Maipetto no Neko

28 Capítulo 28 - À família e amigos


Notas iniciais
Carnaval! V6 me perdoam o atraso né? *-*
Foi viajem/festa/sono que triplicou/praia
Enfim! vamos considerar q o ano só começa agora depois do carnaval, então, divirtam-se com a Fic! =D
Boa leitura!

Maipetto no Neko

Capítulo 28 – À família e amigos


Abrindo a porta de casa Ichigo escutou o barulho alto da televisão. Tiros e gritos vinham dela ao mesmo tempo, e logo julgou que Karin estava na sala, aproveitando mais uma noite de seus filmes. Aquela garota não se cansava de ver coisas desse tipo. Olhando para o relógio da parede, viu ser apenas nove e meia da noite. Seu pai deveria chegar lá pelas dez, depois de fechar a clínica.


Karin sentiu um peso extra jogar-se no lugar ao seu lado no sofá. Com uma das sobrancelhas arqueadas, mirou o irmão, curiosa para saber o motivo da cara preocupada dele. Apesar de Ichigo tentar esconder ao máximo, sua irmã podia dizer de longe que ele não estava agindo normalmente.


– Então... Quem você matou? – indagou a garota, num tom sarcástico.


– Estou rindo por dentro Karin, sério. – disse Ichigo em resposta.


– Você ta diferente...


– Eu to com as mesmas roupas, o mesmo corte de cabelo e a mesma cara de todos os outros dias.


Revirando os olhos, pois sabia ser incapaz de arrancar a verdade dele agora – o faria mais tarde, com certeza – Karin tornou assistir o filme, vendo a face de tédio do irmão, a incomodando um bocado.


– Quando o pai chega? – perguntou o ruivo.


– Sei lá, na hora de sempre, acho.


Ansioso, Ichigo enxugava as palmas das mãos no tecido da coxa de sua calça, olhando volta e meia para o relógio, instigando cada vez mais sua irmã. Quando finalmente seu pai adentrou na porta de casa, e sua coragem, ao máximo, o fazia querer falar tudo de uma vez, sem mais delongas, Ishinn começou com suas costumeiras brincadeiras, sem dar chances do filho dizer algo:


– Boa noite família querida!!! Ótima noite essa, não acha Yuzu?! – falou Ishinn, pegando a filha no colo e a abraçando.


– Velho, por que essa animação toda? – indagou Karin.


– Tenho novidades para todos vocês!


– Ah... pai – disse Ichigo interrompendo-o – também preciso falar com você.


– Certo, certo, vamos ouvi-lo durante o jantar fora, filhinho!


– Como é?! – exclamaram os três irmãos, sem entender muito bem.


– Mas papai, eu fiz a janta. – comentou Yuzu.


– Tudo bem filhinha! Amanhã nós comeremos, mas hoje vamos comemorar!


– Comemorar o que velho?! – Karin já estava perdendo a paciência, com tantos enigmas em uma só noite.


– Oh, Karin, Amanda filha! – Ishinn chegou perto da garota, sendo recebido por um rápido chute no meio de cara, porém se levantando em seguida – Você continua forte como sempre, Karin-chan...


– E você abusado... Diga de uma vez o que aconteceu de tão importante!


Recompondo-se, tornou a falar:


– Papai hoje ganhou uma ótima, uma excelente proposta de um emprego temporário, com um ótimo salário e um ótimo horário!!!


– Quantos ótimos...


– Não é Karin-chan?!


– Ah! Parabéns papai! – falou Yuzu, com a animação meiga dela.


– Obrigado Yuzu-chan! Você entende tão bem o papai!


– Certo... E quando esse seu trabalho temporário começa? – perguntou Ichigo.


– Amanhã mesmo! Por isso, vamos comemorar hoje, num belo restaurante!


– Vamos agora?


– Sim Ichigo! E no carro você pode ir nos contando sua novidade!


– Ah bem...


– É mesmo, ichi-ni, to querendo saber o que é. – comentou Karin, sorrindo a ele, e vendo o irmão trancar o cenho.


– Á caminho do carro, filhinhos!


O ruivo chegou a abrir a boca, na esperança de dizer algo, no entanto, a coragem de antes havia lhe escapado. Não podia tirar o momento de seu pai, muito menos contar um assunto tão delicado no meio de um restaurante qualquer. Ficaria na sua, aguardando por uma nova chance...


