Maipetto no Neko

52 Capítulo 52- A sombra de uma árvore


Notas iniciais
Oieeee!!! O capítulo tava pronto há uma semana já!!! Mas estava esperando a atualização do Nyah terminar ^^ aliás, a parte de postagem ficou muito mais bem feita =D Enfim peaple, espero que gostem do capítulo, tem um lemon aew p v6 se divertirem e matarem a saudade ;) Kissus e boa leitura.

Maipetto no Neko

Capítulo 52 – A sombra de uma árvore

Dizem que quando você morre existe um lugar para onde a mente viaja antes de se desprender do corpo. É uma espécie de alívio antes de seguir aquela luz branca no final do corredor, um pedacinho terreno que nos traz aconchego uma última vez. Pode ser a velha casa, ou um parque muito querido. Um cinema antigo, uma viagem de carro, qualquer coisa em qualquer lugar. Daí a alma se tranquiliza, o corpo relaxa e por fim toda a essência está pronta para seguir adiante sem remorsos. E junto dessa calmaria vem alguém que já atravessou essa ponte. Uma criança poderia, talvez, ver a mão do pai o acalentando. Um velho senhor, cansado da idade encontraria o velho amigo canino, dessa vez ele o levando a um novo passeio. Ou ainda a esposa que encontra o marido outra vez e juntos continuam a andar de mãos dadas. No caso de Neriell ela enxergava Matsumoto.

As duas estavam sentadas em balanços presos num carvalho imenso. Iam para frente e para traz, os cabelos verdes esvoaçando no movimento contínuo junto da loira. Quando Neriell deu por si finalmente, a mente despertou para o mundo ao seu redor, sorrindo ao ver Matsumoto. Era como se as duas estivessem sempre ali num eterno balançar, sem medos, sem lamurias, sem mais nada a sua volta.

– Você veio.

Neriell disse animada.

– Claro. — Matsumoto respondeu — não perderia isso por nada.

As duas continuaram balançando, entrelaçando a corda e rodopiando no ar.

– Como você chegou aqui?

– Eu estava te esperando Neriell. Nós sempre fomos muito chegadas.

– Sim. Foi aqui que nos conhecemos, eu lembro. Brincávamos nesse balanço desde os sete anos.

– Isso mesmo. Todos os dias depois da escola.

– E aquele garotinho de cabelo claro vinha sempre falar com você. Ele gostava muito de você Matsumoto.

– Ele era muito baixinho.

As duas riram se lembrando da infância. As cordas dos balanços rangiam a cada movimento fazendo a casca da árvore descascar ficando quebradiça. Logo ambas pararam. Neriell fitava o chão de terra batida que formava uma reta quase perfeita abaixo dos seus pés no lugar onde se apoiava para dar impulso. Antes os pezinhos quase não encostavam de tão pequenos. Mas agora podia arrastar os dedos na lama sem dificuldade alguma. Voltou a face para Matsumoto, que a encarava num sorriso singelo, aguardando pacientemente que a amiga desse conta por si mesmo da onde estava.

– Podemos ficar aqui mais um pouco?

Neriell perguntou com um olhar vago além daquele carvalho. Era como se a chamassem ou ainda como se soubesse que tinha apenas uma direção onde ir. E esse pequeno mundo do balanço fosse um campo neutro, um intervalo de tempo e realidade antes do inevitável fim.

Matsumoto alargou mais ainda os lábios e com a voz suave respondeu a amiga:

– Claro. Podemos ficar aqui o quanto você quiser.

E tornaram a se balançar.

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–COMO ASSIM NÃO POSSO VÊ-LA?!

Grimmjow berrou batendo as mãos no balcão a sua frente quase o quebrando. Aquela já era a segunda recepcionista o atendendo, depois de ter feito a primeira chorar tamanha a sua grosseria.

–Desculpe senhor, mas ela acabou de sair de uma cirurgia delicada e precisa descansar.

–SE ESLA TA DORMINDO COMO QUE EU VOU ATRAPALHAR?!

A mulher calou-se por alguns segundos até que disse:

– O senhor está gritando...

Ficando mais enfezado, o pequeno animal parado no balcão gritou novamente cerrando os punhos num novo golpe na madeira:

– ISSO PORQUE TÊM UM BANDO DE INCOMPETENTES NESSA MERDA DE HOSPITAL QUE NÃO ME DEIXA VER A NERIELL!!!

