Maipetto no Neko

62 Capítulo 62 - A sua voz


Notas iniciais
YOOO Gt, quanto mais eu escrevo os "capítulos finais" mais coisa aparece p escrever hahahaha estou adorando! Bom, kissus e boa leitura amores =***

Maipetto no Neko

Capítulo 62 – A sua voz

O abraço caloroso durou pouco mais de cinco segundos. Pigarreando, Byakuya afastou os dois esfregando os olhos com uma das mãos.

– Bom, então é isso. Tentem se comportar a partir de agora.

Rukia assentiu com a cabeça enxugando as lágrimas que não paravam de rolar enquanto Renji enfiou as mãos nos bolsos baixando um pouco a cabeça.

– Vou fazer um pouco de chá.

Falou o moreno indo em direção a cozinha. Nos bolsos Renji apertas as falanges de cada dedo tentando se livrar do nervosismo. Uma constatação havia se formado em sua mente enquanto o espionava junto de Rukia. As palavras que ele esbravejou tão abertamente, mas que nunca disse À Renji frente a frente. Bufando o tatuado deu meia volta acompanhando os passos do professor. Se ele havia desabafado, então também podia o fazer – antes que fosse tarde, antes que esse momento escapasse por entre seus dedos. Porque Renji já tinha percebido que Byakuya continuava um bocado vulnerável após as investidas maçantes daquela velha. Então tinha certeza de que o moreno iria acabar cedendo facilmente Às suas perguntas.

Rukia nem fez questão de perguntar nada. Apenas terminou de fungar o nariz dizendo a Renji que iria ficar o resto da tarde com a cara enfiada no travesseiro. “Melhor ainda!” Pensou Renji ficando mais decidido ainda.

Chegou à cozinha vendo da entrada as costas de Byakuya, formando aquela linha rente perfeita às dobras da blusa branca de seda, enquanto suas pernas pareciam mais torneadas na calça justa marrom escura. Precisou respirar fundo ou ia acabar fazendo alguma coisa com ele ali mesmo...

De tão absorto o seu estado mental, Byakuya nem percebeu Renji parado atrás dele, o que normalmente teria rendido uma repreensão a ele. Estava um pouco abatido, talvez. Não queria que os dois tivesse ficado bisbilhotando sua conversa, mas no fundo, pensava que havia sido melhor assim. Ao menos tinha se livrado das horas e mais horas de explicações infinitas. Respirou fundo vendo as primeiras borbulhas de fervura se espalhando pela água na chaleira.

Então um peso familiar repousou a cabeça atrás dele na dobra antes do pescoço. Os cabelos vermelhos escorregavam até metade do peito de Byakuya e ele deixou-se prender os olhos na sua coloração tão viva, dizendo assim que se livrou do transe:

– O chá já vai ficar pronto Renji, podia usar esse tempo para retomar os estudos...

A voz foi minguando ao final da frase. Os braços de Renji envolveram sua cintura aproximando os dois corpos e Byakuya apenas fitou-os de cima. A barriga do ruivo fazia pressão contra suas costas e a testa dele continuava enfiada no seu ombro. Antes de protestar Renji apertou uma mão na outra no meio do abraço e o professor estranhou o ato – tão nervoso do aluno:

– Sensei... – disse com a voz manhosa, acabando com qualquer chance do moreno de repreendê-lo.

Respirando fundo Byakuya desligou o fogo da chaleira, pondo uma das mãos sobre as de Renji, que pararam de tremer na hora:

– O que houve?

Perguntou deixando o ruivo confuso. O que ele ia dizer exatamente? Tinha tantas coisas que gostaria de perguntar a ele! Mas... Talvez... Acima de tudo gostaria de lhe dizer, de deixar claro de uma vez por todas o quanto era apaixonado por ele, o quanto havia ficado alegre ao ouvi-lo dizer todas aquelas coisas a seu favor. O modo como o defendeu pareceu preencher um enorme buraco no peito de Renji, e pela primeira vez em muito tempo sentia-se completo. A comoção foi tamanha que o tatuado se atrapalhou no meio da fala, deixando o moreno com uma expressão de dúvida.

