Mahou Shoujo Suzuna Magica
6 Capítulo 5 - Coincidência ou Destino?
Notas iniciais
O céu negro chovia. No meio dessa densa chuva, Suzuna esperava em uma rua vazia e escura com um gorro sobre a cabeça.
Enquanto esperava, começou a ouvir paços vindo a sua direito, ao olhar vê que era Chieko que ia em sua direção com um guarda chuva vermelho.
- Desculpa a demora. – Afirma Chieko com a voz ofegante.
- Não tem problema. – Responde Suzuna como se não ligasse para a chuva que caia sobre ela.
- Como não tem problema?! Você ta encharcada! – Exclama Chieko preocupada e se sentindo culpada.
- É que... Não tava chovendo quando eu saí de casa então não trouxe guarda chuva... — Ela explicava enquanto as duas caminhavam na rua.
As duas caminham até que elas chegam a um parque, e nele elas vão até perto uma arvore enorme que ficava no centro do parque.
- É aqui. – Afirma Suzuna que aponta para o Portal da Bruxa que estava no tronco da árvore. – Está pronta pro primeiro trabalho?
- Hm... – Chieko pensa enquanto olha para sua Jóia da Alma turquesa em sua mão. – Sim, estou. – Ela responde confiante.
As duas passam pelo portal e logo já passam por uma porta que as levou para um cenário sem paredes e chão, apenas um céu nublado cercava o local. Nele havia dezenas de escadas que flutuavam e no fim de cada uma delas haviam portas que não davam em lugar nenhum.
- Vamos acabar logo com isso Chieko! – Afirma Suzuna empolgada.
Suzuna se transforma em Mahou Shoujo com seu vestido dourado e seu cetro vermelho. Logo em seguida Chieko se transforma também, com uma veste branca com detalhes pretos e turquesas, e em sua cabeça se forma um enfeite em forma de borboleta turquesa com contorno preto, em sua mão surge um enorme machado negro com a ponta lamina turquesa brilhante, e na lamina havia um contorno de um desenho de uma borboleta turquesa.
As duas correm sobre as escadas flutuantes pulando de uma para outra. Várias criaturas que pareciam móveis iam em direção delas. Suzuna os destrua com os raios de seu cetro, e Chieko os cortava usando seu machado.
- Ali! Lá está a Bruxa. – Diz Suzuna apontando para cima onde estava uma casa colorida flutuando, que da onde saía às pequenas criaturas.
- Vou tentar chegar mais perto. – Suzuna dá um grande salto até uma escada mais longe, usando o poder da sua armadura de suas pernas.
- Suzuna espera! – Não adiantou, Suzuna já havia pulado. – Que coisa, essa menina não tem jeito. – Resmunga Chieko.
Quando Suzuna chegou numa escada mais perto da casa, o dobro de criaturas a cerca, mas isso não foi um problema, ela conseguiu se livrar de todos, até que uma criatura que parecia uma cadeira a enganou e foi atrás de Cheiko. Uma das pernas da cadeira se estica como uma lança e perfura o ombro de Cheiko, fazendo sair muito sangue.
- Cheiko!! – Grita Suzuna.
Segundos depois, o corpo de Chieko, junto com o sangue que foi derramado, começam a brilhar e se transformam em centenas de borboletas turquesas feitas de luz. Elas voam junto até onde Suzuna está, e quando chegaram, se juntaram e formaram o corpo de Chieko novamente.
- Não precisa se preocupar. – Responde Chieko com um belo sorriso.
Suzuna pasma não diz uma palavra.
- Se me permite, eu mesma quero resolver isso. – Seu corpo novamente se transforma em centenas de borboletas.
Elas voam até em cima da frente da casa, Chieko faz seu corpo voltar ao normal, em sua mão surge o enorme machado negro. Com toda sua força ela acerta o teto da casa. Começou a surgir centenas de rachaduras na casa a partir do ponto onde Chieko bateu, e dessas rachaduras saia um lido brilho turquesa e a casa se despedaça em dezenas de pedaços.
A dimensão se desfaz, fazendo as duas voltarem ao parque.
As duas voltam a usar suas roupas normais, e Chieko pega a Semente do Rancor que estava jogada na grama.
- Incrivel Chieko! – Exclama Suzuna pasma por causa de como Chieko se saio. – Não sabia que você tinha todo esse poder!
- É... Nem eu... – Responde Chieko constrangida.
- Tudo bem, foi assim na minha primeira vez também. – Afirma Suzuna. – Mas eu fiquei bem assustada naquela hora que você foi atingida.
