óbvia e hilária. Cutucou o ombro de Sara para que ela se virasse.

— cuspa.

— Hank é nome de cachorro?

— quê? Como assim?

— meu cachorro se chama Hank.

Sara segurou o riso. Verificou se Rose não percebeu e virou de costas novamente.

— ‘cê tem cachorro?

— um boxer, se chama Hank.

— isso você já disse.

— e você deve ter algum animal.

— na verdade, não. Minha mãe tem alergia à pelos, mas eu adoro animais. Ela disse que quando ficar mais velha talvez eu ganhe uma ave. O pior é o talvez... no caso dela, “talvez” é o mesmo que “não, nunca, nem pensar, necas, nem sonhando, sem chance, ou”-

— você não terminou de falar sobre sua família. Aquela hora você parou do nada e virou uma estátua.

— ah, é que... É mesmo? Eu... nem percebi... – Sara limpou a garganta e voltou a escrever.

Grissom sorriu disfarçadamente. Ela mentia muito mal. Ainda queria saber o que aconteceu de tão sério em Tamales Bay depois que ela se mudou, e ia esperar o momento certo para perguntar... De novo.

Como era de se esperar, a professora deu inicio a uma discussão aberta sobre Bullying. Estavam todos concentrados, fazendo anotações e contando das vezes que presenciaram alguns casos, quando a porta foi aberta bruscamente, assustando alguns. Era Hank.

— com licença... – ele falou em um tom rude, com um olhar furioso sobre Sara.

Ele seguiu em direção a carteira de Heather, que se levantou tocando seu rosto preocupada. Sara assistia atentamente a cena, aguardando o provável momento em que ele a xingaria quase gritando.

Heather disse algo no ouvido dele que Sara não compreendeu, mas conseguiu ler os lábios dele quando respondeu: “vou ficar depois da aula...”

Dois pares de olhos praticamente a fuzilando foram o suficiente para Sara tornar a prestar atenção na professora e fingir que não sabia de nada.

Mas de uma coisa ela sabia: aquele olhar vingativo não era só pra meter medo. Hank ia revidar.

~

— que livro é esse? – Sara falou de boca cheia.

— é de entomologia, um dos meus favoritos.

Estavam sentados lado a lado no pé da arvore, já era o intervalo.

— o que tem nesse sanduiche, hein? Você parece querer engolir tudo de uma vez!

Sara sorriu e encarou o lanche fazendo um bico como se estivesse pensando.

— meu amigo... Sabe que eu não sei? Inventei isso uma tarde há anos atrás, quando estava sozinha em casa. Peguei tudo o que vi na geladeira, coloquei entre duas fatias de pão e voilá, chamei de “o sanduba”.

— “o sanduba”? – Grissom riu. Aquela garota tinha um grau de maluquice extremamente agradável.

— a culpa não é minha que minha mãe nunca me ensinou a cozinhar.

— a minha ensinou. Até inventei alguns pratos usando o que aprendi.

— um homem que sabe cozinhar... Eu ainda caso com um desses.

Grissom já ia rir da frase, mas parou para pensar... Casar. Com um homem que cozinha. E ele cozinha. Afastou aquele pensamento como se alguém fosse acabar ouvindo. Não, definitivamente ela não quis dizer isso.

— sua mãe... por falar em mães, o que houve com a sua, que você parece evitar falar?

Sara se engasgou. Tossiu um pouco e conseguiu se recuperar.

— é que... é uma longa história.

— sou todo ouvidos. – Grissom sorriu. achou que tinha conseguido o que queria.

— olha... – Sara estava ponta para dar uma bronca naquele intrometido quanto quando o sino tocou. – bem... vamos entrar?

Grissom soltou um longo suspiro. Assentiu se levantando e a seguiu para a classe.

A última aula havia chegado e Sara não lhe dava chances de perguntar. Ele pensou que talvez estivesse indo longe demais, ele mesmo não suportaria um “curioso” tão chato.

Quanto as provocações e olhares de Hank, todas ignoradas por eles. Mais tarde talvez Sara se cansasse e voasse no pescoço dele, mas por enquanto era melhor só fingir que não viu.

Um homem alto e musculoso, de cabelos negros e barba feita entrou na classe. Segurava em uma das mãos uma pasta, enquanto a outra se ocupava em lançar no ar uma bola de baseball e pegar de volta antes dela cair.

