Magical Beings
2 Independência
Notas iniciais
Liz estava entrando na faculdade com um pouco de receio, ela estava muito alegre e feliz com a mudança só seria difícil conviver com pessoas tão diferentes a partir de agora, morar em um alojamento com pessoas desconhecidas e sem a sua mãe pra ir lá e lhe dizer o que fazer sem poder lhe ajudar com a roupa suja ou não poder fazer o seu almoço. Ela suspirou fundo e foi andando pelos corredores que a partir de então começavam a ficar cheios e turbulentos, andar por ali daqui a alguns minutos iria se tornar uma tarefa muito difícil.
O som das vozes das pessoas eram estridentes e irritantes, tanta gente conversando de uma só vez era muito irritante, sem dizer que muitos ali não conversavam e sim gritavam.
A cada passo o coração de Liz ficava mais acelerado e seu medo se apertava dentro do peito mesmo ela dizendo pra ficar calma que tudo daria certo.
Poxa ela era uma menina bonita, longos cabelos pretos ondulados e jogados de lado, olhos grandes e cílios enormes, nariz perfeito e boca carnuda muito bem delineada pelo o seu batom vermelho. Ela não deveria se preocupar tanto, deveria se jogar e aproveitar o momento que seria único na sua vida. Primeiro dia de faculdade, primeiro dia de obrigações, primeiro dia de independência, ela teria que reagir bem a isso, é uma nova fase de sua vida que estaria começando.
Ela então colocou um sorriso no rosto e começou a reparar mais nas pessoas coisa que não estava fazendo antes, pois o seu receio de olhá-las era maior do que tudo, agora o que ela mais queria era olhar e os encarar sem ver medo algum nisso.
O corredor a cada minuto ficava mais cheio e ela a cada minuto via pessoas diferentes, e os estudava de cima a baixo, coisa que ela sempre foi acostumada a fazer, o maior sonho dela era um dia encontrar alguém que tinha uma pulseira como a sua, mais ela já tinha desistido disso, seria impossível, era como procurar agulha em um palheiro.
- Oi menina, posso te ajudar? Você parece meio perdida. – Um menino de olhos puxados, parecendo descendente de japonês a perguntava.
- Ah, oi, — ela deu um sorrisinho nervoso – é que eu sou nova aqui e não sei muito bem o que fazer to um pouco confusa.
— Eu posso lhe ajudar, vem, vou te mostrar o seu alojamento.
Liz nunca se sentiu tão grata a alguém, ela estava com medo de não achar nada ali, era um lugar completamente novo pra ela e estava tão cheio que era difícil achar alguma porta e entrar por ela.
Eles logo foram andando por entre as pessoas e pedindo licença pra passar por elas e empurrando alguns que não ouviam devido ao fone de ouvido muito alto.
Quando conseguiram chegar à porta que dava para o alojamento ela pode respirar tranqüila ao ver a grama verdinha e poder observar o céu bem azul acima de sua cabeça, ela estava rindo com o garoto pela a forma que eles passaram pelos corredores, só que até agora ele não havia lhe falado o nome.
- Ah, me desculpe, eu sou Elizabeth. – Ela estendeu a mão direita onde ficava a sua pulseira. – Mais pode me chamar de Liz.
Os olhos do garoto se arregalaram e ele ficou em choque por algum tempo, até se tocar que Liz continuava com a mão estendida esperando que ele a cumprimentasse e falasse o seu nome.
- Me desculpe, sou Brad. – Ele também estendeu a mão e apertou a dela, deixando a mostra a sua pulseira também.
— V-você, v-voce tem uma p-pulseira que nem a m-minha?
— Sim, eu também sou um ser mágico, ou não tão mágico assim. – Ele olhou pra baixo e ela ergueu o seu queixo.
— O que você é? – Ela perguntou olhando em seus olhos.
— Um vampiro.
— Meu pai também é vampiro.
— Isso quer dizer que, que você também é uma, certo?
O sorriso no rosto de Brad era inevitável, se ela fosse vampira algo poderia dar certo. Pena que esse sorriso não durou muito.
- Não. – Liz deu um sorriso verdadeiro. – Pra falar a verdade nunca descobriram o que eu sou, a minha pulseira ta sem símbolo desde que nasci, por que a minha mãe que é uma ninfa nunca conseguiu ler o meu padrão.
— Ah, entendo. – ele deu um sorriso fechado. – vem, vou te mostrar onde é o alojamento.
Eles foram andando calados, o silencio era torturante, então Liz resolveu falar alguma coisa, ela não agüentava mais todo aquele silencio, era irritante e desagradável.
- Você estuda aqui há muito tempo?
— Um ano só. – ele respondeu sem olhá-la.
— Ah, entendo. – Ela abaixou a cabeça confusa, ele estava sendo tão amigável até agora a pouco, e agora simplesmente tinha mudado. Toda aquela postura de bom moço tinha desaparecido, ele agora parecia frio e chateado com algo, irritado pra falar a verdade. – Olha me desculpe.
— Não é culpa sua, é só que, ah não sei, só fiquei confuso.
— Tem mais pessoas aqui que são seres mágicos?
— Ah, claro que tem, é o que mais tem aqui. – Ele a olhou e sorriu, os olhos dela brilhavam como a lua agora. – chegamos ao seu alojamento, as suas colegas de casa ou quarto ou o que quer que seja isso já devem estar ai. Boa sorte.
Ele saiu andando para o lado de onde eles tinham vindo ela o viu desaparecer por entre as arvores e os caminhos que tinham de lá para cá, respirou fundo e resolveu bater na porta.
- Oi. – uma menina de cabelos loiros e lisos até a cintura atendeu a porta, ela estava com um sorriso muito amigável no rosto. – Você deve ser a Liz né? Nossa nova colega de alojamento?
— Oi. – Liz sorriu com a animação da garota. – Sou sim.
— Entre.
Liz entrou e olhou em volta do alojamento, na sala havia pufs espalhados e um sofá bem arrumado com almofadas que davam uma sensação muito amigável, alguns quadros espalhados pelas paredes e uma tevê logo à frente.
- Nossa isso daqui é lindo. – Liz disse olhando para a garota loira.
— É realmente bem bonito. – Ela sorriu. – Meu nome é Angelina.
— E o meu é Anne.
Uma menina branca, muito branca, quase transparente com os cabelos bem pretos e ondulados com algumas mechas azuis apareceu na porta, sua boca bem feita com um batom vermelho gritante e seus olhos com um delineador preto a deixavam linda.
- Ah, oi. – Liz disse um pouco intimidada.
— Perai, o que é isso no teu braço? – Anne disse e veio andando até Liz, pegou seu braço e encarou a pulseira de embralia. – Vai me dizer que você, também....
Ela não conseguiu terminar o que estava dizendo por que Angelina a interrompeu.
- Não, impossível.
— Eu sou um ser mágico, se é isso que vocês querem saber.
Ela revirou os olhos ao ver que as duas também tinham a pulseira de embralia e que não havia motivos pra mentir, as duas se entreolharam e ficaram calados por um tempo.
- O que você é? – As duas perguntaram ao mesmo tempo.
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