Maipetto no Neko
40 Capítulo 40 - Party Hard I
Notas iniciais
Demorei, mas voltei, sai do forninho quentinho p v6, por favor, n me matem por causa do final o_o
kissus!!!
Maipetto no Neko
Capítulo 40 – Party Hard I
– ICHIGO!
O grito da pequena veio junto de um chute. O ruivo foi ao chão, erguendo-se depressa, massageando a parte e trás da cabeça.
– Você ta maluca garota?! – exclamou com a morena baixinha.
– Ho ho ho! Faz tanto tempo! Senti falta desses nossos encontros!
– Pois eu não senti nenhuma falta deles!
– Vamos lá, a vida ficou sem graça quando fui embora!
– Na verdade ficou sim...
– Eu sabia!
– Afinal, eu precisava de um apoio de cotovelo.
Dizendo isso, pôs os braços em cima da cabeça de Rukia, vendo a baixinha contorcer os ombros na tentativa de sair dali.
– Seu idiota! – retrucou a morena.
– Sua implicante... – respondeu o ruivo.
E, depois da troca de elogios, como se fosse a coisa mais normal do mundo, riram, dando um longo abraço.
– É bom te ver de novo, Rukia.
– Digo o mesmo Ichigo.
– Quem bom! Finalmente estamos todos aqui! – comentou Inoue, alegre, juntando as mãos na frente do rosto.
– Dá para comer então? To faminto!
Grimmjow se pronunciou saindo do canto da parede, ainda com as mãos enfiadas no bolso. Ele realmente não tinha paciência.
– Nossa, seu namorado é muito chato... – Rukia comentou próximo a Ichigo.
Ouvindo-a falar desse jeito, fazia o ruivo ficar um pouco sem graça. Não estava acostumado a ter outras pessoas se referindo a Grimmjow como seu namorado. E Inoue, bem, ela não tinha culpa. Acabou comentando sobre os dois por causa da viagem... Enfim, já tinham jogado tudo no ventilador mesmo! Agora, só faltava o esquentado do seu... Bem... Namorado, melhorar um pouco o humor. Ele preferia ficar a sós, provavelmente, longe da multidão do resort. Mas teriam tempo para se dedicarem a presença um do outro. Além do mais, ele ficava irritado quando não comia... Criança mimada.
Já na mesa, as conversas começaram, e as novidades iam sendo contadas pouco a pouco:
– Então Ichigo, faculdade? – falou Rukia balançando um garfo – Nunca pensei que te veria na faculdade.
– O que quer dizer com isso? – perguntou o garoto envergando uma das sobrancelhas.
– Quer dizer, você sempre foi do tipo mais... Lento.
– Mas o Kurozaki-kun é bem inteligente! – disse Inoue, depois de engolir os gigantescos pedaços de carne com pão.
– Inteligência é diferente de lerdeza.
– Ha ha ha! Nisso eu concordo! – Grimmjow entrou na discussão, após de ter devorado seu primeiro prato; ele realmente melhorara seu humor depois de algumas garfadas.
Ignorando-o, o ruivo continuou a implicar com a pequena:
– E desde quando eles aceitam crianças na faculdade? – replicou Ichigo.
– Ei! Eu cresci muito desde o colégio!
– Tipo, uns três milímetros?
Um minuto de silêncio, e nem mesmo Ishida conseguiu segurar o riso. Talvez Chad tenha disfarçado melhor, mas o resto da mesa caiu na gargalhada. Era como se tivessem voltado ao ensino médio, e as horas livres das aulas, onde se reuniam no telhado – escondido dos professores – e falavam horas a fio.
A família de Rukia lhes era um mistério. Sabiam do irmão mais velho, na verdade, Ichigo só associou os nomes há pouco tempo, quando Renji lhe falara sobre o professor da faculdade. Okay, ele era meio lerdo às vezes... A questão é que, ela parecia ser uma pessoa bem diferente da personalidade do irmão. Alegre, extrovertida. Sabia ser séria quando preciso, e aplicava alguns sermões, principalmente no ruivo, mas na maioria das vezes, agia de forma descontraída. Talvez esse gênio fosse o que a aproximou tanto de Ichigo, e seu jeito ranzinza.
– Ah! É tão bom não ser a única garota do grupo! Sem ofensa rapazes. – Inoue comentou, segurando uma das mãos de Rukia.
– Também acho Inoue!