Pronto, a mulher também desabou no choro. Começou a tremer o lábio inferior e lá estava ela morrendo de medo desse monstro que urrava feito um bicho raivoso. Se não fosse aquele balcão entre os dois sabia que levaria um soco no meio da cara.

Os seguranças já estavam a postos para intervir caso a coisa ficasse mais violenta. Estavam acostumados as visitas mais nervosas e quase não precisavam se mover. No entanto Grimmjow era um homem forte, alto e extremamente violento. Um perigo para qualquer hospital. E percebendo a cautela de todos ao redor deles, Ichigo aproximou-se dele segurando numa gentileza firme seu braço. A fera se voltou a ele, porém amenizou as feições ao vê-lo:

– Vamos ficar aqui a noite toda se for preciso Grimmjow, mas agora se você não se acalmar teremos de sair daqui.

Ele falou encarando os globos azuis dele, mais profundos do que o normal.

– Eu quero ver a Neriell...

Respondeu rangendo os dentes, segurando um grito na ponta da língua.

Nisso um dos médicos veteranos chegou com as mãos enfiadas no bolso do jaleco. Tinha um ar de experiência visível, e não parecia intimidar-se com Grimmjow.

– A senhorita Neriell acabou de sair de uma delicada e longa cirurgia.

Ele começou a falar intervindo na conversa para o alívio de todos.

– Ela tem muita força de vontade. -continuou — claro chegou aqui com três faturas na costela, sem contar com a perna quebrada e as diversas fissuras ósseas. E, para somar ao quadro, hemorragias tanto externas quanto internas e uma forte concussão. Sua amiga está deitada naquela cama lutando contra a morte, e seus gritos por mais complacentes que sejam, só iram piorar seu descanso.

Grimmjow quis berrar na cara dele, chutá-lo e socá-lo feito um saco de areia. E por mais que aquelas fossem palavras de repreensão, mesmo que aquele médico estivesse tentando bancar o sabe tudo, ele não pode evitar sentir o peito doendo ao imaginar Neriell sofrendo cada um daqueles ferimentos. E sentiu em sua própria pele a dor da amiga, de cada ferida, de cada corte, e da grande vontade de viver dela.

Dando um novo e último soco no balcão, bufou pisando apressando no chão até a saída. Sem entender Ichigo pediu que entrassem em contato com eles a qualquer novidade, seguindo o maior praticamente correndo pelo estacionamento repleto de neve. A noite havia caído no meio tempo em que ficaram na clínica e o tempo começou a esfriar novamente.

– Grimmjow!- o ruivo o chamou.

– Que é?! — gritou olhando rapidamente para traz, mas sem deixar de andar.

– Aonde você vai?!

– Para casa!

Erguendo uma das sobrancelhas em dúvida, perguntou:

– Porquê? ! Não vai esperar?

– Eu não estou a fim de ficar parado feito uma vara no meio do hospital! Deixa a Neriell quieta lá! Acho q só assim mesmo para aquela mulher dormir, quase morrendo!

– Grimmjow não diga isso!

Ignorando Ichigo, ele começou a girar a chave do carro, contudo a porta não abria, por mais que empurrasse, batesse ou xingasse, a chave não saía do lugar ficando presa na tranca.

Respirando fundo e cultivando toda sua paciência, Ichigo apanhou a chave terminando de girá-la, abrindo a porta. Antes que Grimmjow pegasse o molho da sua mão, puxou-o para o bolso insinuando que não a entregaria.

– Virou minha babá agora?! — o maior urrou.

– Eu vou com você. Já avisei que ia passar a noite fora. E me deu vontade de dirigir.

Sabia que era melhor restringi-lo de maneira disfarçada, pois só assim o convenceria sem precisar recorrer a uma briga. Ele entrou no carro, relutante, mas entrou.

Durante o trajeto ficaram em completo silêncio. O trânsito estava bom e quase não pararam em sinais vermelhos. Em pouco mais de meia hora chegaram à casa de Grimmjow. Ele por sua vez saiu calado jogando o coturno e o casaco pela sala, deixando suas coisas espalhadas no ambiente. Ichigo preferiu ficar quieto apenas o acompanhando com o olhar. Pendurou a jaqueta no cabide tirando os sapatos na mesma velocidade calma. Grimmjow se jogou no sofá batendo a perna incessantemente. Passeava com a mão pelo rosto numa inquietação azucrinante. O ruivo caminhou em volta da sala indo até o lado esquerdo dela próximo ao maior. No entanto preferiu ficar de pé com os braços cruzados, sem vontade alguma de se acalmar. Preocupava-se com Neriell, afinal, além de ser amiga de Grimmjow havia o ajudado num dos momentos mais difíceis da relação deles. Até havia feito amizade com suas irmãs. Uma mulher louca, alegre e inocente, sempre procurando ajudar a todos, como se carregasse o mundo nas costas. Lembrava um pouco sua própria personalidade em certos pontos.

