Notas iniciais
Olá loves!! Demoramos, mas nem tanto dessa vez. o/ Capitulo novinho, esperamos que gostem!! Beijos e boa leitura :**

Após o almoço, as garotas foram até a casa de Bonnie pegar seus pertences para ir até a clareira. Velas, incensos, athame, sinos, cálices, caldeirão, frutas, bebidas entre outras coisas que elas precisariam já se encontravam no carro, agora era só partir para a clareira e começar o ritual.

Bonnie havia escolhido um bom lugar para fazer o sabbat, no meio da floresta em uma área a qual havia poucas arvores e um lago mais a frente.

— Onde vamos fazer o pentagrama com o altar e a mesa com o banquete? – perguntou Carmel.

Ashley passou os olhos pelo lugar e apontou em direção a uma pedra.

— Acho que podíamos usar essa pedra como altar, ela é grande e meio lisa em cima. E fazemos o pentagrama em torno dela, de um jeito que a pedra fique no centro dele.

— Gostei da ideia. – sorriu Bonnie. – A mesa pode ficar de frente ao pentagrama não?

— Pode ser! – falou Carmel. – Vamos começar então? – as garotas confirmaram com a cabeça.

— Temos que catar pedras pra fazer o circulo, muitas pedras. – Ashley disse desanimada.

— Garotas porque a gente não usa magia? Do mesmo jeito que fizemos penas voarem, podemos fazer pedras voarem... Não deve ser tão difícil assim.

— Carmel, até que você pensa! – brincou Ashley e Carmel lhe mostrou a língua.

As garotas deram as mãos e se concentraram, elas queriam que as pedras flutuassem e firmassem um circulo em torno da pedra grande que serviria de altar e foi isso que aconteceu. Elas viram varias pedras surgindo de lugares diferentes e indo em direção à pedra que elas fariam de altar, as garotas se olharam e começaram a rir, aquilo era incrível, elas adoravam magia.

Assim que o circulo estava pronto, Carmel foi até uma arvore de carvalho arrancar um galho para fazer o pentagrama dentro do circulo. Enquanto isso Bonnie foi arrumando a mesa dobrável que elas trouxeram para colocar comida e bebida e Ashley ficou arrumando o altar.

Sob a mesa havia frutas e alguns vegetais frescos, pães de centeio, patê de ervas, sucos cítricos, vinho, cerveja e hidromel. No altar, Ashley colocou um castiçal com duas velas, uma vermelha para homenagear a deusa e uma preta para homenagear o deus. Colocou também pentagramas (o de sua corrente e os das amigas), um caldeirão, um sino de latão, athames (adagas), incensos de olíbano e mirra, cálices dos quais elas encheriam com vinho quando começassem o ritual, um pequeno prato com sal e uma vasilha que elas encheriam com a água do lago. E como enfeite colocou algumas penas brancas e flores de girassol.

Assim que Ashley e Bonnie terminaram seus afazeres, foram para um canto da mata no qual haviam deixado suas mochilas e sacolas com as coisas que trouxeram, elas pegaram algumas tochas e colocaram perto do circulo para clarear o lugar assim que a noite caísse.

Após terminar o pentagrama, Carmel fez o símbolo de cada elemento dentro do mesmo em cada ponta da estrela. Na ponta principal da estrela a loira havia desenhado um circulo que representava espírito e em cima dele uma vela branca. Na ponta direita, um triangulo de cabeça para baixo que representava água e uma vela azul, na ponta abaixo havia o desenho de um triangulo que representava o fogo e uma vela vermelha, na ponta a esquerda ao lado do símbolo do fogo, havia desenhado outro triangulo de cabeça para baixo, porem esse havia uma listra no meio na horizontal que representava o elemento terra e uma vela verde e na ultima ponta outro triangulo igual ao do elemento fogo, porem esse também havia uma listra no meio na horizontal e uma vela da cor amarela que representava o elemento ar.

Assim que arrumaram tudo, as garotas resolveram colocar seus vestidos e capas, ficariam de pés descalços para ter mais contato com a natureza. Elas ficaram esperando um tempo até que o sol começou a se por, dando inicio ao ritual. Antes de começarem elas encheram as taças com vinho, encheram a tigela com água do lago e acenderam as velas.

