Magic And Vampires
37 Capítulo 37 – Some Secrets Never Die
Notas iniciais

Era segunda-feira, quase uma da tarde quando Rebekah e Ashley voltavam de um dia cansativo de provas da escola.
— Eu ainda acho que nós devíamos comemorar a ida daquela chata! – falou Rebekah estacionando o carro e frente a sua casa.
— Não é para tanto e eu não quero saber de beber tão cedo! – fez careta ao descer do carro. – Eu não me lembro de nada, mas pelo o que vocês me falaram eu paguei o maior mico. Que vergonha! – colocou a mão no rosto.
— É pagou, mas você não precisa encher a cara novamente. – disse olhando para Ashley que estava mais sua frente. – Por favor, Ash não negue isso a mim e a Alisson, nós aturamos a Carmel durante um bom tempo. Nada mais justo do que comemorarmos a ida dela, nem que seja com uma festa do pijama.
— Tudo bem! – rendeu-se. – Festa do pijama então.
— Yes. Vou mandar uma mensagem para Alisson. – falou empolgada enquanto começava a digitar no seu celular.
Ao chegar à varanda, Ashley pode ver um papel no chão em frente à porta.
— O que é isso? – perguntou abaixando-se para pegar o envelope do chão. – Está destinado ao Klaus, mas não tem remetente.
Rebekah olhou para o envelope na mão da amiga e depois abriu a porta da casa.
— Fala serio quem é que manda carta nos dias de hoje? – falou largando sua bolsa na mesinha de canto.
— Sei lá, de repente a pessoa não tem celular, ou computador ou não conheça uma lan house. – riu.
— Sabe que até me bateu a curiosidade agora. – disse olhando novamente para o envelope na mão de Ashley.
— A curiosidade matou o gato sistah. – apareceu Klaus na sala.
— Oh, é para você. – falou Ashley indo até o hibrido.
Klaus arqueou a sobrancelha assim que a garota lhe entregou o envelope.
— É uma cartinha de amor que eu fiz para você há um tempo atrás, mas que só estou tendo coragem de lhe entregar agora. – brincou fazendo com que Klaus sorrisse enquanto abria e lia o conteúdo que havia dentro do envelope.
Conforme Klaus ia lendo a carta, seu semblante que antes estava com um sorriso começava a ficar serio.
Ele amassou um pouco o papel e bufou.
— Elijah. – gritou olhando para o andar de cima esperando o irmão aparecer.
— O que aconteceu? – perguntou Rebekah preocupada.
— O que aconteceu? Estou esperando o nosso irmão dizer! – ele então olhou para Ashley. – Para o seu bem, eu espero que não esteja envolvida nisso. – Elijah! – gritou mais uma vez.
Ashley arregalou os olhos.
— Nisso o que? – perguntou, mas Klaus não a respondeu.
— Que baderna é essa? – perguntou Kol ao descer as escadas com Elijah. – Não se pode nem mais jogar vídeo game tranquilamente nesta casa!
— Qual o motivo da gritaria Niklaus? – perguntou Elijah calmamente.
— Isso! – falou entregando a carta para o irmão mais velho. – Você quer me explicar.
Elijah pegou a carta e começou a lê-la.
Querido Niklaus,
Venho por meio desta carta lhe dizer que há um traidor entre vocês.
Se passou por boa moça, conseguiu sua confiança e de seus irmãos – até chegou a fisgar um deles – pobre Kol achando mesmo que ela estaria apaixonada por ele, quando somente se aproximou por puro interesse, apenas para ficar mais perto de seu inimigo – sim, você – para que no momento certo pudesse dar o bote.
Caso a danadinha já tenha fugido, pergunte para o nosso original de terno. Ele sabe o motivo da vingança... Já que ele a salvou quando tudo aconteceu.
Obs: Se eu fosse você desconfiaria da bruxa também, afinal as duas vieram juntas para Mystic Falls...