Sabia ainda o quanto a mulher era querida por Grimmjow. E o mais estranho nisso era vê-lo tão quieto no sofá comparado a fúria gerada no hospital há pouco tempo.

Batia o pé sem parar, coçando a face parecendo querer arrancar a pele. Respirava pesado com o olhar fixo no nada até que então soltou a frase:

– Ela estava pedindo por isso sabia?

Ichigo entreabriu a boca envergando as sobrancelhas num misto de choque e dúvida. Ele estava mesmo falando aquilo?

– Ela sempre teve essa mania de se meter onde não foi chamada, arrumando problemas, querendo aparecer! Nada era o bastante! Tinha de procurar merda onde não tinha!

Continuando a falar Grimmjow nem notara a movimentação do ruivo pela sala. Ficou ali resmungando cada coisa sem nexo, menosprezando cada vez mais Neriell como se a amiga fosse um pedaço de lixo que merecia morrer. No entanto aquele discurso de negação jamais enganaria Ichigo.

– Perdi as contas das babaquices que ela me fez passar! — o maior continuou aumentado o tom da voz querendo convencer a si mesmo — Neriell só consegue atrair desgraça para ela mesma! Bem feito! Agora ela aprende a ficar quieta no canto dela! Ela...

Sentiu os dedos de Ichigo apertarem suas coxas. O garoto parou ajoelhado a sua frente no meio das pernas de Grimmjow. Ele arregalou os olhos surpreso encarando o ruivo e suas feições sérias, porém amenas.

– Já chega Grimmjow. Eu estou aqui. — falou apertando as mãos por cima da calça jeans dele.

Fosse aquele gentil toque, ou a suave voz dele tratando-o de maneira calma, compreensiva; Grimmjow não sabia explicar. Mas desabou no abraço do menor enroscando os braços ao redor dos ombros de Ichigo. Deixou a cabeça pender com a testa apoiada no vão do pescoço dele, apertando cada vez mais as costas quentes do garoto.

Ichigo nada disse, pois sabia que ele precisava desafogar a mágoa o corroendo no peito. Ele precisava apenas disso: um ombro para chorar.

– Não quero que ela morra...

Murmurou abafado no meio do aconchego.

– Vamos estar lá de manhã para vê-la. — respondeu afagando a nuca azulada — Neriell é teimosa, você sabe.

Grimmjow o abraçou ainda mais forte para então se afastar devagar. Mirou-o alguns segundos com um olhar caído, triste. E então o beijou.

Segurava seus ombros deixando as bocas quase transbordarem tamanha era a vontade do beijo. O ruivo mal conseguia respirar ficando com a face avermelhada tanto pela falta de ar quanto pelo repentino ataque de Grimmjow.

Agarrou as coxas do maior esticando os dedos pelo tecido da calça chegando perto do cinto. Sentiu o corpo ser puxado para mais perto tendo a língua envolta pela do outro num ósculo selvagem, onde debatiam os lábios em altos estalos.

Então Grimmjow o soltou bruscamente levando a boca na altura do pescoço de Ichigo o lambendo. Depois achegou a voz de seu ouvido sussurrando numa espécie de pedido desesperado:

– Quero você.

E Ichigo não sabia como negar. Ele era naquele momento uma criatura frágil e temerosa que precisava ser abraçado, mimado, cuidado em todos os sentidos e apenas ele seria capaz de dar a Grimmjow o acalento tão necessitado.

Levou as mãos ao seu rosto dando rápidos beijos nas bochechas. Os globos azuis tentavam esconder o inevitável discreto choro, mas Ichigo percebera o sabor salgado nas maçãs do rosto do maior. No entanto preferiu ficar quieto quanto ao assunto. Depois, beijou-o na pontinha do nariz e logo uniu os lábios novamente, erguendo-se do chão e encaixando as pernas ao redor da cintura do maior. Ajeitou-se no seu colo ficando numa altura elevada podendo beijar-lhe de cima, enquanto Grimmjow amassava a camisa do ruivo próximo ao fim das suas costas. Cravou as unhas na pele clara de Ichigo escalando até a altura dos ombros e desceu arranhando de leve o garoto.