As três garotas foram para frente do altar formando um circulo, e com as mãos erguidas começaram a falar:

Angulum Benedictio
O Canto de Benções

Ut virtutes Single
Que os poderes do Único

Et ex omnibus creatis;
A fonte de toda criação;

Absolute omnipotentem, aeternum,
Onipresente, onipotente, eterno;

Dea,
Que a Deusa,

Domina Luna;
A Dama da Lua;

Deus corniger Venator Solis
E o Deus, Caçador Chifrudo do Sol;

Quod spiritus virtutes lapidum
Que os poderes dos Espíritos das Pedras,

Procuratione regni in elementis;
Regentes dos reinos elementares;

Quod super sidera vires terra deorsum, et benedic hoc tempore vobiscum sum, et me.
Que os poderes das estrelas acima da Terra abaixo, Abençoem este lugar, e este tempo, e a mim que convosco estou.

Bright Dei
Deus brilhante,

Rex Deorum,
Rei dos Deuses,

Dominus est Sol,
Senhor do Sol,

Agreste sine magistri;
Mestre de tudo o que é silvestre e livre;

Pater de viris et mulieribus,
Pai dos homens e mulheres;

Domina Luna dea est et protector Wiccans:
Amante da Deusa Lua e protetor dos Wiccanos:

Attende, quaeso,
Compareça, eu peço,

Cum apparatu virtutis solaris
Com seu raio solar de poder

Hic in circulum;
Cá em meu círculo!

Decorum deae
Graciosa Deusa,

Regina deorum
Rainha dos Deuses,

Nocte lucerna
Lanterna da noite,

Creatorem omnium atque agreste liberi
Criadora de tudo o que é silvestre e livre;

Matrem viri et mulieres,
Mãe de homens e mulheres;

Dilectus a Deo et de ómnibus ceratias Wiccans;
Amante do Deus Chifrudo e protetora de todos os Wiccanos;

Attende, quaeso,
Compareça, eu peço,

Cum in potestatem moonbeam
Com seu raio lunar de poder

Hic in circulum;
Cá em meu círculo!

As garotas se aproximaram mais do altar, cada uma cobriu seu cálice com a palma das mãos enquanto Ashley disse:


Vinum et benedic hoc consecro deae nomen est sub divino
Eu consagro e abençoo este vinho sob o nome divino da deusa

Bonnie pegou um pouco de sal com uma mão e com a outra foi até a vasilha e molhou a ponta dos dedos. Ela levou as mãos até o sino de latão deixando o sal e água de suas mãos cair sobre o mesmo enquanto dizia:


Et benedic hoc consecro salsa nomen deae signum divinae. benedictus.
Com sal e água eu consagro e abençoo este sino sob o nome divino da deusa. Abençoado seja.

Carmel acendia alguns incensos e as garotas levantaram os braços para o céu e fecharam os olhos tendo pensamentos agradáveis sobre a Deusa. Carmel fez o mesmo gesto das amigas e disse:


O beatum dea mater terra venter creator omnium, hoc sacer orbis impenditur. Respice in servos tuos, et nomen sanctum tuum invocatum est sub hoc ini-ritualis Sabbat.
Oh abençoada mãe terra, deusa-ventre, criadora de tudo, a ti é consagrado este circulo sagrado. Em teu nome sagrado e sob a tua proteção inicia-se este ritual do sabbat.

Bonnie pegou o sino e o fez soar três vezes e invocou:


Sacra muliebri spiritu aerem, ignem, virgo, pulchra, pulchrum, tellus, auctor vitae, fermentum in, aqua, et in saeculum cognovit, invocato divinae imaginis.
Espírito feminino sagrado do ar, virgem do fogo, bela e formosa, mãe terra, doadora de vidas, anciã da água, sem idade e sabia, eu invoco a tua divina imagem.

Bonnie levou o sino de volta ao altar, Carmel por sua vez pegou o cálice de vinho com as duas mãos e o levou até seus lábios bebendo um pouco dele e o restante derramou a sua frente.


Hanc oblationem, ego vinum benedictum tibi grata deam amoris vitae fecundam.
Eu derramo este vinho abençoado como uma oferta a ti, oh graciosa deusa do amor, da fertilidade e da vida.

