Maipetto no Neko

54 Capítulo 54 - Festa Surpresa


Notas iniciais
WEEEE capítulo novo o/ Diga-se de passagem, q estou postando hj p v6 deitada na cama doente e com febre, portanto v6 n podem mais dizer n não me importo com os leitores u_u Estou livre da bronca da demora hahahahahaha Enfim, este capítulo está se direcionando para os finalmentes da história (Noooooo!!!! rio de lágrias dos fãs!!!) - ao menos foi o que eu imaginei xD hahahaha Enfim, espero que gostem desse capítulo e que aguardem ansiosos o próximo, onde nosso querido vilão fará uma loooooonga participação! boa leitura!

Maipetto no Neko

Capítulo 54 – Festa surpresa

O teclado na frente do computador era massacrado pelos ágeis dedos de Ichigo. O jovem morango ainda não havia engolido direito a saída abrupta de Grimmjow, preferindo focar suas frustrações nos trabalhos de férias da faculdade, apesar dele já ter se acostumado com as investidas do namorado nesses momentos de impaciência. Normalmente os dois discutiram por alguns minutos, insultando-se com carinhosos apelidos. E quando esse pequeno jogo de quero/não quero tivesse enervado os ânimos de Grimmjow, ele partiria para cima do ruivo o deixando sem ação alguma. Depois como mágica — pois só assim Ichigo conseguia explicar o quão rápido Grimmjow arrancava suas roupas — os dois estariam nus sobre a cama. Na verdade Ichigo se lembrava particularmente dos poucos dias em que Grimmjow ficara com o cabelo azulado comprido. As pontas mais longas resvalavam em sua pele dando pequenos arrepios com o encontro. Principalmente nas costas, onde o maior gostava de arranhar as unhas e beijá-lo, as mexas escorregavam de Grimmjow batendo em sua cutis junto de cada lambida e aconchego, de cada suspiro e beijo, deixando os pequenos pelos na sua nuca se contorcerem junto ao corpo estremecido em êxtase.

Mas num rápido balançar de cabeça o ruivo deixou este pensamento de lado antes que sua "situação inferior" ficasse ainda mais insuportável, afinal suas bochechas já estavam mais do que coradas, e faltava pouco para o sangue começar a percorrer outros lugares. Contudo não deixou de prestar atenção no celular ao lado da escrivaninha, pronto para atendê-lo no primeiro toque. E de fato ele o fez se animando com a melodia do aparelho. Porém logo em seguida deixou o sorriso bobo esvanecer.

– Oni-chan, você não vai comer com a gente?

Indagou Yuzu ao ver o irmão correndo pela escada apressada enquanto carregava o casaco mal vestido num dos braços.

– Quando voltar prometo que como Yuzu.

Respondeu continuando a correria. Apanhou as chaves do carro evitando um dos encontros inoportunos com seu pai e o chute voador dele.

Chegou ao carro afobado precisando respirar fundo algumas vezes antes de ligar a ignição. Queimou os pneus ainda sentindo a ira ardendo. Agora ele realmente havia conseguido transbordar a pequena paciência de Ichigo. Bastava virar as costas por alguns segundos E Grimmjow arrumava alguma nova confusão. Ele parecia um grande bebê. Nossa, pensando agora sentiu um pouco de pena de Neriell e de todo o trabalho cuidando dele esses anos. Além do mais, Grimmjow não podia ter escolhido momento melhor para arrumar um novo problema, quando mal haviam saído do hospital naquele mesmo dia.

Ainda resmungando mentalmente Ichigo chegou ao seu destino, achando melhor deixar o casaco aberto, afinal, ficar andando na frente da delegacia com roupas grossas cheias de bolsos poderia, no mínimo, deixa-lo suspeito – isso somado ao cabelo laranja automaticamente o assimilado ao de um marginal.

Subiu a escada frontal fingindo não perceber os olhares estranhos de quem entrava e saía, mas toda a discrição e cuidado foi por água à baixo quando todos ali perceberam que o jovem de cabelos laranja vinha resgatar seu amigo, o pequeno causador de problemas com cabelos azulados na cela quatro.

O tempo todo em que precisou ficar de pé assinando os documentos de soltura Ichigo laçava olhares de reprovação à Grimmjow, que, ou o ignorava, ou estava puto demais para considerar qualquer reação do ruivo. Claro, os policiais dali também ficaram de olhos na estranha dupla, mas nada minimamente controlado, afinal eles — ainda – não haviam quebrado nenhuma lei ali dentro.

Pouco mais de meia hora havia se passado e a perna inquieta de Grimmjow batia feroz no chão cinza da cadeira. Um dos guardas passava por ele batendo um cassetete nas grades provocando um alto ruído, o mandando parar com aquele som irritante. Grimmjow quis voar na garganta dele, contudo o impulso fora contido pela visão lateral de Ichigo ali. Já sabia: um grande sermão aguardava por ele na saída da delegacia. Preferia guardar as energias para depois, apesar de uma pequena parte sua implorar por uma nova confusão a fim de prolongar sua estadia na cela – e evitar a discussão.

Quem dera todos os problemas pudessem ser resolvidos com uma noite na cadeia...