Gemendo, Ichigo não pode evitar o rebolado da cintura, incitando o volume de Grimmjow assim como o dele próprio.

Como sempre o maior agia impulsivamente querendo afagar, beijar, alisar todos os cantos do corpo de Ichigo. E naquela hora mais do que nunca queria tudo do garoto, como se tentasse roubar um bocado da vida dele para si. Pois Grimmjow precisava sentir-se vivo. A cada minuto ele mesmo morria; incapaz de fazer algo por Neriell, preso a sua própria impotência.

Com Ichigo a mente se esvaziava, perdendo o foco da realidade. Eram só os dois ali e o mundo podia ficar para depois. O calor do ruivo emanava até ele sendo transmitido nas trocas de carícias, preenchendo-o com essa essência forte, com essa luz quase mágica do garoto. Uma força que só ele conseguia lhe dar.

Os dentes puxavam o lábio inferior do ruivo o prendendo naquela posição. Logo sua blusa saiu do corpo junto da de Grimmjow. A face do maior batia no meio do peito do garoto, podendo abocanhar os mamilos rosados. Sugou delicadamente o esquerdo, rodopiando a língua em seguida. A saliva escorreu pela lateral da boca, pois se aproveitava de Ichigo vorazmente, mas tratou de lambê-la com a pontinha da língua tornando a chupar a carne já avermelhada do ruivo.

Ele estremeceu como sempre fazia quando tocado dessa forma por Grimmjow. O coração acelerava, as bochechas se avermelhavam e o estomago parecia entrar em reboliço, metido no meio das emoções confusas de vergonha, desejo e lasciva.

Mais, mais, mais! Precisa de muito mais dele!

Chegando o abdômen para frente o ruivo apertou os ombros de Grimmjow continuando a mover sua cintura em movimentos desregulados – porém muito insinuativos. Entendendo o recado, o maior deslizou a língua do peito para a barriga, lambendo o umbigo dele, mordendo os gomos devagarinho. Depois, removeu o cinto e desabotoou sua calça. Ichigo logo ajoelhou no sofá ficando ainda mais acima de Grimmjow. A calça caiu para debaixo das suas nádegas e ele pode sentir a primeira chupada do esfomeado animal engolindo seu volume. Por um instante pensou que seria devorado ali mesmo, mas então Grimmjow diminuiu a velocidade, deixando-o ainda mais excitado e cheio de vontade.

Lambia a base do membro do ruivo e voltava para a ponta. Segurava a coxa enquanto isso, usando-a de apoio. Ichigo estava indo muito bem no meio daquela situação, sem soltar nenhum gemido desesperado, nem se movendo muito, mas isso foi apenas até Grimmjow tirar a mão da sua lateral e a levar para a parte de trás das suas pernas – bem no meio delas.

Aí ele gritou – alto. Jogou a cabeça para trás cerrando os olhos, engalfinhando os dedos na cabeleira azulada do maior enquanto ele o sorvia, e acariciava a entrada ao mesmo tempo.

A saliva escorrendo do membro lambuzava o meio das nádegas deixando a pele escorregadia o bastante para que Grimmjow pudesse colocar o primeiro dedo do lado de dentro. E como ele gostava de ouvir a voz de Ichigo trêmula quando o fazia. Só faltava o garoto derreter de tão molenga que ele ficava; sentindo os dedos se moverem assim no seu interior. Imagina então quando entrasse nele... Ah! Era um dos seus maiores deleites.

Sem mais delongas, arremessou o menor contra o sofá, e, parecendo um tanto quanto afobado, retirou a calça dele, abaixando a sua apenas o bastante para que a excitação latente ficasse à mostra.

Respirou acelerado, descendo o corpo para beijar Ichigo. Meu deus, como queria sentir aquele calor! Parecia ficar completo apenas quando se unia assim do ruivo. Afundou a boca no beijo, tirando o ar dos dois. Os lábios nem ao menos crepitavam, apenas se moviam deixando as línguas se encontrarem no imo quente e aconchegante. A saliva derramava pelos lados, escorregando para o queixo, mas ainda assim não queriam se soltar.

Quando não mais aguentavam, separaram o beijo, arfando. Grimmjow lambeu o pescoço do ruivo outra vez, deixando agora uma marca roxa ali. A mente já estava quase completamente vazia, no entanto ainda assim repreendia-se por se lembrar das piores coisas para aquela situação.

