Magic

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Quando você pensa que sua vida não pode ficar mais estranha. Pode ter certeza que ela vai achar um jeito de mostrar que você esta errado.

Acordei no meio da madrugada suando frio. Meu coração batia forte no peito. Meus pulmões pareciam querer explodir a qualquer momento, como se eu tivesse corrido uma maratona inteira. Coisa da qual eu nem seria retardado o suficiente para fazer.

A luz do abajur estava ligada, e meus amigos e meu irmão espalhados pelo chão do quarto.

Stelar estava dividindo um colchão com Mitchel, que só pode aparecer pra me ver lá pelas 20h da noite.

Vini estava deitado ao lado de Mael.

Isso estava sendo uma cena interessante.

Marck roncava no colchão ao lado da minha cama.

Todos pareciam dormir tao tranquilamente, que seria uma puta mancada da minha parte acorda-los.

Respirei fundo e joguei as penas para fora da cama. Me levantei e caminhei em direção a porta, tomando o cuidado de não pisar em ninguém.

Abri a porta lentamente e sai para o corredor escuro.

Senti meu estômago roncar.

Desci a escada e fui para a cozinha.

Havia alguém sentado na cadeira, a cabeça tombada sobre a mesa. Me aproximei lentamente.

– Mãe. Pai? Chamei baixinho.

A pessoa levantou a cabeça e me encarou. Senti meu coração dar uma batida a menos no peito.

Era aquela mulher que havia aparecido na sala. Mas ela estava diferente, estava quase humana.

Seu cabelo escuro caía sobre os seios, sua pele era pálida. Os olhos incrivelmente verdes pareciam transbordar gentileza e bondade.

– Olá Paul — disse ela em uma voz suave.

– O...oi — gaguejei.

Eu estava pronto para me virar e sair correndo, mas algo me dizia que eu devia ficar.

– Sente por favor. — disse ela indicando a cadeira vazia a sua frente. Esta se moveu para trás.

Forcei minhas pernas a se moverem e me sentei.

– Você deve estar se perguntando o motivo disso tudo. — começou ela.

~ Não acredito que to conversando com uma mulher já morta. Minha vida não podia ficar mais estranha.~

– É. Eu passei o dois últimos dias me perguntando o porque de Bruxas estarem atrás de mim. — respondi com sarcasmos.

– Eu peço desculpas pela minha aparição. — disse ela parecendo envergonhada. — Mas o que aconteceu com você hoje, não teve intervenção de mim ou de nenhuma de minhas irmãs.

– Como assim? Perguntei confuso.

– Você sabe quem é? Perguntou ela me encarando. Seus olhos pareciam esta estudando minha alma.

– Ãhn, eu me chamo Paul Monters. Tenho 16 anos, nasci em Browk Arrow, Oklahoma...

– Não, isso não — disse ela me interrompendo. — Quem você realmente é. O escolhido, o garoto que possui o sangue sagrado.

– Ei, ei, calma ai dona. Estamos falando de mim. Não de um personagem de livros.

– Você e seu irmão são iguaizinhos. — disse ela dando um pequeno sorriso.

– Muita gente fala isso. — murmurei.

– Vou começar do início, talvez o ajude a entender.

– Okay. — dei de ombro, colocando as mãos sobre a mesa.

– A milhares de anos, um mal andava pelo mundo, ele foi um dos primeiros seres imortais a reinar sobre a terra. Seu nome era Daungher, um filho das mais puras Trevas com uma bruxa. Daungher era o mal em pessoa. Ele matava por prazer, se divertia com a dor e o sofrimento. Ele violava as mulheres virgens, contra sua própria vontade.

– Pera. — levantei a mão pedindo tempo. — o que isso tudo tem a ver comigo?

– Eu estava chegando lá.

– Ah, desculpa. — corei.

– Daungher se tornava mais forte a cada século que passava. Temendo que ele acaba-se se tornando mais forte que seu pai, as Trevas, elas o enganaram, e os prenderam em um lugar que nenhum humano seria capaz de chegar. Mas para que o feitiço de aprisionamento funciona-se elas precisavam do sangue de uma criança. — ela parou e me olhou.

– Eu? Perguntei confuso. Meu cérebro havia começado a doer, era muita informação.

– Não você em si, mas uma pessoa de sua linhagem. Elas precisavam de uma criança que possuísse o sangue das quatros tribos de lobisomens.

– Como assim? — sério, aquilo parecia cada vez mais louco.

– Existem quatro tipos de tribos. A primeira geração, são os que possuem a forma licantropa, ou como você conhece, aqueles lobisomens dos filmes de terror. Eles são conhecido como os Cheios, pois utilizam a lua cheia. A segunda geração surgiu em meio a um feitiço, eles são conhecidos atualmente como Lupinos, ou você pode chama-los de Minguantes.. A terceira geração são os Lycans. Eles são capazes de assumir tanto a forma licantropa quanto a forma lupina, também conhecidos como os Crescentes. E por fim a quarta, são aqueles que não possuem a forma animal, mas possuem todos os seus dons, habilidades e etc, esses seriam os Novos. Seus nomes vem a partir de suas qualificações, ou ao tempo que cada uma está aqui.

