Magic
27 Capítulo 27
Notas iniciais
15 de Outubro.
As trevas se arrastaram pelo chão, um pequeno emaranhado de teias negras, que se alongavam, em todas as direções. E foi assim que elas surgiram. Duas possuíam o rosto tão branco quanto marfim,o cabelo loiro caia até a cintura, balançando com o vento. A do meio, e a que devia ser a líder, possuía uma linda pele negra. O cabelo cacheado caia pesadamente sobre os ombros, jogados para frente, caindo sobre os seios volumosos. Ambas possuíam olhos brancos, e enevoados. Seus olharem eram tão frios, que era como olhar para um intensa nevasca. Elas usavam calça jeans e jaqueta de esquiar. Os salto altos afundavam na neve a cada passo. Mas era como se elas desfilasem.
Os gordos flocos de neve caíam lentamente. Tudo estava silencioso. A floresta parecia em paz.
A mulher do meio levantou a mão e sussurrou algo. Um enorme estrondo se seguiu, enquanto árvores eram jogadas pro alto.
– Irmãs. — disse ela. Sua voz melodica, mas ao mesmo tempo fria e cruel. -Esta quase chegando.
Uma irauna voava sobre elas. As asas batendo lentamente. O vento fazendo suas penas se agitarem em varias direções. Ela pousou em um galho e olhou para o trio. Como se espera-ce pro pior começar.
...
Abri os olhos respirando fundo, o quarto estava as escuras, o único som vinha da respiração tranquila de Vini. Sua perna estava sobre a minha, sua cabeça no meu pescoço. Estremeci quando ele soltou um suspiro longo. Tudo parecia normal. Mas eu sabia que não estava.
A dois dias atrás, cinco corpos foram encontrados na floresta. Todos do mesmo jeito. Cabeça coberta por um saco, braços e pernas amarradas, sendo presas as árvores. Eles estavam posto de modo que fizessem o desenho se uma estrela. Na testa todos tinham um número, que ia de 2 a 6. Mas pessoas haviam desaparecido. Mas desses nem sinal dos corpos. Um garoto da escola, jurava de pé junto, que havia visto o irmão sendo levado pelo Slender man. Outra garota jura que conseguiu escapar, por pouco, graças a seus pais que acordaram na hora. Algumas pessoas afirmavam terem visto enormes lobos na floresta, esse são os loucos, porque todos estão evitando sair de casa. Os mais velhos dizem que esta começando, é como se eles soubessem de alguma coisa, mas não querem contar. A uns três dias, eu e o Marck estavamos no mercado, e uma senhora tentou me bater com uma bengala, ela ficou gritando que era tudo minha culpa.
Os dias pareciam estar correndo, todos contra mim. Cada segundo parecia ser o último.
Tipo, nesses últimos dias, eu vinha treinando pra caralho. No fim do dia, cada célula do meu corpo doía. Andrew pegava pesado, mas eu estava melhorando. Já havia aprendido a lutar. Vini e Marck tentavam acompanhar meu ritmo, e eles até tavam começando a seguir meu ritmo. Ismael e Stelar, treinavam todos os feitiços que eles achavam úteis. Beatrice e Mitchel começaram a sair, e acho que eles estavam meio que quase namorando.
Tirei a perna de Vini, de cima da minha e me levantei sem fazer barulho. Procurei minha bermuda as escuras. Me vesti e sai do quarto. A casa estava silenciosa. Meus passos ecoaram pelo corredor. Desci a escada e caminhei até a cozinha.
Bem, eu estava tomando coca tranquilamente, quando um arrepio me fez parar, sabe aquele arrepio que começa lá no dedão e sobe até sua cabeça? Bem, foi esse mesmo. Enfim. Me virei lentamente, meu coração batendo loucamente dentro do peito. Ele estava parado perto da porta. O terno manchado de sangue. O rosto frio.
Não tive tendo de pensar. Um tentaculo me agarrou pelo pé e me jogou pro outro lado. Rolei no chão, parando perto do sofá.
Levantei em um salto e me transformei. Ele caminhou até mim. Vários tentáculos se projetavam para fora do terno. Tentei atacar, mas uns dois me seguraram na pata da frente e me atiraram janela a fora.
Cai de pé, em meio a rua, coberta de neve.
