Magnólia, minha cidade do interior
6 Primeiro dia na fazenda
TOC TOC TOC...
Por que as pessoas insistiam em me acordar com batidas na porta? Saco.Levantei e por alguns instantes esqueci que estava de calçãozinho curto e uma regatinha sem sutiã e abri a porta dando de cara com Natsu, que ao me ver e reparar no meu visual ficou vermelho e virou as costas para mim.Então acordei de verdade e fechei a porta rapidamente me pondo de costas para ela.—O que foi? – perguntei envergonhada.—Ahm... – a voz dele tremia. – Eu vou tomar café da manhã agora e em seguida vou pra vila, quer vir comigo?—Ahm, pode ser. – respondi. – eu já vou.—Ok. – ele disse e então ouvi passos dele andando pelo corredor.Relaxei os ombros e fui à procura de meu celular descobrir que horas eram.Seis e dez da manhã, admito, meu desejo era voltar para cama e dormir até não poder mais, mas eu tinha que me acostumar com o ritmo da fazenda, afinal precisava ajudar meu pai e Natsu.Me vesti rapidamente e então fui até o banheiro, antes bati pra conferir se não tinha ninguém e não houve resposta, então fiz minhas necessidades e em seguida fui até a cozinha, deparando-me com Natsu sentado a minha espera.—Bom dia. – eu disse educadamente sentando ao seu lado.—Bom dia. – então ele ficou vermelho de repente. – Me desculpe por antes.—Tudo bem. – ri de sua preocupação. – Foi culpa minha, não se preocupe.Ele concordou e fez o gesto de agradecimento como ontem e então começou a comer seu pãozinho.—Quem faz o pão aqui? – perguntei olhando para a massa caseira.—Mirajane. – Natsu responde. – É irmã da Lisanna, mas num grau de educação elevado.—É muito bom o pão dela, mas tenho que admitir, meu pão é melhor. – falei orgulhosa.—Bem eu só acredito experimentando. – meu pai entra na cozinha falando. – Bom dia.—Bom dia! – eu e Natsu falamos ao mesmo tempo.—Então dormiu bem? – meu pai pergunta a mim.—Sim, sim, obrigada. – respondi sorrindo.—Ótimo. – meu pai fala e então se dirige em seguida a Natsu. – Preciso que você vá a vila pegar algumas coisas.—Eu sei, já convidei Lucy pra ir junto, assim posso mostrar um pouco mais do lugar pra ela. – Natsu comenta.—Tudo bem. – Jude responde levantando uma sobrancelha. – Depois que voltarem, quero que ensine Lucy a tirar leite da vaca.—Sério? – perguntei animada, nunca pensei nisso antes, mas parece divertido.Meu pai e Natsu ficaram surpresos com minha empolgação.—Você é uma menina curiosa. – Natsu comenta rindo.—Por quê? – peço estranhando a reação deles.—Digamos que a última menina que Natsu trouxe pra casa era um tanto metida se assim posso dizer e ficou furiosa quando sugerimos em ensinar pra ela. – meu pai explicou olhando de esguelha para o jovem.—Seria essa pessoa a Lisanna? – perguntei.—A conhece? – meu pai pergunta estranhando.—Encontramos com a mis simpatia quando estávamos vindo. – respondi com desdém.—Hahaha. – meu pai deu uma boa risada. – o que houve?—Lucy me defendeu. – Natsu conta.Meu pai ficou quieto então percebeu que foi delicado para Natsu o encontro de ontem, então não falou mais nada.Quando percebi que Natsu tinha acabado de comer, peguei rápido a louça da mesa e dessa vez eu lavei antes que ele reclamasse.Então quando acabei virei pra ele e pisquei com apenas um olho, ele ficou vermelho, e então meu pai riu.Depois de guardarmos tudo, eu e Natsu saímos de casa e me deparei com o nascer de sol mais lindo que já tinha visto, fiquei alguns instantes admirando e então Natsu chamou minha atenção para irmos.Durante o trajeto ele ficou em completo silêncio e eu respeitei isso, até que não pude mais aguentar.—Então, posso perguntar como conheceu a Lisanna? – pedi com consciência que ele poderia não responder.—Bem... – ele começou a falar e me olhou de canto. – Por que o interesse?—Só quero saber. – respondi sem segundas intenções.