Maipetto no Neko
38 Capítulo 38 - Um só corpo
Notas iniciais
Eu estou... Simplesmente... Apaixonada pelo Grimmjow *¬* E o Ichigo está muito... GAH! Nem tenho palavras para descrever o morango! Posso ter os dois de presente de aniversáio? xD
Boa leitura peaple!
Maipetto no Neko
Capítulo 38 – Um só corpo
A alegria de Inoue era visível. Cada passo dado era uma emoção, cada vista, um encanto aos olhos. E mesmo a garota sendo empolgada, tinham de admitir ser um belo lugar. A neve típica da estação cobria as montanhas ao redor do resort. A fumaça esbranquiçada subia junto ao vento gelado esfriando o rosto quando batia na pele. As árvores ainda abrigavam alguns animais, porém a maioria deles ficava entocada nos buracos dos troncos ou covas na terra abaixo das folhas congeladas. Puderam ver um lago onde algumas pessoas patinavam deixando o frio para trás com os rápidos movimentos ritmados no gelo. Optaram pela caminhada, pois tinham poucas malas e poderiam dar um rápido vislumbre nas atrações turísticas, decidindo melhor a programação das férias improvisadas. Além do mais, à distância até o resort não era maior do que um quilômetro.
Chad, gentil como sempre, carregava a bagagem de Inoue, deixando a amiga se divertir no passeio. Ishida o acompanhava para não o deixar ficar muito atrás, já Ichigo andava logo a frente, mirando o colorido cabelo de Grimmjow à distância como se ele se mistura-se a neve do lugar.
A raiva só crescia, ficando cansado de tanta criancice dele. Essas crises de ciúme eram, no mínimo, ridículas. Quer dizer, havia deixado bem claro que o havia ‘escolhido’... Quanto a isso, não poderia ter reclamação nenhuma. Então qual a necessidade de estragar o ânimo de todos nessas cenas desnecessárias?
Devagarzinho, Inoue foi aproximando-se do ruivo, pondo a mão na lateral da boca cochichando a ele:
- Kurozaki-kun, está tudo bem com o Grimmjow-kun?
- Oh, nada de mais! – respondeu querendo despreocupá-la – Ele apenas... Não gosta de climas frios.
Mentiu num rápido improviso.
- Que pena! Talvez ele se sinta melhor quando chegarmos aos nossos quartos.
Assentindo com a cabeça Ichigo esperou Inoue se afastar e sorriu consigo mesmo. Não era de ficar se gabando, mas dessa vez tinha pensado num ótimo jeito de ‘vingar-se’ dele. Não o deixaria estragar o seu descanso ou dos amigos. Nem era lá uma idéia muito original, contudo, não custava nada tentar.
Poucos minutos depois se depararam com a entrada fenomenal do resort. Duas pilastras de madeira sustentavam o seu nome numa placa colossal, convidando os clientes a se aconchegarem nele. Chegaram ao estacionamento, onde pequenos carros de transporte circulavam com os hóspedes até a entrada principal. Puseram as malas atrás de um desses animando-se com as facilidades e educação com a qual foram tratados. De vez em quando fazia bem fugir da agitação da cidade.
Na recepção encontraram uma pequena fila, mas o atendimento fora rápido e eficiente. Mal disseram seus nomes, a recepcionista bateu as mãos acima da cabeça, chamando alguns dos companheiros de trabalho, que logo se ocuparam de carregar as malas de cada um, e os guiar a área dos dormitórios. Aparentemente tudo ficava muito bem separado no resort. As fontes termais, tão famosas da localidade, encontravam-se na parte traseira, próximo a nascente das montanhas. Os quartos, numa direção oposta, evitando encontros desnecessários entre os vestuários do dia a dia e toalhas cobrindo a cintura de outros.
Seus cômodos eram alguns dos mais bem dispostos bem à frente das termais. Naquele ponto, puderam ver os hóspedes caminhando de kimonos leves e roupas de banho, sem preocupação alguma. Parecia ser uma área mais liberal do resort.
Dali em diante, foram deixados para encontrar seus respectivos quartos. Ichigo segurava uma pequena plaquinha de madeira onde um número tinha sido encravado – um detalhe muito simples e belo por sinal. Inoue foi a primeira a deixá-los ficando bem perto da entrada. Depois Chad, e duas portas adiante, Ishida.
Andando mais um pouco – Grimmjow ia à frente, sem proferir uma palavra – Ichigo encontrou o quarto referente ao número em mãos. Afastou a porta feita de papel, no estilo mais clássico possível, e viu um ambiente espaçoso e aconchegante. Um pequeno buraco no meio do cômodo aquecia o ambiente com pedras de carvão, fazendo uma espécie de sauna. Virou-se para chamar o outro, porém ele chegou antes, jogando a bagagem de mão no chão.