Carmel colocou seu cálice vazio de volta ao altar, Bonnie mais uma vez pegou o sino e o tocou mais três vezes enquanto dizia:


Circa medium sole soltício facio tibi in honorem religionis, o dea magna. Confiteamur nomini sancto tuo, et in praesenti. Sicut dies incipiunt arescunt medicande divinum amorem tuum lucidum convalescat.

Com o sol no seu zênite eu realizo este ritual do solstício em honra a ti, oh grande deusa. E em teu sagrado nome eu agora dou graças. À medida que os dias brilhantes começam a enfraquecer o teu amor divino e os teus poderes de cura crescem mais fortes.

Bonnie e Carmel ajoelharam-se diante ao altar enquanto Ashley ascendia mais incensos para oferecer a Deusa, Bonnie continuava com sino na mão e o começou a tocar outra vez. Ashley ajoelhou-se também e deu continuidade:


Benedictus sit a Dea! Benedictus sit a Dea! Divinus perit, est vita. Diua caritatis temporum avertitur orci magna ac renovat sol mundi. Benedictus sit a Dea! Benedictus sit a Dea! Lunam et stellas in diua. Temporum curriculis diua. Quod vita, mors, est regeneratio. Dies, nox est tenebris lucet, et liberum est omnium bestiarum. Amen.

Abençoada seja a deusa! Abençoada seja a deusa! A deusa é vida. A deusa é amor, ela faz girar a grande roda solar que muda as estações e traz nova vida para o mundo. Abençoada seja a deusa! Abençoada seja a deusa! A deusa é lua e as estrelas. A deusa é o ciclo das estações. Ela é a vida, ela é a morte, ela é o renascimento. Ela é o dia, ela é à noite, ela é a escuridão, ela é a luz, ela é todas as coisas selvagens e livres. Assim seja.

Dito isso, as garotas colocaram as mãos no chão e abaixaram o rosto. Ficaram por alguns minutos em silencio, elas podiam sentir que a energia havia mudado, o clima parecia estar mais alegre, calmo, caloroso. As garotas levantaram suas cabeças e se olharam ambas estavam sorrindo.

— Agora esta na hora de fazermos a colheita. – falou Bonnie levantando-se.

— Vocês já sabem que ervas irão colher? – dessa vez foi Ashley que se levantou e logo depois Carmel fez o mesmo.

— Eu ainda não, nem sei quais ervas tem aqui. – Carmel falou enquanto limpava o vestido.

— Tem varias! – disse Bonnie. – É só a gente procurar direito.

Cada uma das garotas pegou uma tocha, já havia escurecido um pouco e não demoraria muito para que a escuridão total tomasse conta do lugar e elas nem sabiam quanto tempo demorariam para procurar e colher as tais ervas. De inicio elas andaram juntas, mas não demorou muita para que cada uma seguisse um rumo diferente na mata.

Ashley parou de frente a uma pedra e tirou um pouco de musgo que havia nela e colocou dentro de um dos saquinhos de juta que estavam em suas mãos.

— Hum... Será que eu encontro camomila por aqui? – falou consigo mesma.

A morena acendeu sua tocha e voltou a caminhar enquanto procurava camomila ou alguma outra erva que servisse.

— Ai! – gemeu de dor. – De quem foi à ideia de não usar sapatos nesse ritual em? Daqui a pouco vou ficar sem pé. – falou após pisar em um graveto no chão. – Bonnie? Carmel? Vocês estão ai? – perguntou ao ouvir um barulho mais a frente na floresta, porem ninguém lhe respondeu.

Ashley colocou a tocha mais a sua frente para tentar enxergar alguma coisa, mas não havia ninguém ali, ou melhor, ela não via ninguém. Ela respirou fundo e voltou a caminhar agora com mais cautela, Ashley observava as arvores de todos os lados de cima a baixo, quando escutou o barulho de graveto se quebrando atrás de si.

A garota virou-se rápido e iluminou o lugar de onde havia vindo o barulho enquanto caminhava ate o mesmo.

— Quem esta ai? Essa brincadeira já perdeu a graça sabia? – Mais uma vez ninguém respondeu.

