Mahoi

9 Mark - The Dragons


Notas iniciais
E depois de mais de um mês fechada, a sorveteria do Mr. Ice Cream sai do hiatus, com capa nova, e o maior capítulo já escrito até agora pelo sorvete preguiçoso e demorado =w= Espero que gostem do meu retorno, Sundaes, e também da capa nova. E, ah, curtam a minha página de autor no facebook *-*? (https://www.facebook.com/pages/Mr-Ice-Cream-Suas-Fanfictions/551820138246078)

Por mais que Mark não soubesse que tipo de feitiço havia sido utilizado naquele trem para fazê-lo viajar por cima do oceano, se havia algo que ele tinha certeza, era que aquela magia havia sido tão poderosa que viagem estava tão normal quanto estaria se eles estivessem na terra. Se não fosse o cheiro do mar que entrava no trem e o barulho de pássaros que costumavam viver naquela região, que tinham piados tão altos que conseguiam fazer as engrenagens barulhentas do trem, ele talvez nem soubesse que estava viajando pela superfície d'água.

O menino estava sentado no trem, tendo uma conversa bem humorada com Virion, que havia saído da enfermaria juntamente de Robin e Yuna, mas esses estavam indo conversar com o diretor, que mesmo com todos aqueles acidentes não desistia de continuar viajando. O quê aquele homem, aparentemente louco queria? Isso Mark, Virion ou qualquer outro aluno não sabia, mas muitas coisas já começavam a sair das bocas dos mais imaginadores, que tinham ideias insanas sobre o quê o diretor queria.

De repente, o trem parou. Mark e Virion estavam a tanto tempo conversando, que nem perceberam quando foram se aproximando da estação ferro-portuária de Marlett, a cidade-ilha. Passaram pela porta do trem rapidamente, e do lado de fora uma ponte de madeira parcialmente molhada se estendia até o porto os esperava "de braços abertos". Percorreram então a extensão de madeira, juntando-se com os outros alunos, enquanto muitos outros saiam desesperadamente do trem, como se fossem ratos farejando queijo, ou melhor, dizendo, alunos farejando praia.

— Como esse povo não se abala nem um pouco com as coisas estranhas que acontecem aqui? — Perguntou o mago das ilusões para o seu amigo arqueiro.

— Não sei. Talvez, eles só tentem se esquecer — Respondeu Virion.

— O quê talvez eles tentem esquecer? — Perguntou Yuna, sorrateiramente surgindo por trás de Mark, com um tom de dúvida na voz.

— O incêndio. O seu sumiço — Disse Mark, já com um tom mais triste.

— Ah, meu sumiço... Meu sequestro, você quis dizer. Tenho que informar a todos que hoje nós voltaremos ao QG, teletransporte e tal... Mas, um problema. Alguém viu o Victor ou a Hortense? Eles são importantes nesse caso, sabem?

— Ah, eles? Victor está logo ali, encarando aquela... Espere, o quê é aquilo? — Respondeu Virion, ao mesmo tempo em que apontava para o menino loiro que encarava um objeto que, de longe, não era identificável.

— Não sei. Vamos descobrir! — Disse Yuna, já tomando a iniciativa de andar na frente, como se fosse uma líder triunfante, coisa que costumava irritar Mark algumas muitas vezes. E, naquela vez, ele tinha se irritado, e muito.

— Dessa vez, você vai parar pra eu falar. Yuna, o quê o diretor disse? — Perguntou Mark, segurando-a pelos ombros — Yuna, eu estou falando com você! — Exclamou o menino, irritado com a situação. O pior era que a menina estava paralisada, e o mago das ilusões tinha certeza de quê caso olhasse diretamente para o rosto dela os olhos estariam arregalados e um pouco trêmulos — Ah, Yuna, desculpa, não queria te assustar. Mas, sério, o quê o diretor falou?

— Ele me disse algo que irei esconder por ora — Ela respondeu, tremendo um pouco.

Quando Mark cansou-se de reclamar, resolveu então se preocupar com o caminho. Seguiu logo atrás de Virion, tentando parecer calmo, por mais que por dentro xingasse Yuna por aquela resposta, que realmente parecia ter sido falsa.