Tudo resolvido, os dois puderam sair da delegacia ainda com os inúmeros olhares sobre eles. Ichigo queria enfiar a cabeça dentro do chão. Detestava chamar atenção desse jeito, ainda mais por conta de sua aparência.

Grimmjow entrou no carro com a mesma cara emburrada de antes. Mas ela nem se comparava a de Ichigo. Sua raiva podia ser sentida à distância e não tardou muito para o ruivo liberá-la sobre Grimmjow:

– Qual é o seu problema?!

Esbravejou vendo Grimmjow revirar os olhos.

– Não começa Ichigo...

– Porra! Não me venha com essa! – exaltou-se – Eu tive que vir até aqui nesse puta frio!

– Isso tudo foi um grande exagero!

– Exagero?! Ser preso por disputar um racha no meio da cidade em plena luz do dia é exagero?!

Grimmjow riu olhando o lado de fora do carro, pois queria evitar encarar Ichigo.

– Já fiz coisas bem piores e nem fui à polícia.

O ruivo revirou os olhos batendo com a testa no volante do carro. Não adiantava mesmo discutir com o senhor da razão. E esse lado dele o irritava profundamente.

Grimmjow, por outro lado, não queria deixa-lo preocupado, mas era impossível evitar esse seu gênio.

No entanto Ichigo tinha de alertá-lo sobre essa imprudência. Era desse tipo de coisa que Aizen precisava para afetá-lo.

– Você não pode fazer isso Grimmjow. – disse sem mirar nos olhos dele – Nós acabamos e sair daquele hospital.

E de repente a imagem de Neriell na cama, cheia de ataduras e tubos veio á mente de Grimmjow, o fazendo cravar as unhas na perna. A face remexia-se numa expressão de desdém e ódio, ou melhor ainda, repulsa por essa maldita lembrança.

– Eu sei que é difícil para você ter deixado a Neriell sofrer tanto... mas isso não é motivo para ser imprudente.

– Ela foi parar no hospital por minha causa! – gritou fazendo questão de virar-se para Ichigo que fez o mesmo – Neriell sofreu esse acidente porque o Aizen quis me atingir! Porque eu não me preocupei com ele!

– Mas agir irresponsavelmente não vai resolver nada!

Furioso, Grimmjow abriu a porta do carro batendo com força ela de volta. Caminhou para longe dali, para longe de Ichigo. Não queria discutir mais com ele. Não queria ouvir sobre sua estupidez. Ele queria ser estupido! Ele queria esquecer-se dos problemas ao menos por um instante, mesmo que fosse procurando por novos. A corrida lhe proporcionou essa paz momentânea, essa fuga da realidade. Mas ele sabia que mais cedo ou mais tarde acabaria sendo arrastado de volta para ele. Ichigo não era culpado de nada. Ele tinha ido o ajudar apenas, ele estava preocupado... Contudo mal ele sabia ser parte da vida conturbada de Grimmjow. Se algo acontecesse a ele, se alguém o encontrasse, se Aizen o procurasse! Todos os tipos de cenários se formavam na cabeça de Grimmjow – cada um pior que o outro. Como ele queria agarrar o ruivo e ir embora da cidade, distanciar-se de todos! Só que não podia abandonar a empresa nas mãos de Aizen. Era o que esse homem queria.

Preso nessas ideias Grimmjow não reparou a aproximação de Ichigo, e nem teve tempo de se esquivar do seu encontrão. Foi jogado contra a parede dos fundos da delegacia – onde por sorte não havia ninguém, apenas carros.

A expressão do ruivo era incerta, mas ele ainda estava enraivecido. Encostava seu braço contra os ombros de Grimmjow o prendendo sobre a parede, mantendo as pernas no lugar mesmo com a relutância do maior.

– Mas que porra é essa?! – Grimmjow gritou segurando o antebraço do garoto.

– Cala a boca!

Ele ouviu e não acreditou na agressividade do ruivo, parando de se mexer e fitando os olhos castanhos dele, ouvindo seu pequeno discurso.

– Quem você acha que eu sou?! – perguntou num tom alto.

– O que?!

– Eu não sou sua babá Grimmjow! – continuou fazendo o outro arregalar os globos azuis em surpresa – Eu não sou qualquer um que você pode vir chorar quando precisa e agarrar quando quer! Foi você mesmo quem disse; que entrou na minha vida do nada e se declarou dono dela! Pois bem, agora vê se arca com as consequências! Por que se você quer continuar namorando comigo, vai precisar pensar um milhão de vezes antes de fazer uma coisa estúpida como essa!

Respirando fundo Grimmjow não deixou o medo que sentiu ao ouvir essa frase transparecer- não era concebível de sua parte demonstrar isso. Porém afastou os braços de Ichigo, deixando-o parado na sua frente. O maior mal conseguia manter os olhos abertos, inerte no meio daquela declaração de Ichigo, voltando o olhar para o chão branco da neve.