- Parece bom. – falou pela primeira vez.
- Oh, agora estamos nos falando de novo? – ironizou o ruivo.
Lançando um olhar de antipatia, Grimmjow tornou a andar pelo quarto vendo cada porta e gaveta dele. Queria encontrar alguma distração evitando uma conversa chata e demorada que imaginava estar o aguardando.
Bufando Ichigo cruzou os braços, deixando as sobrancelhas envergadas em sinal de desagrado:
- Você está sendo um verdadeiro babaca. – disse.
- Deixa de agir feito à vítima! – replicou o maior de imediato – Como se tu não soubesse o motivo!
- Saber eu sei, só acho ridículo. Não tem nada a ver ficar de ciuminho idiota.
- “Idiota”?! – repetiu num tom mais alto – Porra! Não é idiota coisa nenhuma!
Ichigo revirou os olhos. Era o bastante, já havia aturado aquele bico demais por um dia, precisava agir agora, ou teria de ouvir um batalhão de palavrões vindo de Grimmjow:
- Não adianta mesmo falar com você...
Dando um passo à frente, o menor esticou o braço encontrando a blusa branca que o maior usava. Engalfinhou os dedos no tecido grosso, apertando-o, e, num só puxão, o trouxe para perto de si. O susto do ato fora ligeiro demais, sem dar tempo a alguma reação. Ichigo uniu a boca com a de Grimmjow enfiando a língua por debaixo da dele, debatendo-a em meio à saliva quente e o gosto de sangue, pois os lábios racharam com o frio, deixando a carne viva soltar os fios avermelhados. O gosto deixava o beijo com um sabor violento, ao mesmo tempo em que era apaixonante.
Quando fora solto, Grimmjow mirou o garoto numa expressão confusa, perguntando a ele:
- O que está fazendo?
- Te beijando, porra.
Ainda sem entender, continuou a encará-lo naquele olhar perdido e curioso que tinha. Ichigo pensou em rir, mas isso apenas estragaria o clima. Gostava de ver Grimmjow tentando decifrar suas ações quando tinha mais coragem a realizá-las.
Noutro movimento, tornou a beijá-lo, empurrando seu corpo aos poucos para trás, fazendo-o encontrar a parede. Ouviu um grunhido abafado saindo da garganta do maior quando as costas bateram, e, pressionando sua cintura contra a dele, rodopiou ainda mais a língua, abrindo e fechando a boca em pequenos estalos. As mãos da gola foram deslizando para o peito, amassando o grosso tecido. A cútis debaixo dele estava quente, querendo ser tocada, apalpada, sentida de todas as maneiras... Ah! Ele mesmo queria tocar o abdômen de Grimmjow; e o fez. Ergueu a barra da camisa enfiando os dedos gelados por ela. O choque térmico causou um arrepio no maior, no entanto, ele havia gostado daquilo.
Antes de poder falar outra vez, de indagar ao ruivo porque ele estava sendo tão atirado; tão provocativo, os dedos gelados dele apertaram suas costelas, obrigando-o a fazer um movimento brusco até o chão, onde fora arremessado em cima de um grosso cobertor verde.
Por cima de Grimmjow, Ichigo passava a língua próximo ao lóbulo da orelha do maior. Primeiro tocava com a pontinha, para então abocanhar o músculo do pescoço. Sentia o perfume forte dele, inebriante, intenso, um cheiro que já havia o afetado por completo, que misturava seus sentidos e o fazia querer mais. Porque uma noite não era nada, uma única vez não era o bastante. Havia se tornado um viciado daquele corpo, da adrenalina, do sabor e do cheiro daquele homem narcisista.
Queria enfiar os dedos por debaixo do cabelo azul puxando-o pela nuca, vendo-o trancar a cara, contorcendo as feições devido à dor, ao mesmo tempo em que gostava disso; e esse sádico o havia transformado; o dominado por completo.
O desejo foi tomando conta de suas ações e seus dentes cravaram no ombro desnudo do maior. A blusa era fortemente arrastada para os lados, despindo o corpo dele. Sua boca ia deixando marcas profundas, fazendo Grimmjow gemer, contorcendo-se em cima do cobertor.
Desde o beijo repentino, Grimmjow havia pensado em agarrar o ruivo, rasgar sua roupa, e fazer de tudo com ele naquele chão de madeira. Mal conseguia se refrear, no entanto, sua curiosidade o prendera. Queria ver até onde o garoto ia, e o que pretendia com isso.
