Magic
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Sobre a escola? Foi melhor do que eu pensei.
Sobre fantasmas? Bem. Deixa pra lá.
Bem, vou tentar resumir minha aula de educação física. Simplesmente humilhante
mas bem divertida. Humilhante porque eu devo ter levado mais boladas na cara do que qualquer um. Divertida, porque eu sozinho, consegui queimar metade do outro time, inclusive aquele garoto, Vinicius e aquele amigo dele.Quando o jogo acabou, meu corpo doía em partes que eu nem sabia existir.Não liguei de tomar banho com os outros garotos, mas me vesti rapidamente.Saí do vestiário antes de qualquer outro. Segui para o refeitório, que graças a Stelar, eu já sabia aonde ficava.O lugar já estava lotado.O refeitório era grande, com mesas retangulares distribuídas por todos os lados. O balcão de comida ficava no canto esquerdo, perto das portas. Peguei um prato e me servi da comida do dia, macarrão com salsicha. Agora só faltava um lugar.Suspirei aliviado quando Stelar acenou para eu sentar ao seu lado. Caminhei até a mesa e sorri enquanto me sentava.– Então, como foi o jogo? Te machucaram muito? Perguntou Stelar eufórica.– Descobri partes do meu corpo, que eram desconhecidas para mim. — respondi dando uma garfada no macarrão. — Mas queimei metade do outro time.– Isso é bom — disse um garoto sentado a minha frente. Este era loiro, com olhos escuros, seus lábios extremamente rosados, combinavam com a pele clara. — Eles provavelmente vão te querer no time.– O Mitchel esta certo — disse Stelar. — Você talvez seja o novo integrante do time.– E quem disse que eu quero? — dei outra garfada no macarrão.– Pera, você recusaria o convite para participar do Time? — a voz partiu de trás de mim. Não precisei virar para saber quem era. Ignorei a pergunta e continuei a comer.– Posso me sentar aqui? Perguntou Vinicius, já se sentando ao meu lado.~ A dá um tempo, posso nem comer, sem ter um míni infarto?~– Tenho que responder? — virei a cabeça para ele e franzi a testa.– Poxa, pensei que já estivéssemos virando amigos.– Sério? Perguntei fingindo um sorriso. — Mal trocamos algumas palavras.– E não é assim que se começa grandes amizades? Perguntou ele sorrindo.~ Para de sorrir, para de sorrir, ahh, inferno~Dei de ombro, enquanto dava a ultima garfada.Alguns garotos do time passaram e lançaram olhares interrogatórios para Vinicius, que se levantou e os seguiu.– Pera, você realmente está dispensando o Vinicius? Stelar perguntou parecendo chocada.– Talvez. Por quê?– Cada alma desse escola, tanto garotas quanto alguns garotos, já quiseram receber pelo menos um "Oi" dele. — disse Mitchel.– Isso — disse Stelar — E você ta tendo essa oportunidade, e esta jogando fora. O que você tem de diferente?– Sei lá — dei de ombro enquanto me levantava. — Pra mim, ele é apenas um garoto normal, como qualquer outro. Agora, podemos mudar de assunto?– Claro — disseram Mitchel e Stelar juntos.– Ótimo.Coloquei minha bandeja no lugar aonde as outras estavam e me dirigi para a porta. Estava quase lá, quando percebi que alguém estava me olhando.Meu olhar cruzou com o de um garoto. Esta era pálido, com cabelos negros que caiam sobre a testa, seus olhos eram de um castanho claro, seus lábios rosados estavam contraídos. Seu rosto estava sério. Ele arqueou as sobrancelhas, como se pergunta-se o que eu estava olhando.Desviei o olhar rapidamente, corando um pouco.– Quem era aquele garoto que tava me olhando? Perguntei quando já estávamos do lado de fora.– Aque é o Ismael. — respondeu Stelar, caçando algo dentro dos bolso. — A família dele, é uma das fundadoras da cidade.– Ah! E isso foi tudo o que eu consegui falar.Entramos na sala, que estava quase vazia....O resto da manhã passou lentamente. O único raio de sol se perdeu em meio a nuvens cinzentas e sobrecarregadas.Me despedi dos meus novos amigos, na verdade, os únicos. Sério, Stelar e Mitchel eram demais. Voltei para casa, pelo mesmo caminho de antes.Os primeiros pingos de chuva passaram a cair assim que eu abri a porta de casa.A casa estava silenciosa e parecia vazia. Subi a escada lentamente.Entrei no meu quarto e joguei a mochila no canto. Tirei a camiseta o tênis, ficando só de calça e meias.Liguei o Xbox e comecei a jogar, enquanto a chuva caia furiosamente do lado de fora.– Ei fedelho — disse Marck abrindo a porta.– O que? Perguntei sem tirar os olhos da TV.– Mamãe e papai precisaram viajar — respondeu ele, sentando ao meu lado.– Por que? E por quanto tempo?– Algo a ver com a casa antiga, e eles não falaram — Marck deu de ombro olhando pra Tv.– Se quer jogar, fala — olhei para ele. Parei o jogo lhe entreguei o outro controle .Ficamos jogando pelo resto da tarde. Nenhum de nós dois falava uma única palavra. Ta, só quando perdíamos.– Chega — disse Marck largando o controle. — Cansei. — ele se levantou e se dirigiu a porta. — Vou pedir pizza, preguiça de cozinhar.– Okay — levantei e desliguei o Xbox.À noite começava a cair do lado de fora, a chuva havia diminuído e não passava de uma fina garoa.Estava preste a fechar as cortinas, das portas da varanda, quando percebi alguém caído no gramado. Abri as portas de vidro e sai pra varanda.