Respirando fundo o ruivo pareceu se acalmar, levando as mãos na altura do pescoço de Grimmjow. Segurou as laterais de seu casaco firmemente, mas aquela não era uma postura violenta. Ele queria fazer questão da total atenção de Grimmjow, encarando seu rosto enquanto falava:

– Eu me preocupo demais com você... Eu não quero te ver machucado. Quando recebi aquela ligação, fiquei puto com você. E ao mesmo tempo só imaginava se você estava bem, e o que eu ia fazer se alguma coisa tivesse acontecido com você!

O aperto em seu casaco aumentou. Grimmjow sentia a aflição do ruivo – a mesma que a sua. Deixou as feições ficarem mais amenas e então pôs uma de suas mãos no rosto de Ichigo cortando sua fala. Depois abraçou sua cintura e o trouxe a um beijo. O ruivo não resistiu, mas ainda queria terminar o pequeno discurso. Os lábios de Grimmjow o aqueceram em meio ao frio daquele pátio vazio. Sua mão pressionando a pele do rosto fazia sua cabeça ficar mais leve pendendo para o lado e apoiando o peso sobre os dedos de Grimmjow. A língua desenhava uma pintura incomum na boca do garoto deixando-o mais leve e tranquilo, parecendo receber certa aura calma do outro. Quando se separaram, Grimmjow desceu a testa até o ombro de Ichigo onde ficou escondendo o rosto.

Ah! Como era bom ouvir a voz de Ichigo dizendo aquelas coisas! Os medos dele que eram os mesmos que os seus, a preocupação, e até mesmo essa violência que o ruivo demonstrava tão fortemente, deixavam-no feliz e um pouco envergonhado ao mesmo tempo.

– Ei...

Ichigo falou chamando sua atenção. Levantando sua cabeça Grimmjow apenas conseguiu sentir a leve dor do cascudo recebido.

– Por que?! – exclamou.

– Vê se para de fazer coisas estupidas!

Ichigo completou quase rindo da expressão tediosa lançada por Grimmjow.

– Grimmjow?

– Tá, tá, já entendi! Sem coisas estúpidas “mamãe”!

Sorrindo, o ruivo olhou ao seu redor sem ver ninguém e então lhe deu um novo beijo. Os dois finalmente saíram do pátio indo de volta à casa de Grimmjow. Além de não querer ficar sozinho o maior sabia que lá eles teriam mais... Privacidade.

Na rua do lado de fora da delegacia uma sombra atrás de uma árvore esgueirava-se pelos cantos escuros procurando esconder a enorme câmera fotográfica que utilizava para guardar as imagens de Grimmjow e Ichigo. Tão logo o casal saiu dali ele apanhou um celular discando rapidamente um número:

– Eles já saíram. Juntos. Pelo visto devem continuar assim o dia todo.

Falou terminando e ouvir as instruções da voz mansa e precisa de Aizen. O homem aguardava os relatórios diários dele desde que Grimmjow havia começado o pequeno porém imprescindível relacionamento com Ichigo. O garoto mostrava-se a melhor distração possível aos seus planos. Só faltava retirar Neriell do caminho... Bem, nem mais isso agora. Tudo o que restava era aguardar a tão esperada festa surpresa de Grimmjow. Depois poderia encaixar cada peça restante do quebra cabeças. Até lá, bastava manter distancia, bastava prestar atenção nos passos daqueles dois.

Enquanto isso Rukia animava-se com os preparativos da festa. Inoue já havia dado inúmeras ideias sobre os aperitivos, as bebidas, o bolo. Claro, com todas as receitas malucas que a amiga propunha Rukia só não teve um reboliço no estômago por sorte. Aliás as contra respostas abençoadas de Ishida conseguiram os livrar de alguns cardápios bem esquisitos. Apesar de Orihime ficar um pouco chateada com tantas rejeições, não deixou de se animar ao ver a decisão final caindo sobre suas mãos de cozinheira.

Pois bem, agora só faltava pensarem na decoração.

– Um tema de inverno – sugeriu Rukia.

– Mas não seria meio obvio? – comentou Ishida.

– É uma festa surpresa Ishida-kun1 Nada é obvio! – completou Inoue.

– Ainda assim não consigo ver Grimmjow num tema de inverno.

– Mas é claro que sim Ishida-kun! Com aquele cabelo e a cor dos olhos dele se colocarmos um tema branco e i=cinza vai ficar ótimo!

– Acho que vai ficar um pouco mórbido...

– Não existem muitos temas para festas depois dos quinze anos.

– Vamos inventar um! – Inoue exclamou alegre.

– Talvez umas algumas bolas, toalhas coloridas e podemos deixar as cores com os doces da festa. – completou Ishida.

– Ah! Eu adoraria decorar os doces!

– Então está decidido? – perguntou Rukia.

– Creio que sim.

– Então pedirei ao Chad que deixe tudo na casa dele. Como ele mora mais perto daqui.

– E como vamos nos organizar no dia? – indagou Ishida, ajeitando os óculos no lugar.

– Primeiro vamos a casa do Chad trazer tudo para cá bem cedo. Até lá o Ichigo vai distrair o Grimmjow e quando eles voltarem no fim da tarde teremos tudo ajeitado!

– A irmãzinha do Kurozaki-kun se ofereceu para me ajudar a cozinhar – falou Inoue – Nós vamos terminar tudo bem depressa!