X.O.X.O K.P
— Katherine... – sussurrou Elijah ainda olhando para a carta que agora foi arrancada de sua mão por um Kol curioso. – Niklaus – falou olhando para o irmão.
— Estou esperando. – falou o encarando.
Antes que Elijah pudesse começar a explicar, Kol falou:
— Eu não acredito que ela fez isso comigo. – irritado, largou o papel no chão e com sua velocidade vampirica, saiu da mansão.
— Vocês querem falar quem fez o que? – gritou Rebekah.
— Sua amiguinha, estava armando contra mim. – explodiu Klaus. – E pelo visto o nosso querido irmão sabia!
— Niklaus, não é bem assim. Deixe-me lhe explicar. – falou calmamente.
— Não brotah! Quer saber prefiro ouvir da boca da própria Alisson para depois poder lhe arrancar o coração. E quanto a você Elijah, aposto que lhe deixar dormindo por algumas décadas, quem sabe séculos fará você aprender a não ficar contra mim. – ameaçou Klaus aproximando-se de Elijah. – E isso acontecera logo depois que eu matar a sua queria pupila. – sorriu maldoso.
Ashley que estava horrorizada com aquilo se pronunciou.
— Klaus... – ela não pode nem terminar de falar, pois ele avançou-se nela.
— Foi por isso que você veio a Mystic Falls não foi? Para ajudar sua amiga a se vingar de mim. – além de fúria, Ashley pode ver magoa no olhar do hibrido.
Ashley de olhos arregalados mexia sua cabeça em negação.
— Eu juro que não sabia de nada Klaus, eu nem ao menos sabia que você estava aqui... E deixe-me falar com a Ali, tenho certeza que tudo isso não passou de um mal entendido.
Klaus riu sem humor.
— Para o bem da sua amiga, é melhor que seja. – sorriu debochado indo em direção a porta.
— Niklaus, espere. Eu não vou deixar que você faça mal aquela garota!
Klaus parou e virou-se, olhando para Elijah com seu sorriso sínico, foi até ele.
— E você ainda vai continuar defendendo ela? Acho que ao invés de séculos, milênios será melhor brotah.
— Nik, calma! Você não pode empalar nosso irmão por algo besta.
— Algo besta Rebekah? – vociferou-se. – O nosso irmão esta contra mim, ele sabia de tudo e nunca falou nada...
— Desculpem por isso. – falou Ashley saindo correndo da mansão.
Em meio à discussão, os Mikaelson não viram que Ashley havia lançado um feitiço na casa, do qual eles ficariam aprisionados na mesma até o por do sol.
Ashley ligava desesperadamente para o celular de Alisson que não lhe atendia. Ela rezava também para que Kol não tivesse encontrado sua amiga ainda. Sem pensar duas vezes, Ashley pegou o carro de Rebekah e foi até a casa dos Salvatore; já que Alisson ainda dormia por lá.
***
— Então é verdade! Você só estava comigo para se aproximar do meu irmão? – perguntou furioso enquanto encarava Alisson que o olhava com pânico. – E ainda por cima estava com esse cara o tempo todo? – olhou para Damon que estava mais atrás. – Como você pode sua va...
— Hey! – intrometeu-se Damon. – Pense bem no que você vai falar para não se arrepender depois.
— Não se intrometa Salvatore. Minha conversa ainda não é com você. – vociferou.
— Kol me escuta, eu posso lhe explicar tudo! – falou Alisson se aproximando dele.
— Explicar o que Alisson? Eu já entendi! Você realmente só se aproximou de mim por interesse e ainda por cima era amante desse cara. – falou olhando para Alisson e apontando o dedo para Damon.
— Fazer o que se elas não resistem a mim! – Damon falou com sorriso provocativo no rosto.
— Damon! – Alisson o repreendeu.
Kol virou-se furioso para o vampiro de olho azul.
