Magic or Music.

1 De: Paraíso. Para: A cara da riqueza


–Porque você faz isso? Porque se interessa tanto por coisas estúpidas de trouxas estúpidos? -alguém resolve me atrapalhar, forçando-me a levantar os olhos do romance entre Annabeth e Percy e parar de prestar atenção na linda voz rouca e grave de Harry Styles.

–Roodney, porque você não cuida da porcaria da sua vida?-digo, forçando-me a permanecer calma, sem armar o maior barraco.

Esse garoto enche o meu saco desde que me viu comprando livros e um celular pela Amazon, uma loja de trouxas. Tiro os fones e olho bem no fundo dos seus olhos de anfíbio.

–Só queria entender porque você lê essa merda- ele diz, tomando o livro da minha mão- e escuta essa merda.- diz, e toma o celular da minha mão.

–E eu queria entender porque tem uma merda ambulânte falando comigo. Fala sério Roodney, eu estou no meio da neve, ao lado do lago negro, na esperança de nenhum estribasfábico vir me perturbar. Volta pro salão da Sonserina e me deixe em paz!

–Ui, feroz. Gosto de gatinhas ferozes.- ele diz, colocando o livro e o celular no chão e pondo as mãos na minha nuca, me puxando para um beijo. Eu pego o meu querido livro e jogo nas partes baixas dele.

–JÁ CHEGA, STEVENSON- grito, pegando minhas coisas e indo rumo ao castelo.

Roodney Stevenson tem o poder de me irritar. Não que seja difícil, mas ele faz isso mais rapidamente. Subo as escadas até o quinto andar e depois, subo as outras incontáveis escadas até dar de cara com a aldraba de bronze em formato de águia. Bato uma vez e a águia diz, com sua voz musical:

"O que pode ser encontrado no estômago do bode e cura venenos?"

Eu a encaro. Cara, essa não foi sua melhor pergunta.

–Bezoar-respondo, entediada.

–Verdadeiro-ela diz e se abre.

Encontro o salão comunal abarrotado de crianças do 1º ano. Vou até o dormitório feminino e deixo todas as minhas coisas, exceto a bolsa mágica, onde guardo as coisas mais importantes. Volto ao salão comunal.

–Barney, as meninas do meu ano ainda estão na advinhação? -pergunto ao irmão da Lily, uma amiga.

–Sim, Luiza.-ele responde.

Saio do salão comunal e começo a andar sem rumo, até que paro na porta da biblioteca. Resolvo entrar e vejo Rafaela, minha melhor amiga, em uma mesa no canto, com um MacBook pro.

–Rafa, se alguém te ver com isso... -digo.

–Relaxa. Eu ganhei dos produtores de Fallen.

–Você fica diva de Luce.

–E você fica diva de Gabbe.-ela diz, me encarando.

–Nem começa, já te disse que eu não quero! Você é doida de ser atriz e bruxa ao mesmo tempo.

Ela revira os olhos.

-O que vai fazer no natal?-pergunta.

-Vou ao Brasil, falar pra mamãe que não volto mais pra lá. E depois volto a Londres pra procurar uma casa e um emprego. E você?

-Chicago, pras gravações do Filme.

-HEY, você não pode se mudar pra Londres? Comigo? Hein, por favor? — digo, fazendo uma carinha de cachorro pidão.

-Tenho que ver com os caras de Chicago. Pensa bem, se você se mudar , poderá fazer a Gabbe nas férias. Vamos lá, por favor.

A encaro. Estou prestes a gritar, quando uma menina da Lufa-Lufa adentra a biblioteca, toda descabelada. Ela é morena, baixinha e seu cabelo é preto e volumoso. Marina, uma das minhas melhores amigas. Rafaela ri, quando vê a cena.

-O que foi?- Rafa diz, entre as risadas.

-Aquele idiota do Roodney Stevenson! Ele veio falando mal do povo da Lufa Lufa, de One Direction e de Mortais e depois ainda tentou me beijar. Bem, é claro que eu dei um soco nele, mas Filtch viu e eu sai correndo.

-Amo mexicanas-digo, pois ela nasceu na Cidade do México, mas se mudou pra Paris aos 3 meses.- Bate ai, colega.

Nós batemos as mãos e Rafaela nos olha, vermelha de tanto rir.

-Que foi , menina? — pergunto, começando a rir da risada dela.

-Marina se fudeu- ela responde, apontando pra duas meninas da Sonserina, que vem em nossa direção. Duas das prostitutas particulares do Roodney.

-Vocês vão pagar!- a menor diz.

-Ah, Charlotte, vai dar pra ele que melhora.- Rafa diz.

