Magic Runes
2 Capítulo 2: Planta Carnívora
Notas iniciais
“Há aproximadamente uma semana antes do início dessa história, uma escola havia sido massacrada por uma maga negra usuária de uma magia de planta mais forte que o comum. Poucos sobreviveram. Enquanto falavam disso ninguém esperava o pior, sinceramente, nem eu achava que aconteceria algo. ” – Dante Gabriel.
Alice e Dante estavam lá, sentados no banco do pátio, enquanto ouviam uns garotos do 8º ano falando da tal maga assassina. Poucos minutos depois o sinal que indicava o fim do recreio tocou, e poucos segundos depois aconteceu, um círculo mágico com coloração esverdeada surgiu, e o círculo era de planta.
Dante e Alice repararam naquilo, mas antes mesmo de pensarem algo um caule verde de planta começou a “brotar” do chão, ele movia rápido e acertou alguma das crianças do pátio, causando instantaneamente a morte delas.
— O-o-o que... – gaguejou Dante incrédulo. E então, todos os presentes no pátio saíram do “transe” e entenderam a situação. O pânico tomou conta da escola, todos saíram correndo alucinados, tentavam sair da escola pelo portão principal, mas não conseguiam. E antes que se esperasse, mais pessoas estavam sendo mortas pelo caule de planta ensandecido.
E do nada, uma risada em meio aos gritos, uma risada insana e psicótica. Dante e Alice procuraram a fonte dessa risada e quando olharam para frente a viram, uma mulher de estatura média, corpo avantajado, longos cabelos verdes e olhos da mesma cor, que brilhavam como se estivessem excitados com toda aquela carnificina. A tal mulher vestia um casaco preto surrado e desbotado, um sutiã verde, ela não estava com camisa. Uma calça preta larga no mesmo estado do casaco, e longas botas pretas. E por fim, em seu rosto estava estampado um grande sorriso sádico.
Dante a olhou assustado – Pl-plan-planta Ca-car-nívora-a. – reconheceu ele.
Tudo o que eles poderiam temer naquele momento estava acontecendo, a mulher que massacrou uma escola inteira estava ali, parada, bem na frente deles. E eles não conseguiam evitar a carnificina que ela estava promovendo. Mas mesmo assim tentavam. Vários estudantes que usavam magia tentavam lutar contra a mulher sádica, mas eles pareciam insetos para ela. Nem mesmo fogo conseguia parar a planta, e com isso mais e mais estudantes foram morrendo.
— Dante, vamos! – puxou Alice correndo para dentro da cantina da escola, Dante estava estático, sem reação.
— Meu deus, meu deus, meu deus. – repetia Alice apavorada sem parar.
Dante estava pensando em algum jeito de parar aquilo, mas o medo e o grito das pessoas fazia ele se perder. Então, como um flash, o garoto de olhos cianos se lembrou de algo que leu nos livros de magia – “Existe uma relação entre os elementos, uns tem mais vantagem a outros e desvantagens também, por exemplo: Relâmpago tem vantagem sobre planta/terra... “ – então sua mente se abriu – “Eu sei o que fazer, tenho que fazer!” – pensou ele. Dante se levantou e andou para frente.
— Aonde você pensa que vai, Dante!? – perguntou Alice assustada.
— Vou resolver o problema. – Dante respondeu, procurando por coragem, mas sua voz era tremula e assustada, ele tremia. Mas antes que pudesse fazer algo, uma mulher parou a sua frente, com a mão estendida, fazendo ele parar. Dante a olhou e disse – Diretora?
A mulher sorriu e falou para ele – Sei que está no sangue da sua família, mas deixe-me tentar cuidar disso. – o nome dela era Cintia Magalhães, ela tinha 36 anos, mas parecia ser mais jovem, usava o seu cabelo cinza preso em um coque, com uma franja solta. Seus olhos possuíam um tom de cinza bem escuro. Estava vestida com uma saia, um terno, e um salto alto, esse último que ela tirou para a luta, ela era um pouco mais alta que Dante.
Ela saiu para o pátio e desafiou a Planta Carnívora, então a luta começou. A Diretora Cintia usava magia de vento, e já tinha prática, pois conseguia escrever as runas sem recitar as magias. O círculo mágico surgiu e um tufão junto. A luta era árdua.
— Espero que ela consiga. – disse Alice assustada.
A luta acontecia, Dante a observava, Cintia tentava, mas não conseguia conter os ataques.
A mulher sádica riu – Você acha mesmo que pode me vencer? Uma mera maga normal? Patético! – gritou ela – Morra de uma vez! CHICOTE PLANTAE! – a mulher gritou o ataque, um círculo mágico surgiu sobre a mão direita, seu antebraço se tornou planta que se esticou e bateu forte contra a diretora.
— Agora já chega! – o garoto de olhos cianos gritou, foi correndo para o pátio. Enquanto corria, uma pequena carga elétrica começou a sair do seu braço esquerdo, sem magia nem nada ele lançou o raio na Planta Carnívora.
Porém, antes de chegar nela, um escudo de raízes se formou em sua frente e a protegeu, mas as raízes queimaram, então a mulher olhou – Um relâmpago normal queimou minhas raízes? – se perguntou ela.
Dante ficou confuso, mas ele então percebeu algo na mão da mulher, uma tatuagem verde, onde no meio havia um círculo mágico de planta/terra. Ele então entendeu o porquê ela chamava a diretora de “maga normal” – Vo-você é uma im-imperatriz. – Dante começou a perder a coragem, mesmo sendo o nível mais baixo das magias sagradas um imperador ainda é muito mais forte que um mago normal.
— Então você percebeu, parabéns. – disse ela batendo palma ironicamente – É uma pena que vai morrer. — ela usou chicote ainda em seu braço direito e o lançou na direção do garoto de olhos cianos. Dante tentou usar uma corrente elétrica para se defender, mas mesmo assim foi lançado pra longe, porém o impacto foi reduzido.
— “Droga” – pensou ele – “vou ter que fazer aquilo, desculpa mãe. ” – Ele, ainda de joelhos, coloca sua mão esquerda no chão, nesse momento um círculo mágico de relâmpago/trovão foi projetado embaixo dele, o círculo era da cor dos olhos de Dante, diferente do círculo convencional, que era branco. A mulher percebeu aquilo, mas Dante já havia iniciado o ritual:
“Eu, mago do relâmpago, que ilumina o céu escuro.
Eu, mago do trovão, que dá voz às nuvens e traz medo à terra.
Eu sou o relâmpago e o trovão, eu sou a luz e a destruição, eu me declaro um guardião. ”
Conforme ele ia falando as linhas de runas iam sendo escritas em volta do círculo. E quando finalizado, havia uma tatuagem no seu antebraço, a tatuagem de Guardião do Relâmpago.
Círculos mágicos de Planta/Terra, Vento, e Relâmpago/Trovão, respectivamente:

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