—Nós estudamos na mesma sala, lógico. – ele riu revirando os olhos, havia poucos habitantes e eles tinham a mesma idade. – ela sempre foi a garota mais bonita da turma, desde pequena, e praticamente todos os garotos querem ficar com ela...—E? – incentivei a continuar.—Até que um dia tomei coragem e pedi ela em namoro. – ele contou.—Mas você gostava dela? – perguntei.—Não, bem sim, não sei. – ele admitiu. – foi por impulso talvez, o fato é que ela aceitou e então nos beijamos, foi meu primeiro beijo e pra mim aquilo era demais.—Sei. – comentei pois sabia como era a sensação.—Enfim, daí nos começamos a conversar mais e tal, e como seu pai comentou, levei ela pra conhecer Jude, como respeito a ele. – Natsu estava contando, mas aos poucos percebi a decepção em seu tom de voz. – Então quando ela viu onde eu morava, ela simplesmente, ficou diferente....—Ela mostrou como realmente era. – completei pra ele. – Quando vocês estavam juntos, chegou a comentar com ela sobre morar com meu pai? Do lugar onde mora?—Não, no fundo acho que ela pensava que eu tinha uma fazenda minha. – Natsu revelou.—Olha Natsu, eu acho que está aí o problema. – comentei, ele me olhou sem entender. – Ela é filha do prefeito certo? Então o pai dela e ela mesma esperam que ela fique com alguém que tenha capital e tudo mais.
—Mas então por que ela ainda age como se estivéssemos juntos? – ele pediu sem entender as mulheres, acredite Natsu você não é o único.—Possivelmente por que ela ainda gosta de você. – eu revelei, mesmo não querendo. – Talvez ela tenha ciúme, e medo de perde-lo pra sempre, deve pensar que se ela não pode ficar com você ninguém pode. Entende?Ele estava espantado com minha teoria.—Então se você realmente gosta dela e quer ficar com ela, terá que fazê-la entender que o dinheiro e o status social não são nada comparados ao sentimento verdadeiro. – aconselhei Natsu e percebi que ele me olhava de forma admiradora.—Entendo, mas eu não quero mais ficar com ela, agradeço seu conselho, foi muito bom. – ele disse sorrindo um pouco corado.—Não gosta mais dela? – perguntei curiosa.—Eu acho que não é amor. – ele disse como se tivesse descoberto algo incrível.—Certo. – eu disse. – bem você comentou antes que ia na escola certo?—Sim. – ele confirmou. – o que que tem?—Eu vou começar a estudar aqui também. – eu falei e ele arregalou os olhos e em seguida abriu um sorrisão. —Caramba que legal, você está em qual série? — Ele pergunta animado. —No último ano do ensino médio. – respondi simplória.—Haha, eu também, quer dizer você vai ver que nosso ensino é um pouco diferente, mas vamos estudar juntos. – ele fez um escândalo e tínhamos recém entrado na vila, todos que estavam passeando por ali olharam espantados para o rapaz.—Que bom, fico feliz. – sorri pra ele ignorando os olhares curiosos. – Mas como você vai até a escola?—De cavalo é claro, é o meio mais rápido. – ele respondeu levantando os ombros e descendo da carroça. – Não se preocupe, no início pode vir na minha garupa, e daí quando souber andar a cavalo, pode ir num separado.—Certo. – respondi animada. – Sempre quis aprender a andar a cavalo.Ele sorriu e seus olhos estavam brilhando, quando dei minha mão para ele segurar enquanto eu descia da carroça, senti a temperatura de seu corpo, quente, e suas bochechas estavam vermelhas.—Eu te ensino então. – ele falou com uma voz um tanto melosa.Ok, eu não estava entendo o por que do comportamento bipolar de Natsu, em casa ele ficava estranho, parecia incomodado com algo, mas quando estamos só nós dois, fora de casa, ele fica atencioso, engraçado e despachado.—Natsu? – chamei sua atenção, ele estava andando até um estabelecimento.—O que foi? – ele virou para mim, mas continuou andando.—Você está bem? – pergunto, afinal ele acabou virando meu amigo, me preocupava com ele.—Por que pergunta? – ele sorri pra mim. – estou bem.