— bom dia, crianças...

— quase tarde, né, psôr! – Nick apontou para o relógio, querendo dizer que depois daquela aula já não seria mais manhã.

— é... Pensa rápido! – ele jogou a bola na direção de Greg, que demorou demais para pensar e foi atingido em cheio no estômago.

Enquanto ele rolava de dor, os outros alunos riam junto com o professor. Grissom estava espantado demais para achar graça.

— que foi? Viu um fantasma? – Sara perguntou para ele, que permaneceu de boca aberta.

— você viu o que ele fez?

Ela olhou para Greg se contorcendo de dor e deu de ombros.

— é... Ele é assim.

— quase matou o Greg!

— Homero pode gostar de umas brincadeiras meio brutas, mas é um cara muito gente fina.

— aqui, garoto. – ele estendeu a mão para Greg, que parecia se recuperar.

— isso foi muita covardia, pô!

— eu mandei pensar rápido, ô do cabelo espetado! – ele bagunçou os cabelos de Greg e o empurrou de volta a cadeira. – vamos pra quadra?

— ei, espera aí, ‘fessor – Warrick ergueu a mão – e a chamada?

— não temos tempo pra isso hoje, preciso treinar vocês para as regionais!

Todos os meninos gritaram felizes e pularam das cadeiras. Grissom ficou sem entender.

— regionais? Ele está falando de jogos entre cidades?

— é. – Sara também estava feliz. – nossa escola montou um time de baseball para competir, mas não foi a única. A prefeitura fez uma seleção entre as escolas, e pelo visto – ela apontou com o polegar sobre os ombros para o professor – a nossa ganhou.

Grissom sorriu. Entrar em um time de baseball em competições sérias, era uma das coisas que ele queria fazer. Adorava jogar, desde pequeno seu pai o levava a clubes para praticar, mas depois de sua morte aquele era um hábito perdido.

— eles também selecionaram os jogadores?

— claro! Acha que deixariam entrar qualquer um?

Grissom mudou sua expressão de empolgado para conformado. Sara estranhou.

— que foi?

— eu... não acho que deixariam entrar um jogador de ultima hora não é?

— por quê? Você quer entrar? – Sara disfarçou um sorriso quando Gil respondeu com um aceno de cabeça. – não sabia que você era um jogador...

— modesta parte... eu sou um dos melhores. – ele lançou sobre ela um olhar de “galã”. Talvez já fossem amigos o bastante para as brincadeiras. Rezou para que ela não levasse a sério.

— isso não foi nada modesto... – Sara arqueou uma sombrancelha, rindo – mas aí, se quiser, a gente fala com o professor.

— saindo crianças... – Homero dava um tapinha nas costas de alguns dos alunos que passavam.

Sara e Grissom esperaram todos os outros alunos saírem da sala para conversarem melhor com o professor.

— agilizem isso aí! – ele se posicionou impaciente ao lado da porta.

Encarou Grissom de cima a baixo tentando o reconhecer. Deduziu que era uma aluno novo e o cumprimentou com um aperto de mão.

— carne nova, bem vindo!

— valeu... – ele sorriu – meu nome é Gil Grissom, eu queria saber se você poderi-

— ele quer entrar pro time. – Sara o interrompeu, indo direto ao assunto.

O professor coçou o queixo balançando a cabeça.

— eu não sei... não temos lugar nem nos reservas, o time todo já esta organizado, sinto muito!

Grissom suspirou e encarou o chão. Sara espremeu o lábio como se estivesse lamentando em pensamento. Homero se sentiu culpado, e decidiu dar uma chance a ele.

— ok, é o seguinte, vamos até o campo, você participa de um treino, me mostra o que sabe, e se me impressionar talvez eu faça uma substituição.

— sério? – Grissom sorria empolgado, revezando olhares entre ele e Sara, que também estava feliz.

— vamos? – ele esperou os dois saírem da classe e fechou a porta.

Notas finais
E então frores, como foi? Eu ia escrever toda a parte do teste, depois quando a Sara e a Cath invadem o vestiário... Mas eu me empolguei e quando vi o cap já tava enorme. Será que Grissom vai conseguiur sua vaga no time? Será que ele conseguirá tirar de Sara a verdade sobre seu passado? E Hank, irá continuar com suas provocações ou irá agir? Saiba tudo isso no próximo capítulo de: Mais que amigos, uma história verdadeira.