Magnólia, minha cidade do interior
10 Por mim e por eles
Quem nunca ouviu falar no jogo Verdade ou desafio?
Pois é, então lembra quando a Cana disse que precisava falar com os pais dela depois que eu contei a ela sobre Jellal?Então junte esses dois fatos e imagine o que passou pela mente da cartomante.—Sim, estão todos convidados para ir na minha casa neste sábado, vamos fazer uma festa, brincadeiras, guloseimas, que eu soube que temos uma cozinheira no grupo agora. – Cana exclamou olhando pra mim e piscou com apenas um olho. – Enfim daí vamos fazer de madrugada um joguinho bem divertido e casamenteiro chamado Verdade ou Desafio e depois vocês todos vão dormir lá em casa.—Seus pais concordaram com isso? – Jellal pediu espantado.—Sim, e eles vão sair da cidade neste final de semana, então seremos só nós. – Cana emanava divertimento. – O que acham?—Com certeza eu estou dentro. – Erza ergueu os braços sorrindo.—Conte comigo também. – Jellal afirmou olhando para Erza.—Eu também vou. – Elfman se manifestou. – um homem precisa ir em festas.—Nós também vamos. – Laxus disse e ao seu lado estavam Evergreen e Freed.Neste momentos os olhos de Cana brilharam de alegria, mas logo se conteve.E reparei também em outra pessoa que ficou em estado paralítico, Mirajane, que estava com a gente no início da aula ficou rubrica quando seus olhos se cruzaram com o olhar de Freed, o companheiro de Laxus. Freed, aparentava ter seus dezoito anos e tinha longos cabelos verdes, sim um tanto estranho, ele era quieto e reservado, como se nada o atingisse, mas quando Mira estava por perto as coisas mudavam.Outra pessoa que ficou mais homem do que já aparentava, foi Elfman ao ver Evergreen, uma moça de dezoito anos também, com longos cabelos ondulados castanhos e um pouco reservada até o momento, enfim, eles se gostavam, mas não admitiam.Sorri ao ver esta cena, mas então Lisanna apareceu e abraçou Natsu que estava ao meu lado.—Eu também vou, tenho que fazer companhia para o meu Natsu. – ela disse fazendo beicinho.—Ah que vergonha. – Mira colocou a mão para cobrir seu rosto.—Já estarei acompanhado nesta festa Lisanna. – Natsu desfez o abraço e veio um pouco mais para perto de mim. – Muito bem acompanhado.—Affs. – Lisanna revirou os olhos para cima. – Tudo bem, então vou convidar alguém para ir comigo...—E quem disse que você está convidada? – Cana perguntou.—Bem se Mira e Elf vão sair eu também tenho que ir, são regras da casa. – a albina metida colocou as mãos na cintura impondo o controle que tinha.—Sério isso? – Cana perguntou olhando para Mira.—Infelizmente sim, mas se for muito incomodo eu fico em casa com ela, sem problemas. – Mira já foi tentando dar um jeito na situação.—Claro que não, você tem que ir. – eu me pronunciei. – Antes termos você do que não ter, fizemos um pequeno sacrifício.Dei uma piscadela para ela e recebi um sorriso de gratidão de volta.—Isso quer dizer que você vai? – Natsu me perguntou olhando-me surpreso.—É claro que sim. – respondi olhando pra ele.—Ahm, não teria que pedir ao Jude antes? – ele questionou minha decisão.—Não, nós não temos essa intimidade ainda para que eu peça permissão para algo. – expliquei a Natsu.—Mas você está sob responsabilidade dele, e além disso morando na casa dele. – Natsu argumentou.Fiquei olhando em seus olhos e vi que ele estava convicto disso, então suspirei, vi que não adiantava discutir sobre isso ali na frente de nossos amigos, seria desrespeitoso com eles.—Conversamos mais tarde. – Falei e virei-me para Cana que olhava intrigada para nós.—Uau... – ela baixou os olhos para a listinha de presença dela e colocou meu nome e o de Natsu a confirmar.—Então vocês vão fazer uma festinha, e eu estou nesta lista? – Hibiki colocou um braço a cada lado meu e de Natsu e enfiou sua cabeça no meio de nós.—Sim você vai como meu acompanhante. – Lisanna disse sorrindo pra ele.