Na quinta tentativa falha, Renji desistiu e apenas rodou o corpo de Byakuya, o beijando.

A princípio o professor tentou dizer alguma coisa desconexa, que Renji interpretou como as suas famosas repreensões. No entanto as mãos dele que antes pressionavam seu peito para trás começaram a se aquietar sentindo as batidas rápidas do coração do ruivo. Os dedos se abriram e por fim era Byakuya quem o puxava para si, apertando a blusa e enrugando o tecido, tamanha era a força que fazia para aprofundar o beijo. Renji escalou as costas dele levando uma das mãos à nuca do moreno, enquanto a outra envolvia completamente a cintura dele. Deixavam as línguas rodopiar dentro da boca um do outro, procurando abrir espaço, querendo sentir todos os sabores nas extremidades da carne. O ar faltou aos pulmões e Renji deu uma última tragada nos lábios de Byakuya, terminando de se afastar com um estalo das bocas. Permaneceu agarrado ao moreno, mas deixou a testa pender para frente tocando na dele. Continuava com os olhos fechados. As bochechas levemente coradas, enquanto que Byakuya o observava tremeluzindo os olhos, tamanha era a beleza selvagem do ruivo quando ficava assim; arisco e manhoso ao mesmo tempo.

– Obrigado... – Renji forçou a fala chamando a atenção de Byakuya – Obrigado pelo o que disse antes. Eu... Eu não imaginava que as coisas estavam tão... Complicadas.

Bufando um ar quente no rosto de Renji, Byakuya desceu as mãos até a cintura dele, deixando que seus corpos achegassem mais perto um do outro.

– Só disse a verdade. – respondeu – Kyouke-sama precisava entender de uma vez por todas a minha decisão.

Erguendo os olhos castanhos o moreno pensou ver os globos de Renji com o dobro do tamanho. Tinha a boca entreaberta sustentando uma expressão de surpresa. O professor riria se tivesse o costume de fazer isso tão abertamente. No entanto Renji abriu um largo sorriso:

– Você me escolheu sensei.

Byakuya enrubesceu na hora. O tom doce, a expressão serena, o sorriso caloroso de Renji... Tudo o deixava inevitavelmente lindo. O tatuado divertiu-se ao vê-lo envergonhado, mas preferiu ficar quieto, ou ia acabar sendo solto – é ele já conhecia muito bem o professor.

– J-já era óbvio, não? – indagou-lhe gaguejando, continuando a falar antes de ser interrompido – Eu já lhe disse uma vez Renji: eu sou uma pessoa sensata. Sempre tive certeza das minhas escolhas.

Concordando com a cabeça o ruivo abaixou um pouco o rosto mirando o pescoço do moreno – teve vontade de mordê-lo, mas se conteve, pois esta era uma das conversas mais abertas que tivera com o professor.

– Eu sei. – falou, corando a face mais um pouco – Mas admito que foi ótimo o ouvir me defendendo... Me fez sentir... – respirou fundo antes de continuar a frase, pois uma vez dita não tinha mais volta – Me fez sentir amado, sensei.

Byakuya deixou a boca entreabrir um pouco. Como ele conseguia ser tão meigo? Olhava-o de longe, sempre, quando ainda na escola, quando os pensamentos dele invadiam sua mente. E Byakuya o via como um garoto problemático, necessitado de atenção. Jamais teria imaginado que Renji se tornaria uma pessoa tão calorosa, que o tratava tão bem apesar dos seus pontapés, mesmo depois de todas as vezes que fingia o menosprezar...

Respirou fundo outra vez apertando as mãos acima da calça de Renji. O tecido da blusa enrugou-se sobre os dedos e, fechando os olhos, o moreno tocou sua boca com a dele, dizendo antes:

– Isso também era óbvio.

Recebeu o beijo antes que pudesse o responder. Queria dizer o quanto o amava, o quanto queria ficar perto de Byakuya. Mas conteve-se, aproveitando o sabor daquele beijo. A língua logo se encostou a dele e as costas do professor foram sendo empurradas. A base da coluna bateu contra a bancada e Renji soltou uma das mãos apoiando o braço em cima do mármore, deixando a outro tocar o rosto do moreno. Byakuya continuava pressionando os dedos contra a cintura dele, sem incomodar-se com o desconforto do frio da bancada. Renji conseguia o esquentar.