– Mas, aonde eu me encaixo em tudo isso?

– Você é a quinta geração, a mais rara de todas. Você pertence as quatros outras gerações. Seus dons não tem limites.

– Ta, mas espera um pouco. O que isso tudo tem a ver com o meu sangue e com aquelas bruxas demoníacas estarem atrás de mim?

– Você tem a mania de me interromper justamente quando estou chegando na parte que responde a suas perguntas.

– Okay, eu vou calar a boca e só falar quando você terminar.

– Obrigado. — ela sorriu. — O seu sangue, bem não o seu, mas o de seu ancestral, foi usado para fechar a cela, usado para finalizar o feitiço. E sim, ele é o único capaz de quebra-lo e libertar Daungher. E antes que você pergunte, Daungher foi enterrado em algum lugar dessas montanhas, por isso você não poderia ter voltado. Seres sobrenaturais de todo o mundo estão te caçando deste o dia em que você nasceu, seu sangue é precioso demais. Não apenas para libertar Daungher, mas ele é capaz de proporcionar grandes poderes para quem o beber.

– Uou, eu deveria me sentir importante então? Perguntei dando um pequeno sorriso.

– A situação é pior do que você pensa. Se Daungher for libertado, tudo aquilo que você ama, será destruído. E se qualquer ser sobrenatural matar você e beber de seu sangue, ele será capaz de destruir tanto o mundo mortal quanto o espiritual.

– Então, por que eu não posso viver aqui? Afinal, eu vou estar em perigo em qualquer lugar do mundo não é?

– O seu cheiro é mais forte aqui, você mesmo viu, apenas dois dias nessa cidade e olha o que já lhe aconteceu.

– Verdade. — encarei minhas mãos sobre a mesa. — Então eu sou um lobisomem?

– Sim.

– E posso trazer um cara que pode acabar com o mundo?

– Isso.

– É, minha vida esta uma verdadeira merda. — levantei a cabeça e encarei a mulher fantasma na minha frente. — Desculpa dona, mas eu tenho que dormir, meu cérebro ta doendo e isso tudo é muita coisa para assimilar.

Me levantei pronto para voltar pro meu quarto. Estava quase na porta da cozinha quando a voz me fez parar.

– Paul, as bruxas que te atacaram hoje, bem, elas estão reunindo seres sobrenaturais, eu infelizmente não sei porque, mas elas estão tramando alguma coisa terrível.

– Mais alguma coisa pra me contar, ou eu posso ir dormir? Perguntei sem me virar.

– Sim, durante eras, Daungher tem controlado pessoas para tentar liberta-lo. Ele esta fazendo isso agora, nesse exato momento, sussurrando coisa nas mentes das pessoas. E agora ele esta despertando, ficando mais forte. Você deve escolher bem em quem confiar.

– Você é o que? Uma bruxa ou o Mestre dos Magos disfarçado?

~ Sim gente, eu sou nerd demais, e sou da era de Caverna do Dragão. E eu odiava o Mestre dos Magos. Superem.~

– Eu não entendi a comparação, mas eu só estou lhe preparando para o pior. Nós Bruxas da luz somos muitas vezes guias espirituais.

– Ah, acabou com as dicas? Eu realmente quero dormir.

– Guarde bem o que eu lhe disse Paul, essa será a última vez que nos vemos.

– Qual o seu nome? Perguntei finalmente me virando. Ela havia começado a se transformar no fantasma da noite anterior. A pele podre, os globos oculares vazios.

– Eu me chamo Pietra. — respondeu ela sorrindo. O que foi uma visão completamente assustadora.

– Bem Pietra, eu não sei o que esta por vir. — ela estava pronta para me interromper. Mas eu levantei a mão a impedindo de falar. — Mesmo com você tendo me explicado e me contado tudo isso. Sério, eu só tenho dezesseis anos, e não to afim de ficar salvando o mundo, muitas pessoas não merecem que ele seja salvo, pra elas continuarem a ter uma vidinha falsa. Eu só quero ter uma vida normal, encontrar o meu lugar no mundo, mas to vendo que vai ser difícil. Sim, eu vou encontrar um jeito de impedir que esse Daungher ai acorde, mas vou fazer isso pelas pessoas que eu amo, e não porque você me pediu. Agora, eu to muito afim de dormir. Por quê eu sei que o mundo vai estar a mesma merda quando eu acordar. Então, tchau, tenha uma boa morte.- me virei e sai pisando firme.

~ Sério que eu desejei uma.boa morte pra ela? Sim mundo, eu sou um garoto estranho.~

Subi a escada e rumei para meu quarto, eu só queria deitar na minha cama e fingir que tudo aquilo havia sido um pesadelo.

Notas finais
Ooi galera que eu asmo. Vcs tão bem? Dsclp a demora. Espero que gostem, desculpa qualquer coisa. Uru uma sondtrack hoje. Eyes on fire - Blue Foundation