—É que eu percebi... – olhei para ele e sua atenção estava em mim. – você...—Olha se não é o traidor e a loira metida. – Lisanna apareceu em nossa frente, interrompendo-me. Adivinhem? Sua roupa estava tão curta quanto a de ontem, mas dessa vez era um vestido amarelo de alcinha. Sério? Como ela conseguia, eram seis e meia da manhã, ainda tinha geada. – O que fazem aqui na vila? Não deviam estar cuidando dos porcos?Eu já ia responder a altura, mas Natsu pegou na minha mão e me puxou para longe da albina, olhei para o rosto dela e bem, estava engraçado, imagine um tomate com cabelos albinos. Imaginou? Agora sabe que não pude deixar de dar risada.—Olha Natsu, eu não teria feito melhor. – comentei quando entramos no mercadinho dos Strauss.—Obrigado, mas não foi nada. – ele sorriu discretamente e então apresentou o lugar. – Aqui, por mais estranho que seja, é o mercadinho do pai de Lisanna, é o único lugar que tem açúcar, farinha e essas coisas.—Hum, legal. – fui olhando as prateleiras e realmente só tinha farinha, açúcar, arroz e alguma coisa de feijão.—Olá Natsu. – uma voz feminina muito animada cumprimenta meu amigo.—Bom dia Mira, quero que conheça alguém. – Natsu disse isso e então veio em minha busca, segura em minha mão, me leva até o balcão onde uma jovem muito parecida com Lisanna me cumprimenta. —Olá, eu sou Mirajane. – ela estende a mão e eu seguro firme. Ela tinha cabelos longos encaracolados albinos, olhos azuis, parecia um pouco mais velha que a irmã e gigantescamente mais simpática e educada, suas roupas também eram mais apresentáveis, calça jeans e uma blusa de manga comprida, assim como eu.—Ah, você que faz os pães, meus parabéns, são ótimos. – exclamo ao cumprimenta-la. – Meu nome é Lucy Heartphilia.—Ahaha, obrigada pelo elogio. – ela ficou vermelha. – Então você finalmente chegou, não tem ideia do quanto seu pai falou de você durante todos esses anos, tinha uma saudade muito grande, mas não podia ir vê-la e sua mãe, ah meu Deus, sinto muito por tudo.Ela deu a volta no balcão e me abraçou bem forte.—Se precisar de qualquer coisa, é só me avisar. – ela exclama e me solta segurando apenas minhas mãos.—Obrigada! – agradeci olhando em seus olhos sinceros e humildes.Depois de pegarmos tudo e sairmos do mercadinho, reparei que Natsu me observava, mas não quis comentar nada, eu apenas segui em frente.—Está pesado? – Natsu perguntou referindo-se ao saco de farinha de cinco quilos que eu carregava.—Não... imagina... – sorri em resposta. – Eu estou acostumada.—Você trabalhava em Era? – ele quis saber.—Sim, numa lanchonete. – respondi sorrindo ao lembrar de meus amigos.—Cozinhava? – ele perguntou interessado.—Sim, mais auxiliava o chefe de cozinha, mas sim cozinhava também. – expliquei a Natsu.—Que legal. – ele exclamou com um sorrisão no rosto. – Então você pode fazer alguns pratos que fazia no seu antigo trabalho para nós. Né?—É claro, seria uma honra servi-los. – falei orgulhosa.—Seria uma honra me deliciar com sua culinária. – ele disse mais formal.—É um privilégio cozinhar para alguém tão formal. – eu disse fazendo beicinho de chefe de cozinha.—Será uma grande satisfação degustar de uma cozinheira tão experiente na área de culinária avançada. – ele disse fazendo a mesma cara que eu.—Hahahahahahahahaha. – rimos juntos. Admito, não esperava conhecer alguém tão legal quanto Natsu aqui em Magnólia, mas sou eternamente grata por nos conhecermos, não me sinto sozinha com ele por perto.—Você vai se dar bem na escola, tenho alguns amigos que vão adorar te conhecer. – ele contou de repente.—Disse algo a eles? Que eu viria? – perguntei.—Não, me encontro com eles apenas na escola, de manhã. – ele explicou. – E fiquei sabendo sobre sua mãe e você apenas na sexta a tarde.