Quando finalmente se afastou Renji manteve-se abraçado, porém o professor logo o encarou desvencilhando-se dele, afinal, ali ainda era a cozinha da casa, e Rukia estava à poucos metros deles. Imagine se começassem alguma coisa... Porque ele sabia onde aquela troca de beijos ia acabar os levando.

Pigarrou segurando a chaleira numa tentativa frustrada de mudar os ares dentro da cozinha, mas não tinha jeito: Renji já tinha tornando a abraça-lo, passando os braços ao redor da barriga de Byakuya por trás. Deixou seu volume encostar-se às suas nádegas fazendo o outro segurar um suspiro. Depois encheu seu pescoço de beijos e chupões, continuando as carícias antes que fosse impedido. Byakuya permitiu aquilo, ainda sentindo uma pontada de nervosismo.

– Renji...

Sibilou num tom preocupado e o ruivo apenas parou de mover a boca deixando sua bochecha colar ao lado do maxilar dele.

– Não...

Disse, fazendo Byakuya respirar fundo:

– Estamos no meio da tarde, Rukia está em casa e-

– Não dá pra parar.

O tatuado cortou-o segurando firmemente seu pulso o tirando da cozinha. A chaleira caiu no chão e Byakuya ainda tentou puxar o braço, mas desistiu na segunda tentativa. Não tinha jeito mesmo... Ele também o queria.

Trancaram a porta do quarto e mal Byakuya havia entrado, foi arremessado na cama com Renji por cima. A boca foi atacada outra vez sorvendo o ar dos seus pulmões fazendo o professor ficar ainda mais desesperado.

O tatuado agarrou a blusa de seda do moreno, começando a odiar o fino tecido que o separava da pele dele. Engrenhou os dedos nele ouvindo o sutil barulho dos fios sendo puxados, detendo-se. Renji bufou no meio do ósculo voltando o olhar malicioso na direção de Byakuya, vendo as maçãs do rosto coradas do professor:

– Porque você tem que usar roupas tão caras? – disse brincando.

E então, o surpreendendo, Byakuya segurou a blusa a puxando para os lados rasgando, inevitavelmente o pano. Renji ficou boquiaberto.

– Porque eu posso comprar novas.

Respondeu tampando a boca dele com a sua. Estalavam os lábios brigando para deixar às línguas próximas uma à outra. O ruivo deixou a mão descer até o peito do moreno acariciando os mamilos ouvindo os primeiros gemidos de Byakuya. A sensação da cútis era quente, macia, mil vezes melhor do que a seda o adornando. Desceu os dedos pela lateral do tronco, detendo-se na cintura dele. Pressionou-o para cima sentindo a pélvis do moreno tocar a sua – excitado como nunca.

Enfiando a mão por dentro de sua calça começou a arrancar o cinto e em seguida aquele tecido grosso, podendo, enfim, tocar as coxas dele. Deixou seu peito encostar-se ao dele enquanto o beijava ferozmente e, ao mesmo tempo, cingia os músculos torneados das pernas dele.

Num longo suspiro Byakuya chegou à cabeça para trás livrando-se do beijo. Tentava segurar os sons trêmulos, mas aquilo fora demais. Deixou um alto grunhido escapar ignorando que qualquer pessoa pudesse tê-lo ouvido. Escorregou os braços pelas costas de Renji detendo-se em cima da parte carnuda dele, apertando as duas bandas. Renji gemeu, tornando a beijar Byakuya, perdendo-se em seu pescoço depois. Gostava de lhe chupar ali onde a pele era mais sensível.

Erguendo-se por um segundo Renji retirou a própria blusa desabotoando a calça. Os globos de Byakuya espreitavam a visão das suas tatuagens – elas sempre conseguiam acabar com seu fôlego. Gostava de ver os desenhos se formando ao redor do corpo de Renji, enroscando-se nele feito uma marca. Passou os dedos ali sem nem perceber, tocando de leve os músculos por debaixo da tinta negra. Num susto teve os dedos agarrados pelo tatuado que afastou suas mãos dali e, num sorriso cheio de desejo, tornou a descer a boca. Beijava suas orelhas dando rápidas mordidas, descia ao pescoço de Byakuya, apenas deleitando-se com os espasmos dele.