O bafo quente de Ichigo batia em seu rosto, esquentando aquela parte descoberta, causando-lhe um arrepio. As mãos coçavam querendo tomar o corpo acima dele. Ao ser jogado no chão, mordeu o lábio sentindo raiva, pois não queria ser tratado feito um fracote. Contudo, podia ver a face avermelhada de Ichigo quando contornava a língua nas elevações de seu pescoço, as mãos ainda nervosas que tremiam ao remover sua blusa. Ah! Os pequenos resquícios de medo e inocência que ainda existiam no ruivo o fascinavam! Queria mais do que tudo macular aquele garoto!
Fora o limite. Ele não ia conseguir, não permitiria ser tratado dessa forma.
Nisso, avançou as mãos para frente. Apanhou a cintura do menor, os grandes dedos envolvendo cada flanco, apertando a carne quente por debaixo do casaco. Pensou em puxá-lo, contudo, antes de fazê-lo, o ruivo soltou os dentes do pescoço dele. Desceu com os quadris, batendo as coxas nas laterais das pernas do maior. As nádegas bateram bem no meio, apertando a elevação debaixo da calça dele.
As maçãs do rosto de Grimmjow ruborizaram, e sua voz saiu alta e rouca em êxtase. Ichigo sorriu, lambendo os cantos dos lábios. Nem ele mesmo sabia ter esse lado pervertido, e em como havia gostado de ver Grimmjow submisso.
Dando-se por satisfeito, baixou a cabeça até a orelha do maior, sussurrando:
- Vai continuar fazendo manha agora?
Soltando uma gargalhada, Grimmjow arremessou o corpo do menor para trás invertendo suas posições:
- Foi por isso que ficou todo atirado desse jeito?
Puxando a gola de sua blusa, o ruivo chamou-o para mais perto, também risonho:
- Como se você não tivesse gostado.
- Adorei. – confirmou – Mas você ainda é um novato comparado a mim.
- Ah é? – perguntou sentindo-se um pouco ofendido.
- Claro! Por exemplo... Já parou para pensar que nós estamos num resort?
- Sim... – respondeu sem entender bem o porquê da pergunta estranha.
- E que aqui tem uma fonte termal grande o bastante para nós dois?
Engolindo seco, a face de Ichigo avermelhou-se, entendo onde aquela conversa ia parar. Que ironia! Depois de tê-lo provocado tanto, depois de pensar estar no controle... Havia sido pego em sua própria ‘armadilha’.
- Vamos lá ruivinho. – brincou Grimmjow – Eu vou te mostrar como provocar de verdade.
Nisso, Ichigo já estava dentro de uma das grandes piscinas de água quente do resort. Uma toalha branca sobre a cabeça, metade do corpo submerso, e a face completamente vermelha – tanto pelo calor quanto pela vergonha. Realmente, não havia planejado nada daquilo. Grimmjow ficara na outra ponta com os braços esticados, aproveitando o borbulhar suave com o tórax para fora da água. Ichigo ficou ali, parado, apenas assistindo ao longe as gotinhas de água e suor caírem sobre seu peito. Ele parecia nem se importar com a presença do garoto ali. Nem parecia que há alguns minutos atrás, gritava no quarto quando ficara por cima dele o instigando.
Baixou ainda mais deixando apenas o nariz do lado de fora da água. Na verdade, havia estranhado o fato de ter apenas os dois ali. Sendo inverno, um frio de três graus ou menos, esperava ver mais gente entupindo as fontes a fim de fugir do clima gelado.
Perdido nas próprias indagações assustou-se ao sentir as mãos de Grimmjow tocando-lhe o ombro. Pulou para fora da água encostando as costas na borda da piscina.
- Voltou a si? – perguntou o maior ironizando- Vai desistir do seu planinho agora?
Riu zombando dele.
- N-não eu... Ah!
Grunhiu inapto de responder-lhe. Tudo ia muito bem no quarto! Apenas os dois ali, e nenhuma chance de encontrarem algum estranho. Queria muito entender o porquê do estranho fetiche de Grimmjow e os lugares públicos!
Sentiu o queixo ser erguido revelando sua face avermelhada ao maior. Juntaram os lábios, e a fumaça quente subia, entrando na boca, parecendo aquecer ainda mais o beijo. Ágil como sempre, Grimmjow desceu os dedos à cintura do ruivo, puxando-o para mais perto. Nisso, as mãos do menor tocaram seu peito o empurrando um pouco, mas ainda continuavam bem próximos:
- Alguém pode aparecer aqui. – falou de uma vez.
- Relaxa. – sorriu enigmático – Ninguém vai dar as caras.
