Maipetto no Neko
66 Capítulo 66 - Meu dono
Notas iniciais
Maipetto no Neko
Capítulo 66 – Meu dono
Os jornais apareceram na manhã seguinte com a foto da semana estampando a primeira página. Neriell segurava o pedaço de papel querendo o arremessar nas fuças de Grimmjow. E ele a encarava na sala da presidência com a cara mais lavada de todas: os braços acima da cabeça, como quem não quer nada. O único parecendo se importar um pouco era Ichigo – com a mão enfiada no rosto enquanto a vergonha tomava conta dele.
– Posso saber que ideia maluca foi essa de sair do hospital assim do nada?! – esbravejou, realmente lançando o jornal contra Grimmjow.
Ele pegou as folhas as jogando para o lado e disse bufando:
– Não aguentava mais ficar naquele lugar! Já sou grandinho pra decidir essas coisas!
– Pode ser grande, mas não é responsável! O conselho está em cima de você desde que souberam do sequestro de Aizen! Querem sua cabeça, Grimmjow. Nenhum daqueles velhos vai te dar o controle da empresa assim, tão fácil.
– Sei disso.
– Se sabe por que faz essas coisas?! Sair do hospital antes do tempo, aparecer nos jornais junto de Ichigo!
– Ai meu deus... – resmungou o garoto procurando não ver a grande foto que o mostrava puxando Grimmjow pela mão no meio do estacionamento.
– Calma ruivo, a gente só estava fugindo dos fotógrafos! – comentou Grimmjow.
– É, mas mesmo assim olha só o que estão falando de nós na reportagem! “Possível romance?” “Coração de gelo do playboy milionário conquistado?” “Saindo do armário?”.
A última era a pior de todas para Ichigo. Não tinha problema algum com seu relacionamento com Grimmjow, mas ter sua cara estampada num jornal de circulação nacional era uma situação completamente diferente! Detestava receber atenção á toa.
Ichigo colocou a mão sobre a testa balançando a cabeça de um lado ao outro. O que poderia fazer? Nisso, Neriell interveio com um sorriso estranhamente alegre:
– Quanto a isso não precisa se preocupar Ichigo. A mídia dessas “especulações verdadeiras” foi excelente para os negócios. Hoje cedo recebemos muitos casos de discriminação e outras coisas do gênero. Pessoas que diziam apoiar muito você dois. A propaganda vai ser muito boa!
– Viu? – disse Grimmjow – Nem tudo foi ruim!
– Pra você! – retrucou Ichigo – Não estou acostumado com esse tipo de atenção!
Bufando, o ruivo ergueu-se do sofá buscando um copo d’água. Como faria quando andasse nas ruas? Iam ficar em cima dele? Câmeras e repórteres perguntando sobre sua vida? Ia acabar socando a maioria deles, e sabia que uma ação como essa prejudicaria Grimmjow. Céus! Como escapar disso?!
– Calma Ichigo.
O garoto quis o xingar, mas ao invés disso estalou a língua voltando-se a ele:
– Nós dois estamos no mesmo barco. Mas não vou mentir: eles vão ficar no seu pé por algumas semanas. Mas fofocas acontecem em todos os lugares. Logo vão achar algo mais interessante; alguém famoso que vai casar ou ter um filho, ou outro qualquer saindo pela enésima vez da clínica de reabilitação, e você vai poder ficar em paz de novo.
Soltando uma grande quantidade de ar preso, ele cedeu. Não havia motivos para brigar com Grimmjow, a culpa nem era dele. No entanto preferia se enfiar num buraco até o furacão passar, e sabia que isso apenas criaria novas notícias e comentários indesejados. O melhor a fazer era abraçar nesse novo momento da sua vida e deixar a ventania ir embora com o tempo.
– Okay... – respondeu acanhado.
– Certo, se isso já está decido, vamos a outro detalhe, senhor das respostas impossíveis. – falou Neriell sarcástica – Como vamos fazer com os velhos da diretoria? Eles querem fazer uma votação Grimmjow.
– Votação? De que?
– Para te tirar da presidência, o colocando apenas como um membro majoritário.
– Ah! Vão se fuder! – gritou – Esses merdas não podem fazer isso!
– Podem sim.