Agarrando os ombros de Renji os braços de Byakuya foram baixando junto dele enquanto o tatuado beijava-lhe acima do umbigo. Rodeou a língua ali e depois continuou a descida ao baixo ventre, beijando e mordiscando a ponta rija da sua ereção. Num grito o moreno fechou os olhos sentindo a face arder.

A boca dele apenas tocava de leve a superfície da carne o instigando com os lábios úmidos, deslizando da glande para baixo, detendo-se na base onde dava rápidas chupadas. Byakuya enfiou os dedos dento do cabelo carmim os puxando com violência cada vez que Renji fazia um novo movimento. O ruivo respirou fundo, controlando a vontade louca de abocanhar o professor. Mas divertia-se tanto ao ver um despudorado Byakuya deitado na cama que queria prolongar por mais tempo essa visão.

Levantou o corpo desvencilhando as mãos do moreno das suas melenas e, empinando a bunda para o alto foi descendo o corpo até seu peito tocar o dele. Byakuya abriu a boca lambendo a borda do lábio inferior. Seus olhos brilhavam, vendo aquela cena. Renji se esticando feito um animal sobre ele, lentamente levantando a coluna, postando-se feito um leão pronto a comê-lo...

Quando a língua de Renji tocou seu pescoço Byakuya rapidamente estranhou a mão de volta no couro cabeludo dele o empurrando na direção de sua boca. Devorou os lábios do ruivo divertindo-se por dentro com o olhar assustado do aluno ao fazê-lo, continuando as carícias. Pressionava os lábios contra os dele enquanto a outra mão descia pelo seu peito, tocando as costelas e então se dirigindo a região abaixo do cinto da calça. Renji suspirou em meio ao ósculo, sendo impedido de se mover pelo moreno. Continuou a aceitar aquele beijo como uma parte sua e os finos e ágeis dedos do professor desabotoaram o cinto, abaixando a calça e enfim entrelaçando seu falo.

Ele gemeu procurando por ar, soltando a boca de Byakuya. O moreno deixou o rosto mais sereno enquanto ainda puxava os cabelos e Renji, vendo-o contorcer a cabeça para trás fechando os olhos. Subiu e desceu a mão cingindo a mão numa pressão moderada. Ficou com os dedos melados, e a ereção de Renji escorregava aumentando o tamanho a cada toque.

Lambendo o lóbulo da orelha de Renji, Byakuya o mordeu puxando de leve a pontinha dela, murmurando seu nome em meio a um gemido:

– Renji... Renji...

Disse e aquilo fora o bastante. O ruivo abandonou os afagos do professor empurrando os ombros do moreno contra o colchão. Ele afundou na cama enquanto só tinha espaço para apoiar as palmas da mão no tórax de Renji, tocando a pele forte dos seus músculos, o calor lhe enchendo os poros de desejo.

Renji terminou de tirar a calça do professor a jogando em qualquer lugar. Ainda usava a sua e nem se preocupou em tirá-la. Engatou a cintura no meio das pernas do professor escapando de seu beijo, começando a descer a língua pelo seu corpo outra vez.

Queria o sentir de todas as maneiras, provando cada pedaço daquele homem. E a vontade era tamanha que nem ao menos sabia por onde começar. Pelas coxas grossas, pelo falo duro e molhado dele, no abdômen onde podia lamber seus gomos, no peito, sugando a cútis rosada dos mamilos e os enrijecendo, no seu pescoço deixando marcas visíveis. Ah! Seu pescoço! Gostava de mordiscar ali e ver a brancura da pele ficando avermelhada! E então havia sua boca. Aquela boca carnuda, que ele adorava beijar. Sempre que se aproximava dele sentia seu olhar o observado a cada milímetro e Renji forçava-se a ficar com os globos abertos, encarando as íris cinza dele, recebendo todo o poder e ternura daquele momento em que Byakuya se entregava completamente a ele.