— Tudo bem Salvatore, me resolvo com você primeiro!
O original pegou a primeira cadeira que viu em sua frente e a quebrou, pegando uma parte pontuda para fazer de estaca.
Com sua velocidade vampirica correu até Damon, mas antes que ele pudesse fincar a estaca no outro vampiro, Alisson foi correndo até ele e o segurou pelo braço.
Kol olhou bravo para ela e a jogou para o outro lado da sala, fazendo com que a loira batesse na parede e caísse ao chão. Logo voltou sua atenção para Damon que aproveitou para lhe dar um soco na cara e lhe empurrar em seguida.
O original levantou-se e foi correndo em direção a Damon que já o esperava posicionado para brigar. Ambos com suas faces transformadas e seus dentes amostra partiram para cima um do outro, derrubando tudo o que estava em suas voltas.
Abajures e garrafas quebradas, mesas e cadeiras viradas, quadros iam caindo ao chão conforme a força que um vampiro jogava o outro na parede. Alisson gritava desesperada, por mais que ela tentasse separar a briga, ambos os vampiros eram mais fortes do que ela, ela não tinha muito que fazer.
Kol agora prensava Damon contra a parede. Com uma mão segurando o pescoço do vampiro de olhos azuis e com a outra mão segurando a estaca, o original falou:
— Suas últimas palavras.
— Vá se ferrar! – disse Damon com um pouco de dificuldade.
Kol já estava pronto para cravar a estaca no peito de Damon quando sentiu uma dor insuportável em sua cabeça. O vampiro colocou as mãos na mesma e aos poucos foi se abaixando segurando-se para não gritar de dor.
— Damon, saia daqui agora! – ordenou Ashley com o braço esticado e com a mão aberta enquanto segurava Kol com seu feitiço. – Agora! – mandou novamente ao ver que o rapaz não havia saído do lugar.
Ainda ajoelhado e com as mãos na cabeça, Kol olhou para Ashley e riu sem humor.
— É claro que você sabia disso... E ainda se dizia minha amiga.
O coração de Ashley apertou. Ela realmente ficou triste ao ouvir aquilo do rapaz. Ela adorava Kol e era sim amiga dele. Nunca foi sua intenção enganar o garoto, mas Alisson era sua amiga também e ela não podia lhe dedurar.
— Desculpa Kol! – falou sentida enquanto abaixava a mão e o livrava do feitiço.
Ele deu uma última olhada nas garotas e com sua velocidade vampirica foi embora.
As duas se olharam; e Alisson foi ao encontro de Ashley.
— Ainda bem que você apareceu. – a abraçou. – Acho que Kol teria matado a Damon e a mim.
— Você esta bem? – perguntou preocupada. – E como ele soube que você estava aqui? – perguntou Ashley abraçando a amiga de volta enquanto olhava para o local que estava praticamente destruído.
— Estou! Foi aquela vaca da Elena que contou para ele. – disse com raiva.
— Elena?
— Sim. Deduzo eu que ele deve ter ido até nossa casa e como eu não estava, foi me procurar por aí e acabou encontrando a Elena que abriu o bocão e disse que eu estava morando com os Salvatore.
— Pode ter sido a Katherine também não? – perguntou olhando a amiga. Elas se soltaram e foram se sentar ao sofá.
— É talvez tenha sido ela, mas tanto faz! Eu quero matar essas malditas duplicatas.
— Ali – falou Ashley segurando a mão da amiga. – Me diz o que aconteceu? Por que você quer se vingar do Klaus? Ele está furioso, mais ainda do que o Kol e... Sobrou até para o Elijah!
— Droga! A ultima coisa que eu queria era que o Elijah se prejudicasse. – suspirou e logo arregalou os olhos. – O Klaus, ele pode estar a caminho... Ele vai me matar! – disse desesperada.
— Calma! Eu lancei um feitiço na casa deles e eles só poderão sair assim que o sol se por, então nós temos um tempinho até lá.