Arregalando os olhos Grimmjow a encarou procurando respostas e elas vieram após um longo suspiro da mulher:
– São membros que possuem diversas ações na empresa. Mesmo com você sendo o dono, eles tem o poder de decidir quem vai ficar no controle.
– E o testamento de meus pais?
– Eles querem o anular alegando que você é instável, e que o sequestro de Aizen o deixou debilitado e confuso; em outras palavras, inapto para o serviço.
Socando as almofadas Grimmjow imaginou o rosto de cada um daqueles velhos do conselho o mirando com o sorriso sínico de hienas nos lábios. Ou melhor, se pareciam mais com abutres prontos para devorar sua carcaça no primeiro momento. Estavam apenas aguardando a melhor oportunidade para lhe apunhalar as costas.
– Mas nós ainda temos uma saída, Grimmjow.
A voz de Neriell parecia soar como sua única esperança, contudo, tanto ele quanto Ichigo sabiam do que ela era capaz.
– Qual seria?
– Você mesmo pode indicar uma pessoa para a presidência. Alguém que você os convença ser o melhor para a empresa, alguém da nossa confiança. Assim eles vão abrandar as acusações e vão apenas acatar a mudança com maior facilidade.
– Mas quem seria a melhor pessoa para o cargo? – perguntou Ichigo.
– A Neriell.
Ela encarou Grimmjow por um tempo piscando os olhos rapidamente sem acreditar naquilo:
– Eu?! – exclamou – Está louco?! Eu nunca cuidei de nada na minha vida! Ainda mais de uma grande empresa!
– Mas você a conhece como a palma da sua mão. Além de ser a única pessoa a quem eu confiaria a presidência.
Neriell abriu a boa uma, duas, três vezes, mas não conseguia encontrar algo para refutar aquilo. Sim, era verdade. Ninguém mais conhecia os detalhes da empresa tão bem quanto ela. E, apesar da diretoria ter tomado muitas das últimas decisões desde a morte de Aizen, fora ela quem segurou as pontas nos lugares. Inteligente, bonita, safa, Neriell tinha todas as qualidades necessárias para ser bem sucedida.
E ela sabia disso.
Mas a responsabilidade bateu na sua cara tão rápido quanto um salto de paraquedas. Precisaria de tempo para se acostumar com a ideia. Ainda mais convencer o conselho. No entanto, ela tinha um palpite sobre a reação dos velhos; gostavam dela, apesar da relutância ao ver uma mulher tomando controle da situação. Ao menos metade da diretoria a veria como a melhor escolha possível.
– Bem... Se é o que você quer Grimmjow. Fico feliz que tenha me escolhido. Obrigada.
– Perfeito! – falou batendo uma mão na outra – Agora, se me der licença eu vou saindo.
– Epa, epa epa!
Neriell ergueu-se postando-se à frente dele:
– Nós ainda não acabamos.
– Fala sério! Porra! Você já pode cuidar das coisas por aqui! – retrucou parecendo uma criança birrenta.
– Sim, mas você precisa entrar em contato com o conselho primeiro! Quanto mais rápido melhor!
Bufando Grimmjow socou o ar enfiando as mãos dentro do bolso da calça. Emburrou a cara seguindo Neriell enquanto Ichigo os acompanhava à distância.
Não foi preciso convencê-los por muito tempo. A escolha de Neriell lhes pareceu bastante óbvia, e, apesar do desagrado na face de muitos, a maioria concordou com a indicação de Grimmjow, até mesmo o parabenizando pela sábia decisão. Sorrindo o sorriso mais falso e forçado que Ichigo já vira, ele apertou s mão de todos saindo dali massageando as bochechas.
– Misericórdia, como eles falam! – disse sentindo o maxilar dolorido.
– Faz parte. – comentou Ichigo – Ao menos agora suas preocupações são menores.
– Ah sim, vamos saber da decisão deles no final da semana. Até lá, por favor, tentem não aparecer muito em público1 Vamos evitar os tabloides.
Os dois concordaram e conformem saíam da visão de Neriell, Grimmjow puxou o ruivo para perto dele falando na ponta do ouvido:
– Você pode ficar enfurnado lá em casa por quanto tempo quiser. Nem vou gostar.
– Ainda escuto vocês Grimmjow!
Neriell gritou de dentro da sala soltando uma risada ao ver apenas a mão de Grimmjow aparecendo na porta lhe mostrando o dedo do meio. Ele não tinha jeito mesmo.