Suspirando, o ruivo chegou, enfim, aonde queria. Abrindo as pernas do moreno desceu a boca de uma vez na ereção dele engolindo-o por inteiro. Byakuya gemeu repreendendo-se em seguida. Pôs uma das mãos sobre a boca evitando que sons altos como aquele escapassem de novo.

Subindo devagar pela extensão de Byakuya, Renji o encarou dali mesmo, segurando o falo entre os dedos com a ponta da boca tocando o topo. O moreno não entendeu a súbita parada dele tendo de voltar os olhos na sua direção. Foi então que Renji deu-lhe outra lambida e a voz escapou da garganta do professor sem querer. Quis dar um puxão nos cabelos de Renji, mas antes disso ouviu sua voz num tom manso e sugestivo o chamando:

– Byakuya-sensei... Quero te ouvir gritando.

O moreno balançou a cabeça dum lado a outro:

– N-nós não podemos! – gaguejou arqueando as costas para trás ao ter a glande sorvida para dentro da boca de Renji.

Respirando fundo, o ruivo esgueirou-se de volta até os lábios do professor dando-lhe um estalo. Acariciou o rosto dele enquanto continuava a apertar o membro dele.

Byakuya grunhiu abrindo os olhos, deixando-se levar pelas carícias de Renji e se perdendo dentro da imensidão dos globos amendoados dele. Como eram lindos! Os olhos pairavam como dois pontos brilhantes ao reluzir a parca luz vinda da janela. Seus sentidos, a cada instante ao lado dele, iam sendo inebriados.

– Sensei... – sibilou Renji beijando-lhe outra vez – Quero te ouvir...

Repetiu, e o moreno balançou de leve o pescoço.

– Não...

Ele negava e Renji só conseguia pensar em como se derretia com os sons dele, do timbre rouco que sua voz alcançava quando excitado. O tatuado ia à loucura quase perdendo o juízo.

Ainda parecia ser tão irreal. Estar ali ao lado de Byakuya, da fonte do seu mais profundo desejo. Renji mal conseguia ficar de pé perto dele sem o tocar, sem confirmar essa presença tão necessária a ele. Foram anos gastos pensando nele, imaginando como seria vê-lo assim, completamente entregue, aceitando suas carícias e procurando por mais. Não ouvir a sua voz era como negar todos os momentos que passavam junto e um temor enorme surgia dentro de Renji: de que tudo não passava de um sonho.

Tocando a testa de Byakuya com a sua o ruivo relaxou o corpo ficando completamente deitado sobre ele. O moreno ergueu uma das sobrancelhas sem entender o porquê daquilo, mas ainda assim lhe afagou a nuca num cafuné.

– Te quero o tempo todo... – falou num sussurro – Ainda não...

Engoliu as palavras pensando bem no que iria dizer. Byakuya poderia se assustar, ou de repente o achar imaturo demais. Qualquer coisa idiota passava por sua mente! Isso, porque de maneira alguma podia perdê-lo. Não ia aguentar, simplesmente assim. No entanto as palavras de antes do moreno ainda estavam entalhadas no seu peito, na sua memória. Ele havia o escolhido, não é mesmo?

– Renji?

Chamou-o num tom interrogativo ficando ele mesmo consternado com as estranhas ações do aluno. Esfregando de leve a testa na de Byakuya, Renji estalou um novo beijo semicerrando os olhos, apenas o bastante para enxergar o moreno. Suas bochechas se avermelharam enquanto deixava a quentura da coragem brotar dentro de si. Respirou fundo e ao soltar o ar falou de uma vez:

– Ainda não acredito que estou com você. Te amo tanto... Quero te ouvir gritando e gemendo, me pedindo por mais! – destrambelhou a falar percebendo a vermelhidão nas bochechas do professor se alastrar até suas orelhas – Sua voz... Quero ser capaz de ouvir apenas a sua voz... Saber que você é meu.

– Eu sou seu, Renji.

Respondeu-lhe no ato. O ruivo arregalou os olhos aumentando a distancia entre o rosto dos dois. Byakuya o encarava ainda envergonhado, porém convicto em sua sentença.