Ashley encostou-se em uma árvore atrás de si, assim que viu vultos passando a sua frente. De duas uma: Ou são as fadas e gnomos que os bruxos dizem serem visto nesse dia ou é a pessoa que anda infernizando sua vida nesses últimos dias. Mas ela ainda achava que era a segunda opção.

— Porque você não aparece em? Não é corajoso o suficiente para me enfrentar cara a cara?

Ashley sentiu algo tocar em seu braço e deu um pulo acompanhado de um breve grito, ela então se afastou da árvore e começou a dar giros com a tocha a sua frente olhando para todos os lados. – Ah claro, ser invisível é bem mais fácil não é? Seu covarde!

— Ashley você esta bem? – Falou Bonnie preocupada após surgir dentre as arvores acompanhada de Carmel.

— Nos ouvimos o seu grito, ficamos preocupadas, o que aconteceu? – perguntou a loira.

— Nada, não houve nada. – mentiu. – Eu só pensei ter escutado algum barulho, mas devia ser um coelho sei lá.

— Tem certeza? E com quem você estava falando? – perguntou Bonnie preocupada.

— Tenho sim Bonbon e estava falando sozinha, tenho essa mania. – sorriu.

— Já que esta tudo bem, vamos voltar e terminar o ritual? Temos que fazer a fogueira ainda. – falou Carmel.

— Vamos. – respondeu Ashley.

As garotas pegaram o caminho de volta, Ashley ficou um pouco para trás cuidando para ver se teria algum movimento ao seu redor. Algum sinal dele ou dela...

Elas chegaram ao local do rito, estava tudo em seu devido lugar. Antes de voltarem ao ritual às garotas foram até a árvore de carvalho pegar gravetos para fazer a fogueira e Ashley aproveitou e arrancou algumas folhas da mesma colocar no seu saquinho de proteção.

Com a fogueira já feita e acesa elas voltaram para dentro do circulo, e foram para perto do altar e colocaram em cima do mesmo as ervas que cada uma tinha pegado.

— Musgo Ashley? Serio? – perguntou Carmel.

— Qual é o problema? Musgo também é faz parte do ritual sabia?

— Sim eu sei, mais é meio nojento.

— Ai Carmel, para de ser fresca. – riu enquanto pegava um pouco de cada erva e colocava dentro do saquinho de juta. Além do musgo e folhas de carvalho, havia também sálvia, abeto, verbena e alecrim. Bonnie e Carmel fizeram a mesma coisa que Ashley, as três ficarem em silencio por um tempo, despejando mentalmente seus problemas, aflições, doenças, coisas negativas junto com as ervas dentro do saquinho do qual elas queimariam depois para que todas suas preocupações fossem embora. Assim que elas foram terminando, foram colocando seus saquinhos e os colocando sob o altar, não se esquecendo de colocar também um segundo saquinho de juta, porem esse não continha ervas e sim alguma pedra da qual as meninas energizariam para fazer de amuleto mais tarde.

Elas abriram uma roda em volta do altar mais uma vez, deram as mãos umas as outras e continuaram o rito.

Laudate Viridis homo;

Louvado seja o Homem Verde!

Natura spiritus Domini,
Senhor dos espíritos da natureza,

Qui bene ordinat, et super jumenta,
Aquele que dirige sabiamente os animais,

Et lucos, viridi agros addicuntur.
Os bosques e os campos verdes de infinita beleza.

Deum de libertate, fertilitate
Deus da liberdade e da fertilidade,

Luce sacra gyrum terræ,
Circunde de luz a terra sagrada

Longe extra portas Otherworld,
Muito além dos portais do Outro Mundo,

Fae ubi commorantur.
Onde seres feéricos fazem sua morada.

Jucundum ibi,
Para o deleite das almas cansadas,

Rura fecundat voluptas, et omnia regenerat.
Que tudo regenera e fertiliza.

Et quod novum foliis, sacrum
Ser sagrado das folhas novas do carvalho

Nobilis audient vocem reddebat.
Ouça o chamado da nobre druidisa.

Vento mutationis in nobis
Inspire-nos pelos ventos da transformação

Maiorum sapientiae divinae.
Na divina sabedoria de nossos ancestrais.

