Maipetto no Neko

59 Capítulo 59 - Blackout


Notas iniciais
Então.... o_O Eu tinha pensado em terminar a história com 60 capitulos... MAS O inesperado aconteceu. eU FUI ESCREVENDO, ESCREVENDO, ESCREVENDO, E PERCEBI QUE TINHA MUITA COISA AINDA P FALAR E DEPOIS QUANDO EU VI O CAPÍTULO TINHA DADO 40 PÁGINAS!!!! Exatamente isso. QUARENTA PÁGINAS. Aí oq eu fiz? Dividi as partes como nosso bom amigo Freddy Kruger o/ Isso mesmo pessoinhas, fiquem felizes, pois a história vai continuar por mais um tempinho hahahahahahahaha. Espero que gostem desse cap. escrevi com muito carinho e empolgação! Kissus e boa leitura.

Maipetto no Neko

Capítulo 59 — Blackout

Os jornais falavam da mesma coisa por todos os lados: o então desaparecimento de Grimmjow. Suas fotos apareciam na televisão, em jornais e revistas de fofoca. Queriam saber o que havia acontecido com um dos homens mais importantes do país, que, na véspera da sua posse do controle da empresa, havia simplesmente sumido. Adotavam a postura de rebelde dele como a resposta as indagações da imprensa, mas poucos sabiam da verdade; de que ele estava em perigo. Cada vez que via seu nome ser mencionado Ichigo se contorcia na cadeira, coçando as mãos tendo vontade de bater na porta da empresa e destroçar as fuças de Aizen. Neriell ficou ao seu lado o tempo todo, servindo de guia e conselheira, ou seja, o mesmo papel que desempenhava a Grimmjow. Ela o lembrava constantemente das artimanhas de Aizen, em como eles deveriam ser mais espertos do que ele.

– Em primeiro lugar, você precisa morrer.

– Como?!

Exclamou, claro, pois Neriell gostava de soltar essas bombas sem nem ao menos se explicar primeiro. Ela se divertia fazendo isso, vendo a cara de assustado das pessoas. Rindo a mulher retornou ao seu tom sério, pois apesar de querer quebrar o clima, sabia que ninguém estava muito entusiasmado.

– Eu precisei fingir minha morte para tirar o Aizen do meu pé. — falou – Você esteve dormindo por duas semanas inteiras, o que é tempo o bastante para o deixar descobrir que você sobreviveu.

Pensativo, Ichigo começou a ponderar as palavras dela.

– Nessas duas semanas o Aizen já podia ter agido. — disse voltando-se a ela.

– Sim, mas ele esteve ocupado arquitetando o sumiço de Grimmjow, além do seu álibi, e os inúmeros repórteres nas portas da empresa o assediando constantemente. Claro, ele deve ter alguns paus mandados por aí espionando a cidade por ele, mas nesse ponto, nós tivemos um pouco de sorte.

– Qual?

– A clínica do seu pai. Você não teve entrada em um hospital, e aqui dentro você ficou protegido, afinal ninguém da sua família ou seus amigos saíram do seu lado enquanto você estava desacordado.

Um sentimento de alívio e alegria tomou conta do ruivo, mesmo que apenas por alguns instantes. Suas irmãs e seu pai cuidaram dele sem pestanejar. Inoue, Rukia Chad e Ishida. Neriell também, cada um deles ficou preocupado à ponto de mantê-lo seguro naquelas quatro paredes.

– Precisamos agradecer também as influencias daquele homem de terno branco. — comentou Neriell.

– Terno branco?

– O que estava com Renji.

– Ah. Kuchiki Byakuya. O que tem ele?

– Bem, o fato da mídia ter ficado longe dos arredores da sua casa teve um empurrãozinho por parte dele.

– Oh... Bem, devo agradecer depois...

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Revirando-se na cama, Byakuya tateou com os braços o colchão à procura pelo corpo do tatuado, mas não o encontrou. Já faziam dias ele agia dessa maneira, levantando-se no meio da noite e o deixando sozinho. No início não se importou muito, pois sabia que ele havia entrado num estado de preocupação constante por conta de Ichigo. Ele mesmo tinha se impressionado com a quantidade de sangue que viu no garoto há duas semanas. Sem contar que quem o carregou até lá, fora Renji. Claro, a cabeça de qualquer um poderia entrar em parafuso numa situação dessas. Mas agora ele já estava bem, acordado e fora de risco. Qual era o problema de Renji para ficar sem sono?!

Bufando, o moreno entrou num banho vestindo-se com uma blusa social abotoada branca, o par de calças pretas e sapatos confortáveis, os quais usava dentro de casa. Não tinha motivos para sair hoje, então pensou em por em dia as leituras da faculdade.

Entrou na cozinha sentindo um cheiro forte de café. A bebida não o apetecia muito, pois preferia uma boa xícara de chá. Mesmo assim pôs um gole quente do café garganta à baixo esperando o restante da bebida esfriar. Ia a sua sala de estudos, e foi quando encontrou Renji debruçado sobre seus papéis na mesa.