As duas deram um sutil abraço, voltando a comer, afinal, quando se tratava de comida, as duas eram dois pequenos monstrinhos. Enfiam goela abaixo o prato de frutos do mar sem nem mesmo mastigar. Inoue tinha fome o tempo todo! E com seu gosto exótico, fazia as mais diferentes misturas. Rukia, apesar do tamanho, o estômago parecia se alongar além do que um ser humano era capaz de agüentar! O corpo delgado de Inoue, e a magreza de Rukia podiam ser um futuro caso de estudo da medicina.
– Rukia-san, essa sua viagem, então, não foi apenas um retiro de férias? – indagou Ishida, ajeitando os óculos, quebrando o silêncio do som dos talheres.
– Bem, meu irmão sempre me traz nas suas conferências. Nossa família é muito grande, porém vivem em outro país; seria muito trabalhoso nos deslocarmos até lá. Além do mais, poderia atrapalhar os negócios do meu irmão.
– Mas estamos de férias, ele não é professor da faculdade? – perguntou Inoue.
– Sim, mas ele também faz parte de um grupo de empresas. É responsável por manter toda a cadeia de redes do lugar funcionando.
– Um emprego complicado. – comentou Chad.
– Ele quase não para em casa, e quando esta lá, vive enfurnado na mesa do escritório, atrás das pilhas de registros e documentos.
– Deve ser meio solitário. – disse Ichigo.
– Nem todos têm irmãs pentelhas como as suas. – falou Grimmjow.
O ruivo deu-lhe um novo soco no ombro, mas não conseguiu impedir o riso dele e do resto da mesa.
– Pois eu digo, que todo mundo deveria ter uma ‘Karin’ em casa! – continuou a implicar – Aquela guria faz piadas que nem eu mesmo sabia que existiam!
– Ela faz piadas desnecessárias. – falou Ichigo.
– Mas essa é a graça! – concluiu o maior.
Rindo dos dois, a morena coçou os olhos devido às lágrimas, voltando-se a Ichigo:
– Suas irmãs devem ter mudado muito, não é Ichigo?
– Só em tamanho... Talvez você possa perguntar a Yuzu o que ela põe na comida, quem sabe não te ajuda a chegar ao metro e meio?
Recebendo um novo chute da garota, os dois começaram uma espécie de discussão. Ishida, de alguma forma, conseguiu ser envolvido no tumulto. Inoue tentou apartá-los, junto de Chad, e mesmo com as inúmeras súplicas da garota, Grimmjow ficou no canto da mesa, rindo de quase cair da cadeira.
– Seu ruivo metido!
– Baixinha sem cálcio!
– Rei dos lesados!
– Modelo de formiga!
E os elogios continuavam daí para baixo...
– Kuchiki-san! Kurozaki-kun! – Inoue balançava os braços na frente do corpo, tentando encontrar uma posição onde pudesse se interpor.
– Kurozaki! Nós estamos num local público, comporte-se! – advertiu Ishida, batendo as mãos na mesa.
– Vai à merda, seu quatro olhos enxerido!
– Como é?!
E... A briga havia se tornado uma troca de gritos e pontapés entre os três.
Batendo os punhos na mesa rapidamente, Grimmjow segurava a barriga, pois ria em frenesi, quase não se agüentando no lugar.
– Meu deus!... Eu vou morrer de tanto rir!
– Grimmjow-kun! Você não deveria ajudar o Kurozaki-kun?! – suplicou Inoue, confusa.
– Eu não, ele que se vire! – respondeu – Diz aí grandão – falou voltando-se para Chad – Eles sempre são assim?
– Bem... Quando querem resolver as diferenças, eles fazem isso...
– Sério?! Por que não conheci essa garota antes?
Depois de tantos palavrões, e de quase derrubar metade do restaurante do resort, uma das atendentes apartou a briga, pedindo que eles se retirassem do local. Cabisbaixos, os três briguentos foram à frente, envergonhados, seguidos dos demais.
– Droga, quando tava ficando bom... – comentou Grimmjow.
– Ainda bem, pensei que eles fossem se matar lá dentro. –Inoue pôs a mão no peito ao soltar um longo suspiro.
– Foi tudo culpa sua! – Ichigo exclamou apontando para Rukia.
– Porque minha?!
– Esse seu gênio violento! Porque todos os baixinhos são briguentos?
– Não sou briguenta!
– Mas é baixinha.
– Nem isso! – respondeu dando um soco no estômago dele.
Tossindo, o ruivo continuou, com as veias quase saltando para fora da testa:
– Isso só confirma o que eu falei!