Honoris et iuris obtrudere veritatis
Faça valer o código da honra e da verdade,

Serva te ab illo cultu.
Preservando junto de ti antigos rituais.

Et ignis accensus est in passionibus
Pelo fogo ardente das paixões

Et liberate vi divini amoris et spes
Resgate o amor e a esperança divina

In animis omnium,
Nos corações de todas as criaturas,

Et aquam puram ac per crystallinum.
Através da água mais pura e cristalina.

Benedicite nobis, ut omnia semper renasci.
Abençoe-nos para que tudo sempre renasça.

Et sic fiat, fiat!
Que assim seja e assim se faça!

As garotas soltaram as mãos e cada uma pegou sua athame que estava no altar e a erguera com as duas mãos falando em seguida:

Sacramentis aestatem summa cano.
Eu celebro o ápice do verão com ritos místicos.

Magna Domine Dei,
Ó Grande Deusa e Deus,

Omnium quidem rerum natura, eo micat
Toda a natureza vibra com suas energias

Infectum et terra calores, et vita.
E a Terra é banhada com calor e vida.

Donec sit amet meminisse;
Este é o momento de esquecer problemas passados;

Tempus autem purificatione.
Agora é hora da purificação.

O sol igneus
Ó ígneo Sol,

Ast quid minus,
Queime o que é inútil,

Quod nocet,
O que machuca,

Malum
O mal,

Et secundum operationem potentiæ virtutis eius,.
Com seu poder onipotente.

Munda me;
Purifique-me!

Elas agora baixaram suas athame na altura do peito, com uma das mãos as garotas pegaram seus saquinhos de juta; os que haviam ervas; e os tocaram dentro do caldeirão que estava com fogo dentro. Assim que os saquinhos começaram a queimar elas falaram:

Sum dea tollit virtutem et Dei:

Eu os elimino pelos poderes da Deusa e do Deus!

Ego vires evanescunt sol, luna et stellae,

Eu os elimino pelos poderes do Sol, da Lua e das Estrelas!

Et interfecerunt illos, viribus terra, ignis et unda,

Eu os elimino pelos poderes da Terra, do Ar, do Fogo e da Água!

Dea bone Domine, Domine Dei misericors,

Ó Graciosa Deusa, Ó Gracioso Deus,

Et per noctem in hoc magicis aestate
Nesta noite mágica de meio verão

Gaudium meum peto portare
Peço que carreguem a minha vida com alegria

Da vires loqui
Ajudem-me a comungar com as energias

Pendent in aere cantata nocte.
Suspensas no ar encantado da noite.

Et honore!
Eu agradeço!

As garotas ficaram um tempo olhando os saquinhos se queimarem. Ashley sentiu um frio na barriga após aquilo tudo, ela só esperava que o único problema dela fosse embora junto com a fumaça das ervas queimando. E caso não fosse embora que desse as caras logo, ela não aguentava mais aquilo.

— Borá comer? Ou vocês preferem pular a fogueira primeiro? Ou fazer os dois ao mesmo tempo? – perguntou Carmel rindo.

— Prefiro a primeira opção. – falou Bonnie largando sua athame sobre o altar. – Já estou com fome!

— Vou apagar as velas do circulo e do altar antes. Afinal o ritual já acabou.

— Bem lembrado Ashley. – piscou Bonnie, que agora seguia Carmel em direção ao banquete.

Assim que terminar a refeição as garotas resolveram pular a fogueira, fazendo até uma pequena competição para ver quem pulava mais longe. Bonnie após pular a fogueira saiu correndo em direção ao lago, Ashley e Carmel se olharam e foram correndo atrás de Bonnie.

Elas nem se importaram em levantar o vestido para não molha-lo, entraram correndo já tocando água uma na outra. Ashley perdeu o equilíbrio e caiu na água, Carmel começou a rir da amiga e a morena para se vingar puxou a loira fazendo com que ela caísse na água também. Bonnie ria enquanto olhava a cena, ela só parou de rir quando viu que as duas garotas se aproximavam dela com cara de “assassinas” ela então começou a correr, rir e gritar ao mesmo tempo.