Sério mesmo? Ele preferia dormir ali do que ao seu lado na cama? Bufou desgostoso indo até o ruivo querendo o empurrar da cadeira. Mas não o fez. A face cansada de Renji, a boca semiaberta, os olhos apertados de tão tensos, e os cabelos soltos contornando a musculatura de seu rosto tinham acabado de desarmar suas defesas. Deixou a xícara de café de lado, passando levemente os dedos pela bochecha de Renji. Tocou em suas tatuagens vendo-o tremer o canto dos olhos. Após o breve devaneio, tomou posse de sua compostura, dando uma alta pigarreada:

– Renji.

Chamou-o vendo os globos castanhos se abrirem devagar. Nisso, ao perceber a presença do professor ao seu lado, Renji deu um sobressalto, batendo com as costas na alta cadeira.

– S-sensei!- exclamou surpreso.

– Vejo que passou a noite fora do quarto outra vez.

Comentou num tom ríspido, deixando claro sua insatisfação.

– Bem, eu... Eu ando meio sem sono...

– Tão sem sono que está praticamente babando em cima da minha mesa.

Seu rosto ascendeu como a cor de seus cabelos. Tentou disfarçar, mas era impossível.

– Desculpe.

Revirando os olhos, Byakuya apenas assentiu com a cabeça, continuando parado ao lado da mesa.

– Ótimo, pode sair do meu escritório agora, preciso trabalhar.

– Claro sensei!

O tatuado começou a se retirar puxando alguns papéis jogados pela mesa. Byakuya ergueu uma das sobrancelhas, pois não se lembrava de ter deixado aquela bagunça, muito menos de ter dado permissão à Renji de usar seu espaço.

– O que é isso Renji?

Perguntou puxando uma das folhas. O ruivo tentou tomá-la antes que Byakuya começasse a ler, mas o olhar mortal lançado a ele o deixou acanhado. Nas linhas do papel estavam algumas fórmulas, exercícios, e outras coisas mais referentes aos estudos de Renji.

– O que significa isso, Renji? — perguntou parecendo confuso e ao mesmo tempo irritado.

Nervoso, o tatuado tentou se ajeitar na cadeira, procurar uma nova posição, mas nada conseguia desviar a pergunta direta de seu professor.

– Estou esperando – falou o moreno apertando a voz.

Engolindo seco, Renji embolou as palavras antes de conseguir formar alguma frase coerente e quando o fez evitou ao máximo encarar Byakuya.

– E-eu sei que o senhor anda muito ocupado, e que teve problemas para conseguir afastar a impressa da casa do Ichigo... Por isso não quis incomodá-lo.

– Seja claro e direto, Renji.

Engasgando, o ruivo respirou fundo antes de prosseguir:

– E-eu soube de uma nova bolsa de estudos que a faculdade vai oferecer esse próximo semestre. Com todos os problemas com o Ichigo, eu mal tive tempo para me preocupar com isso, mas agora que ele está fora de perigo, eu voltei a pensar nela, mas...Bem...

Byakuya lhe lançou um novo olhar de impaciência, e Renji teve que recolher toda sua coragem para terminar suas explicações:

– A bolsa é numa área diferente da sua sensei.

Esperando que fosse receber algum tipo de repreensão, ou mesmo um grito de fúria, Renji encolheu-se na cadeira aguardando o pior, quando as palavras calmas do moreno o deixaram sem graça e completamente confuso:

– Este é o grande mistério?

Piscando os olhos rapidamente, Renji apenas concordou com a cabeça. Bufando, Byakuya devolveu-lhe a folha cruzando os braços:

– Renji, se você se interessa por outras áreas, então vá até elas. Não fique se prendendo a um lugar que você não gosta.

– Mas... Eu queria poder trabalhar com o senhor, sensei...

O coração de pedra do moreno espetou uma acelerada batida. A maneira inocente com a qual ele falava apenas aumentava o carinho que sentia por Renji, e mesmo sua frieza acabava derretendo diante dele. Com a expressão ainda séria, Byakuya o encarou parecendo pronto para lhe dar algum tipo de sermão. Mas ao invés disso abaixou-se descruzando os braços procurando pela boca do ruivo. O susto veio primeiro antes de Renji fechar os olhos e aproveitar o passeio da língua de Byakuya sobre a sua, o molhado do interior de sua boca e o estalo rápido dos lábios. O moreno divertiu-se ao ver os olhos arregalados de Renji ao desgrudar do beijo, dizendo, ainda com o rosto próximo ao dele:

– Nós temos outros momentos para ficar juntos que não envolvem trabalho.

Sem pestanejar, Renji abriu um largo sorriso, passando os braços ao redor do pescoço de Byakuya:

– Verdade.