- Como pode ter certeza?
- Eu pus um aviso na entrada da fonte de que ela estava quebrada.
- Que?! – exclamou – Você não podia ter feito isso!
- Então tu vai ficar reclamando, ou aproveitar enquanto ninguém descobre?
Antes de respondê-lo, as mãos de Grimmjow afundaram na água indo para no meio de suas pernas. Esquecera completamente que já haviam retirado as roupas. Soltou um gemido segurando os ombros largos do maior.
Grimmjow deslizou os dedos no braço do garoto, beijando a bandagem molhada onde o ferimento ainda ficara aberto.
- Não está doendo? – perguntou um pouco consternado.
- Não...
A face envergonhada de Ichigo dava lugar ao olhar de pidão dele. Esticou a língua procurando a de Grimmjow, o unindo num novo ósculo. As costas foram praticamente arremessadas contra a borda da piscina, e o maior enfiou uma das pernas no meio das dele. A boca abriu ainda mais, hora sugando a carne dos lábios, hora estalando em pequenos beijos. As línguas rodopiavam, debatiam-se, e as mentes ativas imaginavam, lembravam da primeira noite juntos, dos corações acelerados e as peles se roçando, coçando, numa vontade de ter mais, de procurar um meio de grudar as duas partes numa só.
Era uma vez há muito, muito tempo, uma antiga história, uma lenda de outro país, de outra época. Os deuses haviam criado o ser humano. Contudo, ele possuía características diferentes: dois pares de pernas, dois pares de braços, e duas cabeças. O medo tomara conta do panteão divino, medo do poder da própria criação, e assim, um raio fora lançado entre eles, separando o ser humano em duas metades. E o eterno enigma do homem tornou-se a busca infinita por essa outra metade que o completava.
Ichigo não sabia ao certo da onde havia escutado essa lenda, essa historinha bonita para crianças. Mas... Quando Grimmjow o envolvia, quando as pernas se debatiam uma contra a outra, quando se encontravam num abraço, e as bocas. Ah! Quando alcançava os seus lábios o beijo era tão insólito, tão vivo que... Que nada mais importava. Não havia ninguém ao seu redor, não havia tempo. Sentia um reboliço de emoções tão amplo, que as vontades, os suspiros de ambos iam se tornando um só, e era como delineado nessa lenda; sua outra metade que retornara; que o encontrara finalmente.
Num longo suspiro, largou a boca de Grimmjow levando as mãos as maçãs do rosto dele. Encostou as testas e mirou os olhos azulados. Seu brilho âmbar tremeluzia enquanto o outro ainda tentava aproximar-se novamente. O ruivo prendeu o lábio inferior dele entre os dentes numa leve mordida, puxando-o para trás. Depois o largou esfregando sutilmente as bocas. O bafo saiu quente esbarrando em sua pele.
Grimmjow avançou sem penar duas vezes. Ichigo e aquela cara de pidão! Ah! Não conseguia resistir quando via essa expressão inocente de luxúria dele.
A mão escondida debaixo d’água alisou o membro rijo do garoto, descendo e descendo, roçando na pele sensível, até encontrar o local que queria. O ruivo gemeu outra vez agarrando-se nas costas largas do maior conforme os dedos dele iam entrando devagar em si. Encostou a boca próximo à orelha dele, sussurrando palavras desconexas e grunhidos de prazer. Grimmjow estremecia sempre quando Ichigo o fazia; com a voz colada ao seu ouvido lhe incitando mais e mais.
Puxando as mãos, apertou as coxas do garoto quase cravando as unhas nelas. Afastou as duas pernas levantando-as. Imediatamente o ruivo entrelaçou-as na cintura do maior. Os dois volumes latejantes se encontraram, pressionando um contra o outro. Grimmjow forçou o corpo contra o dele tornando a beijá-lo. Movia a cintura para cima e para baixo, resvalando os músculos sensíveis ao toque de cada um.
Quase arrancando os cabelos azulados, Ichigo enroscou os dedos ali, puxando-os do couro cabeludo. Abocanhou o pescoço outra vez ao fazer a cabeça do maior ir para trás, apertando seu ombro com o outro braço. Largou-o, porém, ao ter a orelha mordida, voltando sua atenção a boca de Grimmjow. Queria beijá-lo, mas ele não deixou. Ao invés disso, soltou seu corpo e, sem avisar, o girou, fazendo a água agitar-se junto do movimento.