– Parem de fazer tanto barulho... – interrompeu Ishida.
– Olha quem fala! Nem parece que há dois minutos estava na confusão.
– Não enche Kurozaki!
– Ei! Acabei de lembrar que vai ter uma festa hoje à noite!
E grilos encheram o fundo sonoro do ambiente. O assunto mudou duma hora para outra. Rukia era, no mínimo, volátil. Continuando, a pequena descreveu os detalhes da então festa, pois o clima das discussões havia sido encerrado com a repentina mudança de ares, e continuar naquilo só traria mais problemas.
– Oba! Uma festa! – Inoue se animou, entrelaçando os dedos – Vai ser aqui mesmo?
– Sim. Uma típica festa da região num templo que fica ao lado do resort, próximo às montanhas! Comidas, jogos, e é claro, que vamos todos usando kimonos tradicionais!
– Kimonos? – retrucou Ichigo, desgostoso daquele comentário.
– Claro! É uma festa antiga da região! Tudo tem de ser nos conformes!
– Ai! Que lindo! Mas eu não tenho nenhum Kimono comigo... -
– Nem eu. – completou Chad.
– Tem uma loja aqui no resort, acha mesmo que eles iam deixar essa passar? – brincou Rukia.
– Sugiro irmos a essa loja logo, pois se outros tiveram a mesma idéia, podemos acabar ficando sem nada. – falou Ishida, a voz da razão, como sempre.
– Pêra aí. – interrompeu Grimmjow – A gente tem de ir vestido assim mesmo?
– Porque não? – indagou Rukia.
– Palhaçada demais?
– Ah! Deixa de ser estraga prazeres! Ichigo arrasta seu namorado!
– EU também não estou muito a fim de ficar usando kimono...
Recebendo um tapa na nuca, ele arqueou o corpo de imediato, mas antes de retrucar, Rukia falou, num tom mais autoritário:
– Todos nós vamos, e ponto final! Deixa de ser fresco!
Rangendo os dentes, ele cruzou os braços, sem dizer mais nada. Por dentro, Grimmjow riu. Não era o único a achar o ruivo meio fresco às vezes. Apesar de ser contra o uso dos kimonos, ia ser interessante ver o garoto vestido num desses, e de súbito, mudou sua linha de raciocínio, querendo chegar logo à loja. Oh, como ia ser divertido.
No entanto, um estranho desconforto ainda remexia-se dentro dele. Nunca esteve presente no meio de tantas pessoas assim antes, ou melhor, nunca teve tantos... Amigos. Poderia considerá-los isso? Eram conhecidos de Ichigo e nada mais. Só que eles faziam questão de colocá-lo dentro desse pequeno grupinho, e sem perceber aos poucos, sentia-se como parte dele.
– Depressa Grimmjow-kun – Inoue o chamou sorrindo – ou vamos ficar para trás.
– Ta, já vou.
Na delicadeza de sempre, respondeu a ela, enfiando as mãos nos bolsos, andando ao lado de Ichigo. Realmente, muito estranho...
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No quarto solitário, Byakuya terminava de sair dum banho quente e aconchegante. A toalha envolta na cintura, o cabelo molhado caindo sobre os ombros, e antes de poder sair de dentro do banheiro, ouviu a porta do cômodo ser fechada com uma força descomunal. Num leve susto, porém controlado, foi averiguar o que havia acontecido, deparando-se com a cama bagunçada e vazia. Ficou parado alguns instantes sem reação alguma. Dessa vez ele fora deixado para trás.
Depois dos eventos no escritório, sem entender muito bem como, os dois foram parar no quarto do moreno. Debateram-se na cama, gritando, esperneando, soltando gemidos altos, capazes de acordar o hotel inteiro.
E agora, havia sido deixado ali por Renji, assim como fizera na primeira noite. O sentimento de vazio foi terrível, apesar de controlado. Bufando, recostou as costas na parede elevando a cabeça. Cerrou os olhos dando um longo suspiro. Depois, passou as mãos pela face tentando recobrar a razão. O que ele estava fazendo? O que Renji estava fazendo? Em um único dia, haviam alterado completamente seus papéis. Já não podiam mais voltar atrás, no entanto, o que seria deles se continuassem?
Suas indagações perderam-se no meio dos pensamentos, ao ouvir o celular tocando sobre a mesa. Era Rukia.
– Sim?
– Ni-sama! A festa dos kimonos é hoje, não vá se esquecer!
– Oh, é verdade.