Disse tratando de lhe dar outro beijo, o puxando para a altura da cadeira. Antes que ouvisse algum tipo de protesto, Renji forçou a cintura do professor para baixo, sentando-o em seu colo. Desalinhou a blusa bem passada ao apertar-lhe os braços e a lateral do abdômen, mas pelos altos gemidos dele, Renji sabia não ter com o que se preocupar. Começou a abrir um botão de cada vez conforme devorava a boca do moreno, tirando o tecido macio da blusa de dentro de sua calça. Ao ter seu peito revelado não pensou duas vezes: segurou firmes suas coxas o jogando contra a mesa. Os papéis voaram para o chão caindo ao redor deles, junto com o alto baque dos materiais do escritório.

Oh bem, Byakuya teria de arrumar o escritório depois.

Sentiu o corpo de Renji deitar-se sobre o seu. Suas pernas conseguiam envolver a cintura dele enquanto o ruivo ainda conseguia manter os pés no chão. Não tardou muito, Byakuya puxou sua blusa a tirando em poucos segundos. Como de costume, perdeu seus olhos sobre as tatuagens dele, esticando a língua para fora e lambendo os contornos negros delas. Passou por cima de seu peito, descendo em direção a barriga e suas laterias, vendo Renji morder os lábios enquanto o fazia, quase entrando em frenesi. Ao não suportar mais o toque macio da carne do professor, Renji o jogou de costas na mesa outra vez, abrindo o cinto da calça e em seguida o zíper. Num só movimento segurou a ereção do moreno, vendo o que mais gostava de ver: a face avermelhada dele conforme o provocava, quando descia a mão devagar e rápido sobre seu membro. Nesse instante, quando ele se entregava por completo nas mãos do ruivo escutou os primeiros gemidos ao apertar mais o falo rijo, vendo-o tampar a boca para evitar que o som alto saísse do cômodo. Afastou seus dedos o beijando enquanto continuava com os movimentos abaixo de sua cintura.

– Eu quero te ouvir gritando alto, sensei.

Falou ao começar a abrir sua própria calça, segurando, agora, sua ereção. Sem terminar de remover s roupas do moreno, revelou a entrada dele escutando um grunhido envergonhado de Byakuya. Colocou, de uma vez só, dois dedos abrindo-os para os lados. Um alto urro, um misto de dor e prazer emergiu da garganta do moreno, que imediatamente cravou as unhas nos ombros de Renji. Ofegava, subindo e descendo o peito com a respiração acelerada. Sentiu cada dedo entrando e saindo alternados, aquecendo seu interior mais e mais. Por fim, nenhum deles aguentava esperar. Numa estocada, Renji teve o membro envolvido dentro do moreno, respirando apressado na ponta de sua orelha, onde os fios negros mais longos resvalavam em sua bochecha, dando uma sensação agradável.

Abraçando a cintura de Renji, Byakuya os aproximou mais, e o ruivo moveu-se, deixando o calor entre eles aumentar. Com uma das mãos segurava Byakuya pelo ombro, e a outra servia de apoio sobre a mesa, que, por sinal, rangia o som da madeira em contato com o piso. No entanto, os gemidos deles eram bem mais altos.

Ao ter seu rosto colado com o do ruivo, Byakuya grudou a boca em sua orelha, dizendo descompassado:

– Não saia mais... Da cama... À noite!

Virando o rosto para encará-lo, Renji trajava uma expressão de dúvida, o que fez Byakuya continuar a fala:

– Eu não gosto... De acordar sozinho!

Sorrindo, mais do que nunca, Renji assentiu afirmativamente tornando a movimentar-se no interior de Byakuya.

– Na próxima vez... Que eu acordar... Eu chamo você, sensei!

Os lábios do moreno se esticaram involuntariamente. O calor dentro dele vinha das rápidas e fortes estocadas de Renji, mas além disso, do que ele sentia cada vez que estava ao lado dele, essa sensação de aconchego e carinho, a qual não tinha há muito, muito tempo.

Novos gritos ecoaram, e os dois pareciam se engalfinhar em meio aos abraços e beijos, abafando os gemidos de prazer e satisfação no ritmo final do movimento de seus corpos. Continuaram jogados em cima da mesa apenas recuperando o fôlego, e foi apenas nessa hora que ouviram o som do telefone tocando do lado de fora do escritório. Ajeitando-se como pode, Renji afastou-se de Byakuya deixando-o se arrumar também, indo atender a chamada. Do outro lado da linha, Rukia lhe dera um rápido sermão, pois era a quarta vez que tentava falar com ele. Depois explicou os rápidos detalhes passados por Neriell, desligando em seguida. Ao voltar para o escritório deparou-se com o professor já arrumado, terminando de ajeitar as melenas escuras.

– Era Rukia? — perguntou.

– Como o senhor...

– A voz dela gritando é inconfundível. O que aconteceu?

– Ela disse que Ichigo já se decidiu quanto o que fazer em relação ao Grimmjow e o Aizen...

