Magic
4 A Vampira
Passei o restante da tarde conversando com Lissa, contando a ela sobre o que havia acontecido na floresta. Falei sobre como achei que o lobo tinha olhos racionais demais. Minha prima ficou pensativa por alguns segundos, mas logo em seguida havia aberto seu sorriso, que poderia significar qualquer coisa. Bem, ela me forçou a concordar com sua ideia de esperar nossas tias adormecerem para sairmos até a floresta investigar "essa história de lobos" , nas palavras dela.
E agora estamos aqui, no corredor do primeiro andar, ás duas horas da manha, tentando chegar até a porta sem fazer barulho. O tênis de Lissa eram silenciosos, mas minhas botas deixavam muito a desejar.
— Será que você consegue fazer menos barulho? — Lissa rosnou em sussurro assim que saímos de casa.
— Ah, me desculpe, — devolvi em tom indignado — eu falei que não deveríamos sair para a floresta a noite.
Minha prima revirou os olhos âmbar.
Quando entramos na floresta, seguindo o mesmo caminho que eu havia feito a tarde, comecei a sentir que algo estava errado. Fiquei tensa.
— Lissa. — falei, me surpreendendo até mesmo com minha voz — Vamos embora. Agora.
— Nem vem, Ina. — ela se virou de frente para mim — Não saio daqui sem ver um lob-
Foi o tempo de eu me lançar sobre ela, a tirando do caminho de onde um flash vermelho passou.
— O que?.. — Lissa se forço a levantar, mas a mulher pálida e ruiva era mais rápida e veio em nossa direção.
Sem pensar, fiz um gesto com meu dedo e ela foi empurrada para o lado por uma rajada de vento muito forte. Minha prima se pôs de pé, assim como eu, rapidamente. A ruiva se voltou para nós, embora não avançando. Seus olhos eram vermelhos, da mesma cor que o vinho. Isso só poderia significar uma coisa: ela era uma vampira. Parecia um felino, ágil, rápida e com certeza mortal.
Ela se lançou contra Lissa, e dessa vez não fui rápida o bastante para a desviar, mas Lissa foi. Com um gesto, fez chamas aparecerem ao seu redor e segurou a vampira com magia a lançando longe.
A vampira se levantou; não parecia ferida, mas sim um pouco surpresa e atordoada. Com certeza não sabia o que éramos. Seria bom que ela n~~ao investisse mais em ataques. Eu estava cansada por usar magia sem ter varinha, assim como Lissa. Isso nos esgotava.
— O que são vocês? — ela perguntou, com voz suave de soprano.
— Não lhe diz respeito. — lancei, em voz igualmente suave e fria.
Lissa deu um passo a frente, com fogos nos olhos.
— Como você se atreve a nos atacar? — rosnou.
Temi que ela nos atacasse novamente, e estaríamos sem força para nos defender propriamente.
Mas nesse momento vários lobos surgiram por entre as árvores.
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