Alisson ficou em silencio e olhou triste para a amiga.
— Você promete que não vai ficar com raiva de mim? Eu já devia ter te contado isso há muito tempo atrás... Eu... Eu meio que te enganei Ashley. – mordeu levemente o lábio.
— Como? – perguntou curiosa e confusa ao mesmo tempo. – E tudo bem, eu prometo não ficar com raiva de você! Agora me conte tudo. – Ashley falou e Alisson assentiu.
— Muitas coisas que eu falei sobre mim não são verdade, eu apenas inventei para não ter perigo do Klaus descobrir quem eu realmente era; como meu sobrenome, por exemplo... Vou lhe contar a historia desde o inicio.
FLASHBACK:
São Diego – Califórnia 1912
Era uma calorosa noite de verão e minha família se encontrava na sala de estar enquanto esperavam o jantar ser servido e um convidado em especial chegar.
Provavelmente meu pai e irmão conversavam sobre política, enquanto bebiam uma dose de whisky. Já minha mãe, irmã caçula e cunhada deveriam estar falando sobre moda ou quem sabe sobre o novo membro da família.
Eu ainda estava em meu quarto terminando de me arrumar, me olhava ao espelho admirando o lindo vestido de tecidos finos e leves que vestia. De cabelo e maquiagem já feitos, só faltava esborrifar um pouco de meu perfume preferido e estaria pronta.
Ouvi então a campainha tocar! Logo pensei que fosse meu futuro noivo com meus futuros sogros. Eu estava tão feliz, afinal não era todo o dia que uma garota ficava noiva do homem que ama... Mas minha felicidade durou pouco.
Comecei a ouvir gritos de horror vindo do andar de baixo, logo fui correndo ver o que era. Estava a poucos metros de distância da sala de estar quando paralisei ao ver a imagem de minha família jogada ao chão todos cobertos de sangue. E lá estava ele: alto, cabelos loiros, vestindo um elegante terno e de costas para mim enquanto mordia o pescoço e se deliciava do sangue de minha irmãzinha.
Eu estava paralisada, não conseguia sair do lugar, certamente eu seria sua próxima vitima até que fui arrastada por uma das empregadas para o escritório de meu pai onde havia uma passagem secreta.
Obviamente a besta havia ouvido os barulhos dos passos, pude ouvir o corpo de minha irmã cair ao chão e logo os passos dele indo a minha direção.
Para a minha sorte, consegui entrar na passagem secreta a tempo, porém minha empregada para proteger-me ficou para trás. Pela pequena fresta que tinha na parede pude olhar o rosto do assassino. Seus olhos eram amarelos, perto dos olhos veias escuras, a boca estava completamente suja de sangue igual o terno que ele vestia, e assim que ele abriu um sorriso, eu pude ver suas presas cravando no pescoço de Matilde.
Eu tinha quase certeza que ele pode sentir minha presença naquela sala. Dando uma olhada ao seu redor, saiu da sala quando escutou a campainha da casa tocar. Mas pude ver o sorriso que abriu em seus lábios ao saber que teria mais vitimas há fazer.
Sussurrei um “não” ao ouvir a campainha e chorando em silêncio, vi ele se afastar. E mais uma vez escutei gritos dessa vez de meu noivo e seus pais. Logo após veio o silêncio.
Já havia passado um tempo e eu sabia que ele já teria ido embora. Com os olhos inchados, decidi sair do esconderijo. Ao chegar à sala de estar, minhas pernas estremeceram fazendo-me cair de joelhos no chão, meus olhos encheram-se da água, e novamente comecei a chorar.
FIM FLASHBACK.
— Ver toda a minha família naquele estado foi horrível Ash! Acho que nunca vou me esquecer daquela imagem. E sabe – riu sem graça. – Ele não teve nem um pingo de pena ao matar uma garotinha de quatorze anos e nem a uma grávida. Minha cunhada, ela estava de três meses.
