Magicians

3 O Pedido de Ragnar


Notas iniciais
Boa leitura

Oliver começou a abrir os olhos aos poucos. Estava jogado no chão, dentro de uma cela totalmente escura e fria, mas as paredes eram belas. Pintadas com um preto fosco, da mesma cor das barras de ferro daquela pequena prisão.

Assustado, ele começou a olhar em volta. Não se lembrava de muita coisa depois de ter encarado Ray. Analisando o local e tentando manter a calma, Oliver se jogou contra o portão da cela, mas assim que encostou uma energia branca o jogou contra a parede. Uma espécie de cerca elétrica, mas em uma porta de cela e uma eletricidade mágica.

Com o coração disparado, ele começou a gritar e chutar a parede, mas em vão. Não tinha ninguém ali e do portão para fora, um breu infinito – não conseguia enxergar nada além de uma escuridão. A única iluminação visível era a do cubículo que ele estava.

Seu coração começou a entrar em sintonia comum quando escutou alguns passos. Aquela sincronia possuía a mesma sonoridade dos sapatos altos de Felicity e isso foi confirmado quando Ashka apareceu.

Ashka: Para de fazer barulho, Oliver. Os outros presos irão acordar. – disse ela, coçando a cabeça.

Oliver: Quem é você? O que eu estou fazendo aqui?! – perguntou, arremessando-se novamente contra o portão, esquecendo o que iria acontecer em seguida. Novamente foi arremessado para trás, deslizando até bater com a cabeça na parede e quase ficar inconsciente. Com dificuldade para levantar e se apoiando na parede, ele olhou para Ashka como se fosse a sua ultima refeição do ano. Olhar de ódio. Seus olhos ficaram brancos, novamente.

Ashka: “Esses olhos. Então a teoria do mestre é verdade.” – pensou ela, colocando a mão no queixo e balançando a cabeça, fazendo com que seu cabelo roxo se desprendesse da enorme lâmina que os prendia em uma enorme trança.

Em silêncio, Ashka pegou a chave que estava no bolso de seu vestido e abriu a porta. Com apenas um olhar, ela conseguiu fazer com que Oliver entendesse que ele precisaria a seguir.

Em busca de respostas, Oliver se viu na obrigação de obedecer. Os dois começaram a andar em linha reta, naquele breu mesmo. Sem conseguir enxergar nada, ele apenas seguia a direção de alguns “por aqui” que ela soltava. Até que a luz novamente surgiu e ao atravessá-la, Oliver surgiu em uma sala com cinco estranhos e mais Ashka.

Oliver: O que está acontecendo? Estou confuso. – sussurrou para Ashka.

Ashka: Sente-se. – ordenou, puxando uma cadeira para Oliver, a qual o deixou de frente para os seis membros daquele grupo.

Sentado, confuso e com o coração disparando, Oliver ficou em silêncio até que um deles o quebrou.

Ragnar: Olá, Oliver Queen. Bem-vindo à Lynchfield, uma das estrelas do céu de Saturno. Ragnar é meu nome e eu sou líder desse grupo, o qual me chama de mestre.

Oliver: Lynchfield? Estrelas de Saturno? Que pegadinha de mau gosto é essa? – Oliver se levantou da cadeira, nervoso e com os olhos brilhando tanto quanto uma estrela. Ragnar ficou impressionado com a quantidade de poder mágico que estava adormecido em Oliver, mas precisou impor respeito àquela mesa, então com apenas uma mão e algumas palavras esquisitas, forçou Oliver a ficar sentado.

Ragnar: Fique em silêncio e continue sentado. Desta forma eu não vou conseguir te explicar a situação. Não queremos o seu mal. Posso continuar? – perguntou, deixando Oliver inquieto, que respondeu positivamente com a cabeça, mostrando respeito e com medo do que tinha acabado de acontecer, já que sentiu um peso sobre seu corpo quando o mestre ergueu a mão.

Oliver: Eu peço desculpas, mas eu não estou entendendo absolutamente nada.

Ragnar: Continuando, a Terra não é o único lugar no universo que habita pessoas, seres ou monstros. Você sabe muito bem disso, já que conviveu com muitos seres alienígenas e de bom coração. Nós, Lynch Six, fazemos parte de um dos esquadrões que protegem nosso mundo, a nossa estrela. E fui encarregado de trazer você até aqui, para te fazer um pedido... Socorro.

Oliver ficou de olhos arregalados quando Ragnar disse que precisava de socorro. Mais confuso ainda, abaixou a cabeça enquanto outro membro começou a falar.

Mival: Você não sabe, mas depois de sua luta contra o Anarquia, você adquiriu um poder que nenhum outro ser do universo possui, a não ser a maior ameaça dele. Um mago negro, chamado Black Energy, habitante de outro mundo domado por todas as formas de magia existentes, de alguma forma caiu em seu planeta.

Oliver: Então não foi um meteoro que caiu sobre mim? Foi um mago negro? É isso que eu estou ouvindo? – questionou, querendo ouvir mais.

Ashka: Sim, Oliver. Quando ele percebeu que você tinha morrido devido à destruição causada por sua queda, ele ficou com peso na consciência. Entretanto, Black de certa forma deu seus poderes a você, mas nós desconhecemos o verdadeiro motivo. Sabemos apenas que remorso é uma causa considerável. Após ter dado seu poder mágico a você, ele faleceu.

Ragnar: Oliver. O universo está sob uma ameaça mágica horrível. Nem Darkseid foi tão ameaçador quanto ela. Merlina, a Deusa da Magia. Ela quer que todos os cantos do universo dependam da magia e dela. Ela quer escravizar o universo. E você é o único que pode deter essa ameaça.

Mival: Você tem o poder mágico do segundo mago mais forte do grupo God 13, formado por Merlina. Corrijo: o antigo segundo mais forte. Temos informação de que ele foi substituído.

Ashka: Eu pretendo te treinar, te fornecer todo o apoio e poder militar para vencermos Merlina. Nós, Lynch Six, a Terra e muitos outros astros que servem de moradia corremos sérios riscos.

Oliver estava ficando louco com toda aquela informação. Não estava acreditando ser tão poderoso assim, já que não presenciou a transfusão de poder que passou. Ele fechou seu punho sobre aquela mesa, fechou os olhos e começou a pensar. Tentou digerir toda aquela confusão, analisando tudo que tinha ocorrido nas últimas horas. Chegando a uma conclusão, Oliver se levantou.

Oliver: Se a Terra está ameaçada, eu vou ajudar. Entretanto, tenho apenas uma condição.

Ragnar: Faremos tudo o que for possível e agradecemos a sua ajuda. Diga-me, qual a condição. – disse o mestre, levantando e fazendo o restante do grupo o imitar.

Oliver: Eu quero que tragam meu grupo até aqui. Felicity, Diggle, Ray, Thea, Quentin, Roy e Curtis. Eu quero todos eles aqui, em Lynchfield, e seguros.

Notas finais
No próximo capítulo, um grande acontecimento marcará o início da jornada de Oliver e seu grupo em Lynchfield. Em paralelo, Merlina começa a desenhar sua trajetória para dominar o universo. Gostaram? Comentem. Compartilhem. Favoritem. Recomendem.