No dia seguinte, Renji tinha apenas mais dois dias para poder estudar e prestar os testes de segunda chamada. Tinha passado a última noite revisando as anotações, porém, acabou pegando no sono logo na segunda página. Tinha de se tornar mais esforçado, ou acabaria perdendo o semestre.


Quando mal tinha aberto o livro, a campainha tocou, o distraindo mais uma vez. Ao abrir a porta deparou-se com a figura sorridente de Rukia, trajando um vestido de gola alta branco, combinando com um par de botas da mesma cor. Diferente de ontem, o clima aparecia ter retornado ao costumeiro frio do inverno, sendo apenas um rápido deleite dos mais calorentos.


– Eu ainda estou estudando Rukia. – disse Renji a pequena, com o tom um pouco tristonho.


– Eu sei, por isso estou aqui. – respondeu.


– Como assim?


– O ni-sama pediu para te chamar. Parece que ele elaborou uma nova bateria de exercícios para você.


– De uma noite para a outra?! Ele não dormiu? – indagou surpreso.


– Ele faz essas coisas muito rápido, é como brincadeira. Além do mais, ni-sama me pareceu bem satisfeito enquanto trabalhava nisso, melhor do que os assuntos da faculdade, então, ele fez com gosto!


Ainda sem palavras, Renji apenas seguiu as ordens da amiga, recolhendo seu material, e aprontando-se para ir a casa dele, onde Byakuya já o esperava.


Parecia besteira. Parecia idiota à ele ficar contente com uma coisa tão simples, tão pequena, tão banal. Mas não conseguia evitar: saber que tinha sido fonte dos esforços do moreno, deixava o tatuado com um belo sorriso estampado no rosto, como uma criança que acabara de ganhar um doce.


Quando deu por si estava na casa de seus ‘vizinhos’ aguardando na mesa que Byakuya chegasse para lhe instruir quanto aos estudos. Enquanto isso conversava com Rukia sobre sua faculdade. Ela estudava em uma instituição particular, específica para a área onde pretendia trabalhar: desenho artístico.


– Mas você sempre foi péssima em desenhos! – exclamou Renji, aos risos.


– Cala a boa! Meus desenhos são maravilhosos! – retrucou a pequena, chutando a cadeira de Renji que quase caiu dela.


Enquanto se acabava nos risos, Byakuya entrava no cômodo, vendo os dois divertirem-se. Tossiu duas vezes chamando a atenção dos dois – principalmente de Renji, que se endireitou na mesa com a face um pouco avermelhada, aguardando pelas palavras dele.


– Vamos começar seus estudos, Renji. – falou o moreno, sem dar-lhe chance de dizer algo, dirigindo-se á sala.


Sem mais delongas Renji o seguiu sentando-se numa mesa pronta á eles, vendo diversas folhas e livros novos espalhados por ela.


– Pode começar com estes. – falou o moreno, apontando para um conjunto de folhas – Quando terminar me avise, e os corrigirei.


– S-sim Kuchiki-sensei. – respondeu tomando o lápis em mãos e começando a bateria de exercícios, distraindo-se da presença dele.


‘Sensei’; pensava Byakuya. Ele não conseguia chamá-lo pelo seu nome. Era estranho querer ouvi-lo dizer, ao menos uma vez, seu nome, ao invés desse título, que apenas o remetia ao papel de mentor dele. Byakuya não devia se deixar levar por estes pensamentos, no entanto era inevitável, ao estar tão perto de sua fonte. Quando conseguia distanciar-se disso, pegava um bom e velho livro, lendo-o e viajando com a história para evitar o encontro de olhares com o tatuado.


Foi o que fez durante as próximas horas enquanto seu ‘pupilo’ empenhava-se os estudos, afinal, ele tinha pouquíssimo tempo para revisar tanta matéria. Relaxando as costas na poltrona próxima ao sofá, Byakuya entregava-se ao mundo da leitura, enquanto Renji roia a ponta do lápis, suando frio, tentando concentrar-se nas questões e não na presença de seu amado professor ali.


Cada frase no papel tinha sido elaborada por um dos melhores especialistas na área. Claro que elas não eram óbvias e nem um pouco objetivas. Precisava ler e reler todas as perguntas se quisesse chegar a um resultado lógico e preciso. Apenas na primeira questão, levou mais de dez minutos a estudando, para então levar outros quinze escrevendo, e mesmo assim acreditava estar errada.