-Charlotte, Mary, Roddney está te chamando!- uma voz vem de trás delas.

Reconheço a voz de Alex, uma menina da sonserina que anda com a gente. Quer dizer, ela é uma das nossas melhores amigas. Charlotte e Mary saem e ficamos só as 5. Eu, Rafaela, Marina, Alex e Demetria, a menina que está com Alex.

Somos inseparáveis.Dentre todos os alunos de Hogwarts, nós 5 somos as únicas Directioners. Sem contar, que Rafaela e eu somos as únicas Brasileiras. Ser bruxa já é diferente, agora ser bruxa, brasileira e directioner é uma aberração. Gosto de ser uma aberração.

-Aonde vão no Natal?

-Vamos ficar aqui.- Demetria diz, apontando pra Alex.

-Paris- Marina diz.- Não suportaria ficar aqui, sem fazer nada.

-É muito chato ficar aqui no Natal, nunca tem ninguém no salão comunal.-comento

-Pelo menos, seu salão comunal não fica nas masmorras. — Alex diz.

-Pelo menos, Alex, você tem a Demi. -Rafa diz.- Os grifinórios me acham estranha.

A tia gorda da biblioteca vem a nos manda calar a boca.

-Gente, tive uma idéia.-murmuro- vamos à Hogsmeade. — eles balançam com a cabeça positivamente, e conto como descobre a passagem da bruxa de um olho só.

+

-Acho que ela bebeu demais- Alex sussurra, quando vê Rafaela cambaleando e cantando pagode, na direção da DedosDeMel. -Vamos Lu, o feitiço da desilusão.

-Porque eu?- reclamo.

-Você é a melhor de nós em Feitiços. Anda. — Demi diz.

Balanço a varinha de Mogno e pelo de Unicórnio sobre todas as meninas. Quando lanço em Rafaela , ela começa a rir.

-Quieta — sussurro e lanço em mim.

Pego a mão invisível de Rafa e todas nós entramos na loja. Alex, Demi e Marina vão para o porão, Rafaela esbarra em uma prateleira e eu a ajudo a se levantar. Puxo-a para dentro do porão e ela começa a balbuciar chingamentos.

Durante todo o caminho de volta ao castelo, Rafaela tropeça e tenta cantar uma música que era pra ser Live While We're Young e eu tento ajudá-la a andar em linha reta. Subimos o escorregador de Pedra e saimos da escuridão.

Rafaela está totalmente bêbada. A prova disso é que ao ver a estátua da bruxa de um olho só, ela a abraça e berra:

-OLÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA VOVÓ!!!!!!!!! TEM BOLO?

-EI , O QUE ESTÃO FAZENDO AI? -Filtch, o velho moribundo, grita. As meninas correm, mas Rafaela cai e nós ficamos pra trás. O feitiço se foi.

-É PROIBIDO DEMONSTRAÇÕES PÚBLICAS DE AFETO À ESTÁTUAS AGORA, FILTCH?-grito de volta, correndo com rafa.

+

Natal, NOM'S, procurar um apartamento e um trabalho, provas finais...

Tudo isso passou tão rápido...Estou no trem voltando a Londres.

-Luiza,- Alex diz.- onde encontrou o mapa?

-Que mapa, menina?

-Da terra do nunca que não é né!! O mapa do Maroto.

-Aah. Bem, vocês sabem que meu pai conhece o Harry Potter, né? Então, quando recebi a carta, ele foi até a casa do Harry pedir orientações sobre a escola, então Harry me deu o mapa e a capa da invisibilidade.

-Na terceira semana de férias, vamos nos mudar pra Londres- Demi diz, apontando pra Alex. Aquelas duas são inseparáveis.

-Gente, vou dormir. -digo, encostando minha cabeça no ombro de Rafa.

+

Sou acordada por Rafaela quando chegamos na King's Cross. As outras meninas estão inchadas de chorar.Me despeço e começo a chorar também. Rafa diz que temos que ir logo , pegamos nossos malões e saimos do expresso. Lá fora, há uma multidão de pais e alunos.

-Sadie, nossa tutora, deve estar nos esperando.- assim que ela diz, localizo uma mulher que deve ter ,no máximo, 20 anos, segurando uma placa "Junqueira, Peternelli". Ela é baixinha e seu cabelo é loiro com mechas azuis, suas roupas são pretas e ela está vestindo um coturno- SADIEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!

+

-Taylor- Rafa diz, ainda dentro do carro, falando no celular.- Já cuidou dos fãs? Ah, obrigada. Sadie, pode ir.

-Quem é Taylor? — pergunto.

-O nosso segurança.

Credo, eu tenho um segurança.

Notas finais
FELIZ NATAAAAAAAAAAAL
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.