– Nesse meio tempo Ishida, Chad e eu podemos organizar tudo.

– E aquele seu amigo? O tatuado? – indagou Ishida.

– Oh, ele virá também, mas só depois que o Ichigo sair.

– Porque disso?

– Uma espécie de decreto do meu irmão ou algo assim.

– Do seu irmão?

– Ah! Aquele alto de cabelos pretos? E com as presilhas perto da testa? – perguntou Orihime.

– Sim. Os dois estão... Trabalhando juntos. – respondeu Rukia quase soltando um riso de canto de boca do próprio comentário – Por isso o Renji deve chegar mais tarde.

Apenas concordando com a amiga, os outros dois ficaram quietos apenas arquitetando o como, quando e onde.

– Alguém já pensou na lista de convidados? Quer dizer, além de nós quem mais vamos chamar?

– Eu já cuidei de tudo Rukia-san! — respondeu Inoue alegre.

Levantando suspeitas na morena ela ousou fazer a pergunta que borbulhava tanto na sua mente quanto na de Ishida:

– Quem você chamou Inoue?

– Ah eu falei com algumas pessoas na faculdade que conheciam o Grimmjow-kun, depois procurei pelos colegas de classe dele.

– E quantos dele você chamou?

– Bem eu queria convidar toda a sala dele – e um calafrio se instalou em Rukia e Ishida nesse momento — Mas eu lembrei que a casa do Kurozaki-kun não era muito grande, então vão vir só uns oito ou nove.

Respirando aliviada Rukia sentiu-se mais tranquila, pois ter de desmarcar por um descuido desses seria péssimo.

– Ah e um dos amigos do Grimmjow-kun me ajudou bastante! Disse até que viria comigo na festa.

Desconfiados, Ishida e Rukia se entreolharam. Não que Inoue fosse estúpida, mas ela podia ser bem inocente às vezes. Dos males o menor, eles esperavam ao menos que esse "amigo" fosse realmente um conhecido de Grimmjow.

Longe dali, Ichigo e Grimmjow já tinham saído da delegacia. Grimmjow queria mais do que tudo voltar para casa, agarrar Ichigo e abusar dele da melhor maneira possível e imaginável por ele. Mas foi no carro mesmo que ele começou a deslizar as mãos pela perna do garoto. O veículo quase foi de encontro a uma árvore, porém por sorte, conseguiram estacionar perto de um parque.

– Grimmjow! – exclamou o ruivo.

Mas ele não continuou os protestos. Teve a boca pega de forma tão apressada por Grimmjow que nem conseguiu pensar direito. O cinto foi desprendido e seu corpo havia reclinado junto com a cadeira do motorista. Grimmjow afogava os lábios no beijo, jogando a língua para todos os lados conforme sentia o calor da carne de Ichigo emanando forte de dentro da boca. Cada lado nem mais sabia ao certo quem era quem. As lambidas em cima dos lábios, os dois se debatendo numa violência romântica parecendo que iriam se devorar ali mesmo.

Subindo a blusa de Grimmjow, Ichigo sentiu a barriga definida dele. De todas as partes do corpo de Grimmjow, Ichigo adorava passar a mão em sua barriga. Na verdade nem sabia que tinha esse gosto antes dele, afinal nunca havia namorado outro homem em sua vida. Mas com ele tudo parecia apenas... Certo, e não precisava de razões, desculpas ou qualquer outra história absurda cheia de “porquês”. Ele gostava de Grimmjow. Sem mais, nem menos, sem nada a declarar.

E claro aquele abdômen forte, definido e, por deus, bem feito, ajudavam.

Quando dava por si, já havia delineado cada gomo com a ponta dos dedos, sentindo a pele macia de Grimmjow enquanto seu corpo ficava por cima dele, pendendo apenas a cabeça para frente procurando por novos beijos, pela troca de calores entre as línguas, por aqueles lábios carnudos seus.

Já Grimmjow, ah, ele gostava do pescoço do ruivo – isso sem mencionar sua maravilha pelo cabelo alaranjado de Ichigo. Mas era no pescoço dele que fazia estrago. Mordia, beijava, chupava, deixando aquelas marcas grandes e roxas no garoto, sempre ouvindo suas reclamações depois. Só que na hora, Ichigo nem pensava em reclamar.

Ia ser ali mesmo, no meio da rua de novo. No entanto tudo conspirava muito á favor daqueles dois. Aliás, era nessas horas que Ichigo se lembrava dos poderes de Grimmjow – e de sua sorte. A coincidência para ele já não era mais assim tão ao acaso. Se algo dava certo demais ele sempre atribuía o fato a essa pequena ajuda da herança do namorado. Muitas vezes nem se importava com ela, contudo perguntava-se o quanto essa sorte dos dois iria durar.

E essa linha de raciocínio fora cortando quando sentiu o volume por cima da calça ser apertado. Soltou um longo gemido apertando o dorso de Grimmjow. Saiu do beijo sem nem perceber, pois só assim conseguia gemer. Mas Grimmjow nem quis saber da falta de ar do ruivo, tornando a beijá-lo diversas vezes, sugando sua boca para si.