— Victor! — Exclamou a "líder", quando estava se aproximando dele. Mas, ele a ignorou e continuou encarando a coisa, agora já coberta por suas mãos, como se tivesse diminuído.

— Gelo! — Ele exclamou, no mesmo tom animado e intrigante em que alguém grita Eureka — Mark, Virion, Yuna, um cubo de gelo!

— O quê!? — Mark e Virion perguntaram, parecendo igualmente assustados.

— O quê você disse? — Perguntou Yuna, com um tom calmo na voz.

— Ah, eu estava concentrado. Desculpem-me! — Exclamou Victor, que logo continuou — Eu estava tentando descobrir o quê era isso e, bem, é um cubo de gelo!

— O quê!? — Perguntaram Virion e Mark novamente.

— Ah, isso não importa agora. Depois você pode falar sobre falar sobre o gelo depois. Nós iremos ter uma reunião hoje, e preciso que você use o teletransporte, assim que Violet te contatar! — Disse Yuna, com um pequeno toque autoritário, e foi para longe, sumindo na multidão de pessoas com roupas de banho que saiam animadamente de seus barcos.

Mark, então, encarou Victor, e Virion acabou por fazer a mesma coisa que ele. O mago do teletransporte os encarou de volta, e eles ficaram calados daquele jeito por um bom tempo, no meio daquela multidão que ia de um lado para o outro, animados para anda pela areia praia que devia ficar a apenas alguns minutos dali.

— Mas, e então... — Começou Mark, tentando puxar assunto — Fale mais sobre o "gelo"!

— Gelo!? Ah, sim, o gelo... — Disse Victor, olhando para o chão, onde uma poça da água havia se formado — Ele era um pedaço de gelo. Como eu estou usando luvas térmicas invisíveis, ele acabou por não esfriar minha mão. O problema é que ele surgiu, brotou do chão, misteriosamente.

— Como se fosse "obra" de um mago de gelo? — Perguntou Virion, com uma expressão "pensante".

— Exato. Acho que nossa conversa acabou, certo? — Respondeu Victor — Ei, espere, o quê é aquilo? — Perguntou, apontando para o céu. Alguns pontos pretos e pequeninos voavam pela vastidão azul, misturando-se por entre as nuvens que, de longe, eram identificáveis.

— Aqueles pontos? — Perguntou Virion — Deixe-me descobrir — Então, o menino fixou o olhar nos pontos, e seus olhos brilharam um pouco, como se tivesse acabado de usar sua mágica de visão — Eles são dragões. Dragões! — Exclamou o rapaz, boquiaberto e com um sorriso.

— O quê?! — Perguntou Mark — Como dragões estão aqui, em Marlett? Eles não são daquela cidade norte?

— Mark, nem todos. Os negros, ou se preferir, os "pretos", são de Marlett. De acordo com a nossa religião, esses dragões vieram para o mundo pelas mão de Aquarya, a deusa do mar, e acabaram por serem rejeitados pelo deus dos céus. Não satisfeita, a deusa colocou-os como dragões de Marlett. Normalmente, eles estão dentro d' água. Algo deve ter acontecido, e, bem, eles saíram — Explicou Victor, que ajeitou os óculos azuis, com as lentes um pouco arranhadas, que havia acabado de colocar no rosto.

— Como você sabia disso? — Perguntou Mark, incrédulo, se sentindo um pouco burro em relação do amigo.

— Nós tivemos uma aula sobre isso na escola, mês passado. Você faltou? — Perguntou Virion — Olha! Aquele ali vai assoprar! — Continuou Virion, já sem querer saber a resposta do colega de classe

— Aquele ali? — Perguntou Victor, pouco antes de seus óculos brilharem num tom preto, como se fossem óculos escuros — Ótima hora para se ter óculos ampliadores de visão...

— Faltei, acho — Respondeu Mark, atrasadamente e em voz baixa, após ser ignorado. Fez uma ilusão de si mesmo no ambiente, fazendo uma espécie de "cópia" da sua imagem, e desapareceu no ar, tornando-se invisível.

****

As pernas de Mark tremeram de frio, e ele tentava esquentar seu corpo abraçando-se. A sua cadeira da sala de reunião começava a molhar, rapidamente, afinal, o teletransporte o havia pego bem na hora em que estava dentro do mar frio da cidade. A reunião parecia ter começado a algum tempo, pois Yuna já parecia ter feito o seu pequeno "discurso" sobre os poderes "normais" e os "especiais".