Indo com mais afinco nas mordidas, lambidas e beijos, Ichigo segurava os ombros e o cabelo do maior, deixando-o a vontade para se deliciar com seu corpo; coisa que não fazia facilmente. Só que, nesse instante, mirou a face desesperada de Grimmjow o olhando numa grande intensidade. Ele parou acima do garoto, olhando cada detalhe do seu rosto ruborizado, querendo focar a atenção exclusivamente nele.

– Ichigo.

Ele falou com o peito subindo e descendo tamanha era a falta de oxigênio. Soava feito uma súplica, uma declaração de que queria continuar, mas esperava o consentimento dele para isso.

O ruivo sorriu ainda arfando, também sentindo a necessidade do precioso ar, para então soltar a frase que desimpediu todas as defesas do maior:

– Está tudo bem Grimmjow. Você pode fazer o que quiser comigo.

Pronto. A cara de babaca pasmado apossou-se das feições de Grimmjow. Ele mordeu o lábio inferior querendo esconder a vergonha que sentira ao ouvi-lo dizendo isso, mas não pode disfarçar a vontade de possuí-lo.

Afastou as pernas de Ichigo sem pedir licença numa ação brusca. Viu a entrada rosada latejando devido à brincadeira com seus dedos, e segurando o falo entre os dedos, meteu com toda sua vontade dentro dele.

Num segundo havia se enterrado por completo em Ichigo, e ele por sua vez escalou as mãos nas costas do maior gritando um gemido alto e longo. Depois a voz ficou descompassada com os movimentos de vai e vem de Grimmjow. As pernas eram seguradas por ele, deixando os joelhos bem próximos do peito do ruivo.

Ichigo mal conseguia sair daquela posição, ficando preso debaixo dele, mas isso não irritava. Pelo contrário, ele gostava de sentir Grimmjow assim tão perto. Queria beijá-lo, mas a voracidade com a qual o maior empurrava seu membro dentro de si era assustadoramente rápida e forte. Mal tinha tempo de pensar, muito menos de combinar suas ações com a dele. Só conseguia grunhir e gemer de prazer.

Nisso, sentiu as pernas mudando de posição bruscamente. Enquanto uma delas ficou embaixo do corpo de Grimmjow, a outra fora erguida, apoiando-se no ombro do maior. Assim ele conseguia aprofundar-se por completo nele, deixando o corpo de Ichigo na mesma disposição reta de antes no sofá, mas com a cintura meio inclinada na direção oposta.

Ah! Como era bom finalmente conseguir apagar da cabeça todas as ideias. Concentrava-se apenas em Ichigo e em fazê-lo sentir-se bem. E pelos gemidos desconexos do garoto, estava conseguindo.

Começando a suar devido ao esforço, Grimmjow não se deixou abater pelo cansaço. Metia com vontade o volume rijo em Ichigo, passando agora a segurar o membro do garoto. Foi então que, sem avisar nem nada, ele escorreu em seus dedos, chegando ao clímax antes dele. Grimmjow se surpreendeu com aquilo, pois nunca antes havia feito tanto “estrago” de uma só vez no garoto.

Extremamente sem graça, Ichigo cobriu o rosto cruzando os braços em cima dele. Queria ter avisado antes que já estava; bem... Quase lá, mas mal conseguia colocar as palavras na garganta, muito menos formular uma frase! Só conseguia gritar.

Contudo, o maior não parou por aí. Lambendo os próprios lábios em satisfação, estocou outra vez o garoto.

Ichigo gemeu sendo forçado a mostrar a face vermelha a Grimmjow.

– Q-que?! – grunhiu gaguejando.

– Você disse que eu podia fazer o que eu quisesse com você. – disse convicto com o sorriso sádico à mostra – Então eu vou continuar até que eu goze dentro de você.

As bochechas de vermelhas ficaram quase azuis ao ouvir aquela frase. Queria replicar, mas não teve tempo. As estocadas voltaram ainda mais fortes e frequentes. Ele estava mesmo se divertido com aquilo, se aproveitando das palavras não medidas do ruivo.

Ao menos as pernas haviam voltado a posição de antes, porém mal conseguiu aproveitar o relaxamento dos músculos. Sentiu a cintura ser erguida, vendo Grimmjow ajoelhado no sofá.

– G-Grimmjow!

Ele urrou. Era como se de uma só vez Grimmjow tivesse decidido enfiar tudo nele, deixando a entrada do ruivo mais apertada. O maior gemeu com a sensação da carne o envolvendo no interior de Ichigo, tornando a se mover para dentro e para fora.