– Nos vemos as oito no saguão principal, meus amigos também vão estar lá, então sem atrasos!
Desligando o aparelho, ele o jogou de volta na cabeceira, respirando fundo. Ainda essa. Havia se esquecido da promessa que fizera à irmã. Ao menos poderia se distrair um pouco, isso é se ficasse a uns bons metros de distância de Renji.
Terminando de enxugar as melenas, jogou a tolha sobre a cama, indo se vestir. Precisava comer, precisava trabalhar, precisava fazer qualquer outra coisa, que não fosse pensar em Renji!
Em seu próprio quarto, o tatuado, estirado sobre a cama, tinha as mesmas idéias. De nada adiantaria ficar se remoendo por aquilo que já havia acontecido, do que já havia decidido. Tinha de se distrair de algum jeito.
O celular tocando pareceu ser uma espécie de sinal. Fosse quem fosse, agradeceria mil vezes pelo alívio. Ah! Era Rukia.
– Vamos sir de trás dos livros, hoje é dia de festa! – brincou a garota.
– Como assim?
– Hoje à noite, esteja no salão principal as oito, vamos numa festa da região! E use um kimono!
– Kimono?! – exclamou quase saltando da cama.
– Tem diversas lojas por aqui vendendo! É só procurar! Agora tenho de ir, estão me chamando, não se atrase!
De fundo, ele pode escutar a voz de Ichigo. Desligando o telefone, ficou parado, olhando a tela vazia por algum tempo. Ele estava com ela, e isso significava que Grimmjow também. Ainda com esse problema... Precisava se resolver de vez com o ruivo! Não agüentava mais ficar sem falar com ele!
Debateu as pernas no ar livrando-se das cobertas, decidindo tomar um banho, recuperar as energias, e ganhar coragem, pois de hoje, essa conversa não passava!
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– Acho que o verde combina mais com ele. – Rukia falava, pondo a barra de um kimono próximo ao peito de Ichigo.
– Eu preferi o roxo com as flores brancas! – comentou Inoue.
Imóvel, visivelmente desconfortável, o garoto paralisado ficara no meio das duas, apenas observando os tecidos voando dum lado a outro. Tremia o canto dos olhos, tendo a paciência testada além do limite.
– Hã... Meninas, eu não tenho direito de escolha?
– Não! – falaram em coro.
– Você não entende nada disso, deixa que nós vamos achar um perfeito! – concluiu Rukia, apanhando outros modelos.
– Põe ele com um laço rosa na cabeça? – comentou Grimmjow.
– Vai à merda...
O maior sorriu, sentando-se na cadeira ao fundo da loja. Tantas roupas, tantas cores e estampas, e aquelas duas haviam feito de Ichigo seu modelo particular. Nossa! Esse dia não podia ficar melhor!
– Grimmjow-kun, já escolheu o seu? – perguntou Inoue.
– Não.
A resposta curta e grossa deixou a garota acanhada, preferindo escolher o silêncio, a repetir a indagação.
– Vai dar uma volta pela loja, talvez encontre alguma coisa. – Rukia sabia como acalmar os ânimos, especialista nisso, talvez algo aprendido com o treinamento de etiqueta do irmão.
– Fui.
Batendo as mãos nos joelhos, Grimmjow começou a rodar pela loja, ouvindo os gritos de desespero do ruivo. Ele riu por dentro outra vez. Como gostava de judiar do moleque!
Flores, flores, flores, flores e mais flores! Meu deus! Esses estilistas não tinham outra imaginação? Uma idéia inovadora? Para que servia a moda afinal de contas? Tudo se repetia num padrão de cores e desenhos tão entediantes, tão ‘afrescalhados’, que por um minuto, sentiu pena de Ichigo.
Depois de tanto fuçar, achou algo que lhe agradava. O kimono, de pano grosso, tinha um degrade de azul escuro e branco. Uma faixa preta na cintura, acompanhando uma espécie de xale que cobria os ombros. Tudo bem pensado, afinal, era inverno. Os desenhos de árvores brancas espalhadas pelo azul celeste nem lhe incomodavam tanto assim. Ah! Até que enfim! Menos uma coisa para se preocupar.
– Tudo pronto?
O repentino aparecimento de Rukia assustou Grimmjow um pouco. A pequena tinha pés ligeiros, mal a percebera se achegar dele.
– Já terminaram de arrumar a boneca? – brincou querendo que Ichigo tivesse escutado; a carinha dele de bravo o divertia.