—A loira aqui já está acompanhada? – Hibiki virou para mim, quase encostando seu roso no meu, ignorando complemente a albina.—Sim, ela já está acompanhada. – Natsu respondeu e empurrou o rapaz flertador para trás.—Então irei com a senhorita Straus. – Hibiki piscou para ela e depois tentou sensualizar um olhar para meu lado, simplesmente o ignorei e me virei para Natsu que estava vermelho, mas não era vergonha, seu maxilar estava contraído, algo não estava certo.—Certo.. – Cana disse percebendo que não podia fazer nada, afinal a menina tinha de ir com alguém, senão iria ficar enchendo o saco dos outros, embora eu ache que mesmo assim ela vai atrapalhar. – Bem, por enquanto já tenho uma lista pré formada, vou ver com um pessoal se eles querem ir também e amanhã você e Natsu me confirmam se vão poder ir ou não ok?—Sim, obrigada Cana. – sorri pra ela, e ela foi pra outro lugar, achar o tal pessoal.Erza se levantou também, estava indo em direção ao banheiro, Jellal apenas ficou olhando pra ela e depois de um tempo seguiu para o lado oposto. Laxus e seus amigos saíram e foram sentar embaixo de uma árvore, Elfman, Lisanna e Mira foram mais próximos ao muro para conversar sobre as regras da festa, Hibiki foi falar com seus amigos.
—Desculpa por ter te impedido de aceitar na hora de ir à festa... – Natsu começou quando ficamos a sós.—Não precisa se desculpar... – falei a ele, então olhei para baixo. – É que pra mim é algo totalmente novo pedir permissão para meu pai, Jude está sendo bacana comigo e tal e conforme você mesmo disse, ele me deu um novo lar e ele é responsável por mim...—Mas você ainda não está pronta pra ter uma relação de pai e filha não é? – Natsu completou olhando para mim.—Eu tenho medo de saber o motivo que levou meus pais a separação, mas também quero saber entende? – confessei olhando pra ele, Natsu afirmou com cabeça. – Tenho medo de finalmente me dar bem com ele e simplesmente saber que a culpa foi dele, ou que ele fez mal a minha mãe ou até mesmo a mim, eu não consigo ainda, preciso de mais tempo...—Eu sei como está se sentindo... eu também sofri com a perda de meus pais e depois me recusava a obedecer Jude.. – Natsu começou a me contar sua história. – Até que um dia, fiz como você, confirmei que iria em tal lugar com meus amigos brincar, só cheguei em casa e disse a Jude que iria sair, ele tentou me impedir, dizendo que iria vir uma tempestade e que eu poderia correr perigo, chamei ele de louco, então ele ficou bravo e me proibiu de sair de casa, mas eu olhei em seus olhos e disse com toda raiva acumulada de meus pais que me deixaram sozinho. “Você não é meu pai!”.Involuntariamente levei minha mão a minha boca, aquilo era uma coisa horrível de se dizer.—E fui do mesmo jeito, brinquei aquela tarde feito louco, me diverti monte, mas ao começar a escurecer, veio a chuva e estávamos em campo aberto, corremos para nos abrigar e eu escorreguei na lama, e desci barranco a baixo... – Natsu olhava pra baixo, lembrando do ocorrido. – meus amigos me deixaram para trás, disseram que iam chamar ajuda, e eu estava num buraco de onde não conseguia sair, era escorregadio e a chuva não parava de trazer mais e mais lama para onde eu estava, achei que ia morrer soterrado, tinha perdido as esperanças e estava com muito frio, eu lembro de estar prestes a desmaiar, quando vi um vulto grande entrar naquela lama e me tirar como se eu fosse uma pena de lá, então ele me chacoalhou e percebeu que eu iria sobreviver.—Jude te tirou de lá? – perguntei obviamente.—Sim, eu desmaiei logo em seguida, acordei dois dias depois debaixo de muitas cobertas e um pano com água fria em minha testa. – Natsu estava tenso, como se aquela lembrança fosse mais dolorosa do que ele contava. – Jude disse que eu tive sorte, peguei pneumonia, estava com febre e quebrei uma costela com o tombo.