Por sorte o final de semana enfim veio. A resposta do conselho ficou adiada até a segunda feira, e nesse meio tempo, o agora publicamente oficial casal estava na casa de Ichigo comemorando com sua família num jantar feito exclusivamente por Yuzu:
– Viva aos pombinhos! – Karin gritava, fazendo questão de usar um chapéu de festa.
– Viva ao amor! – o pai de Ichigo a acompanhava numa cena, no mínimo, vergonhosa.
– Parem vocês dois, pelo amor de deus...
– Ora, deixa de ser chato Ichi-ni! – retrucou Karin lhe mostrando a língua.
– Vocês dois são muito escandalosos! E tirem já esses chapéus de festa!
Tentou arrancar o de Karin, mas a menina fora mais rápida, se esquivando dele. Nisso, Grimmjow soprou o apito em sua boca fazendo um alto barulho, chamando a atenção do garoto – para Ichigo o pior de tudo foi vê-lo usando o mesmo chapéu multicolorido dos dois:
– Relaxa ruivinho! Vamos comer e entrar no clima de festa.
Ele lhe deu um cascudo arrancando o chapéu de uma vez.
– Poxa!
Grimmjow fingiu um choro levando Karin e seu pai a uma enorme gargalhada. Até mesmo Yuzu entrou na brincadeira. No fim Ichigo não resistiu e acabou mostrando um rápido sorriso voltando a se sentar.
– Vou pegar a sobremesa! – falou Yuzu se levantando.
– Eu não sou de recusar comida – comentou Grimmjow – mas eu não sei se vou conseguir colocar mais coisa para dentro.
– Nada disso! – replicou Yuzu tentando fazer uma cara de má que a deixava apenas mais fofa ainda – Nessa família um jantar só termina depois da sobremesa!
Grimmjow deixou a face risonha dar lugar a uma expressão serena enquanto Ishinn e Karin voltavam a implicar um com o outro como de costume.
Tocando de leve o braço do maior, o ruivo chegou a cabeça mais perto da dele envergando uma das sobrancelhas. Havia notado o ar distante dele, ficando um pouco preocupado:
– O que foi? – indagou-lhe.
Balançando a cabeça dum lado a outro, Grimmjow passou o braço ao redor do pescoço de Ichigo o trazendo a um suave abraço. Depois levou a outra mão á testa passando os dedos de leve nela:
– Não é nada só... O que sua irmã falou do jantar de família...
– O que, que tem?
– É bom fazer parte de uma família assim...
Grimmjow esticou os lábios no que Ichigo podia definir agora como um dos sorrisos mais belos e sinceros que ele já vira no maior. Não comentou, pois não queria o desperdiçar a oportunidade de vê-lo assim, com as defesas baixas e completamente imerso na sua linha de pensamento.
– Você sempre fará Grimmjow.
Beijando-lhe a bochecha, o ruivo sentiu o rosto ser puxado a um beijo. Sem seguida se arrependeu disso, pois Karin e Ishinn começaram a fazer sons de altos estalos imitando os dois. Ichigo quase arremessou os pratos em cima deles enquanto Grimmjow ria – e muito.
Passava das onze quando Yuzu reclamou dos altos barulhos do filme de Karin, obrigando a irmã a diminuir o som. Ishinn precisava acordar cedo no dia seguinte, faria um plantão no hospital, e foi o primeiro a se retirar. Depois de muitas outras pequenas brigas entre as duas irmãs, Karin decidiu ir dormir, afinal, o time de futebol treinava aos sábados. Yuzu agia mesmo como uma mãe.
Por fim foi a vez de Grimmjow e Ichigo irem ao quarto do garoto. O azulado insistiu em ficar um pouco mais com ele e, bom, não é como se os dois ainda tentassem esconder alguma coisa. Já estava tudo escancarado mesmo! O ruivo bufou ao fechar a porta do quarto e logo depois se jogou na cama sentindo-se exausto. Grimmjow sentou ao seu lado tocando de leve o rosto do menor. Os olhos castanhos abriram-se devagar o mirando, acompanhando a aproximação da boca de Grimmjow recebendo o beijo dele. Soltaram-se num estalo.
Um pensamento brotou na mente do ruivo trazendo-lhe uma forte lembrança e, nessa hora, não conseguiu evitar o riso, virando a cabeça para o lado. Grimmjow arqueou uma das sobrancelhas ficando confuso:
– Qual a graça? – perguntou sem entender nada.