— Eu não tenho culpa se vocês duas são bocós e caíram na água. – Bonnie falou rindo enquanto fugia das amigas que estavam logo atrás dela.

Ashley e Carmel conseguiram alcançar Bonnie e pularam na mesma, as três caíram na água e começaram a rir.

— Suas vacas! – gritou Bonnie.

E mais uma vez começou a “guerrinha de água”.

Alguns cálices de cerveja e vinho e “ervas” mais tarde, as garotas se encontravam meio “alegrinhas” sentadas em volta da fogueira conversando, Ashley que observava o pentagrama disse:

— Agora que eu notei!

— Notou o que? – perguntou Carmel.

— Que o símbolo do fogo é parecido com a tatuagem que o Klaus tem nas costas. – falou sorrindo enquanto olhava para o desenho do triangulo.

Carmel e Bonnie se olharam, mas foi Carmel que perguntou:

— Ashley como você sabe que o Klaus tem uma tatuagem nas costas?

A garota ficou em silencio por um momento e deu de ombros.

— Sabendo ué.

— Ai, por favor, você não transou com ele! Transou? – dessa vez foi Bonnie que perguntou.

Ashley não respondeu e nem olhou para as amigas, ela mordeu o lábio de leve e começou a fazer desenhos no chão.

— Que nojo! – disse Carmel. – Ela transou com ele. Como você pode? Ecaaa!

— Com o Klaus Ashley? Serio? Justo com ele? Com tantos caras aqui em Mystic Falls e você tinha que transar logo com aquele hibrido! – falou Bonnie anojada.

— Andar com eles já não é algo muito aceitável, agora transar com um deles já é demais! – falou a loira.

— Ai foi só uma vez esta bem? E eu não vejo nada de errado em transar com o Klaus! E vocês querem parar de falar nele.

— Ela não vê nada de errado em transar com o Klaus! – Carmel riu sem humor. – Ashley todo mundo sabe o sujeito que o Klaus é e mesmo assim você diz que não tem nada de errado em dormir com ele?

— Concordo com a Carmel Ash, o Klaus é repugnante, ele não presta! Se ele puder te fazer mal ele vai fazer!

— Garotas, eu sei muito bem o que o Klaus é ou deixa de ser! Agradeço a preocupação, mas eu sei no que estou me metendo! Só peço que vocês poupem a saliva e o tempo de vocês porque falar mal do Klaus a uma altura dessas não vai adiantar nada eu já tenho uma opinião formada sobre ele e se vocês realmente me conhecem, sabem que eu não sou Maria vai com as outras então...

— O hibrido realmente te fisgou Ash! – disse Bonnie olhando a amiga. – Mas prometo que não vou mais tocar no assunto, já que isso lhe incomoda.

— Obrigada! – sorriu de leve para Bonnie.

— Eu só não consigo te entender Ashley! Como você pode se dar tão bem com eles? Vampiros não prestam, eles matam pessoas só pelo prazer de matar. Nos devíamos odiá-los!

— Carmel nem todos os vampiros são assim, claro que tem os que matam por matar, mas tem outros que apenas bebem o necessário e deixam sua presa livre depois... Agora, podemos parar de falar de vampiros? Vamos continuar nossa celebração em paz, ela estava tão boa!

Elas ficaram em silencio por um momento, Ashley levantou-se e foi até a mesa servi-se de vinho, ela perguntou se as outras garotas queriam e então levou a garrafa e as serviu.

— Hey! Eu acho que aquilo é uma fada! – falou Bonnie animada olhando para o céu.
— Onde? – perguntou Ashley e Carmel.

— Ali oh! – falou a morena apontando.

— É mesmo cara! Não acredito uma fada! – falou Ashley empolgada.

Carmel olhou aquele ponto brilhante que voava no céu por um tempo e em seguida falou:
— Garotas, não quero ser estraga prazeres, mas, acho que aquilo não é uma fada e sim um vaga lume!

As três começaram a rir com o comentário de Carmel.

— Bonnie não tem mais das tuas ervinhas? – perguntou à loira.

— Não, já acabamos com todas. – Bonnie disse triste.

— Sabem de uma coisa? – perguntou Ashley. – Eu acredito em fadas!

— Acredito, acredito! – cantarolaram Bonnie e Carmel tirando da cara de Ashley.

