Notas iniciais
https://youtu.be/LdyNdIueEGI-Vômito da Ness.

P.O.V. Alec.

Ela estava certa, o Mestre Aro já não pensa mais na lei á muito tempo. Eu só nunca tinha reparado isso. Não. Isso é outra mentira. Eu já sabia. Fui responsável por ajudá-lo a massacrar Clãs que sabia que eram inocentes. Fui indiretamente responsável pelo assassinato de Irina Denali. Eu poderia ter feito alguma coisa, mas escolhi ficar calado.

O mesmo com Ellie. Minha ex-parceira que foi pega fornicando com um humano séculos atrás, ela jurou inocência, jurou que não sabia nada sobre o humano nu e drenado deitado em sua cama. E ajudei os Mestres a matá-la.

Então, peguei o telefone da híbrida e liguei para o único vampiro médico do mundo.

—Alô querida, como vai a Itália?

—Sou eu Cullen.

—Alec? O que está fazendo com o telefone da minha neta?

—Ela tá morrendo Cullen. Tem veias horrorosas brotando no corpo dela, por todos os lugares. Nas pernas, braços, tronco, pescoço e está chegando no rosto. O coração está batendo muito devagar. O que é isso Doutor? É contagioso?

—Não. Não é contagioso. Fique onde está, estamos chegando, enquanto isso arrume umas ervas, vou lhe mandar uma lista. Faça uma pasta com essas ervas e aplique nela. E adicione sal á mistura. Se a temperatura dela começar a subir... faça compressas de água fria.

Ele desligou e eu recebi a lista. Eram umas ervas esquisitas, mas consegui achar tudo o que precisava ali mesmo no quarto.

Enquanto preparava aquela coisa, as memórias passavam na minha cabeça.

Flashback On.

Ela me despreza, mas ás vezes é como se gostasse de mim.

—Ei, Cullen?

—O que?

—O que foi que eu já fiz para te fazer me odiar tanto?

—Eu não odeio você. Não gosto de você, particularmente, mas... Alec eu tenho pena de você.

—Pena?

Estávamos no jardim. Ela gostava do jardim, quando estava aqui parecia mais feliz como se houvesse um brilho ao seu redor.

—Sim. Você é refém neste lugar e nem sabe, preso num ciclo vicioso de servidão, ódio e vingança. Olha, eu entendo. Você fez o que teve que fazer para sobreviver. Mas, você não é mais criança ou recém-criado. Todos fazemos coisas das quais nos arrependemos. Só que a maioria das pessoas morre antes que a lista fique embaraçosa.

Era verdade.

—Você se arrepende de algo?

—É claro que me arrependo. E quanto a você?

—É lógico que sim. Mas, eu só tento ser a melhor versão de mim que consigo. Espera, é mentira. Eu sinto as duas coisas. Eu tenho pena de você e ainda assim te odeio. Te odeio por ter ficado olhando enquanto a minha tia era assassinada porque você tinha o Poder para pará-lo, mas não parou. Sabia que ela era inocente daquele "crime" podia ter sido realmente um homem da lei naquele dia, mas só ficou parado lá e não fez nada. Deixou uma inocente ser assassinada na frente das irmãs! De sua família!

Algumas das flores, as que estavam mais próximas de nós... morreram, secaram.

—Queria ver se fosse a Jane na mira do Caius. Ai que eu queria ver. Se ia ficar com aquela cara de paisagem! Você é igual a eles. Nunca pensa em ninguém além de si mesmo. Nunca se coloca no lugar daquelas pessoas. E se fosse a sua família? E se fosse a Jane e não a tia Irina? Mas, você não pensou nisso, pensou? Não. É claro... que não.

Ela estava realmente revoltada.

—É! É estou revoltada. Porque aquilo foi errado e você sabia! Aposto que não foi a sua primeira vez. A mãe delas tudo bem, eu lamento, mas entendo. Ela criou uma criança imortal de verdade. Condenou uma criança inocente á uma vida miserável. Mas, a tia Irina não fez nada daquilo! E nem a gente! Mas, pode esperar... que uma hora o Karma te pega. Algum dia... vai ser a sua vida nas mãos de outra pessoa e do jeito que você é querido... bem, aposto que o seu carrasco vai ser tão misericordioso quanto você! Ele não vai te dar uma segunda chance. Volturi!

Flashback Off.

E agora ela está aqui morrendo nessa cama. E eu estou passando uma gosma verde no corpo dela. Essa híbrida confusa, mimada e marrenta. É. São as palavras que ela usou para se definir. Tive que procurar a última no Google.