Os dois praticamente berravam agora. Se aquela casa não ficasse num local afastado da rua poderiam achar que um assassinato ocorria lá dentro – ou talvez imaginassem mesmo era a sacanagem que acontecia naquela sala – mas por sorte nenhum dos dois precisava se preocupar em segurar a voz. Ninguém conseguiria os interromper muito menos os escutar. E Ichigo agradecia por isso.

Quando conseguiu retornar os pensamentos à realidade, o ruivo sentiu o baixo ventre arder percebendo que havia ficado duro outra vez. Grimmjow sorriu – óbvio – agarrando novamente o volume do garoto.

– Já animado Ichigo?

Brincou com ele apertando o membro entre os dedos que escorregavam com facilidade por toda sua extensão.

– Babaca!

Conseguiu, por fim, responde-lo, tendo a gargalhada do maior como resposta.

Segurando o tecido grosso do sofá, Ichigo pendeu a cabeça para o lado respirando rápido na almofada. Os sentidos pareciam que iriam o abandonar cada vez que Grimmjow penetrava com vontade nele. Queria gritar e o agarrar ao mesmo tempo. A sua entrada pulsava ao permitir a passagem do membro de Grimmjow, acabando por espremê-lo em seguida. Parecia ser de proposito essa reação involuntária do ruivo, que deixava o maior quase preso no meio do movimento. A sensação era tão boa para Ichigo que mal conseguia conter os impulsos do corpo, acabando por incitar mais ainda Grimmjow, mesmo que sem querer.

Já no limite daquela deliciosa brincadeira, Grimmjow separou ainda mais as nádegas do garoto, indo até o limite da onde conseguia enfiar o membro nele, para então, por fim, preenche-lo com o líquido quente. Em resposta, Ichigo arranhou os braços do maior deixando uma nova onda escapar de seu falo, lambuzando mais ainda seu abdômen.

Gemendo no último instante, Grimmjow desceu as pernas de Ichigo e seu próprio corpo em seguida. Mal conseguiam respirar, muito menos manterem-se acordados. Foi então que puxarão a pequena manta embolada do sofá para cima deles, e ali mesmo, aproveitaram o calor quase estonteante para dormir – sem esquecer do rápido e singelo beijo de “boa noite”.

Grimmjow adormeceu na mesma hora, enquanto Ichigo ainda pode mirar a expressão relaxada do maior. E vendo aquela feição triste dele como poderia dizer não? Queria mesmo era abraça-lo, fazê-lo sentir-se seguro de todas as formas possíveis. Claro, para ele a sensação fora muito boa também. Mas, além disso, ficava feliz consigo mesmo por ter sido capaz de acalmar Grimmjow. Fechou os olhos abraçando a cabeça dele e conforme lhe afagava a nuca, caiu num pesado sono.

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O vento quase não chegava até a sombra daquela árvore majestosa. Apenas quando os balanços moviam-se é que uma pequena brisa passeava por seus rostos e pelas roupas. A expressão nula de Neriell ganhava novos ares, como se procurasse se lembrar de um lugar diferente daquele. Mas parecia que seu mundo havia sido reduzido a refrescante folhagem do carvalho.

Algumas folhas secas caíam da árvore ao seu redor. Formavam um tapete amarelado diminuindo aos poucos a grande e pesada sombra. E quanto mais ficava ali pensando o que deveria estar fazendo – pois algo a dizia que devia estar em outro lugar – sentia ter pouco tempo para pensar.

– Matsumoto...

Ela falou parecendo consternada.

– Pode falar.

– Porque estamos aqui?

A loira sorriu mirando o horizonte além delas.

– Porque precisamos. Você precisa.

– Mas eu estou ficando cansada. – replicou.

– Cansada?

– Sim... Aqui é tudo igual. E meu corpo parece ficar dormente a cada instante. Não sei por que estou aqui, nem como vim parar nessa árvore.

– Você se lembra bastante dessa árvore não é?

Matsumoto perguntou deixando-a surpresa. Sim ela pensava bastante naquele lugar, pois para ela fora um momento importante da sua vida. Quando conheceu a amiga, quando as duas se tornaram inseparáveis. Podiam até dizer que eram irmãos separadas no nascimento de tão próximas. Contudo a intuição de Neriell a dizia que não podia mais perder seu tempo ali. E que Matsumoto já não mais podia ajuda-la.

– Eu nunca mais a verei, não é mesmo? – perguntou a amiga deixando os olhos verdes encherem-se de lágrimas.

Matsumoto sorriu inocente como sempre.

– Talvez sim, talvez não. Cabe a você decidir.

– A mim? Decidir o que?