— Nossa Ali, eu realmente sinto muito por isso. – falou triste pegando a mão da amiga. – Eu jamais imaginaria uma coisa dessas.
— Eu já superei um pouco, isso já não me machuca tanto quando machucada anos atrás. Mas deixe me continuar. – falou olhando para a morena que assentiu. – Quem costumava a limpar as sujeiras do Klaus era o Elijah e foi assim que eu o conheci. – Ainda estava chorando em cima dos corpos de meus pais quando ele apareceu. Claro que fiquei assustada achando que ele me mataria. Mas Elijah foi bem mais compreensível que o irmão e ao invés de me matar, acabou me ajudando. Ele me levou para um bairro mais afastado, acabei me hospedando na casa da família Becker; mesmo com Elijah os compelindo para me "abrigarem" eles eram muito legais e gentis comigo, até me apresentavam como membro da família e como eu já estava com medo do Klaus reconhecer meu sobrenome decidi mudar! E de Baltezam me tornei Becker. – respirou fundo e continuou: – Sempre que podia Elijah ia me visitar, embora fossem poucas às vezes, já que ele temia que Klaus acabasse desconfiando de algo. Certo dia em uma dessas visitas ele me falou que sua família ia mudar de cidade em algumas semanas, e foi ai que eu pedi para que ele me transformasse. De início ele não gostou muito da ideia, mas depois de tanto eu insistir e falar que como vampira eu conseguiria me virar melhor sozinha, ele acabou concordando e me transformou. Até anel de lápis lazuli ele conseguiu para mim. – sorriu. – Ele foi um ótimo tutor.
— Então Elijah é seu criador! – falou pensativa e depois a olhou. – Mas o que aconteceu depois que ele foi embora?
— Eu fiquei mais uns dois anos em San Diego e só fui embora porque Elijah havia parado de dar notícias. Então resolvi tentar achá-lo, mas acabei descobrindo que ele havia sido empalado pelo seu querido irmão. Só fui ter notícias dele anos mais tarde.
— E qual por qual motivo ele prendeu Elijah?
— Elijah me disse que Klaus começou a desconfiar dele, achava que as vezes que Elijah saía para falar comigo, na verdade estava tramando contra ele. Já que Elijah ao invés de falar a verdade inventava desculpas quaisquer. Eu sei que você gosta dele, mas o Klaus é paranóico.
— É, eu percebi isso hoje! Klaus estava possuído! Nunca o vi daquele jeito... Deu até medo. – suspirou e depois olhou para a amiga. – Ali e onde eu entro nessa história?
— Bom Ash quando eu fui para Dalecity, minha intenção era só ficar lá a passeio. Até que eu conheci você!
Ashley a olhou sem entender.
— A Kat sempre dizia para eu tentar ao máximo me aproximar de uma bruxa, tentar fazer com que alguma confiasse em mim. Porque caso a gente encontrasse alguma coisa que pudesse prender o Klaus provavelmente precisaríamos de uma bruxa para nós ajudar e, bem bruxas não são muito legais com vampiros e...
— Então se você se tornasse amiga de uma, ela não veria problema nenhum em lhe ajudar. – completou Ashley entendendo onde a amiga queria chegar.
— Isso... Em todos os lugares que eu chegava, tentava me aproximar de alguma bruxa, mas elas eram sempre muito desconfiadas e nada amigáveis. Até que então eu conheci você... Você estava em um momento horrível e eu acabei me aproveitando disso. – olhou envergonhada para Ashley que prestava a atenção no que a loira falava. – Principalmente quando você descobriu o que eu era! Você ficou deslumbrada afinal era o primeiro vampiro que você conheceu... Só que conforme o tempo ia passando eu acabei me apegando a você, você se tornou uma irmã para mim. Eu pretendia te contar tudo, só não estava tendo coragem para isso. Você me perdoa? – perguntou olhando a morena que encava o chão.