—Por isso você está agindo assim comigo? – Perguntei emocionada pela história.—Estou te contando o que houve comigo pra que não ocorra o mesmo com você. – Natsu respondeu seriamente. – O remorso que senti depois acabou comigo, eu não conseguia encarrar o seu pai, pois ele ficou gripado por pegar chuva naquele dia, quebrou uma perna quando pulou atrás de mim e os seus melhores cavalos morreram por que pegaram pneumonia devido ao tempo...Eu não sabia o que dizer, Natsu me olhava intensamente, lembrando de tudo o que aconteceu com ele e me mostrando o quão aquilo ainda doía em seu coração. —Não quero que você tenha esse sentimento e também não quero que Jude sofra o mesmo desgosto que sofreu comigo daquela vez. – Natsu virou para frente e baixou a cabeça novamente, olhando para seu pés. – Eu tinha apenas oito anos, era uma criança, mas mesmo pequeno cometi um erro gigantesco aquele dia e eu prometi a mim mesmo que nunca mais isso iria se repetir.—Me desculpe... – exclamei colocando minha mão sob seu ombro. – Eu não devia ficar reclamando do meu relacionamento com meu pai todo o tempo, sabendo que todos tem seus problemas, você apenas estava sendo legal comigo e respeitoso com meu pai e eu perdi a paciência contigo...—Não precisa...—Preciso sim... – o interrompi. – Me desculpe Natsu, de verdade, eu não fazia ideia que a sua história com meu pai era tão delicada, e eu prometo que irei ser mais compreensiva com ele e pedirei a autorização dele para ir à casa de Cana.Natsu apenas sorriu discretamente para mim, ficamos ali um tempo no silêncio e o sinal de início as aulas soou, fazendo todos no pátio, Natsu e eu nos levantarmos e irmos para nossas respectivas salas de aula.Durante a aula de português com o professor dançarino, não prestei atenção em quase nada do que ele falou, e não, não sou relaxada, mas é que eu já havia apreendido esse conteúdo na antiga escola em que eu estudava. O tempo passou muito depressa, pois eu estava rabiscando no meu caderno, fazendo desenhinhos e algumas frases em que eu achava legal, logo o sinal soou novamente e o intervalo passou igualmente rápido e despercebidos, pois Cana só falava da tão esperada festa, logo voltamos pra sala e quando percebi o sinal soou de novo e sabíamos que estávamos liberados pra ir para casa.Nos levantamos, um breve acenar de despedida e todos já estavam em cima de seus cavalos, eu ainda não sabia cavalgar sozinha, então estava de carona com Natsu, o que fazia uma certa albina ficar vermelha de ciúme quando nos via partindo, principalmente por que Natsu ria nestes momentos, pois ele lembrava que alguns dias antes eu quase caí para trás quando o cavalo empinou na hora de começar a andar.O trajeto até em casa, como na aula, foi igualmente silencioso, Natsu e eu não tocamos mais no assunto de Jude, resolvi levar meus pensamentos a outros lugares, o belo horizonte que me acompanhava no caminho para casa, o vento quente do horário do meio dia tocava de leve meu rosto, pois não havia muitas árvores naquela região, eram algumas montanhas ao longe e plantações planas, a terra da estrada estava seca então não respingava lama em mim, mas o cheiro inalava em minhas narinas, e o belíssimo e inigualável azul do céu me trouxe sentimentos de paz e tranquilidade.Mas como se meu coração insistisse em me tirar esses momentos, o cavalo deu um pequeno salto e meu corpo se juntou mais ao de Natsu, fazendo com eu sentisse a sua temperatura, tão quente quanto os raios do sol, sem perceber eu me abracei a ele e encostei meu rosto em suas costas, quase adormecendo.Percebi que os batimentos de Natsu aceleraram, será a adrenalina ou ele se lembrou de algo, eu não queria sair dali, estava confortável, era onde eu queria estar, mas infelizmente chegamos em casa e eu precisava descer do cavalo.—Finalmente chegaram. – meu pai apareceu na varanda sorrindo com uma colher de pau na mão. – o almoço já está na mesa, venham.Sorrimos e quando estávamos indo pra casa Jude para e olha para Natsu.