- Eu também, mas de repente, eu sabia o que devia fazer...
- É, foi assim comigo também... Mas não me assuste mais assim!
- Certo, certo... – Responde Chieko dando uma leve risada.
Suzuna e Chieko já haviam saído, o parque escuro estava completamente vazio até que Rin aparece por ele parecendo procurar por alguma coisa:
- Hm... – Ela passa a mão por traz da cabeça pensando. – Jurava que tinha uma Bruxa por aqui... – Ela continua a olhar por ai até que solta um suspiro de decepção. – Ah, tanto faz...
Ela ia embora, até que percebe algo atrás dela. Quando se virá, vê que é uma pequena borboleta brilhante, de cor turquesa, que voava soltando um pequeno brilho da mesma cor que ela. Rin seguia a borboleta com o olhar, que subia até o céu, e desapareceu.
- Hm... O que era aquilo? – Ela pergunta a si mesma indagada com a curiosidade.
No outro dia...
Estava ensolarado, já era da saída dos colégios. Azumi saia de uma bela escola de garotas bem estruturada, um colégio de elite.
Como as outras garotas do colégio ela usava o uniforme, um vestido vermelho curto rodado, mas ao contrário das outras garotas Azumi estava andando sozinha. As outras garotas que passavam em grupo perto dela sussurravam alguma coisa sobre ela de davam leves risadas, mas Azumi ignorava.
Ao chegar ao portão principal, vê um carro de luxo estacionado bem em frente. Ele esperava por ela.
Ao entrar no carro, uma mulher vestida como uma executiva estava sentada ao sua frente. As duas estavam em silencio, uma de frente pra outra, até que Azumi fala:
- Qual é o problema? – Pergunta Azumi no seu tom sério de sempre.
- É o seu avô... – Diz a mulher à sua frente, no mesmo tom de Azumi.
Ao ouvir o que a mulher tem a dizer, os olhos de Azumi se arregalam de espanto.
Elas chegam ao apartamento onde Azumi mora. Elas vão até o quarto luxuoso onde o avô de Azumi repousava. Sua cama estava cercada de equipamentos médicos e todos os tipos remédios.
Azumi ficou do lado de fora do quarto enquanto a mulher falava com o médico que cuidava do velho homem. A porta do quarto estava meio aberta e Azumi pode os ver conversando, mas não conseguia entender a maioria das coisas que eles diziam. “...ele não tem muito tempo...” foi uma das poucas coisas que ela conseguiu escutar.
O médico e a mulher saem do quarto e vão até a garota. O médico com um sorriso falso fala com Azumi:
- Não se preocupe, ele vai ficar bem. – É o que ele diz.
“Mentiroso...” é o que ela pensa enquanto o médico continuava a falar.
- Muito obrigada, doutor. – Ela se curva para expressar gratidão, mesmo que seja falsa.
Azumi vai até o escritório que o avô usava. Ele é grandioso, cercado por estantes repletas de livros e decorações. Ela vai até a mesa do escritório, atrás da mesa havia as janelas quê estavam fechadas com cortinas que deixavam o escritório escuro.
Na mesa, ela pega um porta retrato que estava sobre a mesa. Ela olha a foto do porta retrato parecendo furiosa, jogando-o com tudo no chão fazendo-o quebrar o vidro. A foto que havia nele era de Azumi pequena junto com seu avô, segurando a sua mão.
Ela apoia suas mãos sobre a mesa com a respiração ofegante de raiva. De repente, se escuta alguma garota cantarolar em algum lugar do escritório ou do lado de fora dele. No meio da cantarola Azumi ouve claramente um trecho dizendo “...Quanto tempo será?... ♪ Que a princesa vai durar?... ♪ ” terminado com uma risada.
Azumi corre até a porta e a abre com tudo a procura da garota que cantava. Ela olha para os dois lados do corredor e não vê ninguém.
Em quanto isso...
Suzuna e Chieko estavam saindo da escola. As duas estavam guardando e pegando suas coisas do armário, Chieko termina de fazer isso primeiro e vai até Suzuna:
- Suzuna, vamos indo. – Ao chegar perto dela, percebe que ela estava segurando algum papel. – O quê é isso? – Pergunta Chieko curiosa.
- Hã!? N-Nada não. – Suzuna tenta esconder o papel dela, mas Chieko já havia percebido o que era.
- Ah! É uma carta de amor! Que fofo! Vai mandar pra alguém? – Pergunta Chieko toda animada.
