Maguneto

6 Treino no Labirinto Inglês


Viridi entra na sala, os braços apoiados na cabeça, bocejando devagar.


Viridi: Então... qual é esse tal desafio diferente?


Reika sorri, apertando um botão no centro da sala. Num piscar, eles são teleportados para um labirinto de grama nos fundos de uma mansão luxuosa.


Viridi: Onde diabos estamos?


Reika: Só uma mansão qualquer na Inglaterra. Nada demais. Agora, o desafio é simples: chegue até a saída do labirinto sem ser tocado pelo meu poder de pintura, ou por mim mesma. Se conseguir, passa no teste.


Viridi: Molezinha.


Reika: Então conte até dez e comece a procurar a saída... porque eu não vou facilitar.


Ela começa a pintar o corpo com um pincel gigante, até desaparecer misteriosamente no ar.


Viridi: 1… 2… 3… 4… 5… 8, 9, 10! Pronto ou não, lá vou eu!


Ele avança pelo labirinto, pisando nas calçadas de mármore e olhando em todas as direções, buscando alguma pista.


De repente, um pequeno coelho feito de tinta surge, sorrindo alegre.


Viridi: Então o jogo começou… Nem tive tempo de...


O coelho muda instantaneamente, ficando vermelho nos olhos e furioso.


Viridi acelera o passo, procurando por uma fonte de energia.


Ao olhar para a direita, vê Reika observando-o com um sorriso malicioso, o pincel tocando o chão.


Reika: Horda de coelhos!


Ela cria dezenas de coelhinhos pintados em segundos. Viridi corre sem parar, olhando para trás enquanto os coelhos famintos o perseguem.


Viridi: Droga! Não tem nenhuma fonte de energia nesse labirinto miserável?! Fala sé-


Ele avista um poste de luz e sorri esperançoso.


Viridi: Isso! Agora vai!


Com as palmas da mão, suga a eletricidade do poste, dividindo energia entre elas.


Viridi: Rede elétrica!


Ele lança uma rede feita de eletricidade, prendendo toda a horda enfurecida que se aglomera para alcançá-lo.


Viridi: Fiquem aí até o treino acabar, beleza?


Ele pula por cima da rede e segue correndo. Reika, no topo do labirinto, vê seus coelhos presos e cria um falcão de tinta, acariciando sua cabeça.


Reika: Vai, Hawkes. Vou cuidar do garoto. Não vou deixar ele ganhar!


Ela pula no abismo do labirinto, a grama farfalhando com a queda.


...


Viridi, exausto, mãos nos joelhos, ofega ao avistar a saída do labirinto à frente — uma piscina luxuosa.


Viridi: Isso! Finalmente! Agora é só andar tranquilo até...


Reika surge na frente dele.


Reika: Enquanto eu tento tocar em você. Achou que seria fácil? Vou dar meu máximo para impedir.


Viridi: Droga...


Reika avança, e ele desvia com agilidade, bloqueando golpes por baixo, direita, esquerda — até que tem uma ideia.


Viridi: Kilowatt!


Ele canaliza energia no peito, transformando-se num gato elétrico verde, com sorriso malicioso, disparando para a saída.


Reika: Ah, não vai ser tão fácil! Hawkes, metralha!


O falcão sobrevoa, disparando penas afiadas como balas, piando ferozmente, duvidando da habilidade do gato.


O gato desvia no último segundo — as penas explodem no chão, mas o falcão vai se aproximando.


Viridi: Mia—AAAAAA!


Ele se destransforma, voltando à forma humana, a mão quase alcançando a saída, o olhar determinado.


Mas, de repente, Reika aparece ao lado e esmagar a mão dele com o pincel, rindo com deboche.


Viridi: Ai! Isso doeu!


Reika: Você foi ótimo hoje, mas não o suficiente pra vencer.


Viridi: Bom... pelo menos tentei!


Ela o joga na piscina, molhando suas roupas verdes e pretas, enquanto ele mostra os dentes afiados como tubarão.


Viridi: Qual foi?!


Reika: Nada demais. Achei que seria engraçado... e não errei.


Ela ri, mas logo o ajuda a sair dali, teleportando-os de volta para a base.


...


Ishida: Viridi! E aí, como foi?


Ele bate um high five com ele.


Viridi: Treino normal, sabe como é.


Ishida: Então quer dizer que...


Yokawa: Os dois têm futuro no Instituto Kaenrai. São os mais promissores por aqui, pra ser honesto.


Reika: Concordo, amor.


Lhe dá um beijo no rosto e eles se abraçam carinhosamente.


Yokawa: Galera, bora almoçar? Aposto que o treino deixou todo mundo com fome.


O estômago de Ishida ronca alto, fazendo-o sorrir meio envergonhado, coçando a cabeça.


Reika: Pode ficar à vontade. Todo mundo gosta de comer, não é vergonha não. Vamos!


O grupo caminha pelos corredores cheios de Despertos rumo ao refeitório, prontos para saciar a fome pós treino.


...


Continua...