Pensativo, Byakuya cruzou os braços, tornando a perguntar:

– E o que seria?

– Ela não me disse. Pediu que eu fosse até a casa dele e lá me contaria os detalhes.

Renji, na casa de Ichigo, outra vez... Bem, ao menos era por uma boa causa, afinal, ele mesmo imaginava como reagiria se alguém tentasse ferir Rukia... Ou Renji.

– Certo, vamos nos aprontar e ir de uma vez.

– O-o senhor também vai?! — perguntou surpreso.

Erguendo uma das sobrancelhas, o moreno soltou de volta ao seu ar frio:

– Minha irmã e você vão se meter numa situação, no mínimo, alarmante. É claro que eu vou.

Renji balançou rápido a cabeça entendendo o recado dele. Ao ficar sozinho, sorriu consigo mesmo, pois estar nos planos de preocupação de Byakuya era uma sensação de preciosidade maravilhosa.

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Sentando na cama da clínica, Ichigo olhava em seu celular uma das poucas fotos que havia tirado – à contragosto – com Grimmjow. Agora se arrependia de não ter mais delas. Até mesmo as mensagens antigas ele fuçou, procurando um pouco de paz nesses dias turbulentos.

– Ficar olhando para isso aí não vai mudar nada.

Erguendo a cabeça, o ruivo enxergou Rukia, sentando-se ao seu lado na cama.

– Eu sei... Mas isso me ajuda...

– A que?

– Inflar a minha raiva de Aizen...

A morena pôs uma das mãos sobre a dele apertando-a com força.

– Apenas saiba que essa raiva pode acabar te atrapalhando. Pense direito quando for agir.

Ele meneou afirmativamente com a cabeça, tornando a mirar a tela do telefone. Grimmjow sorria triunfante com o braço ao redor de seus ombros, enquanto ele tentava se afastar da foto com o cenho emburrado. Foi um dia divertido, ele se lembrava, assim como todos os outros com Grimmjow. Desviou sua atenção das lembranças ao ver Rukia lhe estendendo uma pasta parda. Abriu-a vendo algumas fotos da então joia multicolorida que estava na posse de Aizen; e que transformara Grimmjow contra sua vontade.

– Onde achou isso? — perguntou surpreso.

– Inoue e eu fizemos algumas pesquisas depois da descrição que você nos deu. De acordo com o que encontramos, essa joia é uma espécie de artefato sagrado de um templo budista. Dizem as lendas ao redor dele, que ela garante desejo ás pessoas.

– Desejos?

– Sim, mas aí é que está o truque: a joia tem o poder de conceder desejos, mas para isso ela pede algo em troca.

– Algo em troca?

– Como uma espécie de pagamento. Quanto maior o desejo, maior é o preço. Por isso muitas pessoas gananciosas acabavam sofrendo mais do que tendo uma vida feliz.

– Aizen fez com que Grimmjow desistisse da sua liberdade o obrigando a segurar a joia.

– A joia só concede desejos a quem os pediu. Ela não pode, por exemplo, te matar porque eu desejei isso. A própria pessoa deve fazer o pedido, e então perder alguma coisa ao mesmo tempo em que ganha.

– Grimmjow perdeu sua liberdade em troca de que?

– Da sua.

A dor inflou o peito de Ichigo mais uma vez. O que Rukia dissera era verdade: Aizen havia prometido o libertar quando obrigou Grimmjow a abdicar de seus dons. Talvez esse fosse o poder da joia; manipular os acontecimentos de acordo com os desejos que recebia...

– Mas Aizen tentou me matar. — replicou querendo compreender.

– Só que você não morreu, pelo contrário: saiu de lá com vida.

Outra verdade. As coisas pareciam se encaixar cada vez mais, e Ichigo podia entender porque o artefato ficou escondido em um templo por todos esses anos.

– Como podemos parar o efeito da joia?

– Talvez com um novo pedido... Ou apenas a retirando de perto de Grimmjow. Você disse que Aizen a amarrou nele.

– Sim.

– Então é possível que, para ter seu desejo realizado, a joia precise ficar perto da pessoa que o fez, no caso, Grimmjow.

– Se conseguirmos separar os dois então...

– É bem provável que o desejo seja desfeito.

Era uma oportunidade, sim, o que eles deveriam fazer estava cada vez mais claro. O problema maior seria se aproximar de Aizen e da sua fortaleza. Mas para isso eles tinham que contar com os conhecimentos de Neriell.

– Vamos, levante desse cama! — Rukia falou pulando dela e puxando Ichigo ao mesmo tempo – Renji já está vindo e o resto do pessoal está te esperando.

– Neriell já sabe o que fazer?

– Oh, eu posso apostar que sim.

Não tardou muito Renji e Byakuya chegavam na casa do garoto sendo recebidos na porta por Inoue – que agora parecia ser seguida o tempo todo por um fantasma.

– Bem vindos! — exclamou a garota alegre.