– Sim, Inoue e Ichigo estão pagando! Você devia fazer o mesmo.
– E o kimono da princesa? – oh, as piadinhas não acabavam!
– Vai ver só de noite; surpresa!
– Hunf, que seja...
– Ei, Grimmjow.
Voltando-se para a garota ele encarou um olhar determinado e austero dela. Envergou uma das sobrancelhas sem entender muito bem o porquê daquilo a deixando continuar:
– O Ichigo é meu amigo há muito tempo. Apesar de termos nos distanciado, o considero muito. Vê se não estraga as coisas okay?
Sem esperar a resposta atinada dele, a baixinha adiantou-se o deixando para trás. Quanta prudência, falar dessa maneira com ele. Mas tinha de admitir que ela tinha garra. Bufou dando de ombros, aquele tipo de aviso era desnecessário. Desde muito, uma das poucas coisas decididas em sua vida, se tornara o bem estar de Ichigo. Então ele jamais, em hipótese alguma, faria algo de mal ao ruivo. Não outra vez...
Ishida batia o pé do lado de fora da loja. Havia escolhido há muito tempo sua roupa, e ficar lá parado no frio o deixava inquieto. Se acalmou, apenas, ao avistar Orihime e seu sorriso alegre chegando ao seu lado. Depois Rukia, Chad – que pareceu ter desaparecido no meio dos kimonos – Ichigo e Grimmjow.
– Até que enfim! – reclamou ajeitando os óculos.
– Não enche. – replicou Ichigo, bagunçando o cabelo arrumadinho do quatro olhos.
– Seu!...
– Olha a boca, estamos na presença de damas. Quer dizer, menos a Rukia.
Outro chute, outra queda, outra discussão dos dois. Pronto. Eles pareciam gostar dessas briguinhas, e o observador Grimmjow cada vez mais achava que a morena era uma espécie de irmã mais velha para o ruivo, ainda mais com o comentário de antes. Saco... Agüentava as gracinhas de Karin, mas de outra, seria pedir demais da boa vontade dele.
Após apartarem a discussão deles, os ânimos voltaram ao normal e, os certames da saída noturna foram ajeitados. Rukia teria de acompanhar o irmão por algum tempo, mas depois de umas duas horas, estaria livre, podendo passear com os amigos. Enfim, no resumo, se encontrariam na frente do templo às dez horas.
Cansados de tanta andança, com a barriga cheia do almoço tardio, Ishida, Inoue e Chad recolheram-se num descanso. Rukia pensou em fazer o mesmo – depois de importunar Byakuya um pouco, claro. E, sem mais delongas, Grimmjow poderia aproveitar-se do seu ‘morango’. Mal fecharam a porta do quarto, e o ruivo sentiu as mãos quentes do maior por debaixo do casaco, acariciando seu abdômen.
– Ei! – exclamou no susto, largando as peças de roupa no chão.
Virou-se revoltado com o ataque imprevisto, sendo recebido com um beijo. O corpo do garoto debateu-se de início, e depois tentava encaixar os braços entre os de Grimmjow – quase não agüentava ficar sem tocá-lo, mesmo sendo tomado a força dessa maneira.
Das bocas resvalava o ar quente, mostrando-se na fumacinha esbranquiçada diante dos narizes gelados, que se debatiam em meio aos movimentos de abre e fecha dos lábios. As mãos de dedos gélidos alcançaram as bochechas do maior. O frio não lhe incomodou muito, pois logo o ruivo se aquecera, acariciando a pele de Grimmjow, esfregando a pontinha das unhas dentro da parte de trás de seu cabelo. A espinha estremecia no toque do garoto em sua nuca, e nos puxões sutis que dava nos fios mais afilados. Chegava a ser maldade da parte de Ichigo, esfregar com o polegar a jugular do outro, depois, cravar as falanges nas melenas, apertando o emaranhado azulado dele, empurrando a boca num beijo mais profundo, num ósculo atrevido e apaixonante, na colisão das carnes molhadas, da troca de calores, no debater dos lábios.
E sem deixar por menos, Grimmjow subia e descia as mãos na cútis do peito do garoto, brincando com os mamilos, arranhando delicadamente o torço, passando, sem pressa alguma, os dedos na pele, quase chegando a resvalar no contato, instigando o choque no corpo, o estremecer das pernas, e os grunhidos baixinhos de excitação que o ruivo lançava por entre os beijos, forçando-se a fechar os olhos âmbar, numa tentativa de fugir da vergonha. Ah, mas Grimmjow via bem as maçãs da face coradas, a vermelhidão do acanho, e as sobrancelhas tremendo, ainda temerosas de que algo dê errado.