Ashley ficou um pouco chateada, mas mesmo sendo só por interesse, a garota loira sempre foi legal com ela e querendo ou não há ajudou muito com sua recuperação pós morte de Dean e com a partida de seu melhor amigo que havia se mudado para outra cidade. As duas viraram muito amigas e conforme o tempo foi passando elas se tornaram praticamente irmãs. E quem Ashley era para querer culpar Alisson por algo desse tipo? Ela também faria qualquer coisa para vingar sua família. E afinal todos têm segredos.
— Tudo bem. – abriu um pequeno sorriso. – Eu não posso lhe culpar Ali, eu faria a mesma coisa se estivesse em seu lugar.
— Obrigada Ashley. Você não sabe o quanto isso significa para mim. – a abraçou sendo abraçada de volta. – Como eu queria que Kol e Rebekah também entendessem isso.
— A Rebekah pareceu não se importar e o Kol estava de cabeça quente, mas aposto que assim que eu souber de toda a verdade, ele vai acabar lhe perdoando.
— Assim espero. – se soltaram.
— Ali me diz uma coisa... Qual é o seu plano contra o Klaus e o que a Katherine tem haver com isso?
— Bem, eu realmente conhecia a Kat em um baile como havia lhe contado e também a hospedei em minha casa. A pior coisa que fiz, já que foi exatamente por isso que o Klaus matou minha família.
— Ele matou a sua família só porque você hospedou a Katherine? – perguntou incrédula.
— Sim. O Elijah me contou logo após me tirar de casa, porque até então nem eu sabia o que minha família poderia ter feito para ser morta daquele jeito.
— Não sei nem o que dizer. – falou triste olhando para a loira.
— Tudo bem, não precisa dizer nada. – sorriu. – Mas voltando... Era 1940 eu acho quando encontrei com a Kat por acaso. Nós duas nos espantamos quando vimos uma a outra, afinal ambas continuavam com a mesma aparência e nenhuma das duas sabia que a outra era vampira. Mas então eu contei a ela a minha historia e ela me contou a sua, e foi ai que eu descobri que o Klaus havia feito comigo a mesma coisa que fez com ela. E nós duas em um brinde prometemos que um dia daríamos o troco nele. Não importa o tempo que levasse, nós iríamos nos vingar. – disse Alisson levantando-se e andando de um lado para o outro continuou: – Encontros e desencontros foram acontecendo entre mim e a Kat, a gente realmente passava um tempo juntas e depois cada uma seguia seu rumo. – ela parou e olhou pensativa para Ashley. – Acho que foi no final do ano passado que ela me ligou e disse que estava atrás de algo que poderia matar o Klaus ou colocá-lo para dormir, não sei ao certo. E assim que nós chegamos em Mystic Falls e demos de cara com os Mikaelson, eu liguei para a Katherine para avisá-la e ela que teve a idéia de eu me aproximar deles... Só que no fim eu acabei me apaixonando pelo Kol, me apegando a Bekah, o Elijah então nem se fala! Ele sabe o carinho enorme que eu sinto por ele. E o Klaus. – suspiro. – Eu odeio dizer isso, mas eu até comecei a odiá-lo menos. Eu não estava mais querendo me vingar, já havia tirado isso de minha cabeça. Mas ai a Kath começou a me ligar e a me cobrar pela vingança, já que ela havia me mandado o feitiço que poderia acabar com o Klaus. E agora estamos aqui. – deu de ombros.
Ashley levantou-se e ficou em silencio, olhando para Alisson deu um breve suspiro e disse:
— Ai Ali eu estou tentando processar tudo isso... E vai ser bastante complicado conversar com o Klaus, mas eu prometo que não vou o deixar fazer mal algum a você. Até porque o único errado aqui nesta historia é o Klaus e... Eu estou me odiando por gostar dele. – mordeu levemente o lábio inferior.