– Olá Inoue! — respondeu Renji.

– Bom dia senhorita.

A educação refinada de Byakuya deixou a garota vermelha:

– Um bom dia! Vamos depressa, a Neriell-san está nos esperando!

Conforme foram caminhando, Renji tocou de leve no braço de Orihime falando próximo ao seu ouvido:

– Quem, afinal de contas, é esse cara que fica te seguindo pra cima e pra baixo?

– Ah! É o Ulquiorra! — disse pondo a mão atrás da cabeça – Nós nos conhecemos no aniversário do Grimmjow-kun. É um dos amigos dele da faculdade! Ele disse que queria sair comigo e... Bem, já faz duas semanas que a gente se vê! Hahaha!

Surpreso Renji continuou absorto, piscando os olhos rapidamente:

– E ele é sempre calado assim?

– Na maioria das vezes sim! Mas nós conversamos bastante!

Ou, na observação de Renji, ela falava e Ulquiorra ouvia. Oh bem, se Inoue estava feliz – e ela parecia que sim.

– Até que enfim você chegou! Ni-sama! Você também veio!

Rukia os recebeu como de costume, reverenciando seu irmão, e dando um tapa no ombro de Renji.

– Quanta delicadeza... — comentou o tatuado.

– Venham logo, a Neriell tem muito o que nos explicar!

O círculo estava formado. No centro, Neriell e Ichigo, ambos com as feridas causadas por Aizen ainda à mostra nos inúmeros curativos, porém visivelmente melhores. Seguindo a lateral do ruivo, estava Rukia, Inoue, Ulquiorra, Chad, Ishida, Renji e Byakuya. Suas irmãs e seu pai ficaram atrás dele, como se quisessem protegê-lo – e de fato queriam.

– Muito bem, agora que temos todos presentes, vamos às explicações.

Disse Neriell batendo as mãos uma nas outras.

– Em primeiro lugar, como todos aqui já sabem, Grimmjow está nas mãos do Aizen. Ao que tudo indica ele ainda não sabe que Ichigo sobreviveu ao tiro, por isso, nós vamos ter que forjar a morte dele.

– Isso não parece ser algo... Fantasioso demais? — perguntou Renji.

– É a melhor opção que temos. — comentou Ishida ajeitando os óculos – Se tivermos um elemento surpresa, Aizen não terá como se precaver do nosso plano com eficácia.

– Isso mesmo. — continuou Neriell – O nosso principal ataque está baseado no inesperado.

– Mas o que vamos fazer exatamente? — perguntou Inoue.

– A família do Ichigo vai preparar um funeral, com tudo o que tem direito. Isso vai chamar a atenção de Aizen, e ao mesmo tempo deixá-lo vulnerável a uma investida surpresa.

– Que... Investida surpresa seria? — indagou Chad.

– Sabemos que o Grimmjow está sempre do lado do Aizen; ele jamais se desgrudaria dele, tanto por precaução quanto por sua própria segurança. E o lugar mais seguro do mundo é a empresa, com os guardas, câmeras, e tudo o mais que vocês possam imaginar no quesito última geração em segurança predial.

– Isso está ficando cada vez mais fácil... — comentou Renji

– Nossa como vamos passar por tudo isso? — perguntou Inoue.

– Eu trabalhava na empresa, lembram? — respondeu piscando o olho – Conheço muito bem o funcionamento dela. Só precisamos bolar um bom plano.

– Nesse caso você já tem algo em mente? — indagou Ishida.

– A primeira coisa que nós devemos fazer se quisermos por os pés na empresa é desativar o sistema de segurança. Vamos invadir o computador central deles e, basicamente, desligar as câmeras da tomada. Teremos em média uns dez minutos antes dele ser religado.

– Dez minutos?! — exclamou Renji – É muito pouco tempo!

– Concordo com o Renji. — interveio Ishida – Se vamos tentar alguma coisa, no mínimo, vamos precisar de uns trinta minutos, para alcançar Aizen.

– Não podemos esquecer aquele homem de olhos pequenos! — disse Rukia imitando a cara de Gin – Ele sempre tá do lado de Aizen, e com certeza vai arrumar uma maneira de nos atrapalhar.

– Depois nos preocupamos com ele. — interrompeu Neriell – Precisamos ser organizados com o tempo que temos.

– Se tivéssemos outra maneira de conseguir mais tempo... — Ichigo apertou as mãos no meio das pernas ficando impaciente.

Nisso, Byakuya, no seu porte mais natural e firme de ser, irrompeu na conversa:

– Se precisam de mais tempo, então basta lançar uma decodificação no sistema de segurança.

Os olhares se voltaram a ele esperando uma conclusão. Talvez fosse aquela a luz no fim do túnel. Mesmo Ichigo, tão abatido, pareceu encontrar um novo pingo de esperança:

– Qualquer sistema que se preze é criptografado. E se no momento do desligamento esse código for reescrito, então o responsável pela segurança demora mais tempo para descobrir o que mudou e assim reativá-lo.