– Eu só!... – riu outra vez recuperando o fôlego – Eu só me lembrei de uma coisa.
Grimmjow continuou parada esperando uma continuação do raciocínio dele, mas antes disso, o garoto ergueu-se depressa indo até seu armário. Abriu a porta começando a procurar por sabe-se lá o que, até que por fim, quando a curiosidade do maior estava no seu limite, ele viu um pequeno pacote vermelho ser estendido a ele. Segurou o embrulho muito bem embalado por sinal e finalmente encarou o ruivo com o cenho franzido:
– O que é isso?
– Seu presente de aniversário.
Abrindo a boca em surpresa, Grimmjow deixou os olhos parados na direção do ruivo sem entender ao certo o que deveria fazer. Pôs o presente no colo, querendo abrir ao mesmo tempo em que não o conseguia. Tinha ficado sem graça? Sim, tinha ficado sem graça. E Ichigo divertiu-se ao vê-lo desse jeito.
– Você não precisava...
– Eu quis e ponto. – lhe cortou a fala o ruivo sentando-se ao lado dele na cama – Queria ter de dado antes, mas... Bom, abra logo!
Bufando o maior puxou de leve cada uma das extremidades do pacote. Não estava costumado a receber presentes assim e – sim, isso foi um pensamento de adolescente idiota – não queria estragar o embrulho.
No entanto ele caiu para trás no colchão ao ver o que seu misterioso presente era. Gargalhou, riu alto, sentiu a barriga doer de tanto esforço que fazia, e foi preciso Ichigo colocar as duas mãos na frente da boca dele para impedir que sua família acordasse – contudo ele também estava quase explodindo numa risada.
– Você não existe ruivinho!
Falou o puxando para si e lhe dando um beijo. Metade do corpo de Ichigo ficou apoiado no seu enquanto uma das mãos de Grimmjow segurava o presente: um enfeite de pedra entalhada branca com a imagem dos dois gatos da sorte de patas levantadas.
– Eu não fazia ideia do que te dar. – comentou o ruivo apoiando o queixo no peito do maior – Então vi esse enfeite e pensei logo em você.
– Sabe, se estava na dúvida poderia ter se enrolado num papel de presente e “se dado” para mim!
Oh não! A mesma piada de Rukia, de Karin, de Renji! Meu deus, o ruivo ia morrer de tanta vergonha! Pegou um dos travesseiros da cama começando a bater em Grimmjow, mas teve um dos pulsos presos pelo maior parando de imediato. É que Ichigo não aguentava ver aquela cara de tentação de Grimmjow aproximando-se devagar com os lábios molhados, passando a língua sobre eles, enquanto os globos imensamente azuis pareciam o encarar até a alma. Corou em meio a esse pensamento deixando-se ser envolto pelo ósculo dele. Com cuidado, Grimmjow repousou o que considerava ser o melhor presente da sua vida na cômoda ao lado e então deixou o corpo deitar sobre o garoto.
Os braços do ruivo logo o enlaçaram no pescoço, enquanto a língua de Grimmjow passeava por cima da de Ichigo, rodeando o interior da boca dele. Movia os lábios na mesma constância, ouvindo o som dos estalos, sentindo a saliva escorrer, enquanto a respiração ofegante do ruivo batia de leve nas suas bochechas as esquentando.
Desceu as mãos nas laterais de Ichigo parando com as mãos em cima da cintura dele, a apertando. Um abafado gemido do menor fez Grimmjow esticar os lábios enquanto continuava a aprofundar o beijo e as carícias. Ergueu a barra da blusa do ruivo e seus dedos quase derreteram com a quentura do abdômen dele. Passou devagar das falanges por cima dos gomos de Ichigo. Ele era bem definido, e sua pele tão macia! Ah! Como gostava se sentir a pele dele tocando na sua!
– Ichigo...
Murmurou o soltando do beijo enquanto passava de leve o rosto no dele. Começou a “ronronar” feito um gato e nesse momento o ruivo riu baixinho chamando a atenção dele.
– Isso me lembra outra coisa. – falou.
– Do que?
– Daquela noite... A noite que nos conhecemos.