Ele saiu pelo enorme buraco nas janelas da sala. Soltei um uivo irritado e ataquei.
Me desviei de outro ataque e o atingi em cheio no estômago, o lançando para cima.
O Slender girou no ar, e parou, alguns daqueles tentáculos o mantendo no ar. Ele parecia mais assustador, com o terno rasgado, e sobre a pouca luz. Ficamos parados, o que pareceu demorar uma eternidade, então ele atacou. Seu corpo girou em minha direção, como um pequeno ttornado os tentáculos se agitando ao redor, formando, um sei lá o que. Recuei, e saltei sobre as patas traseiras. Estavamos a poucos centímetros, quando voltei a forma humana. Joguei meu corpo para trás, o atingindo em cheio, com o joelho.
Toquei o chão, como um lobo. O Slender cambaleou para trás.
As luzes do lado de dentro de casa se acenderam. Aproveitei o momento de distração e ataquei, agarrando um dos tentáculos. Aquilo tinha um gosto podre Comecei a correr pela rua, arrastando o Slender Man comigo. A medida que eu corria, ele tentava me atacar. Nossos rastros ficando na neve.
Estava quase chegando perto da escola, quando uma daquelas coisas me agarrou nas patas traseiras, me fazendo deslizar de cara no chão. Fui lançado para o ar, e depois puxado de volta pra terra. Meu corpo se chocou com força, contra a superfície dura. Ele repetiu o ataque.
Senti minha mente apagar. Então tudo ficou escuro.
O piado de um pássaro me fez abrir os olhos. Eu estava caído no chão, meu rosto afundado na neve.
Me sentei atordoado. Minha boca com aquele gosto de sangue. Levantei a cabeça, procurando por algum sinal do Slender Man. Mas só havia uma enorme poça de líquido preto, como pinche, a uns oito metros de mim. A ave piou novamente me fazendo olhar em sua direção. Aquilo parecia um corvo, porem seu bico era branco e os olhos assustadores. Era como olhar pra algo maligno. Outro pássaro daquele apareceu, e depois outro. E assim foi, até ter uns vinte. Todos olhavam para mim, de um jeito assustador. E então eles começaram a emitir um barulho ensurdecedor. Era como se algo estivesse martelando meus tímpanos. Tentei tampar os ouvidos, mas não tinha jeito. Me levantei e corri, pelado mesmo. Quando cheguei a uma distância em que quase não era possível ouvi-los, me transformei e continuei correndo. Minhas patas afundavam em meio a neve.
A caminhonete de Vini vinha a toda velocidade, pela rua. Ele pisou bruscamente no freio e o carro derrapou. O barulho dos pneus derrapando eram irritantes. Ele saltou do carro antes mesmo dele parar de vez, e caiu em pé.
Voltei a ser humano e corri até ele. Vini abriu os braços e me apertou com força.
– Você ta bem? Perguntou ele. Os lábios tremendo por causa do frio.
– Acho que sim. — o abracei com força, tentando esquenta-lo.
– O que te atacou? Perguntou ele.
– O Slender Man. — sussurrei.
– Tipo, do nada?
– É, eu fui beber coca e o cara tava lá.
– Acha que...? Vini não terminou a pergunta. — Vamos, não queremos que ninguém te veja pelado na rua.
– Concordo. Ninguém merece ver esse corpo sexy as três da manhã.
Sorry enquanto caminhavamos pra picape.
– Seu nariz ta sangrando. — Vini parou ao lado da porta do motorista. — E sua boca também.
– Eu sei, foi uma luta tensa. Agora, me leve pra casa. — entrei no carro e peguei a coberta no banco de trás.
Encostei a cabeça no banco e me cobri, enquanto Vini manobrava e voltava pela mesma direção. Vini ligou o aquecedor, o vento quente soprando contra meu rosto, era delicioso. Fechei meus olhos e respirei fundo.
– Você sabe que tem um buraco enorme, nas janelas da sala? Perguntou Vini. Não precisei abrir os olhos, pra saber que ele me encarava.
– Olhe pra estrada, e sim, eu sei. — respondi sem abrir os olhos.
– Olhando. — ele devia estar sorrindo. Os lábios levemente curvado.
Seguimos em silêncio e isso era bom.
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