— Você não tem culpa Ash. – levantou-se Alisson ficando em frente à amiga. – Afinal, nós não escolhemos por quem nos apaixonamos.
As duas sorriram.
— Bom, eu vou lá encarar a fera! Qualquer coisa eu prendo ele de novo e nós arrumamos as malas e fugimos para o México. – as duas riram.
— Obrigada Ash! – falou Alisson enquanto abraçava a amiga.
***
Ashley entrou na casa dos Mikaelson, como não havia ninguém na sala principal e nem na de estar, a garota foi até o escritório do hibrido, o mesmo encontrava-se pintando um quadro, parando para olhar — lá assim que entrou no local.
— Olha quem apareceu. É muita coragem sua após trancar a mim e meus irmãos em casa. – falou voltando a pintar.
— Esse foi o único jeito que eu encontrei de lhe impedir de fazer uma besteira e onde estão Elijah e Rebekah?
— Por hora... Mas seu feitiço não durará para sempre love! – sorriu debochado. – Elijah e Rebekah não estão dentro de caixões se é isso que você quer saber!
Ashley aproximou-se mais dele.
— Por favor Klaus, deixe a Alisson em paz!
— Eu vou deixa — lá em paz love, mas assim que ela me pedir desculpas.
— Desculpas? – Ashley riu sem graça. – A única pessoa que precisa pedir desculpas é você!
Klaus a olhou bravo.
— Qual é Klaus se coloque no lugar dela! Imagina você em sua casa, com sua família reunida no dia do seu noivado, quando de repente aparece um louco psicopata que sai matando cada membro da sua família. E isso tudo porque você sem saber hospedou alguém que ele estava procurando.
— Ele sabe disso Ashley. – apareceu Elijah na porta. – Quem sabe com você pedindo também, meu irmão tenha compaixão por aquela garota. – falava olhando para Klaus que continuava a pintar seu quadro.
— Então Nik, vai nos ouvir e deixar a Alisson em paz ou não? – falou Rebekah ao lado de Elijah.
Klaus não respondeu, ele com seu sorrisinho cínico continuou a pintar o quadro.
— É, pelo visto vou ter que prender vocês aqui por mais um tempo para arrumar minhas coisas e fugir com a Alisson. – dramatizou Ashley e Klaus a olhou.
— Não precisa de tanto drama sweetheart! Eu prometo que não vou matar a queridinha de vocês, mas não digo nada sobre não feri-la gravemente.
— Klaus! – repreendeu Ashley e ele apenas a olhou e sorriu.
Antes que Klaus pudesse falar qualquer coisa, o som do piano foi ouvido do andar de baixo, tocando a musica que atormentou Ashley nos últimos meses.
— Quem está tocado? – perguntou Rebekah e Ashley arregalou os olhos.
— Se nosso irmão não estivesse conosco, diria que era ele. – disse Klaus apontando com a cabeça para Elijah.
— Então vocês também estão escutando? – perguntou à morena.
— É essa musica que você anda ouvindo Ashley? – perguntou Elijah e a morena afirmou com a cabeça.
— Então vamos ver quem é nosso musico misterioso! – falou Klaus indo em direção a porta passando por seus irmãos.
Ao chegarem ao andar de baixo, parando ao lado de Klaus, Ashley paralisou ao ver quem tocava o piano. Ela sabia que dessa vez não era um fantasma, e sim ele em carne e osso.
O rapaz de um metro e noventa que tocava tranquilamente no piano ao notar que não estava mais sozinho na sala, parou de tocar o instrumento e com um grande sorriso cínico nos lábios, levantou-se, virou-se para seu publico, olhou diretamente para Ashley e abrindo os braços disse:
— Olá irmãzinha, não vai dar um abraço no seu irmão? – falou Lucas enquanto olhava divertido para a cara assustada da irmã.
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