– EI — gritei — Quem é você?Não ouve nenhuma resposta.Me virei e corri para fora do quarto. Desci a escada de dois em dois degraus e disparei porta a fora. Me aproximei do corpo caído, na verdade era um garoto, praticamente seminu, com cortes, que pareciam profundos, sobre a pele. Segurei o riso, isso até seria uma história engraçada, mas deixa pra lá.– Ei — me abaixei ao lado dele. — Você está bem?O garoto murmurou alguma coisa incompreensível. O virei, fazendo com que ele ficasse de barriga para cima. Eu conhecia aquele garoto, era aquele tal de Ismael que me encarou no refeitório. Mas que diabos ele estava fazendo caído no meu gramado? Eu não podia deixá-lo caído, então o peguei no colo. O garoto era mais pesado do que parecia. Mas nada que eu não desse conta. O carreguei para dentro.Soltei o garoto sobre o sofá. Me larguei ao seu lado, arfando de cansaço.– Por que tem um garoto seminu no nosso sofá? Perguntou Marck com a boca cheia.– Ele estava caído do lado de fora, eu não podia deixar ele lá. — respirei fundo. — Ele parece machucado.Marck se aproximou, parando na minha frente.– Ele ta vivo? Perguntou ele confuso.– Sim — estendi o braço, tocando o ombro de Ismael.– NÃO! Gritou o garoto em um surto repentino.Senti meu coração parar por um segundo para logo depois tentar fugir pela boca. Marck pulou para trás, com uma expressão de horror.– Que merda foi essa? Perguntou ele com a voz trêmula.– Aonde eu estou? Perguntou Ismael parecendo atordoado.– É, Ismael né? — o olhei, enquanto tentava acalmar meu coração. — Eu te encontrei caído no meu gramado. Você ta na minha casa. — tentei soar gentil. O que era difícil, com meu coração ainda batendo loucamente. — O que aconteceu com você?– Eu não sei direto — respondeu ele olhando para as próprias mãos. — Só lembro de ouvir vozes dizendo que você não devia ter voltado.Troquei um breve olhar com Marck, que parecia tão confuso quanto eu.– Como assim? Perguntei voltando a olhar para ele. — Quem disse isso?Ismael levantou a cabeça e me olhou nos olhos.– As bruxas originais — respondeu ele quase em transe.Todas as luzes se apagaram, enquanto um vento gélido atravessou toda a sala.– Mas o que é isso? Perguntou Marck.– Não sei. — respondi me levantando.Peguei o celular no bolso e liguei a lanterna. Iluminei a sala. Eu podia ver minha respiração, saindo em forma de fumaça.O barulho da chuva do lado de fora, só deixava tudo mais assustador.~ Daqui as portas abrem e aparece um cara com uma faca, perguntando qual o nosso filme de terror favorito. ~– Vá embora, embora — a voz partiu de todas as direções. Na verdade, era como se centenas de vozes estivessem sussurrando ao mesmo tempo. — Você não pode ficar aqui, aqui, aqui...– Paul, o que é isso? Perguntou Marck se aproximando de mim.– Eu não sei droga. — respondi irritado.– São elas — disse Ismael com a voz trêmula. — A primeira geração.– Tipo os celulares? — Marck e Ismael me encararam. — Ta, péssima hora pra fazer piada.Algo se moveu perto da janela. Apontei a luz naquela direção. Havia alguém parado, com o rosto virado para a janela. O sobretudo parecia antigo e rasgado. A forma tremulizou, sumindo por alguns segundo. – Vocês estão vendo aquilo, não estão? Perguntei em um sussurro.– Se você esta falando do fantasma parado perto da janela, então sim. — respondeu Marck.A forma voltou a aparecer. O rosto virado em nossa direção. Senti meu estômago afundando, enquanto uma ânsia de vomito se formava. O rosto da fantasma, sim era uma mulher, parecia em estado de putrefação, parte do que devia ter sido sua pele, estava podre, juro que parecia que tinha alguns insetos se mexendo sobre ela, aonde deveria estar os olhos, estavam apenas globos vazios. Sua boca parecia ter sido costurada com algo.Ela emitiu um grunhido, que logo se transformou em palavras.– Você tem que ir embora...não devia ter voltado. Vá embora...Ela estendeu o único braço, e avançou em minha direção.Senti minhas pernas falharem, enquanto minha mente se apagava. Então tudo ficou escuro.
Notas finais
Ei pessoinhas. Talvez eu não poste amanhã por causa do ENEM, sim eu estou fazendo. E amei.
Bem, comenta ai o que vcs acharam do cap.
Sério, cada comentário é importante para mim, amo vcs, msm não os conhecendo.
E é isso ai.
Bjs
Fale com o autor