O jeans da calça roçava sobre sua ereção o provocando mais ainda. A mão ágil de Grimmjow passeava sobre o tecido fazendo o mesmo desenho elevado que o membro de Ichigo fazia no jeans, provocando a imaginação do garoto – do que aconteceria com ele em seguida.

Apesar do ruivo ter uma boa noção do que lhe aguardava.

Escalou, por fim, as costas de Grimmjow lhe dando um apertado abraço. Achegou a voz perto do ouvido do maior sussurrando seu nome em meio aos grunhidos de prazer. E foi o fim da calmaria.

Grimmjow se jogou sobre ele ali no banco mesmo, e o mirando nos olhos disse com o sorriso sádico nos lábios:

– Vamos fazer uma rapidinha antes de chegarmos em casa.

Sim, ele ia querer mais, claro. Uma vez apenas para aquela fera insaciável seria impossível! Também, como resistir a um pedaço de... Morango tão delicioso como aquele? Bastava por os olhos em Ichigo que Grimmjow perdia a cabeça.

– Uma rapidinha?! – exclamou, já imaginando onde aquele dia iria terminar: na cama de Grimmjow.

– Se você pedir eu paro... Só precisa falar.

E o comentário de Grimmjow ficou meio que... Perdido no ar. Ichigo sabia que se quisesse mesmo, podia mandar e desmandar no namorado, apesar dele não admitir isso. Aliás, divertia-se com essa espécie de “lealdade orgulhosa” de Grimmjow.

– Então eu só preciso mandar e você para?

Perguntou vendo a expressão mais séria do outro. “Mandar” era um termo meio pesado para Grimmjow, mas no fundo ele bem sabia ser verdade. Se o ruivo fosse uma pessoa, no mínimo, oportunista, seria capaz de usá-lo como gato e sapato – sem trocadilhos.

Ichigo, no entanto, era a pessoa mais generosa e bondosa que ele conhecia, incapaz de machucar uma mosca sequer. E talvez fosse essa personalidade protetora e acolhedora que o fez se tornar tão importante a ele. Isso junto do corpo definido e gostoso do garoto.

E então o ruivo sorriu dando um rápido beijo sobre a boca de Grimmjow.

– Não precisa fechar a cara. – disse – Nós dois já sabemos há muito tempo que você é meu bichinho de estimação, não é mesmo?

Ele poderia até negar toda a audácia de Ichigo, mas ele estava mais do que certo. Grimmjow era seu bichinho desde aquele dia, em que fora encontrado sujo, peludo, e ferido no meio da rua. Quando era apenas um gatinho indefeso. Quando Ichigo o acolheu e acabou se tornando indispensável para a própria existência de Grimmjow.

– Sim... – ele respondeu sorrindo de orelha a orelha – Você é meu dono. E eu sou todo seu.

As bochechas do ruivo esquentaram depois desse comentário, ardendo em vermelho. Mas a vergonha logo foi preenchida com o fogoso beijo de Grimmjow. Ichigo jogou as mãos por debaixo das suas melenas azuladas, recordando do cabelo longo dele. Apertou e puxou os macios fios, falando em seguida:

– Você devia deixa-los crescerem um pouco mais...

– Tu gosta de cabelo comprido ruivinho?

Ao invés de brigar sobre o apelido, Ichigo soltou um gemido, frente a mordida recebida no pescoço. E então o respondeu em meio aos grunhidos:

– Eu gosto... De ter esse cabelo longo para puxar...

A sua voz meio gaga, em meio a gemidos e junto daquele comentário apenas deixou Grimmjow ainda mais desesperado para atacar a sua pobre vítima. Puxou seu cinto com tanta força que achou ter ouvido o som do couro arrebentando. Contudo nem se importou – nenhum dos dois o fez. Quando seu jeans estava na altura do joelho Grimmjow tratou de puxar o tecido de baixo junto, revelando o membro rijo de Ichigo. Sem tempo para sentir vergonha ele jogou a cabeça para trás batendo com a nuca no banco enquanto Grimmjow descia com a boca sobre seu colo, abocanhando sua ereção. Sugou até a base o músculo já molhado, o deixando ainda mais escorregadio com sua saliva. Subiu uma, duas, três vezes, até sentir os dedos de Ichigo enroscando-se em seu cabelo.

Subiu o corpo desabotoando sua própria calça e ajeitando-se no banco do carona, segurou com o dedão a lateral da barra da calça a abaixando até sua coxa, voltando o olhar para Ichigo. Enquanto terminava de lamber o canto da boca apontou para seu falo, dizendo ao garoto:

– Vem.

E ele não pensou duas vezes. A voz trêmula do ruivo o acompanhou conforme terminava de puxar o jeans para baixo e encaixava as pernas ao redor da cintura de Grimmjow. Antes de sentar, porém, sentiu os dedos molhados do maior massageando sua entrada. Cravou as unhas no ombro de Grimmjow sem muito espaço para qualquer outro tipo de reação.

Escorregando as mãos para as laterais das nádegas de Ichigo, Grimmjow puxou cada um dos lados deixando-o na direção de seu membro. Quando o fez sentiu a cintura do ruivo abaixando aos poucos, e a latente rigidez foi violando devagar o garoto.