– E... Você sabe fazer isso? — perguntou Ichigo.

Os olhos de Byakuya se abriram como se ele não acreditasse na pergunta do ruivo. Ele sabia com quem estava falando? Claro que conseguia! Era praticamente uma brincadeira de criança.

Byakuya-sensei é um dos melhores programadores do país. — comentou Renji – Se alguém pode fazer isso, é ele.

Claro, o ego de Byakuya inflou um pouco com o comentário do tatuado, mas ele não se deixava levar por tão pouco, afinal, sabia muito bem das suas capacidades.

– Eu concordo com Renji. — acrescentou Rukia – Se tem alguém que consegue fazer isso é meu irmão .

– Pode nos ajudar Byakuya? Por favor.

Apesar da insistência e falta de educação do ruivo de chamá-lo pelo primeiro nome o moreno teve que admitir a humildade dele. Os olhos castanhos de Ichigo estavam marejados, como se ele estivesse à ponto de entrar em colapso.

– Eu tenho uma reputação – começou o discurso – sou um professor renomado, tenho um emprego estável e sou uma dos maiores nomes no que se refere à tecnologia de dados no país.

Aquilo parecia um não bem dito, mas ele continuou ao abrir os olhos e encarar a todos naquela sala:

– No entanto, Renji e Rukia estão dispostos a ir até o fim com isso. Sem contar que uma pessoa como Sousuke Aizen poderia criar estragos de proporções globais.

– Então?... — perguntou Ichigo impaciente.

Ponderando mais um pouco, ele disse por fim:

– Então é melhor ter alguém experiente no assunto ao lado de vocês do que permitir que se machuquem.

Seus olhos repousaram com pesar sobre as expressões animadas de Renji e Rukia. Ele jamais se perdoaria se os deixasse sozinhos.

– Perfeito! — exclamou Neriell – Já temos por onde começar!

– E agora? — indagou Inoue.

– Agora vem a melhor parte: entrar em ação.

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Aizen se manteve recluso no prédio da empresa durante aquela semana. Se voltasse para casa seria assediado por inúmeros jornalistas no caminho e detestava forçar o sorriso para eles. Além do mais tinha tudo o que precisava ali. Salvo algumas vezes em que preferiu deitar-se na própria cama, Aizen só precisava de um lugar onde relaxar e da visão do mundo à sua volta. Aquela torre alta parecia o lugar perfeito para ele, elevado acima de todos os outros, distante da sua incompetência e melhor ainda, num posto seu por direito; no centro do poder.

Os documentos que continha, os nomes que podia acessar, a empresa lhe proporcionava controle sobre a gama mais poderosa da cidade e até mesmo de outras. Bastava ter paciência e logo tomaria conta das demais empresas do país e então o restante poderia ser conquistado aos poucos. Seu império apenas começava a se erguer.

Grimmjow ficava o tempo todo ao seu lado. A presença do animal soou para alguns jornais como a excentricidade dos grande líderes, o que não deixou Aizen desgostoso. Ver que Grimmjow era representado apenas como seu bichinho era satisfatório demais. Não apenas o sumiço dele havia lhe ajudado a galgar o topo com maior facilidade como também a energia que emanava do animal trazia apenas os melhores casos, os melhores pagamentos, e as mais interessantes companhias. Essa... Sorte só podia mesmo ser bem aproveitada por alguém com a visão de Aizen.

No entanto ele mesmo havia se preocupado por um tempo, pois Grimmjow recusava-se a comer ou beber água. No início achou uma mera teimosia, e assim que seu estomago roncasse ele ia acabar cedendo. Contudo, depois de uma semana inteira sem sucesso, ele fora obrigado a sedar o animal deixando que Gin tratasse de pôr algum sustento nele. Não podia se dar ao luxo de perder sua fonte de riquezas, ao menos não agora.

O homem raposa entrou quase que em seguida ao pensamento dele. Trazia a bandeja de chá e um jornal onde estava estampada a face da vitória de Aizen.

– Os números são promissores, senhor.

Ele disse abrindo a seção econômica.

– E eles parecem apenas aumentar. — continuou – Qual será o próximo passo?

– Oh, apenas aguarde toda essa atenção se acalmar Gin. Quando os repórteres se cansarem poderemos seguir em frente.

– Entendido senhor.

Olhando para a jaula de Grimmjow Gin se aproximou dele vendo o gato branco estirado no fundo gelado dela.

– Parece que Grimmjow-kun continua desanimado. — comentou.

– Deixe estar. Ele não tem mais vontade de viver. Mas basta deixarmos seu coração batendo por tempo suficiente.