Grimmjow podia ver toda a extensão das costas do ruivo. A água quente escorrendo das dobras dos músculos, indo até o cóccix, e depois se unindo a imensidão da piscina. Abriu a boca descendo a língua ao meio da coluna, subindo devagar, chegando à nuca descoberta. Mordeu novamente o lóbulo do garoto enquanto uma das mãos ia a sua bochecha, segurando a face dele. Virou-o buscando um beijo, tendo de envergar o corpo à frente podendo, assim, o alcançar. O braço de Ichigo envolveu o pescoço do maior segurando outra vez as melenas azuladas dele. A posição era um pouco desconfortável, mas a carência de tê-lo parecia superar isso. Teve vontade de rodar o corpo e o abraçar, porém, Grimmjow o impedira, fazendo-o permanecer de costas a ele.
Os dedos desceram pelo flanco do ruivo batendo sutilmente nos gomos do abdômen. Passou por cima da nádega direita, e, afundando na água, chegou à entrada escondida do garoto dentro da piscina. A água ajudava a deslizar a falange do dedo para dentro, e sentindo as pernas fraquejarem devido ao súbito deleite, Ichigo apoiou as palmas da mão sobre a borda da piscina, empinando a cintura.
Grimmjow sorriu.
Pôs outro dedo, esticando as laterais da entrada do garoto. Depois, brincou com ele, tirando um dedo, à medida que engranzava outro ao mesmo tempo, aumentando e diminuindo a velocidade que o fazia. Um choque parecia percorrer o ruivo, que mal conseguia suportar o próprio peso. Suas bochechas coravam cada vez mais ao gemer alto, com as investidas de Grimmjow aumentando.
Retirando as mãos da água, Grimmjow segurou a cintura de Ichigo, mantendo-o firme. Depois, segurou seu próprio membro, colocando-o no meio das pernas do garoto, afundando aos poucos dentro dele.
Grunhindo alto, Ichigo desceu o corpo, apertando a borda da piscina. Suas reações faziam os músculos retesarem, e, nisso, sentiu o peito do maior caindo sobre suas costas. Grimmjow gemeu com o rosto ruborizado, arfando, parecendo estar cansado. Quando o garoto fazia isso, quando ele tremia desse jeito, sentia-se ser sugado com mais vontade ao interior dele, aprofundando-se mais. Ficava difícil se controlar quando a sensação era tão boa, quando o ruivo parecia fazer isso de propósito só para deixá-lo acabado. Tentou ir para trás, no entanto, Ichigo o sorvia, como se tentasse o deixar ali por mais tempo.
- Grimmjow... — o ruivo gemeu mirando a face do maior.
Respirando pesado, Grimmjow ergueu-se, apertando a cintura do garoto. Entrou mais ainda nele, ouvindo-o gritar. Depois, saiu na mesma velocidade, repetindo os movimentos de vai e vem. A água batia nos corpos, imitando cada mudança de direção tomada pelo maior.
Ichigo sentiu o calor aumentar, e o vapor da água subia inebriando os sentidos. O membro fora agarrado pelos dedos de Grimmjow, e isso apenas o deixou ainda mais extasiado. A água fervente junto dele o massageando, o envolvendo num misto de prazer e vergonha! Era quase divino!
E não sabia por que, mas a dor da primeira vez havia o abandonado. Os nervos saltavam querendo apenas mais e mais de Grimmjow. Os fios da pele se ouriçavam cada vez que ele se afastava lentamente, para então retornar, invadindo-o.
Arfava sem conseguir puxar ar aos pulmões. Esticou o braço para trás, e outra vez enroscou-o na garganta de Grimmjow. No beijo, tentava sugar o fôlego do maior para si, no entanto, isso apenas o deixou desnorteado.
- Ichigo eu... Não agüento mais!
A voz ecoou da goela de Grimmjow. As testas se uniram no meio do ato, a velocidade acrescendo, os corpos oscilando fazendo a água fervente bater na pele. A fricção constante, e num grito, num único e demorado grito em coro de ambos, o êxtase final veio seguido das respirações falhas e do cansaço.
O borbulhar da piscina acalmava os ânimos. Virando-se, finalmente, Ichigo abraçou Grimmjow deixando o corpo do maior cair sobre o dele. Sorrindo, o sádico roubou-lhe um novo beijo, acariciando a nuca do ruivo.
- Aprendeu direitinho? – indagou ao garoto com a face risonha.
- Babaca.
Respondeu gargalhando junto dele. A viagem seria longa, mas ao menos tinham como matar o tempo...
Continua
Notas finais
Minha intenção é fazer mais cenas com essa durante a viagem dos amigos uahuahauhauahauha Vamos ter fãs correndo para o hospital, depois de sangrarem tanto pelo nariz hahahaha!
Kissus amores ;)
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