Byakuya o via por cima do livro desesperando-se aos poucos, acabando por desconcentrar-se devido ao nervosismo dele. Bufava e roia a ponta do lápis, limpando a boca com os pedacinhos que ficavam da madeira. Colocava a ponta da língua para fora enquanto os dedos iam de encontro a ele removendo o incomodo. Depois passava de leve na boca a umedecendo, e voltando para dentro dela.


Os pensamentos iam longe conforme assistia a cena, que parecia apresentar-se á ele em câmera lenta. Estava tão absorto, que despertara do transe apenas na quarta vez sendo chamado pelo tatuado:


– Sensei. – falou com o tom mais alto.


– Sim? – indagou, tentando parecer inalterado.


– Eu terminei, acho...


Erguendo-se, o moreno foi até ele movendo a mão, dando a entender que era para se levantar, e assim o fez. Ocupando seu lugar Byakuya puxou um par de óculos do bolso da blusa branca social, e passou a ler cada palavra de Renji – ele precisava melhorar a escrita...


De pé ao seu lado, Renji prendia os cabelos melhor vendo Byakuya movimentar-se na cadeira conforme analisava suas respostas. As pontas das melenas escuras dele batiam na nuca a cada pequena ação dele. Eram extremamente lisos e bem cuidados. Byakuya preocupava-se bastante com sua aparência. Aliás, tinha se esquecido de como ele aparentava de óculos. Quando na escola usava pouquíssimas vezes. Pena, ficava tão bem nele... Escondendo o par de olhos cinza, porém ressaltando os contornos de seu rosto. E as feições sérias dele deixava esse detalhe mais chamativo ainda.


Recordando-se agora, nunca o tinha visto sorrir. Seria algo muito bom de ver estampado naquele semblante único dele...


– Renji. – disse o moreno chamando sua atenção.


– S-sim?!


– Veja estes detalhes aqui. – apontando para a folha, Byakuya não esperava que o garoto fosse abaixar um pouco a cabeça próximo á ele, tendo de manter o controle.


– Aqui? – perguntou pondo o dedo em cima do papel.


– Está usando demais as mesmas palavras numa única frase. Isso empobrece a escrita.


– Ah, eu não entendi muito bem... Por isso me confundi nas palavras.


– O que não entendeu?


– Bem...


O tatuado começou a explicar os detalhes que lhe escapavam mirando a folha de exercícios o tempo todo, sem perceber que quando o fazia, resvalavam pequenos fios soltos de seus cabelos no ombro de Byakuya. O moreno sentia um arrepio gostoso instalando-se nele, subindo pela espinha até a ponta da cabeça. A voz de Renji já estava longe, como um eco em seus ouvidos. Volta e meia dizia alguma coisa frente as perguntas dele, no entanto, quanto mais o fazia, ele queria saber mais, perguntar mais, e aproximar-se mais dele. O cheiro do perfume de quem tinha acabado de tomar banho saía da blusa dele, indo direto à suas narinas, e o fazendo tremeluzir um pouco o olhar.


– Nesse caso eu devo empregar quais termos? – perguntou Renji.


– Software é o mais correto... – respondeu, sentindo-se meio zonzo.


– Ah, entendi, então, nesse é Hardware?


– Sim, isso...


O timbre forte de Renji, as palavras escorrendo por sua garganta e indo até o moreno, estavam o deixando louco. Porque ele tinha de falar tanto? De chegar tão perto, com os cabelos meio soltos, meio presos, e esse aroma natural, único, gostoso e inebriante...


– As palavras estão fora de ordem aqui, Kuchiki-sensei?

– Quieto!


Num rompante, dado por sua consciência tentando o alertar do perigo daquela situação, Byakuya aumentou a voz, interrompendo Renji, e o deixando de olhos arregalados, a certa distância agora, o observando.


– Preciso de alguns segundos antes de responder uma nova pergunta. Pense um pouco antes de dizer.


Terminou a bronca virando o olhar para o tatuado. Ele parecia assustado. Talvez não fosse a palavra certa, mas a expressão no rosto dele dizia isso.


Engolindo seco, Renji endireitou-se, curvando-se de leve para ele, surpreendendo um pouco o moreno.


– Peço desculpas, Kuchiki-sensei. O senhor está de folga e mesmo assim, um aluno vem aqui te encher a paciência com questões e provas... Desculpe mesmo pelo incomodo.


Antes de poder dizer alguma coisa, Renji pegou seus livros, curvando-se novamente, e indo até a porta. Seria rude não acompanhá-lo até a saída, porém Byakuya estava desconcertado e ao mesmo tempo confuso sobre como agir.