— Não, serio! Tipo, se bruxas, vampiros, lobisomens existem... Porque fadas não podem existir?

— Eu acho que elas existem sim, só basta à gente querer ver... Sei lá. –falou Carmel bebendo um gole do vinho.

— Minha avó disse que existem sereias e que elas são bem demoníacas! Nada de Ariel sabe? – contou Bonnie.

— Minha avó também já me disse isso! E disse que elas são bem difíceis de achar, que elas só aparecem ou pra capturar alguém ou pra fazer algum acordo, mas só se for do interesse delas claro. – disse Ashley.

— E que elas são muito feias! Dizem que na hora em que elas estão hipnotizando os homens para leva-los para o fundo do mar, elas soltam um tipo de um feitiço que faz com que eles a enxerguem da forma da pessoa que mais os atrai. – falou Carmel.

— Que vacas! – xingou Ashley. – E porque diabos estamos falando delas mesmo?

— Não sei! – disse Bonnie. – Mas sabem de uma coisa da qual eu gostaria que existisse? Bruxos!

— Bruxos? – perguntou Carmel sem entender.

— Sim, homens bruxos! Eles existem, mas acho que estão em extinção só conheci uns dois até hoje. Seria bem legal se tivessem alguns aqui comemorando com a gente!

— Há que safada! – falou Ashley rindo. – Tem namorado, mas queria estar de sacanagem aqui com outros... Bonbon é fogo. – implicou.

— Não viaja Rockenbach! – falou Bonnie mostrando a língua. – Eu amo o meu Jer, é que seria divertido se tivesse mais gente aqui.

— Claro, claro! – implicou Ashley.

— Ei! Qual de vocês acendeu as velas? – perguntou Carmel olhando para as velas que estavam dentro do circulo.

— Não fui eu! – disse Bonnie.

— Nem eu! – foi a vez de Ashley falar.

— Que estranho. – disse Carmel. – As velas não iam se acender sozinhas! – ela então levantou se e foi até as velas e as apagou. Carmel voltou a se sentar perto das garotas e já começaram a conversar novamente.

De uma hora para a outra o tempo começou a mudar,o vento que estava fraco começou a soprar mais forte, os galhos das arvores começaram a se debater, até o céu que estava estrelado escureceu. As garotas se levantaram assustadas e foram para perto uma da outra e mais uma vez as velas se acenderam e o som de uma risada era escutada de longe.

— Eu to ficando com medo! – disse Bonnie.

— Você não é a única! Vamos dar o fora daqui. – falou Carmel.

Elas estavam prestes a sair do lugar quando um circulo de fogo formou-se em volta delas. Sua chama era alta e de um azul brilhante que dançava com o vento. Elas acabaram ficaram de costas umas para as outras quando o fogo começou a se aproximar, cada vez mais o circulo ia diminuindo de tamanho conforme a proximidade, elas não tinham como escapar.

— Eu não quero morrer queimada! – choramingou Bonnie.

Ashley mais uma vez se sentiu sendo observada. Ela olhava para volta tentando achar a pessoa que estava fazendo isso e se sentiu culpada, pois por culpa dela, ela e suas amigas iriam morrer ali. Olhando entre as arvores, Ashley viu um pássaro negro as observar e ele parecia estar sorrindo? Desde quando pássaros sorriem? A morena ficou o encarando e assim que o pássaro notou que havia chamado atenção de alguém levantou vôo e foi em direção de Ashley.

Ash viu que o pássaro vinha em sua direção, mas ela não tinha para onde ir, nem como desviar, à medida que o pássaro se aproximava maior ele ficava. Assim que seus corpos se encontraram, o pássaro virou fumaça e Ashley caiu desmaiada no chão. O circulo de fogo no mesmo instante se apagou ficando apenas fumaça no lugar. Bonnie e Carmel de imediato se ajoelharam ao lado de Ashley.

~*~

Notas finais
E ai amores o que acharam do capitulo? Meio confuso? o.o Qualquer duvida sobre o capitulo é só perguntar, não se acanhem hiihih Por hoje é isso sweets e não deixem de comentar ;) e leitora fantasmas por favor apareçam! obg. Xoxo :**