– Já lhe disse – continuou – Eu escolhi ficar com você. Eu sou seu e você é meu. Ponto final.

Num solavanco o moreno afundou ainda mais na cama. A língua de Renji encontrou a sua parecendo faminta por mais. Dizia “te amo” inúmeras vezes, e o moreno ficava mais e mais encabulado, ao mesmo tempo em que tinha vontade de se afogar em Renji e em tudo que ele representava.

Ele fazia o tipo durão inconsequente, mas que na verdade preocupava-se com ele mais do que a própria vida. Era lindo, e tinha ciúmes de vê-lo andando na rua. Mulheres e homens quebravam o pescoço para vê-lo passar. Renji nunca notava isso, claro, mostrando os dentes num sorriso bobo alegre ao ver Byakuya a distancia. Mas o professor percebia sim esses olhares cheios de cobiça. Remoía-se por dentro, e acabava estourando com ele. Depois o tatuado vinha cabisbaixo perguntar se havia feito algo errado. A vergonha e o desespero em vê-lo tão aflito dominavam o moreno e ele só conseguia o beijar, afastando essas dúvidas de dentro do garoto.

Não era de muitas palavras, admitia. No entanto quando o assunto era Renji sua situação piorava. Tinha tanta vontade de possuí-lo que sua sanidade parecia ir embora no minuto seguinte. Recobrava os sentidos forçando-se a ser sempre o homem sério de terno e gravata. Mas então vinha Renji e, ah! Ele se desfazia por completo! Na cama conseguia externar todas essas lamúrias, os desejos nas trocas de carinhos violentos. O amava tanto, mas tanto! A primeira e única pessoa que amava genuinamente depois de Hisana...

Sim, ele conseguia pensar nela agora sem chorar. Se o visse junto de Renji, provavelmente sorriria gentil, dizendo para ser o mais feliz possível.

Ah! E como era! Renji o enxia com mais felicidades do que podia imaginar! Cada pequeno detalhe do ruivo o dominava feito uma droga. Seus beijos, os afagos, a quentura emanando da pele sobre a sua.

Queria ele e somente ele.

– Também te amo Renji.

Disse por fim, com todas as letras, e Byakuya já podia perder a conta da quantidade de feições assustadas que o ruivo fazia.

No entanto Renji estava estupefato não apenas por tê-lo ouvido... Mas sim no encontro de olhares que veio junto e mais ainda: do singelo sorriso adornado as feições do moreno.

Num grunhido meloso abafado pelo novo beijo, Renji tornou a apertar a cintura do professor, erguendo a pélvis até a dele, enlaçando as pernas de Byakuya ao seu redor. A parte da frente da calça escorregou revelando ainda mais a latejante ereção do tatuado, e, por fim, ele a deixou resvalar na entrada do moreno o escutando gemer num urro.

Ah sim, estava no limite! Mas ainda precisava fazer uma coisa com ele: uma coisa malvada de tão boa...

Num só pulo voltou com a boca para o meio das pernas de Byakuya. Este, por sua vez arqueou a barriga para cima desistindo de uma vez por todas evitar os gritos.

A língua úmida de Renji lambia devagar sua entrada a deixando molhada. A carne mole entrava de leve na pontinha dela e então girava, contornando aquele lugar tão sensível do moreno. Tinha ficado completamente à mercê de Renji nesse instante. A língua dele o serpenteava, e o professor podia sentia a viscosidade da saliva escorregando pelos cantos.

Afastando o tecido jeans Renji deixou a calça presa na metade das nádegas, levantando o tronco e segurando o membro na entrada do moreno. Viu-o estremecer por inteiro quando entrou devagar, e ao mesmo tempo recitava seu nome; pura e simplesmente seu nome:

– Byakuya...

Repetia inúmeras vezes, deitando-se sobre ele e aterrando o falo mais e mais fundo até ter toda sua extensão engolida pelo moreno.

Byakuya grunhia, apertando o braço de Renji enquanto a outra mão pairou na boca. Mordia o próprio dedo fechando os olhos, procurando não deixar um suspiro maior sair garganta a fora.