Quer dizer briguenta, de gênio ruim. E ela era mesmo.

Flashback On.

Depois de alguns dias, vim com uma oferta de paz.

—Eu trouxe café.

—Obrigado, mas... eu não posso tomar café. Gosto mesmo é de chocolate.

Acho que foi a primeira vez que ela fez uma piada e deu um sorriso perto de mim.

—Pior que foi mesmo.

—Quer parar de ler a minha mente?

—Nem pensar. Você é Volturi, eu não confio em você.

Então, fez um feitiço que transformou o café, em chocolate.

—Obrigado pela oferta de paz.

Ela sentiu o cheiro antes de beber.

—É. Nada de veneno.

—Se eu quisesse te matar não seria por envenenamento.

—Isso implica que não quer me matar?

Perguntou arqueando a sobrancelha. E eu ri.

—Uau! Ele sabe rir. Cuidado ein? Se alguém descobrir você tá fodido.

—Então, tem que ser o nosso segredinho.

—Desse jeito eu penso que é meu amigo.

Disse dando um gole na sua bebida.

Flashback Off.

Eu nunca pensei que sentiria um medo desses novamente. Não me lembro de quase ter sido queimado vivo, mas me lembro do medo.

—O que você está fazendo?

—Tentando salvá-la.

—Porque?

—Porque não?

O Doutor Cullen e sua família entraram quase colocando a porta abaixo. Isabela entrou primeiro.

—Como chegou a esse ponto? Ela nunca tinha ficado tão afetada antes.

—Esse lugar é ruim, Carslile. Muita gente morreu aqui, de formas terríveis. Acho que ela está absorvendo isso. Isso está alimentando sua raiva e consequentemente a magia negra.

—E o que fazer?

—Eu acho que sei um jeito de salvá-la.

—Faremos qualquer coisa, Bella.

—Mas, se der errado só vai matá-la mais depressa. A primeira providência cabível é tirá-la daqui. Quanto mais tempo ela passa nesse lugar, pior fica.

Edward Cullen, carregou sua filha moribunda, inconsciente, coberta de gosma e semi-nua para fora do Castelo de São Marcus. Enfiou-a num Volvo prateado e saiu dirigindo. Eu os segui até um hotel.

Logo, Emmett chegou carregando caixas e mais caixas de coisas.

—E então?

—O pulso dela já está ficando mais forte.

Disse o médico. E a mãe rebateu:

—Aquele lugar amaldiçoado. Eu nunca deveria ter deixado trazerem ela pra cá.

Espera ai...

—Está me dizendo que... O Castelo de São Marcus a estava deixando doente?

—Basicamente. Ela é meio bruxa, pode sentir toda aquela...morte.

As veias começaram a regredir, mas não o suficiente.

—Ela ficou muito tempo lá. Vamos ter que fazer o ritual.

Isabella começou a acender velas pelo quarto inteiro. Ficou de joelhos diante de uma vela apagada e começou a falar.

—Eu sei que nunca fui uma bruxa. Eu sei que sou uma vampira agora e que vocês desprezam vampiros, mas ela é minha filha e é uma de vocês. É uma boa menina, uma boa pessoa. Vocês tem que me ouvir, precisam me ajudar, precisam ajudá-la. Por favor. Não peço como vampira ou bruxa, peço como mãe.

O pavio da vela acendeu sozinho.

—Obrigado.

Então, mais ervas e outra mistura. Essa era mais aguada.

—Carslile enfia numa seringa e aplica nela.

—O que é isso Bella?

—É um ritual de purificação. É o único jeito de salvá-la. Por favor. Não podemos desperdiçar essa chance. As ancestrais me ouviram. Por favor.

—Ela é sua filha.

O Doutor injetou a mistura na neta e então... ela acordou e foi correndo para o banheiro, vomitar. E aquilo com certeza não era vômito normal. Era uma gosma preta que tinha cheiro de algo podre, morto.

—O que diabos é isso?

Um pouco da coisa que ela regurgitou ficou no chão e era uma coisa... gosmenta e negra que... criou espinhos.

—Mas, o que é isso?

Ela passou dias e dias expelindo aquela coisa.

—O que está havendo Bella? O que é essa gosma espinhosa?

—É tudo o que ela absorveu no Castelo de São Marcus. Raiva, medo, dor, desespero, desalento, desconsolo. É a devastação que reina lá.

Ela quase morreu. Mas, aos poucos se recuperou. Porém aquilo ficou na minha cabeça.