Ichigo continha na garganta o grito. Ainda estavam num lugar público, ainda precisavam se conter ao máximo, mas quando tinha Grimmjow dentro de si dessa forma, parecia que o mundo todo á sua volta era esquecido, e apenas um profundo e exuberante êxtase tomava conta dele. O corpo agia sozinho, rebolando sobre o colo do maior, empurrando para baixo sua entrada, ao passo em que o falo de Grimmjow apenas afundava-se mais e mais.

E no ponto máximo, Ichigo apoiou a testa sobre o ombro do outro deixando que as grandes mãos de Grimmjow o conduzissem nas subidas e descidas. Deixava o ar escapar em meio a curtos, porém altos gemidos.

Em meio a esses movimentos pesados e fortes do maior, o ruivo sentia seu próprio membro pressionando-se contra o abdômen de Grimmjow. E depois ele fora apanhado por seus próprios dedos, que apertavam a carne buscando um prazer ainda maior do que aquele. Grimmjow juntou uma de suas mãos a dele mantendo a velocidade do rebolar do garoto.

Foi então que, sem mais delongas, sem prolongar a desconfortável – porém deliciosa – posição em que estavam, Grimmjow agarrou a cintura de Ichigo o jogando para baixo, entrando fundo nele, e por fim escorrendo dentro do garoto. Antes de deixa-lo fugir para o outro banco, porém, o deixou ainda mais sem graça quando continuou os movimentos ainda dentro dele enquanto excitava seu falo.

– Grimmjow! Grimmjow! Grimmjow!

Na terceira vez o nome soou junto do grunhido de deleite. O maior sorriu tendo em seus dedos o gozo de Ichigo, deliciando-se com a expressão de satisfação do garoto.

Cansado, Ichigo mal conseguia mover-se, e apenas após bons minutos foi capaz de rolar para o lado tornando a vestir-se, com certa dificuldade, devido ao espaço pequeno.

Não importava quantas vezes fizessem aquilo, as maçãs do rosto do ruivo continuavam vermelhas. E Grimmjow achava isso uma graça, não resistindo e lhe dando um forte beijo na bochecha.

Sem entender Ichigo o mirou, vendo seu sorriso outra vez, e o comentário engraçadinho de sempre:

– Vamos logo lá para casa... Para que eu possa te estragar de vez.

O cabelo laranja se misturou com a cor de seu rosto, sem poder evitar de virar a cabeça, sem condições de encarar Grimmjow naquele momento.

– Babaca...

Disse ouvindo a risada alta do outro. Engatou a chave no painel do carro e logo os dois saíam dali rumo ao segundo round.

A semana seguinte chegou voando. Tudo estava planejado e organizado para o aniversário de Grimmjow. Ichigo torcia para que ele não desconfiasse de nada, mas o conhecendo como conhecia, bastava o arrastar para seu quarto que ele nem mais se lembraria de qualquer outro evento.

Com tudo arranjado bastava ligar para Rukia e a baixinha iria correndo a sua casa arrumar todas as bolas, fitas e baboseiras do tipo.

A campainha tocou e o ruivo já desceu as escadas avisando a Karin e Yuzu que mantivessem a calma, mas principalmente a seu pai, que seria, no mínimo, escandaloso.

Quando abriu a porta segurou a mão de Grimmjow o puxando para longe dali:

– Ei! Qual é a pressa?! – indagou o maior quase escorregando no gelo.

– Nada! Só precisamos ir logo!

– Para onde?!

E Ichigo sorriu deixando-o cheio de dúvidas e suspeitas.

– Entra no carro! Preciso pegar meu casaco!

– Mas!...

Grimmjow ficou sozinho de braços abertos dentro do veículo sem entender nada. Dentro da casa Ichigo rapidamente apanhou o telefone do bolso e deu o toque à Rukia. A morena não pensou duas vezes e começou a fazer a corrente de ligações. De Rukia para Inoue, de Inoue para Chad, de Chad para Ishida e por fim a baixinha avisou a Renji – que por conveniência já estava em sua casa... No quarto do seu irmão.

Ela ainda ficava um pouco nervosa sempre que ia bater na porta deles – porque agora ela dizia “deles” com muita facilidade. Pigarreou um pouco antes de dar três fortes batidas. Ouviu um burburinho do lado de dentro, contudo não quis ficar ali para ver o torço nu de Renji – outra vez – na mesma semana.

– Renji!!! – gritou do outro lado – Estou indo a casa do Ichigo! Vê se não se atrasa!

Ela podia ter esperado um pouco mais. Ao menos esse foi o pensamento de Renji. Apesar de já terem se resolvido – muitas vezes – desde o último incidente, Byakuya ainda ficava com uma aura um tanto quanto violenta ao ouvir o nome de Ichigo.

Antes de respondê-la, o tatuado sentiu seu corpo ser jogado de volta a cama. Ainda era cedo e Byakuya, por alguma estranha razão, não queria levantar.

– Sensei... Eu preciso ir.

– Por um acaso eu deixei? – respondeu ríspido.