Gin concordou afastando-se da mesa. Pegou uma longa injeção com a agulha fina a aproximando de Grimmjow. Encostou-a próximo ao seu pescoço perfurando a pele. O felino rosnou em protesto, porém não queria lutar. Não queria mais nada na verdade. Se pudesse ficaria jogado naquela gaiola até definhar. Seus olhos já tinham perdido o brilho e qualquer gota de esperança no momento em que soube da morte de Ichigo... Parecia tudo muito surreal, impossível, até uma semana atrás quando Aizen lhe contou sobre o funeral. O ruivo estava lutando ainda, tentando se salvar. Grimmjow debatia-se o tempo todo arranhando e mordendo qualquer um que tentasse por as mãos nele. E então o baque veio com a notícia no jornal. Ele não quis acreditar nas palavras de Aizen, mas estava lá estampado na folha de obituários. Kurozaki Ichigo, dezoito anos, funeral às quatro da tarde.

Grimmjow parecia não mais respirar. Foi como se lhe apertassem a garganta impedindo que o ar passasse. Ainda descrente tentou se libertar outras vezes conseguindo chegar ao limite da paciência de Aizen, até que ele o levou até o local do enterro. Observou de longe no carro negro à porta do cemitério a família do garoto. Seus amigos também. Todos tristes demais, chorosos, carregando lírios brancos destoantes com as vestes pretas. Uma foto em memória do ruivo estava exposta. O cheiro de incenso exalava um odor mórbido e doce, junto das flores postas ao redor do memorial.

Grimmjow convenceu-se, por fim, da morte do garoto. Aizen tinha o matado. Aizen tinha acabado com a sua vida, porque no momento em que perdera Ichigo, perdeu a vontade de viver.

Jogou-se no fundo da gaiola imóvel, apenas deixando o corpo respirar sozinho. Não comia, não bebia, não fazia nem um mísero movimento. Queria ser consumido aos poucos até apodrecer. Mas Aizen lhe negou até mesmo isso, forçando o soro por suas pequenas veias, vitaminas que o mantinham por mais tempo. Contudo ele mesmo sentia. Só precisava aguentar mais um pouco e em breve seu corpo animal entraria em colapso. Levaria algumas semanas, meses talvez, mas Grimmjow conseguiria se livrar de Aizen de um jeito ou de outro. Já começava a emagrecer e os ossos das costelas ressaltavam de leve sobre os pelos brancos.

Aizen, por hora, ignorava o estado deplorável de Grimmjow. Estava satisfeito com os resultados, crente de que havia saído por cima e isso tudo em apenas três semanas. Imagine o que poderia conseguir por um ano inteiro!

O expediente da empresa já estava no fim. As sete horas as portas se fechavam, os últimos funcionários batiam o cartão e apenas a equipe de segurança noturna entrava em ação. Até mesmo os repórteres insistentes sabiam que nada mais podia ser feito a não ser esperar o dia seguinte. A maioria deles havia se dispersado enquanto os mais esperançosos trancafiavam-se em furgões à espera de alguma emoção. Mas Aizen tinha se murado no prédio bem guardado da empresa, frustrando a maioria deles.

Às dez da noite, quando a rua comercial começava a ficar deserta, os carros da imprensa se tornavam apenas enfeites na calçada, com seus donos dormindo no banco da frente. Um único veículo, porém, atravessou o silêncio da noite, parando a alguns metros da imponente empresa. Com os faróis desligados e a pintura escura pode se esconder com facilidade em meio às sombras das árvores. Um a um, Inoue, Chad, Rukia, Renji, Neriell, Ishida e Ichigo saltaram, começando a armar duas antenas em cima da van.

– Façam menos barulho! — comentou Neriell.

– Estamos tentando! — replicou Rukia.

– Fiquem calados. — Byakuya os repreendeu do fundo da van enquanto segurava um laptop.

Pouco tempo depois com todos os aparatos prontos, eles retornaram a atenção ao moreno. Neriell lhe entregou um pequeno cd e com ele já posto no computador Byakuya começou a digitar códigos e mais códigos na janela preta montando filas de letras e números verde fluorescente, criando uma linha perfeita de codificação. Quando sabia estar perto de encontrar a raiz do sistema de segurança avisou ao grupo:

– Preparem-se. Assim que as luzes se apagarem o tempo começa a correr.

Todos concordaram, enquanto Neriell lhes entregava rádios à longa distância e fones de ouvido.

– Vamos manter a comunicação na frequência quatro. — disse ajeitando o fone na orelha.

– Onde você conseguiu este tipo de apetrecho? — perguntou Inoue fascinada.

– Ah, eu tenho meus meios. — respondeu sorrindo – Ajeitem o fone no ouvido e mantenham o rádio sempre ligado na cintura. Quando quiserem falar com alguém basta apertar o botão. O fone já tem um microfone embutido.

Surpresa e admiração era pouco. Neriell os conseguia chocar sempre. Ao passo em que todos terminavam de se aprontar Byakuya deu o sinal outra vez. Agora faltava muito pouco.

– Muito bem, vamos repassar os detalhes.