– Renji já terminou de estudar? – indagou Rukia com um picolé na boca, ao vê-lo no corredor.


– É, preciso ir, depois nos falamos Rukia, tchau.


Saindo o mais apressado possível, ele foi atravessando o caminho até sua casa, batendo com a testa na madeira da porta ao trancá-la por dentro. Estúpido! Sabia estar sendo um incomodo é ele, mas só de poder estar ao seu lado, nem ao menos pensou nisso; nas necessidades dele, no merecido descanso... Burro!


Ainda sentado na cadeira, Byakuya permanecia olhando a direção onde Renji havia saído feito um raio. Removeu os óculos, limpando as lentes e os guardando. Respirou fundo, soltando um dos botões de sua blusa para melhor respirar.


Estava sem opções. Se tivesse continuado naquela situação, se tivesse ficado mais um segundo ao lado de Renji, iria enlouquecer! Tinha vontade de tocar naquela pele mais amorenada dele, de mexer nos cabelos tom de fogo, de desenhar cada uma das tatuagens dele...


E se não tivesse gritado, se não tivesse extravasado essa vontade naquele grito, jamais teria se livrado dela, e novos problemas surgiriam. Tinha feito a coisa certa naquela hora... Então porque sentia-se com o peito pesado, a cabeça tonta, e acima de tudo, repleto de um sentimento de culpa?


Era mesmo um péssimo professor. Um aluno tão sedento por conhecimento feito ele, pronto para aprender qualquer coisa que ensinasse, e o expulsa dessa forma, age grosseiramente, do jeito no qual fora ensinado a não ser. O que acontecia com você, Byakuya? E o mais importante: quando iria parar?


No meio de seu quarto, enrolada em um cobertor, de cabelos desgrenhados, e unhas roídas até o talo; Neriell matinha nas mãos o celular brilhando, sendo a única fonte de luz no ambiente escuro. Digitava repetidamente, pela ducentésima vez os mesmos números, escutando a voz eletrônica da caixa de mensagens em resposta. A voz já estava roca devido a quantidade de recados, e os lábios rachados pelo frio. Quando ouviu o bipe de novo, arremessou o aparelho contra a parede, vendo-o se espatifar no chão. Encolheu-se mais ainda em seu lençol, deixando apenas um espaço no rosto para respirar. Movia-se para frente e para trás, cravando os dentes nas unhas, até sangrarem, num nível extremo de paranóia.


– O que você descobriu Matsumoto? O que você descobriu?... – repetia a pergunta para si mesma, como se pudesse desvendar por si só a razão do desaparecimento da amiga, e assim, quem sabe, remover a pesada culpa sobre seus ombros por tê-la colocado em uma situação tão perigosa.


No restaurante, Ichigo batia a ponta do garfo em seu copo, ouvindo as brincadeiras sem graça de seu pai, e os risos de Yuzu. Karin o acompanhava no tédio, mas havia ficado feliz por Ishinn. Durante o percurso no carro, de alguma forma, o ruivo conseguiu evitar os comentários sobre sua então novidade, dizendo que conversaria com eles num momento mais oportuno, conseguindo escapar das garras de seu pai e Yuzu, menos do olhar curioso de Karin.


Sentindo o celular vibrar, Ichigo ergueu-se pedindo licença e indo próximo ao banheiro onde atendeu a ligação.


– Fala Grimmjow.


– ‘”Fala”?!É assim que tu atende teu namorado?!


– Se está esperando que eu te chame de ‘meu amor’ pode esquecer.


Rindo do outro lado da linha, Grimmjow tornou a falar:


– Também acho muita frescura afinal, nós temos nomes.


– Perfeito então!


– Ta aonde?


– Saí com minha família. Estamos jantando fora.


– Ah! Que maneiro!


– Mas me diga: aconteceu alguma coisa?


– Além do fato de eu estar me remoendo aqui para te agarrar?


Deixando as bochechas um pouco vermelhas, Ichigo olhou para trás, vendo suas irmãos e seu pai ainda longe na mesa, e apenas ele naquele local:


– Nós podemos nos ver amanhã... – disse acanhado.


– Marcado – sorriu do outro lado da linha – mas eu preciso mesmo passar na sua casa hoje ainda.


– Porque?


– Quando saíamos mais cedo eu deixei uma chave minha com você.


– Quando você fez isso?


– Eu troquei na hora de pegar, sem querer, quando tava tentando colocar suas calças de volta, e...


– Ta, ta, ta, já entendi! – falou, em tom mais alto, cortando a fala dele, mais envergonhado ainda.