E Renji sentiu-se intimidado pelo voz do professor, engolindo seco antes de responder:

– Byakuya-sensei, você também vai estar na festa... E o Ichigo só vai chegar no fim da tarde com o Grimmjow.

– E isso é uma desculpa para negligenciar um dia de trabalho? – comentou, jogando a conversa para outro lado.

– Prometo compensar as horas perdidas amanhã.

Puxando o rosto de Renji para si o moreno lhe deu um beijo, erguendo-se rapidamente em seguida, começando a se vestir.

– É bom compensar por outras coisas também.

O tatuado sabia bem o que mais ele deveria “compensar”. Mas isso não o deixava nem um pouco triste. Na verdade só pensava em como iria compensar as horas de sono, afinal, mal teria descanso...

No carro, Ichigo continuava em silêncio sem dizer uma única palavra, o que levava Grimmjow á loucura.

– Porra, você vai me contar para onde estamos indo ou não?! – esbravejou o maior.

– Tenha calma. – o ruivo respondeu achando graça da reação dele – Nós já estamos chegando.

Bufando Grimmjow apenas continuou dirigindo sem nem prestar atenção no caminho, apesar de já tê-lo feito muitas outras vezes. Quando deu por si olhava para um velho prédio, porém que ele conhecia muito bem.

– Aqui é...

– Sim. – Ichigo falou cortando Grimmjow – Aqui é onde a gente teve nosso primeiro encontro.

O pub cheio de luzes, música ao vivo e as bebidas que Grimmjow adorava. E ainda, o lugar onde ele havia contado seu segredo a Ichigo, onde eles foram se encontrar pela primeira vez.

Antes de voltar o rosto a Ichigo, este segurou as bochechas de Grimmjow o puxando para si. Roubou-lhe um beijo, logo correspondido, e então falou ainda com os olhos fechados:

– Feliz aniversário.

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– Tudo pronto?! – perguntou Rukia.

– Sim! – exclamou Inoue – Só falta apagar as luzes e esperar os dois chegarem!

– O Ichigo já me mandou uma mensagem dizendo que estão à caminho! – comentou Rukia.

– A comida já está pronta! – falou Yuzu da cozinha.

– Certo, certo, vamos nos organizar!

Rukia começou a alocar todos no meio da sala. Renji e Byakuya apertaram-se num canto perto da porta, à protestos do pouco espaço pelo moreno, mas logo amenizados pelo furacão Rukia. Inoue ficou perto da cozinha com Yuzu e Karin, além do estranho convidado pálido de nome estranho, amigo de Grimmjow, que insistiu em vir com ela – e que também não saía do lado da garota.

Chad e Ishida foram para outro lado, enquanto o pai de Ichigo escondeu-se atrás do sofá. O restante foi se espalhando pelas paredes e outros cantos onde podiam ficar fora do campo de visão da entrada.

– Tudo certo! Agora só precisamos esperar eles entrarem! Eu vou acender as luzes e nós gritamos “surpresa”.

Com as instruções finais dadas, Rukia abaixou-se perto do interruptor e lá ficou. Minutos depois o carro de Grimmjow estacionou na rua, e os dois andavam devagar em direção a porta. Por alguma razão o ruivo tentava impedir os avanços do outro, ficando envergonhado com facilidade – algo que ele não o fez quando no clube.

– Engraçado que agora há pouco a gente estava se pegando loucamente no banco do pub.

– Grimmjow!

Ichigo exclamou vendo o riso dele. Claro que estava envergonhado! E se alguém lá de entro ouvisse?! Como suas irmãs?! Péssimos cenários se formavam em sua mente. Mas, enfim, o pesadelo começou a se desfazer quando girou a chave no tranco da porta, insistindo que Grimmjow a atravessasse primeiro.

Quando o fez ouviu estouros de confete vindo das suas laterais, luzes se ascendendo e um bando de gente gritando em conjunto “surpresa”. A faixa branca com os dizeres “Feliz aniversário” em azul estava na frente da televisão da sala, bem visível. Dos lados e penduradas pelas paredes inúmeras bolas em várias tonalidades dessa mesmas cor, e, próximo á cozinha um forte e delicioso cheiro de comida quentinha.

Ainda confuso, Grimmjow ficou parado na porta esperando que Ichigo viesse o salvar, mas antes disso, Inoue apareceu na sua frente dando pequenos pulinhos de alegria:

– Parabéns Grimmjow-kun! – falou lhe estendendo um pequeno pacotinho colorido.

– O-obrigado.

Ele estava confuso. Quer dizer, nunca antes alguém havia lhe preparado uma festa surpresa. O que ele devia fazer? Ao menos parecer surpreso ele estava.

Parando ao seu lado Ichigo deu-lhe um leve tapa no ombro dizendo:

– Vamos falar com os outros, afinal eles começaram a arrumar a casa bem cedo.

– GRIMMJOW-KUN!!!!

O pai de Ichigo veio praticamente voando, e só não derrubou Grimmjow porque foi impedido pelo chute de Ichigo.

– Seja mais civilizado! – o ruivo esbravejou.