– Se quer continuar da onde parou... Ou se quer seguir em frente.

Respirando fundo Neriell avistou a folhagem amarelada formando pequenos montes debaixo da árvore. Era como uma ampulheta contando os minutos restantes. Mas que minutos eram estes? Os da sua própria vida. Da luta que travava consigo mesma na cama daquele hospital. E a realização dessa verdade a deixou apreensiva.

– S-se eu continuar... Nós iremos nos separar?

– Isso mesmo Neriell. – respondeu-lhe.

Enxugando os olhos, a mulher fungou o nariz apertando as mãos em cima do colo.

– E... Se por um acaso eu quiser seguir em frente?

– Nós caminhamos juntas. Podemos ficar aqui no balanço. Podemos voltar a qualquer lugar que você queira.

– Mas... Só aqui? Só poderemos ficar nesse lugar?

– Sim.

Um longo suspiro ficou entalado na garganta. O coração palpitou acelerado. Tinha diante dela uma escolha sem volta. Quem ela seria? Uma desistente ou uma guerreira? A sofredora que volta mais uma vez a triste batalha sem fim, ou a já cansada do fardo que é a vida? Quem era Neriell afinal de contas?

Quem a conhecia, e eram poucos, diriam, sem dúvida que o cerne da mulher é a persistência, a teimosia. Dar para trás, nunca. Chutar o balde? Uma afronta! Mas isso era o que pensavam. E quanto as suas vontades? As reais, as próprias? E se estivesse cansada de tentar, da monotonia? Era jovem, sim, de fato. Mas tanto já havia feito que os ossos doíam como os de um velho.

Desde pequena procurava pelo o que fazer da vida. Não teve casa, morou na rua até o orfanato, onde conheceu Matsumoto e muitas outras crianças como ela. Talvez pelo infortúnio compartilhado as duas amigas se dessem tão bem. Enfim, a luta veio desde cedo. Por isso a casca grossa, o deboche, as brincadeiras e ironias. E mais ainda a astúcia de quem sentia dificuldade em confiar na confiança, em acreditar em alguém além dela mesma — ou Matsumoto.

Havia Grimmjow também. Ambos presos pelo acaso de uma noite de farra. Quem diria que encontrar-se-iam de novo? Virou babá de luxo de burro velho. Grimmjow o sem causa, o problemático, o sem escrúpulos, o descomedido... O grande amigo.

Claro, havia ele. Que faria Grimmjow sem a mulher? Choraria? Escondido talvez. Mas bastava encontrar-se com o amado ruivo que tudo se estabilizava. Sabia que ele se importava com seu bem estar. No entanto ter a certeza de que não o deixaria sozinho a tranquilizava, deixava a mente em paz.

Porque estava tão cansada! Tão cheia daquela vida!

O corpo foi comichando devagar numa espécie de torpor, uma cãibra. Mirou Matsumoto em dúvida ouvindo da amiga:

– Falta pouco. Precisamos ir logo.

E notando agora as folhas amarelas se multiplicando, Neriell respirou fundo, ainda indecisa.

– Só mais um pouco.

Implorou a amiga.

– Mais um pouco. — Matsumoto respondeu — Mas não muito.

E tornaram a se balançar.

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Seu irmão e Renji estavam no escritório há muito tempo. Rukia já levantava as sobrancelhas imaginando... Ou melhor, não querendo imaginar o que aqueles dois faziam. No entanto, precisava falar com o amigo. Pigarreando, bateu na porta algumas vezes fazendo questão de emitir um alto som. Escutou estranhos e sugestivos ruídos, não podendo evitar corar as bochechas. Até que a porta se abriu. Renji sentado no sofá tampava a boca apoiando a mão na face avermelhada. Sua blusa estava meio bagunçada assim como o cabelo – bem sugestivo. Byakuya permanecia intacto na mesa repleta de papéis, parecendo não se incomodar com a presença da garota.

– Deseja alguma coisa Rukia?

Perguntou o moreno.

Ela respirou fundo querendo parar a imaginação fértil, dizendo por fim:

– Eu estou indo me encontrar com a Inoue, Renji. – falou dirigindo-se ao ruivo.

– É... Alguma coisa que eu preciso saber? – indagou confuso.

– É sobre a festa surpresa do Grimmjow. Ela disse que precisava conversar algo importante. Você vai ajudar, não é? Afinal ele é namorado do Ichigo.

A caneta vacilou na mão de Byakuya. A tinta escorreu no papel o sujando enquanto Renji deixou o suor frio escorrer pela testa.