- Não... E-Eu... Recebi... – Responde Suzuna totalmente constrangida.
— É?! Não sabia que os meninos também faziam isso!! – Chieko diz totalmente espantada.
- Chieko! Fala baixo! Vamos embora. – Ela diz nervosa e com raiva e sai puxando Chieko pelo caminho.
Suzuna e Cheiko vão indo embora juntas e Chieko fica enchendo Suzuna de perguntas:
- Então? Quando ele quer que você encontre com ele? – Chieko estava totalmente empolgada, mais do que Suzuna, que parecia nem um pouco empolgada com isso.
- Amanhã... – Diz Suzuna com um suspiro, parecendo nada a fim de fazer isso. – Mas eu não quero nada com ele.
- É?... Por que? – Pergunta Chieko desapontada.
- Eu não tenho tempo pra isso, se lembra? Sou uma Mahou Shoujo, e você também é. – Suzuna responde com o peito cheio de orgulho disso.
- Aiai... – Suspira Chieko parecendo estar acostumada com isso. – Você parece até uma rainha, sabia disso?
- Parece? Por que?
- Bem, você sempre diz que vai proteger todo mundo das Bruxas, e está sempre orgulhosa de ser uma Mahou Shoujo, pensando bem, até mesmo sua transformação se parece com uma rainha.
- Sério? Nunca percebi isso. – Indaga Suzuna com a mão no queixo pensando no assunto.
- Pensando bem... – Diz Chieko. – Suzuna... Qual foi o seu desejo? Você nunca me disse.
- Hã?... – Suzuna para na rua, espantada com a pergunta repentina. “Droga... O que eu respondo? Ela não se lembra de nada, vai ser difícil contar...” – Bem... É que... Tipo...
- Tudo bem... – Afirma Chieko com um leve sorriso. – Não precisa me contar, eu também não to a fim de contar o meu.
- Tudo bem então... – Responde Suzuna confusa, mas ao mesmo tempo aliviada. — Está meio cedo ainda, quer ir no parque tomar sorvete?
- Claro!
Enquanto isso no mesmo parque que Suzuna e Chieko estavam, está Rin comendo um picolé de limão. Sem que percebesse, Suzuna e Chieko estavam na sua frente indo em direção oposta que ela.
Ela sem querer passa entre as duas e acaba encostando nelas. Quando estou Rin sentiu alguma coisa, uma coisa que só ela sentia.
A duas continuam a andar como se nada tivesse acontecido, mas Rin estava parada no meio da praça olhando as duas. Logo ela dá aquele seu sorriso maléfico como se soubesse de algo:
- Hm... Que coincidência... – Ela diz voltando a comer seu picolé.
Alguns dias depois...
Chieko está parada numa rua pouco movimentada, era fim de semana e suas roupas estavam normais. Ela estava impaciente, parecendo esperar por alguém:
- Que coisa, a Suzuna ta atrazada. – Ela dizia olhando para a hora no celular.
Durante a espera, sua Joia da Alma começa a brilhar de repente e ela se assusta. “Uma Bruxa?!” ela pensa “Droga! Eu prometi pra Suzuna que não ia caçar Bruxas sem ela!”. Ela fica parada no meio da rua pensando se ia ou não atrás da Bruxa.
- Grrr! Desculpa Suzuna! – Ela sai à procura Bruxa.
Ela anda para todos os lados a procura, até que chega ao beco de uma rua comercial. Ela entra no beco onde sua Joia começa a piscar com mais força, até que ela se depara com um Familiar que se parecia com tesoura com braços e pernas.
Aproveitando que não havia ninguém no beco ela se transforma. Ela vai atrás do Familiar por todos os lados, até que o perde de vista.
- Droga, pra onde ele foi? – Ela pergunta a si mesma.
De repente, ela escuta o barulho de alguém se aproximando, com um som de salto alto andando sobre o asfalto.
- “As 15h30 vá para o beco da rua da Cendrillon...” Foi o que aquela maldita disse... – Diz uma voz desconhecida. – “Você vai encontrar algo de seu interesse” Ela também completou com isso...
- Quem é?! – Pergunta Chieko procurando da onde vinha à voz misteriosa.
De repente uma garota loira de cabelo comprido preso com um vestido negro aparece distante indo em direção de Chieko.
- Quem sou eu, não importa... – Diz a garota parando. – Mas você provavelmente conhece alguém que eu quero encontrar, não é mesmo, Renascida... – Uma arma negra se forma no braço direito da garota loira a apontando para Chieko.
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