Mais Além
15 Capítulo 15 - Adeus Gin
Notas iniciais
H estava cada vez mais distante,
e Gin não estava suportando isso,
ela tinha recebido uma proposta de trabalho nos Estados Unidos, e resolveu aceitar.
Foi difícil comunicar ao H que ela iria embora do país e que a história dos dois ia ter terminar.
H não queria aceitar, ele gostava muito dela, e não queria perde lá.
O sexto mês de gravidez já se aproximava, Daniela e sua mãe tinham se mudado de vez para o interior.
Babi estava morando sozinha, Katina estava sempre que podia com ela, mas mesmo assim ela se sentia muito só, estava até pensando na possibilidade de se mudar e começar uma vida nova com seu filho bem longe daquele lugar.
Alfonso ainda a perseguia,
ele não se conformava que o filho não era dele, às vezes ele era um pouco violento, as vezes mais calmo, mas Babi temia pela segurança do bebe;
Estava difícil lidar com seu circulo de amigos, que perguntavam a todo momento sobre o pai do seu filho, ela evitava sair para não ter que ficar respondendo perguntas, sua vida agora era de casa para o trabalho, e do trabalho para casa.
Ela não tinha coragem de contar para H, ela sabia que ele estava feliz com a Gin, e não tinha o direito de estragar isso.
Era dia de consulta, ela pode ouvir o coração do bebe,
o médico havia lhe perguntado se ela queria saber o sexo, mas ela disse não.
Ela queria o H do lado dela nesse momento, ela precisava do H.
Então depois de sair do consultório, uma onda de coragem tomou conta dela, e decidiu que naquele momento ia contar para H que estava esperando um filho dele.
Ela pega o carro e dirige para o apartamento de Alex, pois acreditava que H estava lá.
Era o dia da partida de Gin, era o dia dizer Adeus.
H estava esperando Gin na frente do prédio do seu irmão,
ela chega em um táxi, desce e corre para os seus braços.
– Não pense que está sendo fácil pra mim H, Eu te amo como nunca amei ninguém.
– Não faz isso comigo Gin “SOU LOUCO POR VOCÊ” – diz H, em seu ouvido
Gin sorri e com os olhos cheios de lágrimas:
– Você pode ser louco por mim, mas não me ama. Não posso viver a vida inteira tendo as migalhas do que já foi d Babi. Isso não tá me fazendo bem H.
H ouve aquelas palavras e sente como se um punhal estivesse atravessando o seu coração, era difícil ouvir a verdade. Por mais que ele gostasse da Gin, era Babi que ele realmente amava.
Gin o abraça, e os dois se beijam, um beijo cheio de desejo e paixão.
Babi, estaciona e desce do carro, atravessa a rua e vai em direção ao prédio, quando vê H e Gin se beijando. Ela para e fica observando.
Os dois se separam do beijo, e Gin fala:
– Eu tenho que ir agora H.
H pega na mão de Gin e caminha com ela em direção ao táxi.
Ele abre a porta, acaricia o rosto dela, dá um beijinho em sua testa e diz:
– Adeus Gin, espero que encontre sua felicidade.
– Obrigada H, espero que você também consiga encontrar a sua- Lágrimas escorrem pelo seu rosto e H enxuga com sua mão.
Babi continua observando os dois, e a onda de coragem que tinha tomado conta de si, a algum tempo atrás some, suas pernas ficam babas, seu coração começa a doer. Ela sabe que não tinha o direito de estragar a felicidade de H.
Ela estava vendo que ele estava feliz com a Gin, ele não precisava dela e nem de seu bebe.
Babi sente vontade de sumir, de nunca ter conhecido H, de nunca ter o amado.
Ela sente como se a partir daquele momento só tivesse o seu bebe, e mais ninguém.
Ver aquilo foi brutal, abalou todas as suas estruturas, ela queria sair daquele lugar mais rápido possível, a felicidade de H , tinha se tornado a sua infelicidade,e não podia suportar isso.
Então ela vira as costas e começa a correr em direção ao seu carro,
mas não se dá conta que o sinal tinha aberto, quando começou a atravessar a rua...
H fecha a porta do carro de Gin, e o táxi se vai...
Quando sente uma pontada no coração e ouve uma freada brusca de um carro.
Ele olha na direção do barulho, vê um carro parado, e alguém caído no chão, imediatamente ele começa a correr em direção ao acidente.
Quando se aproxima,
seu coração dispara, um medo que nunca havia sentido antes toma conta de todo o seu corpo, ele não podia acreditar, ele conhecia a pessoa que estava ali deitada no chão.
O motorista do carro estava desesperado :
– Eu não tive culpa, eu não tive culpa, ela entrou na minha frente.
H, o empurra, e ajoelha do lado de Babi.
– Uma ambulância, uma ambulância – Ele grita desesperado.
Com cuidado ele coloca a cabeça de Babi em seu colo,
ela abre os olhos, e diz com muita dificuldade:
– Não deixa nada acontecer com nosso bebe.
Seus olhos se fecham novamente.
H se desespera mais ainda:
– BABI. ACORDA, PELO AMOR DE DEUS, FALA COMIGO !!!
As palavras de Babi repetiam em sua mente, quando ele olhava para ela ali desfalecida em seus braços: “não deixe nada acontecer com nosso bebe”
Ele então desce uma das mãos para a barriga de Babi, e se dá conta de que há outra vida ali, e que a última coisa que ela o disse era para não deixar nada acontecer com o nosso bebe.
H chora, e grita desesperadamente por socorro.
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