Notas iniciais
https://youtu.be/ZQH3pBlyJys-Renesmee fala com Caroline

P.O.V. Renesmee.

A noite foi ótima. Nós dançamos, conversamos e Alec se deu muito bem com os meus amigos. Melhor do que o que eu esperava.

—Então, tenho que admitir que não sabia que você tinha isso em você.

—Isso o que?

—Ser simpático. Tá sempre com aquela cara amarrada, parece que chupou limão.

P.O.V. Alec.

Eu tive que rir daquilo.

—Ele sabe rir!

—Você quer tomar algo comigo?

—Sério?

—Sério.

—Bem que eu queria, mas eu não posso. Prometi para a Caroline que a ajudaria a organizar as coisas da feira hoje.

Essa era a coisa com ela. Estava sempre ajudando alguém, chegava a ser irritante.

—Você não reclamou quando eu te ajudei.

—Tá. E que feira é essa?

—A feira anual. Vai ter comida, bebida, brincadeiras, etc. Eu podia usar uma mãozinha.

—Bem, eu te devo uma.

Quando chegamos haviam vários carros estacionados, pessoas circulando, montando barracas, carregando caixas. Montando equipamentos como uma roda gigante.

E o mais importante de tudo... estava sol. E eu não estava brilhando.

—Eu tinha esquecido de como era lindo.

Estava perambulando pela feira quando eu a vejo sentada com sua amiga.

—Então, e quanto ao cara?

—Que cara?

—O italiano.

—O que tem?

—Vocês estão juntos?

—Não.

—Você é a afim dele?

Ela respirou fundo antes de responder.

—Essa é uma pergunta complicada.

—Talvez seja para melhor.

—Não é para melhor, Caroline nada disso é pra melhor.

Vi a híbrida revirar os olhos.

—Sabe que o Mestre vampiro te quer morta certo?

—Não me diga? Eu sei que Aro está planejando alguma coisa, só não sei o que é. E honestamente? Estou com medo que o Alec tá aqui á mando dele.

—Tipo um espião?

—Exatamente.

Uma humana que sabe sobre vampiros? Isso é contra a lei. Então ouvi o barulho de tiros sendo disparados.

—Ouviu isso?

—É. E isso não é sangue humano. Bora lá.

Elas se levantaram e saíram correndo. A garota tinha velocidade sobrenatural. Outra híbrida?

Quando cheguei havia um homem agarrando o pescoço de Renesmee lhe dando uma chave de braço.

—Eu posso acabar com você.

—Quer apostar?

—Sim. Eu quero.

A híbrida rapidamente o dominou.

—Viu? Idiota.

Ela deu lhe um chute no saco.

—Vamos, eles estão lá embaixo.

As duas desceram escadas que davam para uma espécie de cela.

—Para! Não vou deixar você machucar eles.

A policial apontou uma arma para Renesmee.

—Quem mais está com você? Quantos de vocês existem?

—Muitos. E por mais chocante que seja, eu não quero machucar você então sai do caminho.

A policial descarregou a arma nela.

—Já acabou?

—Porque não funcionou?

—Você acha que sabe alguma coisa, mas não sabe.

Então, a loira veio correndo. A mulher humana não conseguia vê-la. Mas, eu podia. Ela tinha presas e os olhos cheios de veias. Alimentou-se do sangue dos outros policiais. Fez um deles de escudo humano.

—Oi mãe.

—Caroline?

A mulher estava chocada.

—Sou eu mãe. Ainda sou eu.

—Não. Minha filha está morta.

Elas começaram a remover as balas dos cadáveres e eles se levantaram e se alimentaram dos guardas que sobraram.

—Mas, que tipo de demônio é você?

—Do mesmo tipo que você. Mesma espécie, raças diferentes.

Uma vampira? Eu nunca vi um vampiro assim.

Renesmee avançou encima da policial.

—Me mate. Me mate logo.

A híbrida revirou os olhos.

—Não vou te matar. Vou só te apagar. Leva um dia para a verbena sair do seu organismo, quando sair... você esquece.

Verbena?

—Liga pra delegacia e fala que tá tudo bem.

Disse a Cullen estendendo o telefone para a mulher.

—Por favor, mãe.

A mulher que estava chorando obedeceu. Disse que estava se sentindo mal e que precisava sair mais cedo do trabalho. As duas levaram a mulher para uma propriedade. Eu entrei, mas a loira ficou parada na porta.

—Não precisa de convite?

—Isso é lenda menina.

—É para você. Ei, Ness... se importa?

Ela fez uma cara de surpresa e desculpa ao mesmo tempo.

—Certo. Desculpe. Entra.

—Ela precisa ser convidada?

—Sim.

Disse a loira passando pela porta.

—Onde está a minha mãe?

—No quartinho com porta de ferro. Peguei a arma dela, ela não está machucada, mas vamos ter que esperar.

Passado o determinado tempo, Ness ia descer, mas...

—Não. Eu vou fazer.

—Ok. Só, me chame se precisar.

P.O.V. Caroline.

Ter que contar para a minha mãe, foi bom. Nós conversamos. Contei tudo para ela e... ela não reagiu como eu esperava.

—O que? Estou te assustando?

—Não. É apenas que... você se tornou essa pessoa incrível, forte, confiante.

—Oh, obrigado.

—Você não precisa apagar as minhas memórias, vou manter o seu segredo. Se está preocupada com os outros, diga a eles que você me compeliu. Eu não vou contar. Nunca faria nada para machucar você.

—Nós conversamos assim. Nunca. E hoje, significou tanto para mim.

—Para mim também.