Ah sim, foi naquele quarto. Ichigo havia encontrado o que pensava ser um pobre animalzinho indefeso e o trazido para casa. Resolvera adotar o bichano como sua mascote, mas foi frustrado quando ele se transformou num homem troncudo, musculoso, cheio de sarcasmo, egocêntrico e... Lindo.
Sorrindo de orelha a orelha, Grimmjow beijou Ichigo outra vez voltando a encará-lo em seguida:
– Você cuidou tão bem de mim ruivinho...
Nessa altura do campeonato o apelido nem mais o incomodava...
– E eu achando que aquele gato precisava de ajuda!
– Ah, eu posso não precisar de ajuda... – falou dando-lhe outro beijo – Mas com certeza eu preciso de você.
As íris âmbar do garoto tremeluziram, e sua face corou um pouco. Ichigo esticou os lábios, tocando o rosto de Grimmjow com as mãos acariciando as bochechas com os polegares:
– E eu sempre vou precisar de você... Meu gato sádico.
Rindo, Grimmjow esticou a língua a colocando dentro da boca do menor. Continuou a levantar devagar a blusa dele, contente, por não ouvir nenhuma reclamação:
– Você é meu dono agora, Ichigo. E eu nunca vou te deixar em paz.
Num sorriso torto, o ruivo escorregou a pele do rosto pela de Grimmjow num gesto insinuador. Encostou de leve os lábios na ponta da orelha dele, dizendo num tom aveludado:
– É bom mesmo que não... Ou então vou ter que castigar esse meu gato teimoso.
Numa expressão de completo espanto e deleite, Grimmjow tornou a jogar Ichigo contra o colchão começando a descer com a língua por seu pescoço. Mordiscou ali deixando pequenas marcas, e então desceu pelo seu peito. Circundou o dedo por um dos seus mamilos e com a boca sugou o outro. Ichigo levou a cabeça para trás engasgando um gemido. Retorcia o corpo, e ele sabia que poderia ficar ali para sempre junto de Grimmjow, apenas o sentindo tocar seu corpo, ouvindo os sons de prazer do outro enquanto ele mesmo mal conseguia ficar calado.
Estalando outro beijo nos lábios de Ichigo Grimmjow o encarou abrindo um largo sorriso.
– O que? – o ruivo perguntou sem entender.
– Você quer ficar por cima?
As bochechas de Ichigo arderam e ele virou o rosto para o lado em meio a vergonha. Grimmjow riu das expressões exageradas dele.
– A-acho que hoje não... – respondeu por fim.
Uma alta gargalhada preencheu o cômodo. Grimmjow sentiu o soco do ruivo no ombro, mas nem isso o fez parar de rir.
– Seu babaca.
– Ah! Sou tudo o que você quiser ruivinho! Seu babaca, seu sádico, seu gato, tudo!
Ele queria fazer graça, mas ao invés disso apenas fez o peito de Ichigo pulsar acelerado. O que ele dizia, as palavras dele... Grimmjow era seu e somente seu. Para sempre.
Agarrando os largos ombros do maior Ichigo enfiou a cabeça no vácuo do pescoço de Grimmjow o fazendo parar de rir. Confuso, retribuiu o aconchego acariciando as melenas laranja:
– Ichigo?
Erguendo a face numa expressão suave o ruivo segurou o rosto do maior depositando um apertado beijo em seus lábios, sendo retribuído em seguida. A língua de Grimmjow passando pela sua, trocando os sabores um do outro. Ah! Nunca seria o bastante! Provas dele assim.
– Te amo Grimmjow.
Falou ao soltar seus lábios colando as suas testas. Grimmjow ficou surpreso, entreabrindo a boca. Depois apenas aproveitou o calor que Ichigo passava de seu corpo para o seu, e como a presença dele era capaz de o deixar tão pura e simplesmente feliz!
– Ei Ichigo...
– Sim?
– Seja meu dono para sempre?
O ruivo o encarou absorto e depois riu perdendo toda a compostura, deixando-se levar pelo belo brilho azulado dos globos de Grimmjow:
– Serei sim, meu gato egocêntrico.
Em meio ao som das gostosas risadas, os dois se envolveram nos lençóis trocando os beijos e as carícias, aproveitando o fim daquela noite à melhor maneira possível, a qual nenhum dos dois se cansaria tão cedo. Ichigo era de Grimmjow; Grimmjow era de Ichigo... E além disso nada mais importava.
Continua
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