– É-é claro!

Respondeu rapidamente.

– Então vamos, ela está nos esperando no café do centro.

Saindo do escritório, a baixinha teve o bom senso de ficar na sala esperando pelo outro descer. E foi uma boa ideia a sua.

Renji ergueu-se do sofá ajeitando a roupa ainda amassada pensando muito comedido em quais palavras usar com Byakuya. Até que se surpreendeu ao ver o professor de braços cruzados na sua frente. O corpo gelou, e antes de proferir uma única sentença a voz pesada de Byakuya veio:

– Você vai? – indagou.

– Eu prometi que ia ajudar sensei. – respondeu acanhado.

– Pois bem...

A camisa foi agarrada perdendo toda a compostura de antes. Renji fora puxado por Byakuya numa violência exagerada. Depois veio o beijo sufocante o deixando sem ar. Atordoado, fora largado com aquela expressão abobada que só ele sabia fazer. Nisso, Byakuya retornou ao seu assento na mesa conforme falava numa frase definitiva:

– Só espero que você saiba a quem pertence.

Sacudindo a cabeça em afirmação, Renji saiu porta a fora sem acreditar muito no que ele havia feito. Byakuya não demonstrava com frequência, mas era bastante ciumento. Encontrou Rukia logo em seguida sem comentar nada, e então foram ao café.

Chegaram lá à tarde, vendo a amiga alegre com uma carinha não tão feliz assim sentada numa das mesas. Cumprimentaram-se, acompanhando Inoue no café.

– O que aconteceu Orihime? –Rukia perguntou já preocupada.

A garota mordeu o lábio inferior passando o dedo na borda da caneca a sua frente. E foi então que Rukia e Renji a acompanharam na expressão tristonha. Inoue foi contando aos poucos sobre a situação de Neriell, a amiga de Grimmjow. Ficaram apreensivos por ele, e Renji, querendo ou não, se perguntou se Ichigo estava bem. Ainda se importava com o ruivo, pois prezava a amizade com ele.

– E o que vamos fazer? – Rukia jogou em cima dos dois.

– Não sei... Talvez fosse melhor cancelar a festa surpresa para o Grimmjow-kun.

– Acho que devemos perguntar ao Ichigo primeiro. Quer dizer, ele deve saber melhor do Grimmjow que a gente. – Renji comentou.

As duas concordaram, deixando o clima pesado tomar conta deles. Rukia também tinha vontade de falar com Ichigo, mas achou melhor esperar um pouco, pois tudo havia sido muito recente e o amigo deveria estar ao lado de Grimmjow nesse momento.

Enrolado na coberta e das pernas de Ichigo, Grimmjow esquentava o grande corpo encostado na pele do ruivo. Sentia o gostoso cheirinho dele, conseguindo dormir tranquilamente. Isso até o celular tocar incessante. Puto, levantou – pelado – atendendo o maldito aparelho.

– Quem é?! – exclamou enfezado.

– Senhor Grimmjow? É do hospital.

E seu olhar mudou drasticamente nesse minuto.

Na frente da tela do computador Gin adiantava seus afazeres do dia quando uma mensagem surgiu na caixa de entrada do e-mail. A cara de raposa esticou os lábios ao ler a noticia que chegara a ele. Então, como sempre fazia, foi relatar ao seu mestre a novidade alegre.

– Senhor.

Ele entrou no escritório de Aizen vendo-o sentado na grande poltrona da presidência próximo a janela. Ele virou-se ao fiel seguidor mostrando a ele a pequena joia que segurava em sua mão – aquela joia que demoraram tanto a encontrar.

– Aconteceu algo Gin? – perguntou a ele.

A raposa sorriu:

– Acabaram de emitir o atestado de óbito de Neriell, senhor.

Aizen acompanhou o homem no sorriso brincando com a joia em seus dedos.

– Excelente.

Disse, apertando com afinco na palma da mão a pequena pérola multicor. Mirou a beleza brilhante dela deixando as luzes se misturarem com a cor dos seus globos castanhos, o transformando num arco-íris profundo e estranhamente frio.

– A gatinha já foi... Agora só falto pegar o gato.

Falou consigo mesmo percebendo a face risonha de Gin o acompanhando.

Continua

Notas finais
Então... Não fiquem tristes! Eu juro que tem mais história pela frente! Confiem em mim, tudo fará sentido mais tarde!!!! >___ Anyway espero escrever o proximo rápido para não deixar v6 ansiosos! Kissus amores, até o próximo capítulo!