—Eu sei que posso confiar em você, mas você nunca vai confiar neles. E eles são boas pessoas. Os Cullens. Me ajudaram quando eu não tinha ninguém. Quando eu nem sabia o que tava acontecendo. Eu acordei no hospital e comecei a sentir o cheiro das coisas, de sangue, quando eu bebi... minhas presas saíram, minha gengiva doeu. E o Doutor me achou, me ajudou. Como ajudou muitos outros. Até mesmo humanos.

—O Doutor? O Doutor Cullen, é um deles?

Fiz que sim.

—Mas, nunca encontrei nenhum paciente...

—Eles são diferentes. Tem uma opção que eu não tenho. Podem se alimentar só de sangue animal. Eu tentei isso, mas não funcionou. O Doutor tem me fornecido bolsas de sangue deste então.

P.O.V. Alec.

Então sou espião. Ela andava nervosamente pela sala.

—O que?

—Ela não vai fazer.

Esfregava as mãos na calça, para secar o suor das palmas. Passava-as no cabelo, enfiando os dedos na raiz para tirar a franja do caminho, colocava-o atrás da orelha.

—Fazer o que?

—Compelir a própria mãe. E nem posso culpa-la.

—Compelir?

Ela riu.

—Para o alto escalão da Guarda Volturi, ex-realeza vampira você não sabe de muita coisa né? Camila é de uma raça de vampiros diferente da sua, eles tem habilidades diferentes. Podem controlar mentes, apagar memórias, implantar novas. Infelizmente, eles são fisicamente mais frágeis. Sangram, quebram ossos, mas curam super rápido. Ser vegetarianos não é uma opção para eles, os que tentam viram... estripadores. Se saem no sol sem proteção... eles queimam. E a madeira, as estacas não funciona na gente, mas é real para eles.

—Está dizendo que a baboseira do livro do Drácula é real?

—Algumas coisas. Como as estacas e queimar no sol. Mas, fora isso... eles tem reflexo no espelho, água benta dá até para eles beberem, crucifixos não fazem diferença, podem entrar em igrejas, mas cemitério e as casas de outras pessoas... eles tem que ser convidados.

—Puta merda. Como eu nunca encontrei um deles?

—Você nunca saiu. Nunca socializou.

—O controle mental deles... funciona em outros vampiros?

—Não. Não. Á menos que seja um Original ou eu. Então funciona.

—Um Original?

—Os primeiros da outra raça. Mikaelson's. Como o namorado da Caroline.

—Espera, o que?

Ela fez um aceno de cabeça. Como se dissesse, é.

—Está me dizendo que aquela vampira namora um dos primeiros de sua própria raça e que há mais de um?

—Sim. Mas, o Klaus é diferente. Ele tem uma filha e é um híbrido.

—Como você.

—Não. Oh, não. Ele é o primeiro da raça dele. A magia o fez vampiro, mas ele nasceu lobisomem.

Parei no lugar, incrédulo.

—Espera, o que? Então, o que ele é? Vampiro ou lobisomem?

—Ele é os dois. A Caroline já foi casada, mas o marido dela tomou a cura e eles se divorciaram e ele casou com a minha prima. Não, espera... eles não chegaram a casar só foi a cerimônia. Na hora do fale agora ou cale-se para sempre o Klaus apareceu lá e ela... desistiu.

—Ela largou o noivo no altar?

—Basicamente. Ficou com peso na consciência, mas Stefan deixou ela ir. Porque eles eram melhores amigos mais do que qualquer coisa. Ai teve toda aquela confusão no casamento do Rick e ela ficou magicamente grávida.

—Magicamente.

—Estou falando sério. O Coven gemini magicamente implantou os bebês do Rick na Caroline quando a Jo morreu. Ela morreu vestida de noiva. Assassinada pelo irmão gêmeo.

Puta merda!

—Coven? Coven de bruxa?

—E de que mais? Um grupo de vampiros é um Clã, grupo de bruxos é um Coven. Mas, o Stefan e minha prima já morreram. Mas, tiveram um bebê que agora é uma adolescente.

—Isso dava uma novela.

Ela riu.

—Capaz que dava.

—Se o híbrido teve um filho... o que esse filho é?

—Filha. Hope Mikaelson, a primeira Tri-híbrida e única do mundo. A mãe dela faleceu ano passado. Um grupo de vampiros extremistas obcecado com matar híbridos e manter a pureza do sangue a sequestrou e ela se sacrificou para salvar a filha.

—Caramba! Como eu não sabia disso? Como os Volturi não sabiam disso?

—Vocês se acham muito espertos, muito importantes, muito, muito. Mas, é fácil trolar vocês. Tão fácil que eu quase fico com dó. O Mestre Aro sabe é de nada, inocente.

Disse ela rindo. Debochando da cara de Aro.

—Bem vindo ao submundo mané.

Ouvi os passos subindo.

—Oi.

—Oi. Eu...

—Você não a compeliu. E eu entendo. Respeito isso, mas não quero que a minha família acabe pega no fogo cruzado. Sendo punidos por um crime que eles não cometeram.

—Você entrou na minha casa.

—E? Nunca matei, nunca roubei. Nem um grão de arroz. Todos os seus móveis, suas coisas. Tá tudo lá. Eu já matei uns vampiros, mas nunca um humano. Espero nunca fazer isso, mas se acontecer, aconteceu.

—Caroline me contou o que fizeram por ela. Um vampiro médico. Agora eu já vi tudo.

—Você ficaria surpresa. Contou para ela sobre...

—Eu sei sobre o Klaus. Eu estava lá no dia do casamento. Mas, se você é vampira, como ficou grávida?

—Magicamente.

—Josie e Lizzie...

—Não. Elas são bruxas mãe. Bem, ainda não acredito que se passaram dezessete anos desde aquilo. Como eu... Você me compeliu. Por isso não tenho noção de tempo.

—É.

Ser capaz de controlar mentes. Isso é altamente valioso.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.