—Certo, eu acabei perdendo a noção do tempo, amanhã já é segunda não é? – falei pensando que esse foi o pior fim de semana de minha vida.—Sim, você vai ir pra escola já amanhã? Ou prefere ficar um tempo em casa pra se recuperar? – ele estava preocupado com meu bem estar.—Tudo bem, eu vou com você. – respondi. – ficar em casa talvez não seja o modo mais correto e saudável que tenha pra eu me recompor.—Ok, eu prometo que vou cuidar de você! – ele disse sorrindo, fiquei o observando, Natsu era uma pessoa muito boa, Lisanna realmente jogou fora a felicidade que poderia ter tido ao lado dele.—Lisanna não sabe o que está perdendo. – eu comentei sem rodeios.Natsu ficou corado, então sorriu e escondeu seu rosto atrás do saco de arroz que carregava.Sorri com sua atitude, e então levamos as compras até a carroça e subimos nela.—Pronta pra aprender como se tira leite de uma vaca? – ele riu.—Prontíssima senhor. – respondi com a mesma empolgação.Durante o trajeto para casa, Natsu foi me falando sobre seus amigos:—Tem a Erza, ela forte, sabe muitos golpes, todos a temem, os pais dela vieram de outra cidade e ensinaram tudo sobre artes maciais pra ela, então ninguém meche com ela. —Uau, e como ela é? O que ela gosta? – perguntei curiosa.—Bem, ela é um ano mais velha, ela atrasou um ano quando veio pra cá pois o ensino na cidade dela era diferente, mas isso não a incomoda. – ele explicou. — Ela tem cabelos vermelhos e ama bolo de morango.—Ótimo, talvez um dia eu consiga fazer um pra ela. – exclamei.—Isso seria incrível. – ele confirmou. – Tem o Jellal, é o mesmo caso da Erza, veio de fora e acabou se atrasando um ano, eu acho que é destino, tipo os dois são amigos, mas vivem se xingando, eles se amam sabe?—Sei... – lembrei de um certo casal.—Jellal é o garoto mais inteligente da escola, ele é muito gente boa, o que precisar, ele é parceiro. – Natsu contou. – Ele tem cabelos azuis e uma tatuagem vermelha no rosto.—Nossa... que legal... – comentei. – Eu tenho um amigo de onde eu vim, que tem piercings no rosto.
—Uau, iria adorar conhece-lo. – Natsu exclamou. —Talvez um dia né, quem sabe. – respondi dando de ombros.—Ok, tem a Cana, ela é uma alcóolatra que não fica bêbada. – Natsu disse.—Certo. Então bebe muito, mas mesmo assim a bebida não a afeta, isso? – perguntei só pra ver se eu havia entendido bem.—Isso, ela tem cabelos castanhos e meche com cartomancia. – ele explicou.—Certo, tenho certeza que vamos nos dar bem. – eu disse, afinal eu gostava dessas coisas.—Também tem o Laxus, ele é e não é nosso amigo, sabe ele tem uma paixão escondida pela Cana, mas ela o ignora, então ele não anda tanto com a gente. – Natsu explicou. – Ele é loiro, tem uma cicatriz no olho, não sei como ele conseguiu, e ama ficar ouvindo música, sempre está com o fone pendurado na orelha.—Ok. – disse o incentivando a continuar.—E é claro, a Mirajane, aquela que você conheceu hoje, irmã da Lisanna. – Natsu completou a lista de seus amigos mais íntimos.—Puxa, tomara que gostem de mim. – exclamei, Natsu tinha amigos interessantes, lembravam-me os meus.—É claro que irão gostar, todos tem bom gosto. – ele confirmou pra mim com um sorriso tímido e ficou corado novamente.Natsu era muito fofo, não podia ganhar um elogio ou elogiar alguém que ficava envergonhado.Chegamos em casa e assim ajudei Natsu a levar as coisas pra dentro, Jude não estava por perto, talvez tenha ido fazer algo na roça ou sei lá.—Não se preocupe, seu pai sempre sai esse horário. – Natsu respondeu minha pergunta.—Onde ele vai? – perguntei.—Eu não sei o que tem lá exatamente. – então ele fez sinal que eu o seguisse.Fomos na varanda atrás da casa e a visão dava para um horizonte de milharal e logo após montanhas decoradas com lindas árvores sem folhas, um pouco deserto, mas belo.