Ela começou a relembrar todos os presentes sobre as coisas que aconteceram durante aquele tour pelo reino. Tentou pular a parte sobre seu sequestro, mas essa foi falada um pouco depois por Virion, que encontrava-se na cadeira que antes pertencia para Robin, que se encontrava calado em uma das cadeiras mais "normais" dali, e não em seu lugar habitual, na cadeira de vice-líder. Não demorou muito para Mark perceber que ele renunciou seu cargo, dando-o para Virion.

— Agora, vamos parar de relembrar o quê já passou. Primeiro, eu irei falar sobre o quê aconteceu hoje, na minha conversa com o diretor, e depois, quem quiser falar sobre algo mais... Fique a vontade — Começou Yuna, parando um pouco para respirar. Coçou a garganta, e então, começou a contar — Fomos eu e Robin falar com o diretor sobre tudo. Sobre os incêndios, os indícios de Blair, sobre os sequestros... Tudo! Mas, ele não se interessou pelo assunto até falarmos de Blair. Ele cismou que não iria mais nos ouvir, e nem quis saber sobre isso — Disse Yuna, com as mãos estendidas para frente — Eu tinha certeza que estava segurando o papel... Ah, coloquei ele na mesa... — Disse ela, pegando uma coisa da mesa —Isso! — Repetiu, agora mostrando um papel envelhecido e um pouco rasgado, que tinha um olho desenhado no meio, com uma nuvem no lugar da pupila.

— Yuna, o quê é isso? — Perguntou Leya, com a mão pra cima.

— É algo que tenha a ver com feiticeiros? Lembro-me de ter visto esse símbolo em uma aula de artefatos — Disse Mika, enrolando uma das pontas de seus cabelos coloridos, que eram divididos em "sessões", cada uma de uma cor diferente. No momento, ela enroscava os fios azuis, que quase sempre batiam na frente de seu rosto.

— Exatamente Mika. Ah, pare de enrolar essa parte do seu cabelo, ou vai perder os fios! — Disse Yuna, que enrolava seus cabelos azuis descaradamente, numa cena que irritou tanto Mark que quase parou de tremer de frio.

— Yuna, pare de enrolar os cabelos. Dê o exemplo, como sua mãe costumava nos dizer quando cuidávamos de sua irmãzinha! — Disse Maribelle, com um "tom de bronca" em sua voz. E então, fingiu enrolar os cabelos.

— Parem — Disse calmamente uma menina, que Mark não sabia o nome — Maribelle, é ótimo que tenha citado minha mãe, por mais que tenha sido em vão. Pelo menos uma de vocês ainda a respeita — Terminou a garota, revelando ser irmã de Yuna.

—Aya, tudo bem,eu vou parar...— Disse Yuna, ainda enrolando as pontas de seu cabelo — A partir de agora.

— Agora, "volte" para a reunião. Estávamos falando sobre o papel —RepondeuAya, com os olhos esmeraldas encarando os olhos azuis de sua irmã, Yuna.

— Ah, sim, o papel. Ele foi encontrado no bolso de Robin, e acreditamos que um feiticeiro o "escondeu", o iludiu, fazendo-o entrar numa floresta inexistente para não se encontrado por nós, mas ainda não sabemos de muita coisa— Disse Yuna, mais uma vez respeitando a irmã — Mas, e então, alguém tem alguma coisa para contar?

E então, várias mãos se levantaram. Das cem pessoas que se encontravam no "quartel", vinte deviam ter levantado suas mãos, mas Victor foi o mais rápido. O loiro respirou fundo, e então, disse:

— Gelo. Eu encontrei um cubo de gelo, que apenas "brotou" do chão quando eu olhei pro chão.

— Eu achei um cubo de gelo também! — Exclamou Aya.

— Eu também! — Exclamou uma outra, que estava do lado de Mark.

— Vamos fazer algo mais prático. Quem achou um cubo de gelo ou viu um num lugar "estranho", levante a mão!— Exclamou Virion, querendo acabar com aquela confusão de "eu também", e foi surpreendido. A maioria das pessoas levantaram as mãos, e apenas Maribelle parecia ter ficado longe de ver gelo naquele dia.