Sorrindo diante do encabulado professor, Renji foi para frente e para trás numa alta velocidade, deixando o moreno numa situação, digamos, complicada.

A ereção dele escorregava dentro e fora; quente, expandindo-se dentro de Byakuya. E ele sentia cada empurrão e puxada, vindo com força, deixando seu corpo mais e mais sensível ao toque do ruivo. Foi obrigado a largar o dedo num alto grito quando o aluno chegou à cintura para trás e empurrou outra vez o tocando bem fundo. Byakuya estremeceu tendo todos os sentidos elevados. A carne pulsava engolindo Renji e a pressão interna do moreno apertava o ruivo o fazendo gemer junto dele.

As mãos de Renji apertavam as coxas de Byakuya, e o ruivo gostava de ver a expressão de puro êxtase estampada na face do professor. Mas também gostava de provoca-lo...

Num rápido movimento chegou todo o corpo para trás saindo duma vez de dentro de Byakuya. O moreno arregalou os olhos surpreso e confuso, gemendo em desaprovação daquilo. Queria Renji dentro dele, porém no segundo seguinte só pode gritar. Girando suas pernas, Renji o fez ficar de costas a ele. Levou ambas as mãos na cintura do professor erguendo a parte de trás até a entrada dele tocar sua glande. Metade do rosto de Byakuya ficou imerso no lençol da cama. A bunda empinada para o alto, enquanto Renji roçava o falo rijo na abertura.

O moreno precisou apertar o colchão da cama, pois numa só estocada Renji entrou novamente, chegando mais rápido dentro dele, indo o mais profundo possível, esquentado cada milímetro do moreno. O ruivo grunhiu arqueando o tronco para frente. O peito tocava as costas suadas do professor enquanto mexia sua pélvis no retorno dos movimentos acelerados de vai e vem.

– Byakuya! – exclamou num alto urro – É-é tão bom dentro de você!

Mordendo o lençol Byakuya deixou a voz escapar pelas frestas da boca. Era muito bom também sentir Renji dentro dele, contudo mal conseguia usar palavras, tamanha era à vontade com a qual gemia, tamanho era o prazer de sentir Renji se remexendo no seu interior. Estava ficando cada vez mais quente e parecia perder os sentidos como se uma febre tomasse conta de seu ser.

Um de seus braços foi puxado pelo tatuado e o corpo do moreno ergueu-se. Apenas uma de suas mãos servia de apoio no colchão e Renji forçava sua cintura contra a dele, mantendo os corpos próximos um ao outro, entrando e saindo apressadamente dele como se não pudesse mais aguentar um segundo sequer separado do professor.

As pernas do moreno estavam afastadas. Renji segurava uma das bandas de trás de Byakuya deixando seu membro deslizar para dentro. Podia ver a abertura do professor o recebendo cada vez que saía e teve de morder o lábio para não deixar sua ansiedade tomar conta das ações.

Porém num impulso repentino o moreno levou um dos braços para trás envolvendo o pescoço de Renji. O tatuado sentiu Byakuya se apertando em volta da sua ereção e não pode evitar soltar um longo grunhido rente a orelha do professor.

Uma ardência surgia no abdômen de Byakuya indo até seu baixo ventre. A invasão de Renji o deixava cada vez mais desnorteado. O volume tomava conta dele por inteiro, como se o marcasse, como se quisesse o atestar como seu; e o moreno sentia o mesmo, apertando-se ao redor da ereção do ruivo, a fricção entre eles aumentando e deixando os dois lambuzados. Byakuya, nesse instante, só era capaz de se entregar completamente a Renji e deixar-se levar pela maravilhosa sensação de tê-lo o devorando. Respirou fundo, os olhos cerrados, e a boca semiaberta soltando os rápidos e espaçados gemidos, até então não aguentar gritando:

– Renji! E-eu vou!

Pronto, aquilo acabou com qualquer auto controle do ruivo. Enfiando a mãos na nuca de Byakuya, Renji o fez jogar a cabeça para trás podendo o beijar mais livremente. Levou os dedos até o meio das pernas do moreno apertando, pulsando a mão ali na mesma velocidade em que aterrava seu falo dentro de Byakuya. O professor perdeu as forças lançando-se sobre a cama de novo. A base da coluna arqueada para cima empinada enquanto os ombros encostavam no lençol. Retorcia os dedos no tecido, pois parecia que Renji dobrara de tamanho no seu interior tocando-lhe sempre no mesmo lugar, no mesmo ponto de prazer que o fazia revirar os olhos.