—Ele sempre sobe naquela montanha, tem uma árvore lá está vendo? – Natsu veio mais perto de mim e senti meu coração palpitar, mas logo me acalmei e prestei atenção para onde Natsu apontava.Realmente tinha alguém lá, um homem ajoelhado em frente a árvore no topo da montanha.—Nunca foi até lá? – perguntei olhando para Natsu.—Não, é um lugar sagrado para seu pai, eu não me atreveria. – ele respondeu.Fiquei observando a cena e tive vontade de ir até lá, mas ainda não sou próxima de meu pai para interroga-lo sobre algo assim. Talvez um dia ele me conte, até lá, ficarei com meus pensamentos.—Ok, pronta? – Natsu perguntou, então olhei pra ele e o mesmo segurava dois baldes de alumínio.—Sim senhor. – respondi indo até ele e segurando um dos baldes, hora de tirar leite.Nunca pensei que seria tão divertido tirar leite, mas sei que no final da tarde, eu e Natsu estávamos cobertos por uma mistura de leite, feno, folhas de milho, lama e muito, mas muito fedorentos.Natsu quis me ensinar um pouco de tudo e isso resultou num belo banho de mangueira antes de entrarmos em casa.—Hahahahahahahahaha. – estávamos nos lavando e brincando com água ao mesmo tempo.—Hey vocês dois, já chega de desperdiçar água, já pra dentro. – papai gritou da varanda, então notamos que estava anoitecendo.Desligamos a água e fomos pra dentro molhando um pouco o chão da casa.—Pode deixar que depois eu seco, pode ir pro banho primeiro. – falei pra Natsu.—Ahm, não, pode ir antes. – ele falou.—Não, tudo bem, pode ir antes. – argumentei.—Lucy, sério, quero que vá antes. – Natsu disse sorrindo.—Ok. – desisti. – Mas pode deixar que eu seco o chão depois.Ele revirou os olhos e foi pra cozinha falar com o meu pai.Então fui pro quarto e depois pro banheiro, tomei banho rapidinho pensando em como foi o dia, e não deixava de pensar em como eu tinha sorte de conhecer o Natsu.Desliguei o chuveiro e comecei a colocar minha roupa íntima, então a porta se abre de repente e Natsu me encarava, quando percebe o que realmente está acontecendo, seu rosto tomou um tom de vermelho tão vivo que ele parou de respirar, então eu rapidamente fechei a porta e respirei fundo terminando de me vestir.Sai do banheiro e Natsu ainda estava ali parado vermelho.—Natsu? – coloquei minhas mãos em seus ombros e o chacoalhei.—Desculpe. – ele fechou os olhos, provavelmente não conseguia me encarar, aos poucos estava voltando a sua cor normal.—Tudo bem, haha. – eu ri pra descontrair. – Olha pelo lado bom, por sorte eu já tinha vestido minha roupa íntima.Ele arregalou os olhos e os fechou de novo ficando vermelho novamente.—Hey Natsu pare com isso. – exclamei. – Sério está tudo bem.—Desculpe Lucy, eu fiquei conversando com o seu pai na cozinha e acabei esquecendo que foi tomar banho. – ele falava com dificuldade, pois ficou nervoso.—Tudo bem, sem problemas. – disse sorrindo.Ele assentiu e então entrou no banheiro.—Acho que vou ter que vê-lo de cueca pra ficarmos quites. – falei depois que ele fechou a porta. – Hahahahhaa.Não pude evitar, tive que soltar uma piadinha, afinal ele levou muito a sério o ocorrido.Me viro pra ir em direção ao quarto quando escuto o barulho da porta se abrindo, olhei pro banheiro e Natsu estava vermelho na porta só de cueca.Não sabia que reação eu podia ter, mas sei que queria ficar olhando pois Natsu tinha um belo corpo, escultural, todo trabalhado e a umidade que envolvia seu corpo o fazia brilhar, era uma imagem de deus grego.Então tomei consciência dos meus pensamentos e meu rosto começou a ferver.—Na.. Natsu, eu estava brincando. – recuei envergonhada e corri pro quarto.—Hhahahahaha, estamos quites agora. – ele gritou e então fechou a porta do banheiro ao mesmo tempo que eu fechei a do quarto.Respirei fundo até me acalmar, afinal o que foi aquilo?Esse meu primeiro dia na fazenda está sendo cheio de surpresas, e eu estou gostando cada vez mais.
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