Calma... Ele vai com cuidado, ele vai aos poucos; a pantera se acerca da presa assim: devagar, dando espaço, relaxando-a em seu domínio, e quando ela menos espera, quando já esta entregue às emoções, vem à ofensiva – coxas batendo na parede atrás deles, a cintura do maior apertando-se contra o meio das pernas do ruivo indefeso, e... Pronto. Jantar servido.
– Hora da sobremesa... – sussurrou no ouvido de Ichigo, mordendo o lóbulo.
Ele gemeu, enfiando a boca no espaço entre o pescoço e o ombro do maior. Queria gritar, urrar o quanto aquele homem conseguia o deixar sem fôlego, o quanto ele ficava excitado só de ouvir a voz grossa dele, o quanto queria o possuir e ser possuído por ele; e pelo embaraço desses desejos, segurava o nó na garganta, apertando os dentes contra o corpo do outro, erguendo a cabeça, buscando ofegante, desesperadamente por um beijo.
E quando o teve, ah! Os joelhos tremeram, e a vontade cresceu mais e mais. Puxou-lhe a mão debaixo do casaco, e a levou até o membro rígido, apertando os lábios para não soltar o gemido quando o fez.
O sorriso, claro, enfeitou as feições de Grimmjow. Movimentou habilmente os dedos pelo pano da calça, contornando por cima dele o desenho da ereção do ruivo. A pontinha do tecido começava a umedecer. Pressionou as extremidades, circundando com o anelar e o polegar a extensão dele.
– Hmm!...
Foi o grunhido do garoto, que, numa medida desesperada, apertou os próprios lábios evitando um berro. Um filete rubro desceu apressado ao queixo, e a língua esguia de Grimmjow esticou-se, lambendo o sangue de volta a pequena ferida na boca de Ichigo.
– C-cama...
Ele murmurou, pedindo, para ser levado.
Sorrindo outra vez, ele obedeceu às ordens de seu ‘mestre’, embolando-se com ele nos colchões dispostos no piso do cômodo.
Deitou o ruivo abaixo dele, e, sentou-se sobre o volume pulsante do menor. Segurou o pino do casaco, e o puxou; demorado, esfregando a língua nos cantos da boca, conforme o zíper abria. O estalo no final da abertura do casaco fez-se, e o jogou longe dali. Depois, segurou a barra da camisa de mangas compridas, rebolando um pouco a cintura, enquanto levantava o pano para fora do pescoço.
Ichigo via, deleitando-se com a cena, o baixo ventre aparecendo, depois o umbigo, seguido de cada um dos gomos do abdômen definido. O peito elevando-se nas respirações, os braços grandes e fortes que eram descobertos; e estes movimentos tão simples, lhe revelavam a tensão dos músculos, aumentando ainda mais os contornos do corpo dele.
Por dentro a calça parecia ferver. A cintura de Grimmjow sobre a sua, a oscilação dos quadris do maior, friccionando o membro, aumentando a ereção e a vontade de tê-lo! Os olhos reviraram com o pequeno show, a garganta secou, e o rosto, ah, esse estava em brasa. Como se não bastasse, após tanta provocação, o maior desceu o corpo, esticando a coluna para baixo, conforme empinava a cintura – numa pose de caça – falou sem pudor algum, frente a frente dos globos castanhos:
– Ichigo, agora eu vou te comer inteiro.
O rubor acresceu, junto da excitação. Estava perdido! Ah! Inteiramente perdido e apaixonado por essa fera, por esse ser selvagem que era Grimmjow; tão submisso a ele, que o deixava falar estas asneiras, essas palavras libidinosas, quer o faziam ferver, se entregar sem impedimentos, a esta pantera esfomeada – aparentemente, por morangos...
Continua
Notas finais
Mas calma minha gente, eles ainda terão momentos tão picantes quanto esses!
Posso dizer que, eu não morro de amores pela Rukia, acho ela uma personagem muito carismática do mangá, mas essa versão 'irmã sacana' da fanfic, é algo sensacional xD
Ela sempre me pareceu querer explorar mais a relação com o Byakuya, mas a história de bleach n dava muita abertura para isso =p
Que se dano, temos o maravilhoso mundo das fanfics para isso!!!! uhuahauahuahahaua
Bem amores, em breve, capitulo novo, e já aviso q vai ter briga! (again)
Kissus!
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