Disse Rukia dando vez à Neriell.

– Eu e Chad iremos até a sala reservada dos arquivos da empresa onde está tudo o que preciso para incriminar Aizen.

– Enquanto isso eu e Ishida vamos criar uma distração para chamar a atenção dos guardas, deixando eles nos andares de baixo. — disse Inoue dando sequência ao raciocínio de Neriell.

– Para finalizar, Renji, eu e Ichigo iremos resgatar Grimmjow. — comentou Rukia.

– E eu vou dar uma bela surra no Aizen. — concluiu Ichigo apertando os punhos.

– Ótimo – exclamou Neriell – E para certificar nossa segurança, Byakuya-san vai informar pelo rádio do seu progresso com o sistema. Se alguma coisa der errado e ficarmos sem tempo, corram pra fora de lá. Ulquiorra vai ser nossa carona para fora daqui.

O pálido homem no banco do motorista assentiu com a cabeça olhando para Orihime, que sorriu para ele.

– Eu só saio com o Grimmjow. — falou Ichigo ríspido.

– Também quero que seja assim Ichigo, mas temos que pensar nas coisas primeiro. Melhor recuarmos, se for preciso, do que ser pego e acabar de vez com nossas chances.

Baixando a cabeça frente a razão dela, o ruivo bufou. Nisso sentiu a mão de Rukia sobre seu ombro.

– Não se preocupe – disse a baixinha – nós vamos conseguir.

– Obrigado. — falou sorrindo a amiga.

– Certo. Ichigo, o contato de emergência.

O ruivo estendeu um pedaço de papel a todos deixando Neriell continuar:

– Caso aconteça alguma coisa muito séria, e nem mesmo Byakuya consiga nos ajudar, vamos ter de entrar em contato com a família de Ichigo. Eles já estão com tudo pronto se precisarem tirar nossos traseiros da cadeia.

Todos concordaram terminando de se aprontar. Antes de continuarem, porém, uma dúvida surgiu na mente de Inoue, e a garota voltou-se a Neriell:

– Neriell-san, como nós vamos entrar no prédio?

Nisso todos se voltaram a senhora das ideias.

– Isso é verdade – continuou Ishida – Mesmo desligando o sistema de segurança as portas ficam trancadas. Você por um acasa tem a chave?

Terminando de prender os longos cabelos em um rabo de cavalo Neriell sorriu pondo as mãos na cintura:

– Nós temos um contato interno, não se preocupem. — falou convencida – Ou melhor dizendo, dois.

Antes que pudesse questionar os enigmas da mulher Byakuya os deu o aviso final. Era agora ou nuca.

As teclas do laptop continuaram batendo aceleradas tal como o coração de todos ali. Estavam prestes a invadir um prédio, enfrentar uma pessoa perigosa, roubar informações. Podiam ser pegos, podiam ser presos, podiam morrer...

E todas as dúvidas ficaram no ar quando as luzes se apagaram deixando a rua toda num completo anonimato.

– Agora!

Falou Byakuya vendo o grupo se dispersar. Corriam atrás de Neriell os guiando para a entrada. Ela ainda tinha os movimentos comprometidos, mas estava bem melhor do que semanas atrás. Apenas as faixas nas feridas mais sérias continuavam em seu corpo. O restante já havia sido retirado.

Do lado de fora eles podiam ouvir as conversas dos guardas, assustados e confusos com a repentina queda de energia. Usavam os rádios para se comunicar, mas eram tantos andares e lugares que parecia ser em vão procurar pela raiz do problema. Na primeira distração Neriell viu a oportunidade. Parados próximo ao canteiro de flores observavam através das portas de vidro os seguranças indo de um lado a outro. Ao ver o caminho livre Neriell foi até a porta a empurrando e deixando os demais entrar.

Muito bem a primeira parte tinha sido fácil, agora começavam as complicações. Sussurrando ela voltou-se a Inoue e Ishida:

– Já sabem o que fazer.

Eles assentiram puxando pequenos pacotes das bolsas presas na cintura. Acenderam dois deles os jogando na direção oposta do restante do grupo e logo as bombinhas explodiram estalando alto no eco do térreo. As lanternas apressadas dos guardas correram até o estranho barulho enquanto isso os outros cinco se dispersavam para os andares. Sem energia eles precisavam usar as escadas. Os arquivos ficavam alocados no vigésimo sexto andar. A presidência estava no trigésimo. Um longo caminha a percorrer e ninguém sabia ao certo o que esperar. Aizen era astuto, poderia saber de qualquer coisa antes deles, mas no fundo todos contavam com a sorte e uma pontada da esperteza de Neriell. Que ficassem calmos.

De um jeito ou de outro, aquilo acabaria nessa noite.

Continua

Notas finais
IEI!!!! Mais um capítulo! hahahaha Dessa vez não vai demorar muito, semana que vem vocês terão o próximo, não se preocupem! ;) Espero por seus reviews peaple! Kissus