Mas sem importar-se com a bronca do filho, Ishinn se levantou fazendo questão de pegar uma das mãoes de Grimmjow enquanto falava:

– Fico tão feliz em ver que vocês dois estão se dando bem! Por favor Grimmjow-kun, continue cuidado muito bem do meu filhinho...

Um soco, bem dado, instalou-se em sua cabeça, e Ishinn ficou no chão por algum tempo. Ichigo estava com as bochechas vermelhas, o que provocou uma rápida risada de Grimmjow. Mais descontraído ele andou pela sala do garoto falando aos poucos com cada um deles.

– Ulquiorra?! – exclamou ao ver o amigo num canto escondido – Você também foi arrastado para isso?!

– ... A ruiva insistiu que eu viesse... – falou apontando para Inoue – Então eu vim...

– Sei, sei... A ruiva deve ter te torturado para te forçar a aparecer aqui!

Rindo, Grimmjow bateu nas costas do amigo algumas vezes, mas o pálido nem mostrava uma reação apropriada àquele tratamento. Deixou que Grimmjow continuasse andando pela festa, vendo Orihime se aproximando dele:

– Está se divertindo Ulquiorra?

Perguntou a garota sorrindo.

– ... Sim.

– Ah... Você sempre demora assim para responder? – indagou curiosa.

– ... Acho que sim...

Sem graça, Orihime foi a cozinha apanhar uma nova bebida – sem perceber que o jovem pálido a seguia como uma espécie de guarda costas.

Logo, Rukia chegou ao lado de Ichigo:

– O que acha? – indagou.

– Está tudo ótimo. Obrigado pelo trabalho.

– Eu fiquei mais do que satisfeita com a expressão de espanto do Grimmjow quando ele entrou!

– Ah! Ele nem imaginava que ia receber uma festa!

– E eu também acho que você o deixou bem “distraído” no pub, né?

O ruivo tentou aplicar um cascudo na amiga, mas ela conseguiu se esquivar bem a tempo. Logo, Yuzu começou a distribuir o que havia preparado junto de Inoue na mesa ao lado do sofá e em pouco tempo tudo havia sido devorado. Música começou a tocar, e o ruivo sentiu um forte aperto com o repentino abraço de Grimmjow:

– Tá tudo bem?! – perguntou com a cabeça quase enfiada dentro do ombro de Grimmjow.

Ele se asftou colando sua boca na do ruivo. Mostrou-lhe um largo sorriso e disse:

– Obrigado.

Sentindo as bochechas arderem, Ichigo deu de ombros sem entender a animação repentina dele:

– Eu só queria fazer algo legal para o seu aniversário.

– Eu sei... Depois... Depois de tudo o que vem acontecendo... Foi bom sair daquele clima pesado. – disse abaixando um pouco a cabeça.

Ichigo sorriu junto dele.

– Claro! Eu cobro um favor seu depois.

– Oh, vai ser na cama?

– Grimmjow!

– Ué, podia ser!

Rindo, Grimmjow foi requisitado pela irmã de Ichigo para provar sua famosa comida – que ele fazia sem sentir dor alguma. Bem, o gênio dele ainda falava mais alto, soltando alguns palavrões e reclamações mais grosseiras quando os antigos amigos da faculdade vinham com piadinhas para cima dele. Mas no geral, a festa estava indo muito bem.

Lembrando-se do presente dele, Ichigo subiu as escadas até seu quarto, esperando encontra-lo no mesmo lugar.

Ao vê-lo se distanciando, Renji aproveitou a chance para falar com o moreno rabugento ao seu lado:

– Viu sensei? O Ichigo está bem feliz com o Grimmjow! Não tem com o que se preocupar.

– preocupar? – ele retrucou – Renji, se alguém tem que se preocupar com alguma coisa, esse alguém é você.

Receoso, o tatuado preferiu enfiar a bebida em sua mão goela a baixo. Deus, ele era mesmo muito ciumento! No entanto, não conseguia evitar sentir uma pontinha de felicidade por saber que o professor sentia-se assim.

No seu quarto o ruivo procurava pelo presente de Grimmjow que, claro, havia sido mudado de lugar! Para sua sorte, bastou mexer em algumas gavetas e finalmente tinha-o em mãos.

Antes de iniciar a descida, porém, seu celular começou a tocar. Bufou apanhando o aparelho sem ver de quem era o número.

– Alô?

– Kurokazi-kun.

A voz serena e forte ecoou do telefone deixando os globos castanhos do ruivo arregalados. Era ele, o homem que havia deixado a vida de Grimmjow um inferno. Aizen.

– Senhor Aizen?

Perguntou depois de engolir seco, puxando à força sua paciência para não dizer tudo o que queria a este detestável homem. Então, ele teve o convite lançado:

– Acho que você ficou me devendo um encontro, Kurozaki-kun.

Continua

Notas finais
TCHARAM!!! Convite inapropriado do Aizen né? Mas ele é assim mesmo: imprevisível! Vamos esperar roendo as unhas o que ele vai aprontar? (eu também ainda estou pensando xDDD). Como tenho minha vida enrolada de sempre, n vou dar nenhuma data de entrega do próximo capítulo, mas tentarei ser o mais breve possível! Kissus amores, e até a próxima =DDD