—Por que está tão vermelho garoto? – então leva sua mão a testa de Natsu e vê que não há nada de errado. – Vocês jovens...Natsu espichou a língua pra mim quando percebeu que eu ria baixinho da situação, logo entramos e durante o almoço eu e Natsu aproveitamos para conversar com Jude.—Senhor... – Natsu chamou meu pai.—Jude garoto, por favor. – meu pai disse.—Jude... – Natsu começou de novo. – minha colega Cana vai fazer uma festa na casa dela no final de semana, ela convidou toda a turma e queríamos saber se nós dois podíamos ir?—Hummmm... – Jude franziu o cenho e olhou de Natsu para mim. – Vai ter bebida alcóolica na festa?—Sim. – Natsu respondeu e Jude arregalou os olhos, a sinceridade de Natsu era ao extremo. – Mas eu prometo não beber senhor, digo Jude.—Eu também não bebo nada alcóolico pai. – falei para ajudar Natsu.—Hummmm... – Jude fechou um pouco seus olhos e vi lágrimas tentando sair novamente. – você me chamou de pai de novo.Sorri com o comentário e Natsu deixou escapar um pequeno riso, mas nos controlamos.—Se Natsu prometer cuidar bem de você e não deixar nenhum rapaz se engraçar pro seu lado... – Jude falou olhando seriamente para meu amigo.—Isso o senhor nem precisa dizer. – Natsu sorriu convicto.—Então tudo bem... – Jude falou.—Ahm... tem outra coisa... – eu comecei e Natsu me olhou intrigado. – o pessoal vai dormir na casa dela, podemos dormir lá também?—O que? – Jude pareceu achar aquilo um absurdo. Olhei para Natsu e o mesmo estava com a mão na testa, o que foi? Achei que era pra ser o mais sincera possível. – Não podem dormir fora de casa, ainda mais na casa de alguém que você mal conhece.—Mas eu também mal conheço o senhor. – exclamei sem medir as consequências, admito, foi meio rude o que eu disse, mas mesmo Natsu me contando sua história e tudo, eu ainda tinha dúvidas sobre meu pai, eu queria muito saber por que nos separamos.
—Natsu... – Jude chamou a atenção do garoto, sua voz parecia um pouco abatida e brava ao mesmo tempo. – Poderia nos dar um tempo, por favor.Natsu levantou da mesa e foi em direção ao corredor, de lá ele voltou seu olhar para mim, ele sabia que iria ser uma conversa séria, e ele sabia que para ambos aquilo iria ser difícil.—Sei que está chateada comigo. – Meu pai começou a falar olhando diretamente em meus olhos, tudo o que fiz foi retribuir o olhar. – Você era tão pequena quando vocês partiram, faz tanto tempo, mas eu me lembro de cada detalhe daquela manhã.Era agora, ele iria me contar sobre tudo, meu coração parecia que ia sair pela boca, mas me ajeitei da cadeira e me preparei para ouvir.—Sua mãe pegou uma carrocinha, colocou as malas em cima, pegou você do meu colo e te sentou no banquinho, você me chamava e eu simplesmente não poda ir até você, mas aí você começou a chorar e sua mãe deixou que eu fosse me despedir. – Jude lacrimejava enquanto lembrava-se. – Não há um dia que eu não me arrependa de ter deixado vocês irem, mas foi uma decisão de sua mãe, eu não poderia impedi-la...—Mas... Por que nós fomos embora? – eu perguntei tentando não chorar com meu pai.—Layla via que você era demais pra Magnólia, ela queria voltar para Era, pois foi de lá que ela veio, sua mãe veio para Magnólia fazer uma pesquisa de campo, um serviço voluntário, nós acabamos nos apaixonando e ela veio morar pra cá, mas eu sabia que o coração dela estava em outro lugar. – Papai contou sobre a origem de mamãe, ela nunca havia me falado sobre isso. – Ela se convenceu que aqui você não teria tudo o que precisava e que você tinha que crescer num lugar onde você teria oportunidades maiores, em outras palavras, ela não queria que você tirasse leite de vaca pro resto da vida assim como seu pai, por outro lado, você sempre gostou de ir comigo ver o animais ou andar descalço na terra, eu sabia que você iria crescer feliz aqui.