– Renji! Renji! – gritava, pois Byakuya queria ter certeza de que ele estava ali, confirmando sua presença. Queria o atestar como seu.

Num último e potente impulso o ruivo urrou por Byakuya deixando o líquido escorrer para dentro do moreno. A brancura do professor escorria pelos lados da sua ereção completamente absorto por ter gozado ao sentir a quentura de Renji o enchendo. O tatuado ainda rebolou a cintura estocando novamente antes de retirar a ereção melada e pulsante. Caiu na cama ao lado do moreno vendo o peito dele se mexer inquieto pelo cansaço. Renji também mal conseguia respirar. Parecia séculos desde a última vez que estiveram juntos, mesmo sabendo não ser verdade.

É que era impossível conceber um minuto sequer longe do professor.

Ainda sem ar Renji o trouxe ao seu peito o aninhando num abraço. O moreno estava devastado demais para retrucar e apenas se deixou envolver por esse calor gostoso dele.

Ao recobrar parte dos sentidos, Byakuya esgueirou os olhos para cima achando que veria Renji já adormecido, mas corou ao encontrar as íris castanhas dele, e o belo sorriso adornando os contornos de seus lábios. “Lindo” pensou o moreno, sabendo que perderia o controle de novo se ficasse ao lado daquele homem.

– Byakuya... – ele falou levando uma das mãos ao queixo dele o levando até sua boca.

Poderia ter deixado o beijo o guiar a outra rodada, porém Renji achou melhor apenas aproveitar o carinho aconchegante do professor. Conforme deixava a língua contornar e aquecer o interior da boca dele, o ruivo resvalou os dedos pelo ombro dele descendo pela pele até encontrar a mão dele. Entrelaçou os dois e, soltando os lábios de Byakuya, levou a boca até as falanges unidas as beijando ternamente.

– Seja sempre meu Byakuya...

Falou num tom manhoso, e Byakuya não pode suportar a pequena distância entre eles. Com a mão livre acariciou a face de Renji o fazendo abrir os olhos. Beijou-lhe mantendo os lábios colados por algum tempo, e então fez algo que raramente fazia diante do querido aluno: sorriu.

– Eu já sou completamente seu, Renji.

Embasbacado, o ruivo sentiu seu rosto queimar de tão vermelho que ficara. Byakuya parecia ter saído de uma dos seus sonhos adolescentes. Tão meio e sensível, como se fosse uma pessoa completamente diferente, como se estivesse num mundo irreal.

Mas então o professor agarrou seus longos cabelos tornando a beijá-lo. Passava a língua pela sua encostando um abdômen no outro enquanto encaixava uma das pernas no meio das de Renji. Byakuya o trazia para si não querendo mais deixar nenhuma dúvida entre eles.

Quando o ar fez falta e os dois finalmente se separaram os dois globos pareciam crepitar em um mesmo ritmo. Fechando os olhos, o moreno tocou sua testa na dele e, por fim, falou antes de adormecer:

– Te amo.

Num sorriso de orelha a orelha, Renji apertou os braços ao redor de Byakuya deixando a fadiga os levar para o mundo dos sonhos, sabendo que na manhã seguinte estaria ali ao lado dele, ao lado do homem que amava... E que sentia o mesmo por ele.

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– Sério... Aqueles dois acham por um acaso que essa casa é a prova de som?!

Reclamava Rukia, com o travesseiro enfiado na cabeça e o rosto extremamente corado, enquanto tentava esquecer todos os sons que vinham do quarto de seu irmão.

Pobrezinha da irmã caçula...

Continua

Notas finais
HMMM Próximo cap. Grimm x Ichi! *-* Quem mais está ancioso p o reencontro deles Garanto q lágrimas irão rolar! auhuhauahauhauauha Beijos amores, aguardo v6 nos reviews ;)