—Bem, — Começou Yuna —acho que temos um problema aqui.

— Acha? — Revidou Mark, com a mão levantada— Pois eu tenho certeza...

— Certo, Mark. Vamos investigar esse gelo! — Imperou Yuna — Voluntários? — Perguntou.

****

Mark olhou para o lado e viu Virion, Mika, Leya e Aya, seus companheiros naquela "missão", iniciada três horas da tarde. Todos estavam utilizando em algum lugar da roupa, o broche com o símbolo da Brigada — um dragão azul, num fundo branco — eestavam todos equipados com armas— feitas pela magia de Yuna—, alguns itens úteis e, claro, poções curativas feitas pelamelhor alquimista da Brigada, Aya, que parecia ser, em quesito de aparência, completamente diferente da sua irmã. Facilmente,Mark percebeu que ela tinha cabelos de uma coloração exótica,que começavamnas raízes com um loiro levemente esverdeado, e que enquanto desciam, o tom verde tornava-se apenas mais escuro, para apenas quando chegasse nas pontas tornava-se esmeralda, como a cor de seis olhos. Por mais que tivesse 15 anos, era um pouco maior que Yuna, com uma altura que a fazia "bater" nos olhos de Mark, como o menino pôde perceber por estar do lado dela naquele momento.

—Hey, Mark... — Começou a dizer a menina de cabelos verdes, com o mesmo tom calmo e um pouco frio na voz que usava normalmente — O quê está olhando?

— Hm...?! — Emitiu Mark, confuso. Por um momento de distração não percebeu que estava encarando a menina de cabelos verdes, tentando encontrar algo similar na aparência dela com a da irmã — Desculpa Aya, não queria te encarar desse jeito — Disse, pouco antes de sentir uma espécie de vento passar pelos seus cabelos.

— Mais alguém sentiu um "vento"silencio? — Perguntou Maribelle.

— Eu senti — Disse Mika, logo antes do som de algo caindo ser ouvido, o quê a fez girar o rosto — O quê é isso no chão? — Perguntou, se aproximando do objeto transparente, que tinha o formato de uma asa. Abaixou-se e, pegando o objeto gelado— Isso é gelo! — Percebeu, e levou para perto dos outros.

—Parece um símbolo de feitiçaria, que pelo o quê lembro, muda de acordo com o livro mágico da família. Uma asa de gelo com uma pentagrama no centro deve ser da família com qual estamos lidando — Disse Aya, examinando o pedaço de gelo.

— Alguém pode pegar uma luva pra mim? É que está gela... — E então, nem mesmo barulho do gelo quebrando no chão pôde ser ouvido. Pouco antes de cair no chão, dividiu-se em vários fios de luz de cores diferentes que, dançando pelo ar de maneira que parecia uma aurora boreal em plena luz do dia, materializou-se na mão de uma menina que, montada desajeitadamente numa vassoura mágica, que simplesmente surgiu acima deles.

— Eu sou Elyse Hyperink— Disse a menina, olhando-os de cima com os olhos, — E eu sirvo a... Bem, vocês sabem quem.

— E eu sou Elizabeth Hiperynk— Disse uma menina, que magicamente surgira no local —E eu também sirvo a Blair. E nós iremos te matar.

E então, o alto rugido da mancha negra que após perfurar uma nuvem como um grande turbilhão giratório foi ouvido em alto e bom som. Acima dele, uma coisa branca que daquela velocidade não podia ser identificada segurava dois objetos dourados, que desciam rapidamente pelo ar junto ao dragão.

— Hoje não, vadias! — Gritou a mulher em cima do ser alado, enquanto os seus machados de ouro voaram pelo ar.

Notas finais
E sim, a moça no dragão é a mascarada que falei nas notas do último capítulo. O problema é que o Mark estava tão "entretido" com a cena rápida que não faria sentido descrevê-la como se o mundo estivesse pausando, entendem? Espero que comentem com a opinião (sincera) sobre o capítulo e sobre a capa nova de Mahoi, que dessa vez é Leya, a maga do tempo. E, ah, tenho uma pergunta! Alguém aqui curte K-Pop?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.