—Então a mamãe se separou do senhor pra que eu tivesse um futuro melhor? – perguntei um pouco indignada, pois mesmo que eu crescesse aqui, pelo menos eu teria meu pai por perto.—Não, ela tentou me convencer a ir pra Era com vocês, mas Magnólia foi onde cresci, onde nasci, todo o meu passado está aqui, eu não queria ir e nem podia. – Jude contou engolindo em seco. – Então sua mãe chorou, disse que me amava e por Deus, eu também a amava, muito, e você também, mas eu não poderia abandonar meu lar.—Mas o lar, o verdadeiro lar, não é estar com quem amamos. – eu falei baixinho, mas meu pai ouviu.—Sua mãe me disse isso antes de arrumar as malas e partir. – papai começou a chorar muito, essa frase, mamãe dizia sempre que eu perguntava sobre o papai, não fazia muito sentido, mas agora sei por que. – Não há um dia em que eu não me culpe por você crescer longe de mim... e por Layla ter...—Pai... – eu o interrompi e fui até ele, o abracei forte, perdoando seus erros. – você poderia ter impedido a mamãe, sim... você tem culpa por ela ter ido embora, mas mamãe também poderia ter sido mais compreensível com você, e ambos poderiam ter esperado que eu crescesse e decidisse se eu preferia conhecer outros lugares ou se estava satisfeita aqui.... e.. você não tem que se culpar pela morte da mamãe....Meu pai me abraçou forte, fazia muito tempo que eu e ele não nos abraçávamos daquela maneira, sentindo o que o outro sentia, nos permitindo dar uma segunda chance, eu entendia sua dor pai, embora eu entenda um pouco sobre a depressão escondida da mamãe, ela ainda o amava, vocês se amavam e se forçaram a viver longe um do outro.—Me desculpe minha filha... – meu pai começou a se desculpar. – Eu fui egoísta em deixar que vocês duas saíssem sozinhas daquela maneira... me perdoe.. eu poderia ter ido junto, poderia ter sacrificado minha vida aqui por vocês...—Mas talvez você seria infeliz longe daqui, mesmo com a gente... – eu argumentei. – Pai, aconteceu, não tem como mudarmos o passado ou ficar imaginando como poderia ter sido... agora eu estou aqui, temos uma nova chance de viver juntos... a mamãe não está aqui agora, eu sinto, você sente, estamos tristes, eu estou acabada por dentro... mas infelizmente temos que aceitar isso, mamãe morreu devido a falta de remédios que nem eu mesma sabia que ela tomava...—Eu li na carta, o advogado me contou. – meu pai começou a limpar as lágrimas. – Só quero que você seja feliz.—Eu vou ser feliz, eu prometo que vou... já está começando... conheci pessoas legais... estou com você... eu vou ficar bem.... e o senhor? – eu pedi.—Desde que você esteja aqui, onde eu consigo ver que está bem e feliz, eu ficarei bem. – ele respondeu sorrindo.Eu sorri pra ele, estava acontecendo Cana, eu estava me reconciliando com meu pai, conforme você previu, e embora eu esteja feliz com isso, também estou triste em saber que mamãe e papai ainda se amavam e viveram separados por uma vida por minha causa, e nem vão ter a oportunidade de se reencontrar pra esclarecer isso.Mamãe viveu infeliz, sozinha e depressiva achando que eu teria um futuro melhor em Era, se ela soubesse que eu estou feliz aqui com o papai, talvez as coisas tivessem sido diferentes, pela história do papai, mamãe fez isso por mim, mas conhecendo-a como conheci, sei que ela fez por ela também, ela gostava de acordar olhando para prédios, talvez ela estivesse enjoada de ver a plantação de milho do papai. Entendo agora por que ela não queria falar sobre ele ou deixar que eu o visse, eu poderia mudar de ideia, poderia querer morar em Magnólia e jogar meu futuro no lixo.
Notas finais
Pessoal, eu postei dez capítulos de uma vez ok? Não pensem que acaba aqui, vou continuar a história, semana que vem, posto mais capítulos ;)
Obrigada a todos que estão acompanhando. Bjs
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