– Então? Que horas passo lá?


Ichigo olhou para trás um segundo, vendo Karin o chamando para alguma coisa. Foi até ela, tampando a parte de baixo do celular com a mão, ouvindo a irmã:


– Então, falando com alguém especial no telefone? – perguntou a garota em tom irônico.


– Para de gracinha Karin! – retrucou, tentando desligar o telefone, porém sem sucesso.


– Qual é? Ta falando com a namorada?


Ela tentou puxar o aparelho da mão dele, porém Ichigo fora mais rápido, empurrando com a palma esquerda a cara dela para trás, enquanto ouvia as piadinhas e os sons de beijos sendo emitidos pela irmã implicante:


– Aparece lá em casa as onze e meia! Tchau!


Foi tudo o que pode dizer antes de desligar o telefone, e dar um cascudo na irmã, recebendo um chute no joelho em seguida. Ao repararem a atenção extra do restaurante, sentaram-se, vendo Yuzu e Ishinn rindo deles; eram tão parecidos...


Segurando o celular sem entender muito bem o que havia acontecido no restaurante, Grimmjow tentava juntar as peças em sua mente, apenas com os ruídos e palavras cortadas no final da ligação. Ponderou um pouco, recordando da maioria delas, ou ao menos das que lhe eram interessantes: era um jantar em família, a irmã dele falou algo sobre namorada, ou namorado, e o ruivo não negou nada... Ele tinha contado do namoro deles á família! Bingo! Finalmente poderia agir mais à vontade com o garoto na frente dos parentes! Sorrindo, satisfeito, foi até seu armário pegar a primeira roupa que vira, e indo tomar um banho para encontrar-se com Ichigo.


Após três horas no restaurante, o ruivo e sua família finalmente voltavam para casa. Estava cansado, e ainda ia se encontrar com Grimmjow. Yuzu dormia no ombro de Karin no banco de trás e Ishinn assobiava uma música qualquer quando estacionaram. O carro do lado da entrada de sua casa era inconfundível; Grimmjow havia chegado antes deles.


Descendo do veículo, avisou que precisava de um minuto antes de entrar, caminhou com as mãos nos bolsos na direção do carro. Quando viu Ichigo se aproximando, Grimmjow abriu a porta, saindo de dentro dele.


– Chegou cedo... – comentou o ruivo, sem tempo de continuar sua fala.


No instante em que estavam próximos o bastante, Grimmjow segurou-o pelo cotovelo, dando um leve puxão no garoto, e dando-lhe um rápido beijo.


Na volta da pequena demonstração de carinho, Ichigo parecia ter visto um fantasma de tão pálido. Suava frio e trajava uma expressão nula na face.


– Eu tava com saudade e... Porque eles estão me olhando assim? – perguntou Grimmjow apontando para trás do ombro do ruivo.


Seus medos tinham se confirmado. Ichigo, por alguns segundos, manteve a esperança de que sua família já tinha entrado em casa, e nada daquilo tinha sido presenciado por eles, mas quando voltou a cabeça para a direção do dedo de Grimmjow estendido no ar, sentiu os ossos congelarem.


Seu pai, Karin e Yuzu permaneceram estáticos a passos de entrar em casa, quando a linda cena dos pombinhos apaixonados lhes interrompe de continuar o trajeto. Suas expressões – sem preço. Pareciam um branco total, num misto entre surpresa e desconcerto, frente a uma situação tão nova à eles... Nova e bombástica!


Engolindo seco, tentando reerguer o que ainda tinha de coragem, Ichigo moveu, apenas os músculos da boca, na sua tentativa frustrada de explicar a situação:


– Pai... Eu... Posso Explicar...


A frase típica de quem não tem mais nada o que dizer tinha se instalado no ambiente, escancarando a completa e total falta de ciência do ruivo do que fazer e como fazer. Enquanto isso, Grimmjow permanecia ainda sem compreender o que acontecia, pois para ele estava agindo conforme o papel que já esperava ser reconhecido pela família do garoto.


– Ahá! Eu sabia!


Exclamou Karin quebrando o silêncio mortal do frio naquela noite, estampando um sorriso imenso nos lábios enquanto apontava para o ‘feliz casal’.


À família e amigos... Ferrou de vez!


Continua

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– Bônus —

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Notas finais
Foto; Byakuya mais despojado =p
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Então! Cada casal se enrolando de um lado xD
E a Neriell desesperada, tadinha T^T
Até o próximo capítulo!